Cruzeiros · Baamas
Blackbeards Sea Explorer — mergulho direto, sem luxo desnecessário
O que torna este barco único
- Um liveaboard de orçamento controlado para explorar as Exumas e Eleuthera, com rota Nassau–Nassau de 7 dias e 6 noites.
- O programa chega a 19 mergulhos, incluindo mergulhos noturnos, conforme o itinerário e as condições.
- O convés de mergulho tem plataforma, tanques de lavagem e adaptadores DIN, além de um bote insuflável de apoio.
- A tripulação obtém 9,5, enquanto o barco fica em 8,1: a força da experiência está mais nas pessoas e no mergulho do que no acabamento.
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O convite
Escolhe-se o Blackbeards Sea Explorer para passar uma semana a mergulhar nas Bahamas sem pagar por um ambiente de luxo que não é a razão da viagem. O que se procura aqui é tempo de água, acesso às Exumas e uma operação simples, feita para quem quer montar o equipamento, ouvir o briefing e entrar no mar outra vez. A rota junta recifes, paredes, tubarões e naufrágios, com mergulhos noturnos no programa. É uma escolha especialmente coerente para quem prefere um barco funcional, comida abundante e uma tripulação muito bem avaliada a cabines sofisticadas ou grandes áreas privadas. Ao subir a bordo, a promessa é clara: menos hotel flutuante, mais dias organizados à volta do mergulho.
Subir a bordo
O Blackbeards Sea Explorer tem o aspeto de um barco de trabalho que continua a cumprir a sua função sem tentar parecer novo. Construído em 1979, traz consigo uma vida longa no mar; não é o casco para escolher se o acabamento impecável for decisivo. A nota do barco, 8,1, fica abaixo das avaliações da tripulação e do mergulho, e essa diferença diz bastante: o valor está na operação, não na aparência. O ambiente é compacto e prático, com salão interior climatizado, cabines com ar condicionado e espaço exterior para jantar. Um único motor significa que a presença mecânica faz parte da experiência. Em troca, o barco leva o grupo diretamente para uma semana centrada na água, com internet, excursões terrestres e uma área de mergulho pensada para manter o equipamento pronto.
O ambiente a bordo
O ambiente tende a formar-se depressa porque a vida a bordo é próxima e o mergulho organiza quase todas as conversas. Num grupo deste tamanho, as mesmas pessoas reaparecem no convés, no buffet e no salão; ao fim de alguns dias já se reconhecem os ritmos de cada dupla e as histórias de cada mergulho. A tripulação fala inglês e é o ponto forte mais evidente da experiência, com nota 9,5. A comida chega a 9,7 e o mergulho a 9,1, avaliações que combinam com um barco onde o serviço e a rotina pesam mais do que o polimento do casco. À noite, o convívio nasce das imagens, dos animais vistos e do planeamento do dia seguinte, não de animação forçada.
Os locais onde se mergulha
A rota Best of the Bahamas parte de Nassau, regressa a Nassau e dura 7 dias e 6 noites, com foco nas Exumas. No Steel Forest, três naufrágios alinhados conduzem o mergulho desde os 9 metros até à parede íngreme do Tongue of the Ocean, com profundidade máxima de -33m. É aí que se procuram tubarões-recife, além de tartarugas-verdes, moreias, garoupas-de-Nassau, raias do sul e cardumes de peixes de recife. The Lost Hole muda completamente o cenário: é um blue hole oceânico onde o recife encontra as profundezas, descendo até -60m. A possibilidade de encontrar tubarões-recife, tubarões-enfermeiros, raias-águia e peixes pelágicos dá ao local uma escala mais aberta e imprevisível. Os itinerários dependem do tempo e das condições no mar.
O que se encontra debaixo de água
Debaixo de água, a rota combina a vida apertada do recife com encontros de maior porte. Tubarões-recife e tubarões-enfermeiros aparecem registados nos dois locais, enquanto raias do sul, tartarugas-verdes, garoupas-de-Nassau, cirurgiões-azuis, peixes-papagaio e moreias compõem o cenário do Steel Forest. A tartaruga-verde, a moreia e o peixe-papagaio estão associados apenas a Steel Forest, onde os naufrágios e a parede concentram a procura. The Lost Hole é o ponto específico para a raia-águia, além dos peixes pelágicos que podem passar junto ao blue hole. Nenhum encontro é garantido; a atração está precisamente em entrar num local com uma estrutura diferente e esperar que a fauna apareça no seu próprio espaço.
