Cruzeiros · Indonésia
Amalia Indonesia — Komodo em madeira, correntes e mantas
O que torna este barco único
- Cruzeiros de 3 a 6 noites por Komodo, com mergulho no Norte, Centro e Sul, além de visitas a Rinca, Padar e à praia rosa.
- A bordo seguem dois botes de apoio, dois ou três mergulhos noturnos conforme a rota e, por vezes, um quarto mergulho no dia.
- A lotação máxima é de 11 passageiros, com cinco cabines no convés inferior e uma relação próxima de um tripulante por passageiro.
- O pacote inclui pensão completa, equipamento recreativo, mergulhos da rota, snorkeling, stand up paddle e excursões terrestres.
- A operação trabalha com grupos de até quatro mergulhadores por guia e dá prioridade clara à leitura das correntes e à segurança.
O convite
A Amalia leva o mergulhador para dentro de Komodo, em vez de o deixar a repetir diariamente o mesmo trajeto desde Labuan Bajo. Dormir a bordo permite chegar aos pontos de mergulho antes dos barcos de um dia, alcançar zonas mais afastadas e entrar na água também depois do jantar, quando a rota prevê mergulho noturno. O interesse está na variedade: pináculos varridos por corrente, canais com grandes cardumes, recifes rasos para procurar vida macro e locais onde as mantas usam o fluxo da água para se alimentar. Entre um mergulho e outro, ainda há dragões de Komodo, trekking em Padar, praia rosa, snorkeling e stand up paddle. É uma escolha para quem quer que o barco seja base de mergulho e transporte dentro do parque, não apenas um quarto que navega.
Subir a bordo
A Amalia nasceu como um barco de carga tradicional e foi reconstruída pela equipa com casco de madeira de ferro, antes de receber uma renovação em 2021. Essa história nota-se mais no caráter do que no conforto polido de um hotel: há madeira, trabalho de bordo e uma relação direta com o mar. O salão interior abre para a cozinha, as refeições podem passar para o exterior e o convés de mergulho fica separado da zona de descanso. A circulação é simples, sem corredores longos nem espaços desperdiçados. Dois botes tornam as entradas e saídas mais flexíveis, sobretudo em locais onde a corrente decide onde o grupo vai emergir. A Amalia não tenta esconder que é um barco de mergulho. Organiza tudo à volta dele.
O ambiente a bordo
O ambiente é próximo porque o barco recebe poucos passageiros e a tripulação acompanha o grupo durante tudo: prepara a entrada, ajuda com o equipamento, serve a comida e volta a organizar o convés para o mergulho seguinte. A equipa reúne profissionais indonésios e internacionais, fala inglês e indonésio e mantém uma presença muito prática, sem transformar cada gesto numa formalidade. Os briefings de segurança são levados a sério, os grupos mantêm-se organizados e o guia continua atento mesmo quando o encontro com a vida marinha torna a água mais exigente. Em terra, a convivência pode continuar numa visita ou numa iniciativa local organizada pela equipa. É o tipo de barco onde os passageiros acabam por conhecer os nomes de quem trabalha a bordo.
Os locais onde se mergulha
As rotas duram 3, 4, 5 ou 6 noites e percorrem as zonas Norte, Central e Sul de Komodo, com combinações que podem incluir Rinca, Padar e a praia rosa. No Norte, Castle Rock desce até -30 m e Crystal Rock até -30 m, ambos com correntes ricas em nutrientes, tubarões de recife e cardumes; Golden Passage, também até -30 m, aperta a deriva num canal onde a corrente concentra peixes. Batu Bolong chega a -40 m, num pináculo oceânico cheio de cor e ação pelágica. No Centro, Tatawa Besar vai até -25 m entre corais moles e tartarugas, e Siaba Besar, até -18 m, oferece recife calmo, raso e macrovida. No Sul, Cannibal Rock chega a -30 m e mistura nudibrânquios, peixes-sapo e vida pelágica; Manta Alley, até -20 m, procura mantas num canal estreito. Siaba Kecil alcança -30 m, com corrente, jardins de coral e grandes animais.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, as mantas, os tubarões de recife, as tartarugas e os nudibrânquios aparecem em muitos dos locais, mas nunca como promessa automática. Barracudas, napoleões, carangues gigantes, raias-águia e corais moles completam o cenário mais comum, enquanto a corrente pode trazer os encontros maiores. O mergulho também recompensa quem procura devagar: Wainilu esconde no fundo de areia e detritos cavalos-marinhos, peixes-sapo, chocos flamboyantes, camarões-arlequim e, em particular, o peixe-mandarim. Golden Passage é o ponto indicado para procurar o raro tubarão-leopardo e os peixes de vidro. Siaba Besar é o local da vida-fantasma e do peixe-unicórnio; Sebayur Kecil concentra peixe-palhaço e peixe-lima; Castle Rock pode revelar o peixe-cofreiro. Em Siaba Kecil, a lista exclusiva inclui lagosta e peixe-anjo. A razão para seguir a corrente é esta mistura de escala: do nudibrânquio ao pelágico no mesmo cruzeiro.
