
Sea Paradise
★ 4,9/5 (287 avaliações)
a 10 km em linha reta
Fernando de Noronha · Brasil · Américas
Prof. máx. · 43 mNeste pináculo vulcânico, que se eleva de águas mais profundas, vais encontrar fortes correntes que trazem a vida pelágica que faz a reputação de Fernando de Noronha.
O Cabeço da Sapata emerge como um promontório vulcânico submarino, com o seu pico mais raso a alcançar os 18 metros de profundidade. As suas vertentes caem abruptamente para os 35 a 43 metros, apresentando um perfil multi-nível que te permite explorar desde as partes mais profundas até ao topo. É um sítio onde a topografia subaquática é tão imponente quanto a vida que a habita, com paredes íngremes que se perdem no azul profundo e uma passagem a que deves prestar atenção na zona mais profunda.
A corrente é uma característica definidora do Cabeço da Sapata, que se encontra exposto às águas do oceano aberto. Vais encontrar um fluxo intenso e constante, especialmente nas vertentes exteriores e na parede sul. Embora as condições possam ser mais amenas em alguns dias, a norma aqui é uma corrente forte, que exige um bom controlo de flutuabilidade e experiência em mergulho à deriva. Esta dinâmica é precisamente o que atrai a vida marinha pelágica que o torna tão especial.
Ao longo das paredes, podes encontrar abrigo das correntes mais fortes. Observa os grandes cardumes de xaréus-olhudos e meros que se reúnem em torno da estrutura. Há também pargos-cachorro a patrulhar as fendas e os bodiões-franceses a alimentar-se nas rochas. O sítio não é apenas sobre os grandes predadores; a vida de recife é abundante e oferece uma perspetiva diferente do ecossistema.
Na base do pináculo, e em zonas mais abrigadas, vais encontrar raias-prego descansando na areia e tubarões-lixa escondidos sob as saliências rochosas. Com alguma sorte, poderás avistar tubarões-cinzentos-de-recife a patrulhar as zonas mais profundas e expostas. As tartarugas-verdes também são visitantes frequentes, alimentando-se nas esponjas e algas que cobrem as rochas vulcânicas.
Um aspeto particular do Cabeço da Sapata é a presença de duas elevações em forma de monte, cobertas de coral-de-fogo, que acrescentam complexidade ao perfil do mergulho. Existe também uma área tipo gruta, com fundo arenoso, nas proximidades. Estes detalhes topográficos criam micro-habitats diversos e abrigos para uma variedade de criaturas, incluindo pequenos peixes e invertebrados, que contrastam com a vastidão do oceano circundante.
A visibilidade no Cabeço da Sapata é geralmente excelente, variando entre 25 e 40 metros, o que é crucial para mergulhar com segurança num sítio com correntes fortes e profundidade considerável. Esta clareza de água permite-te apreciar a escala do pináculo e a abundância da vida marinha à distância. A luz filtra-se através da água azul, criando um espetáculo visual que muda à medida que te moves através das diferentes profundidades do sítio.
Este sítio é, em muitos aspetos, um contraste com os mergulhos mais rasos e protegidos de Fernando de Noronha. Embora o nome possa ser associado ao naufrágio da corveta Ipiranga – que, na verdade, colidiu com o pináculo em 1983, mas agora repousa a uma profundidade muito maior, sendo um mergulho técnico separado – o Cabeço da Sapata, em si, é focado na beleza natural do pináculo e na sua vida marinha. É um mergulho para quem procura a emoção de uma corrente forte e a recompensa de grandes cardumes e avistamentos de pelágicos.
Este é um mergulho para mergulhadores avançados e experientes, especialmente aqueles com experiência em correntes fortes, devido ao fluxo intenso que pode ser encontrado. A profundidade mínima é de 18 metros e o sítio estende-se até aos 43 metros, exigindo um bom consumo de ar e planeamento cuidadoso do perfil de descompressão. A visibilidade é, em geral, muito boa, entre 25 e 40 metros. A melhor época para mergulhar em Fernando de Noronha, e consequentemente no Cabeço da Sapata, é de agosto a fevereiro, quando as condições de mar são mais calmas e a visibilidade mais clara, embora o mergulho seja possível durante todo o ano, dependendo das condições meteorológicas.