Cruzeiros · Indonésia
Dewi Nusantara — uma grande escuna de madeira feita para mergulhar
O que torna este barco único
- Escuna tradicional de madeira, com três mastros e espaço pensado para explorar Raja Ampat durante 12 dias e 11 noites.
- Dois botes de mergulho levam cada grupo ao local e regressam para recolher os mergulhadores onde eles emergem.
- A operação oferece até quatro mergulhos por dia, incluindo mergulhos noturnos, com grupos de no máximo quatro mergulhadores por guia.
- A bordo há uma sala de fotografia dedicada, cabines com casa de banho privada, refeições ocidentais e indonésias e espaço para não mergulhadores.
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O convite
A Dewi Nusantara escolhe-se quando o mergulho vem primeiro, mas não se quer passar a noite num barco apertado. A rota atravessa Raja Ampat entre recifes de coral mole, paredes, correntes com grandes cardumes e pontos onde a vida pequena exige tempo e atenção. O barco leva os mergulhadores até locais remotos, enquanto a sua dimensão deixa espaço para uma sala de fotografia, dois botes de apoio, um salão amplo e vários lugares onde descansar sem ficar em cima do equipamento dos outros. A escolha faz sentido para quem quer quatro oportunidades de entrar na água por dia, briefings detalhados e uma operação capaz de adaptar a seleção dos locais às condições e ao que o grupo procura. Em troca, recebe-se uma semana longa de mergulho, comida cuidada e uma tripulação que permanece próxima durante toda a viagem. Raja Ampat é a razão para embarcar; o conforto permite aproveitá-la sem transformar cada intervalo numa recuperação logística.
Subir a bordo
A chegada à Dewi Nusantara não tem o ar de uma lancha convertida em alojamento. É uma escuna de madeira de linhas tradicionais, com velas de esteira e uma presença pesada no cais; a madeira e os espaços generosos lembram que o barco foi feito para passar longos períodos entre ilhas, não apenas para transportar hóspedes de uma marina para outra. A circulação é simples: o convés principal concentra o centro de mergulho, a sala de câmaras, o grande convés de mergulho, a mesa exterior e o salão; as escadas levam aos conveses de descanso e às cabines. No alto, o passadiço reúne a navegação e os botes quando não estão na água. Há também uma sensação rara num liveaboard: o convés não termina no equipamento. Pode subir-se para a proa, sentar-se junto ao leme ou deixar o olhar correr pelas ilhas de calcário enquanto a embarcação avança.
O ambiente a bordo
O ambiente é cuidado sem ser distante. Há espaço suficiente para um grupo de 18 pessoas se dispersar durante o dia e voltar a juntar-se à mesa, no salão ou no convés ao fim da tarde. A tripulação local e internacional fala inglês, alemão, francês, espanhol e indonésio; a equipa de mergulho fala inglês e há também apoio em francês e indonésio. A proximidade aparece nas pequenas tarefas: a equipa leva as câmaras para os botes, ajuda com a bagagem, prepara os espaços entre mergulhos e conversa com os hóspedes fora dos briefings. Há quem jogue xadrez com a tripulação no passadiço. Depois do jantar, o barco tende a ficar mais quieto, com fotografias na televisão, uma bebida no salão ou histórias debaixo do convés aberto. É um ambiente de cruzeiro pequeno dentro de um barco grande: pode escolher-se companhia, mas ninguém fica anónimo durante muito tempo.
Os locais onde se mergulha
Em Raja Ampat, a Dewi visita uma sequência de locais que alterna grandes encontros e mergulho minucioso. Manta Sandy é uma estação de limpeza onde se procuram raias manta de recife e, por vezes, mantas oceânicas; Cape Kri concentra cardumes de fusileiros e imperadores, napoleões, tubarões de recife e o mero-gigante registado apenas ali. Blue Magic leva a vida para o azul, com mantas oceânicas, atuns-de-dente-de-cão, barracudas e tubarões-wobbegong. Em Sardines, a corrente empurra cardumes e predadores sobre o recife. Sorido Wall é uma parede com fusileiros, barracudas e tubarões de recife; Friwenbonda aposta nos corais moles, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus. South Kri mistura corrente suave, macrovida e cardumes, enquanto Ransiwor desce até um máximo de 30 m num recife inclinado com tartarugas e fusileiros de dorso amarelo. Yenbuba Jetty chega ao máximo de 30 m sob uma estrutura de madeira colonizada por corais e pequenos animais. Sawandarek é mais raso e protegido, com tartarugas verdes gigantes e xareus. Mios Kon e Chicken Reef atingem no máximo 30 m; o primeiro é procurado pelos wobbegong, o segundo oferece quatro experiências de mergulho no mesmo recife. As partidas registadas são de Sorong para Sorong, com 12 dias e 11 noites: All of North Raja Ampat, All of Raja Ampat – Biodiversity Hotspot, South Raja Ampat, Misool, The Bomberai Peninsula & Central Raja Ampat, e All of Raja Ampat Including Kofiau.
