Cruzeiros · Indonésia
Jaya — um phinisi indonésio para mergulhar em pequenos grupos
O que torna este barco único
- Phinisi tradicional de 1999, pensado para Raja Ampat e expedições entre Raja Ampat, Ambon e Banda.
- Recebe até 14 passageiros em sete cabines, com grupos de mergulho pequenos e uma plataforma espaçosa.
- A tripulação e a comida são os pontos mais fortes a bordo, com notas de 9,3 e 9,9.
- As rotas registadas duram de 7 dias/6 noites a 11 dias/10 noites.
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O convite
O Jaya é escolhido por quem vem a Raja Ampat para passar mais tempo debaixo de água, não por quem procura um hotel flutuante. O seu caráter é o de um phinisi tradicional, simples na forma e concentrado no que interessa: uma equipa próxima, grupos pequenos e acesso a uma das zonas de mergulho mais ricas da Indonésia. A plataforma de mergulho tem espaço para preparar o equipamento sem transformar cada entrada na água numa fila. Depois do mergulho, há um barco de apoio para recolher os mergulhadores e o dia continua sem grandes cerimónias. É uma boa escolha para quem prefere organização, convívio e tempo de fundo a acabamentos de luxo. As avaliações confirmam esse equilíbrio: o barco recebe 8,0, enquanto a tripulação chega a 9,3, a comida a 9,9 e o mergulho a 9,7.
Subir a bordo
A chegada ao Jaya faz-se com a sensação de entrar num barco de trabalho que conhece o mar, não num cenário construído para impressionar durante cinco minutos. A madeira e a construção tradicional dão-lhe uma presença própria, enquanto a organização mantém o convés funcional para uma semana de mergulho. Com catorze passageiros no máximo, é fácil reconhecer as pessoas e perceber como o barco funciona logo nos primeiros dias. A circulação concentra-se nos espaços comuns, na varanda e no convés de mergulho, onde o equipamento permanece preparado entre imersões. O Jaya foi construído para mergulhar: há plataforma própria, arrumação para o equipamento, estações de carregamento e uma zona separada para lavar câmaras. A experiência ganha pela escala humana e pela rotina bem gerida, não por uma decoração de resort.
O ambiente a bordo
O ambiente do Jaya parece ser construído mais pela equipa do que pelo acabamento do casco. A tripulação recebe 9,3, e o que se repete a bordo é a combinação de profissionalismo, disponibilidade e bom humor. Isso muda uma semana com várias imersões por dia: alguém ajuda quando uma fivela emperra, mantém o convés em ordem e faz com que o regresso da água não seja uma operação solitária. O grupo pequeno favorece conversas rápidas entre mergulhos e uma convivência que se torna natural sem exigir animação organizada. À noite, a vida passa pela mesa, pela varanda e pelo convés, com cervejas disponíveis e espaço para falar dos animais vistos naquele dia. O Jaya não promete luxo; oferece uma equipa que faz o barco funcionar e deixa o mergulho ocupar o centro da viagem.
Os locais onde se mergulha
A rota concentra-se em Raja Ampat, sobretudo na região de Dampier, e passa por locais que alternam grandes animais, corrente e vida pequena. Em Manta Sandy, a procura é pelas raias manta nas estações de limpeza. Cape Kri reúne grandes cardumes, napoleões, tubarões de recife e a possibilidade de procurar o mero gigante, registado apenas ali. Blue Magic leva ao azul, com cardumes, carangues gigantes, atuns-de-dente-de-cão, barracudas, tubarões wobbegong e mantas oceânicas. Sardines, Sorido Wall, Friwenbonda e South Kri acrescentam cardumes, paredes, corais moles e macrovida. Ransiwor desce até -30 m e combina um recife de inclinação suave, tartarugas e fusileiros; ali também pode surgir o polvo e o peixe-palhaço. Yenbuba Jetty chega a -30 m e transforma a estrutura de madeira do cais num recife artificial, com cavalos-marinhos-pigmeus e peixes-tubo. Sawandarek privilegia águas rasas e pouca ou nenhuma corrente, com tartarugas verdes gigantes. Mios Kon e Chicken Reef atingem -30 m; o primeiro é procurado pelos wobbegong, enquanto o segundo oferece quatro experiências no mesmo recife, com cavalos-marinhos, moreias e vida macro. As saídas Best of Dampier duram 7 dias/6 noites, entre Waisai e Waisai. As expedições Raja Ampat–Ambon e Ambon–Raja Ampat duram 11 dias/10 noites; Ambon–Banda–Ambon dura 9 dias/8 noites.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, os encontros repetidos dão a Raja Ampat o seu peso: barracudas, tubarões de recife, tartarugas, fusileiros, nudibrânquios, carangues, napoleões, meros, cavalos-marinhos-pigmeus e peixes-papagaio-de-cabeça-grande aparecem em vários pontos. Os cardumes são parte constante do cenário, mas a corrente é o que concentra a ação em locais como Blue Magic, Sardines e Cape Mansuar, onde também podem passar mantas oceânicas ou raias mobula. Em Manta Sandy, o motivo é mais preciso: observar raias manta numa estação de limpeza. Há ainda encontros que justificam um local específico. Cape Kri é o único ponto desta rota onde está registado o mero gigante; Yenbuba Jetty concentra anthias, donzelas e peixe-papagaio; Chicken Reef é o ponto indicado para procurar cavalo-marinho, moreia, peixe-escorpião e peixe-cocher; Ransiwor é o local onde foram registados polvo e peixe-palhaço. Nada disso é garantido. O mergulho recompensa quem olha também para dentro do recife.