Quem vos põe na água
A condução dos mergulhos fica a cargo de divemasters e instrutores que falam inglês e indonésio. Os grupos são limitados a quatro mergulhadores por guia, normalmente duas duplas, e a organização procura juntar níveis e experiência semelhantes. Antes de cada entrada há um briefing do local com topografia, corrente, tipo de mergulho, tempo previsto, profundidade máxima e temperatura estimada; existe também um briefing geral sobre a forma de mergulhar no parque e os procedimentos de emergência. Para participar no liveaboard é exigido, no mínimo, um nível que inclua mergulho profundo de aventura. Quem tem apenas Open Water pode fazer esse mergulho ou o curso SSI Advanced Adventure a bordo. A embarcação leva oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF, GPS, radar, balsa salva-vidas e coletes; a tripulação tem formação em primeiros socorros.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é sombreado e tem plataforma própria para entrar na água. Dois botes de apoio acompanham o cruzeiro, permitindo separar pontos de entrada e saída e recolher mergulhadores onde a corrente os leva. O equipamento recreativo está disponível a bordo, com material Scubapro e Mares, e há adaptadores DIN. Cada BCD dispõe de uma boia de sinalização; existem ainda oxigénio e primeiros socorros para emergências. Câmaras têm uma zona de lavagem separada, enquanto o regresso à superfície pode terminar no duche exterior antes da refeição. O que não aparece definido é o volume ou o material dos cilindros, o tipo de compressor, o enchimento e a disponibilidade de nitrox; esses detalhes não devem ser presumidos. O equipamento próprio também é bem-vindo.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, a Amalia oferece sombra no convés de mergulho, sol no deck superior e espaço para simplesmente deixar o corpo recuperar. O intervalo pode passar por uma prancha de stand up paddle, snorkeling junto ao barco, banho no duche exterior ou uma pausa no salão com livros, jogos e televisão. Os dias sem mergulho não ficam reduzidos a navegar: a rota pode incluir a visita aos dragões de Komodo, trekking em Padar, praia rosa, uma paragem de praia ao pôr do sol ou bebidas e barbecue junto à areia. Há também uma zona de fotografia e lavagem separada para câmaras, útil para quem passa o intervalo a tratar das imagens em vez de procurar animação.
Um dia a bordo
O dia começa com a preparação do primeiro mergulho e um briefing do local antes de a água tomar conta do programa. Seguem-se os mergulhos da manhã, uma refeição quente depois do segundo e tempo para secar equipamento, comer um snack, nadar, remar ou descansar à sombra. A Amalia faz normalmente três mergulhos por dia e, conforme a rota, pode chegar a quatro; os mergulhos noturnos entram nos itinerários de 3, 4, 5 e 6 noites em números diferentes. Entre pontos, o barco navega pelo parque e a tripulação reorganiza cilindros, câmaras e convés para a entrada seguinte. Nos dias de exploração terrestre, um dos intervalos transforma-se em caminhada para ver dragões, subida a Padar ou paragem numa praia. No último dia há dois mergulhos em algumas rotas, por isso o regresso a Labuan Bajo acontece depois de a água terminar de vez.
O que se come a bordo
A cozinha prepara refeições quentes durante o cruzeiro, com pratos locais e ocidentais, serviço à la carte, snacks ao longo do dia e opções vegetarianas e veganas. O chef pode adaptar a comida a alergias e intolerâncias, desde que sejam comunicadas antes da partida. As refeições completas estão incluídas e podem ser servidas ao ar livre, o que dá à mesa uma função importante: depois de um mergulho, é onde se recupera, se compara o que cada grupo encontrou e se ganha energia para voltar à água. Água potável, chá, café, bebidas não alcoólicas e snacks fazem parte do serviço; cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas são adquiridos à parte.
As noites no mar
As noites passam-se no convés inferior, em cabines com vigia, ventilador pessoal, iluminação contínua e ponto de carregamento. Há cabines Twin com beliches, cabines Double Private Ensuite, uma cabine Twin maior e uma cabine familiar para duas ou três pessoas. Algumas usam casas de banho partilhadas; outras têm casa de banho privada. O espaço é o de um barco pequeno, não o de um resort: o equipamento e as malas fazem parte da paisagem e a vigia deixa entrar o som da água e da vida a bordo. Quem prefere dormir fora da cabine pode subir ao convés de observação e ao sun deck. À noite, o atrativo é simples: balanço leve, ar aberto e céu sobre o parque, quando o barco está fundeado.
Camarotes twin
duplo privativa com casa de banho privativa
Camarote grande partilhada
O que é preciso saber antes de embarcar
A partida e o regresso fazem-se em Labuan Bajo, no escritório do Uber Scuba. Os itinerários publicados indicam saída às 09h30 e regresso aproximadamente entre as 14h e as 15h no último dia. Não é indicada uma transferência de aeroporto incluída; convém tratar a chegada e a ligação ao porto separadamente com o operador. Para embarcar sem começar a viagem a correr, chegar a Labuan Bajo na véspera é a opção sensata.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2015
- Ano de renovação
- 2021
- Comprimento
- 29 m
- Boca
- 5 m
- Número máximo de passageiros
- 11
- Número de cabines
- 5
- Número de casas de banho
- 4
- Velocidade de cruzeiro
- 6 nós
- Botes de apoio
- 2
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