O que se encontra debaixo de água
A fauna desta rota não depende de um único mergulho de sorte. Barracudas, tubarões de recife, tartarugas, fusileiros, nudibrânquios, carangues, napoleões e cardumes de peixes de recife aparecem em vários pontos; os cavalos-marinhos-pigmeus, os peixes-papagaio-de-cabeça-grande e os tubarões de ponta-preta também fazem parte do repertório da viagem. O interesse está na forma como cada local muda a escala do encontro. Em Cape Kri, procura-se o mero-gigante, registado apenas nesse ponto da rota. Yenbuba Jetty acrescenta anthias, donzelas e peixe-papagaio junto à madeira do cais. South Kri guarda o caranguejo entre a macrovida do recife. Chicken Reef é o ponto específico para procurar cavalo-marinho, moreia, peixe-escorpião e peixe-cocher, além de corais duros; em Ransiwor foram registados polvo e peixe-palhaço. Em Manta Sandy, as raias manta concentram-se na estação de limpeza. Em Blue Magic, a corrente e o azul aberto juntam mantas oceânicas, atuns, barracudas e cardumes. Nada disso é garantido; é precisamente por isso que os briefings e o tempo passado a observar importam.
Quem vos põe na água
A operação é recreativa e inclui snorkeling e Nitrox, mas não mergulho técnico, Trimix ou rebreather. A equipa de mergulho reúne dois diretores de cruzeiro com certificação PADI e quatro dive masters locais experientes nas zonas visitadas. Os grupos nunca ultrapassam quatro mergulhadores por guia, uma dimensão que permite acompanhar melhor o ritmo e a posição de cada pessoa, sobretudo quando a corrente aperta. Antes de cada mergulho há um briefing com o tipo de entrada, profundidade sugerida, corrente prevista, direção e vida marinha esperada; os mapas desenhados à mão ajudam a transformar a explicação em imagem. No primeiro dia de mergulho são explicados os procedimentos gerais, a segurança e o funcionamento do Nautilus Lifeline Marine GPS, fornecido durante o cruzeiro. O barco leva oxigénio, primeiros socorros, comunicações VHF, SSB, telefone móvel e satélite, radar, GPS e radiobaliza. A corrente é verificada pelo guia quando o bote chega ao local, e o perfil final fica sob responsabilidade do mergulhador, dentro das práticas da sua certificação.
O convés de mergulho e o equipamento
O mergulho começa no convés, não na água. A Dewi usa cilindros de alumínio de 12 litros, preparados para ar ou Nitrox 32; há uma quantidade limitada de cilindros de 15 litros e de 10 litros. Todos aceitam reguladores DIN ou de estribo. O Nitrox está disponível mediante suplemento. O equipamento de aluguer é sobretudo Scubapro e pode ser pedido por conjunto ou por peça, incluindo colete, regulador e fato; também há luzes e equipamento periférico de segurança. As entradas na água fazem-se sempre a partir dos dois botes de apoio de 7 metros, com espaço próprio para cada mergulhador e compartimento semiss eco por baixo do banco. O motor fora de borda leva-os ao local em poucos minutos, e a equipa permanece no bote durante o mergulho. Para fotógrafos, há uma sala de câmaras acessível 24 horas, bancada dedicada, pontos de carregamento e armazenamento. Os tanques de lavagem são separados: um só para câmaras e computadores, outro para o restante equipamento.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, a Dewi oferece espaço para não fazer nada sem se sentir preso a uma cabine. O convés de mergulho é amplo e sombreado; depois de lavar o equipamento, pode ficar-se ali a conversar, secar a máscara ou esperar pelo próximo briefing. No convés superior há mobiliário para ler ou apanhar sol, e na proa duas redes colocam o corpo acima da passagem da água. O salão climatizado serve para rever fotografias, procurar uma espécie na biblioteca ou simplesmente escapar ao calor. Os intervalos mais longos podem incluir caiaque, snorkeling ou uma excursão em terra, dependendo da rota e das condições. Em Raja Ampat, isso pode significar entrar numa lagoa escondida entre ilhas, caminhar por uma floresta ou visitar uma comunidade. Quando o barco navega, o melhor lugar pode ser uma cadeira virada para a esteira: as ilhas passam devagar e o próximo mergulho começa a formar-se na cabeça.