Quem vos põe na água
A equipa combina elementos locais e internacionais e fala inglês. Os grupos de mergulho são pequenos, com um máximo de quatro mergulhadores por guia nas expedições anunciadas, organizados de acordo com experiência, preferências e capacidades. Os briefings orientam cada saída e a operação pode ajustar os locais às condições, em vez de forçar o grupo a cumprir um ponto fixo. O Jaya recebe mergulhadores de diferentes níveis, mas não é indicado um número mínimo de mergulhos registados nem uma certificação específica para embarcar. Também podem decorrer formações de mergulho, com certificações SSI disponíveis através da operação. Para a segurança, há oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes salva-vidas, radar, sonar, GPS e comunicações por rádio VHF/DSC/SSB, além de telefones móveis e satélite. Não é indicado um desfibrilhador.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é amplo, tem plataforma própria, arrumação para o equipamento e bacias de lavagem. Há adaptadores DIN, estações de carregamento, uma zona separada para lavar câmaras e quatro botes de apoio, cada um com quatro metros e motor Yamaha de 40 hp. Esses botes levam os grupos aos pontos de entrada e recolhem os mergulhadores depois da subida, o que é especialmente importante em locais com corrente ou deriva. O aluguer de equipamento está disponível, mas não são indicadas marcas nem a composição exata dos conjuntos. Também não são especificados o volume dos cilindros, o tipo de metal, a pressão de enchimento, o compressor ou a disponibilidade de nitrox. A plataforma e os botes estão claramente pensados para uma operação de mergulho organizada; os detalhes de cilindros e gases devem ser tratados na reserva, não presumidos.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o Jaya oferece uma varanda, um ponto de descanso e espaço exterior para deixar o corpo recuperar sem abandonar a vida do barco. Pode-se ficar à sombra, apanhar ar no convés ou acompanhar a navegação enquanto a tripulação prepara a próxima saída. A plataforma espaçosa ajuda também nos intervalos: o equipamento permanece organizado e as câmaras têm uma zona de lavagem separada. Para quem fotografa, existe um espaço próprio e estações de carregamento. As tardes sem mergulho podem incluir excursões terrestres, que fazem parte das viagens anunciadas, ou simplesmente tempo no convés. Não há necessidade de inventar ocupações. Em Raja Ampat, ver as ilhas passarem e esperar pelo próximo briefing já é uma parte real do cruzeiro.
Um dia a bordo
Um dia a bordo começa antes de o calor apertar. Acorda-se, toma-se algo, ouve-se o briefing e prepara-se o equipamento enquanto o barco ou o bote se posiciona para a primeira entrada. Depois vêm os intervalos no convés, snacks, água, conversas curtas e a refeição que devolve energia antes do mergulho seguinte. Entre saídas, a tripulação reorganiza cilindros, verifica o material e mantém a plataforma pronta para o próximo grupo. A navegação entra nos espaços mais longos entre ilhas e nas travessias noturnas das expedições. Alguns dias têm três mergulhos; outros incluem quatro, conforme a rota e as condições. Nas viagens de Ambon–Banda–Ambon há ainda mergulho ao pôr do sol para procurar peixes-mandarim. Depois do jantar, o ritmo abranda no convés. No dia seguinte, começa tudo de novo.
O que se come a bordo
A alimentação é uma parte forte da viagem. A pensão completa organiza as refeições em torno dos mergulhos, com pequeno-almoço, almoço e jantar, além de fruta, snacks ao longo do dia e chá ou café. A cozinha combina buffet, pratos locais e jantar à la carte, com opções vegetarianas e vegan. Bebidas alcoólicas e não alcoólicas podem ser adquiridas a bordo. Num cruzeiro de mergulho, isto vale mais do que parece: entre uma entrada e outra, uma refeição abundante evita que o intervalo se transforme numa caça a qualquer coisa para comer. As avaliações dão à comida a nota mais alta do barco, 9,9, e descrevem refeições fartas e bem cuidadas. A mesa funciona como ponto de encontro, sobretudo depois do último mergulho do dia.
As noites no mar
As noites acontecem em cabines climatizadas no convés inferior, com janelas standard. Há cabines twin e cabines double com casa de banho privativa; no total, existem cinco casas de banho para os passageiros. O espaço é prático e suficiente para dormir, guardar o essencial e recomeçar cedo, mas não deve ser confundido com uma cabine de hotel espaçosa. A escolha entre uma cabine twin e uma double ensuite pesa mais na privacidade e na partilha da casa de banho do que numa diferença de ambiente. As cabines são para descansar depois de um dia de imersões, não para passar a tarde dentro delas. O Jaya também recebe não mergulhadores e praticantes de snorkeling, o que permite viajar em casal ou em grupo sem exigir que todos entrem com garrafa na água.
Camarote twin
Camarotes duplos com casa de banho privativa
O que é preciso saber antes de embarcar
As saídas Best of Dampier partem de Waisai e regressam a Waisai. A expedição Raja Ampat–Ambon liga Waisai a Ambon, enquanto a rota Ambon–Raja Ampat segue de Ambon até Waisai ou Sorong; Ambon–Banda–Ambon começa e termina em Ambon. Nas expedições com partida em Ambon, o embarque é feito no porto de Tulehu; a chegada está indicada para as 11 horas e o desembarque no regresso acontece depois do pequeno-almoço, às 8h30. As transferências devem ser combinadas antes da partida quando forem necessárias. Chegar na véspera é a opção mais prudente, sobretudo nas rotas com embarque em porto e nas ligações entre ilhas.
Planta do barco
- Ano de construção
- 1999
- Comprimento
- 23 m
- Boca
- 5,7 m
- Número máximo de passageiros
- 14
- Número de cabines
- 7
- Número de casas de banho
- 5
- Motores
- Mitsubishi 200 cv
- Botes de apoio
- 4 m com Yamaha de 40 cv
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