Um dia a bordo
O dia começa antes da primeira entrada na água, com café, chá e um pequeno-almoço leve já disponível a partir das 6h. Segue-se o briefing, a preparação no convés e a saída num dos botes. Depois do primeiro mergulho vem o pequeno-almoço cozinhado; o intervalo seguinte serve para lavar o equipamento, rever uma fotografia ou simplesmente ficar à sombra antes de voltar ao local. O almoço buffet aparece depois do segundo mergulho, e um snack leve ajuda a atravessar a tarde. A operação pode oferecer até quatro mergulhos por dia, conforme o itinerário, as condições e a escolha do grupo. Entre eles, o barco pode navegar para outra ilha ou permanecer abrigado, enquanto os mergulhadores ocupam o salão, os conveses ou os kayaks. Ao fim do dia há um briefing sobre os locais seguintes, incluindo a possibilidade de preparar macro ou grande-angular. O mergulho ao crepúsculo ou noturno pode fechar a sequência; o jantar é servido antes ou depois dele, conforme quem entra na água.
O que se come a bordo
A cozinha acompanha o ritmo dos mergulhos, em vez de obrigar o dia a caber num horário de restaurante. Antes da primeira entrada na água há um pequeno-almoço disponível a partir das 6h, com fruta, cereais, muesli, croissants, pão, compotas, café e chá. Depois do mergulho, chega o pequeno-almoço cozinhado, com escolha entre pratos ocidentais e indonésios. O almoço é servido em buffet; a meio da tarde aparecem snacks; o jantar é uma refeição com serviço à mesa, geralmente antes ou depois do mergulho noturno. A cozinha combina pratos locais e ocidentais, com opções vegetarianas e veganas, e o chef tem formação em restaurantes de cinco estrelas em Bali. Pode comer-se no interior ou ao ar livre, com a paisagem a mudar atrás da mesa. Num dia de quatro mergulhos, essa sequência de refeições não é decoração: é o que mantém o corpo pronto para voltar à água.
As noites no mar
As noites acontecem em cabines que dão mais espaço e silêncio do que a maioria dos barcos de mergulho. As oito Deluxe Staterooms ficam no convés inferior, têm ar condicionado individual, casa de banho privada, vigia, arrumação e podem ser preparadas com duas camas separadas ou uma cama de casal. A Master Suite, na popa do convés principal, ocupa toda a largura do barco e abre-se para o mar através de uma vista de 180 graus; algumas janelas podem ser abertas para entrar ar fresco. É a cabine que muda por completo a ideia de dormir num liveaboard. Depois do jantar, o barco pode estar em navegação ou parado numa baía, com o ruído dos motores e do mar a substituir os sons de terra. No salão há biblioteca, televisão e jogos; no exterior, os conveses permitem escolher entre uma espreguiçadeira ao vento e uma noite mais recolhida.
Camarote de luxo
Suíte master
O que é preciso saber antes de embarcar
Este itinerário parte de Sorong e regressa a Sorong. A embarcação recebe os hóspedes ao meio-dia; a transferência do aeroporto até ao porto está incluída, e a equipa encontra os passageiros à saída da zona de chegadas para ajudar com a bagagem. No fim do cruzeiro, a transferência da embarcação para o aeroporto também está incluída, e o desembarque final acontece de acordo com o voo, nunca depois das 9h. Quem chegar cedo pode ser levado a um hotel para tomar o pequeno-almoço e beber café; quem chegar na véspera organiza por conta própria o caminho até ao hotel. Chegar um dia antes continua a ser a opção mais prudente para proteger o embarque contra atrasos de voo.
Planta do barco
O que o barco faz pelo oceano
A lavanderia é feita em terra entre cruzeiros, e não a bordo, devido a restrições ecológicas nos parques marinhos. Essa limitação reduz a quantidade de águas residuais tratadas durante a operação no mar.
- Ano de construção
- 2007
- Comprimento
- 57 m
- Boca
- 12 m
- Número máximo de passageiros
- 18
- Número de cabines
- 9
- Número de casas de banho
- 9
- Motores
- 2 × motores diesel Nissan biturbo de 500 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 8 nós
- Botes de apoio
- 2
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