Quem vos põe na água
A tripulação fala inglês e trabalha num barco equipado para responder a problemas no mar: há oxigénio, kits de primeiros socorros, pessoal treinado em primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, radiobaliza, coletes, botes salva-vidas, extintores, alarme de incêndio e foguetes de sinalização. O programa não apresenta um rácio de guias por mergulhador, qualificações individuais ou um número mínimo de mergulhos registados. Também não há formação de mergulho específica confirmada para este barco. O que está claro é a escala prática da operação: os mergulhos são organizados a partir de briefings e de uma plataforma dedicada, enquanto o bote de apoio acrescenta uma camada de segurança e flexibilidade nos locais.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem plataforma de entrada na água, estações de equipamento e tanques de lavagem. Há um tanque de enxaguamento separado para câmaras, uma distinção importante para quem não quer misturar reguladores, fatos e equipamento fotográfico. Adaptadores DIN estão disponíveis. O barco leva um bote insuflável de apoio com motor fora de borda de 15 hp, usado para apoiar a operação nos locais de mergulho. O equipamento de aluguer pode ser solicitado, mas é um serviço pago. Não estão especificados o volume nem o material dos cilindros, o tipo de compressor, a disponibilidade de nitrox, uma mesa de fotografia com soprador ou duches quentes no regresso; esses detalhes não devem ser presumidos a partir de uma plataforma e de tanques de lavagem.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o barco oferece uma pausa sem complicar: salão climatizado, espaço exterior para jantar, internet e tempo no convés enquanto se muda de local. As excursões terrestres fazem parte do programa, criando uma saída do ritmo água–equipamento–refeição. O entretenimento áudio e vídeo fica disponível para as horas de navegação e para rever imagens do dia. Não é um barco desenhado à volta de uma longa lista de atividades fora de água. A escolha é outra: descansar no interior quando o calor aperta, ficar ao ar livre quando o mar está calmo e voltar ao convés assim que chega o próximo briefing.
Um dia a bordo
O embarque acontece ao sábado ao meio-dia. Depois do check-in, do almoço, da arrumação e do briefing de segurança, o barco parte até às 15:00 para as Bahamas centrais; em dias de verão com luz prolongada, pode haver um mergulho de verificação à chegada às Exumas. De domingo a quarta-feira, o ritmo previsto é de três mergulhos diurnos e um mergulho noturno por dia, com refeições e intervalos a separar cada saída. Quinta-feira reduz-se a dois mergulhos, antes do regresso a Nassau entre as 14:00 e as 17:00, conforme o tempo de navegação e as condições. A última noite é passada no porto, com jantar a bordo. O desembarque acontece na sexta-feira às 09:00.
O que se come a bordo
A cozinha segue o formato certo para uma semana de mergulho: buffet, refeições completas e petiscos disponíveis ao longo do dia, para que ninguém tenha de esperar muito depois de sair da água. Há cozinha ocidental e pratos locais, com opções vegetarianas e veganas. Bebidas sem álcool, água, chá e café acompanham o dia; cerveja e vinho estão disponíveis, e o vinho faz parte do jantar. A mesa não tenta ser um restaurante de destino. É o ponto onde se repõe energia, se enche o prato uma segunda vez e se revê o que apareceu no último mergulho. Para quem faz três mergulhos diurnos e pode acrescentar um noturno, isso vale mais do que uma carta extensa.
As noites no mar
As noites são simples. As cabines têm beliches individuais ou duplos, e as três casas de banho servem um barco de pequena escala, por isso não há a privacidade nem a folga de um liveaboard de luxo. O ar condicionado nas cabines ajuda depois de um dia de sal, calor e vários mergulhos. Cabines e salão são para não fumadores. Entre o duche, a descarga do computador e o sono, o espaço serve sobretudo para recuperar forças. Quem procura uma cama reservada pode escolher a categoria Single Space Bunks; quem viaja acompanhado encontra Double Space Bunks. O resto da noite acontece mais naturalmente no salão climatizado ou no convés exterior, onde ainda se fala dos mergulhos do dia.
individual com beliches espaço
duplo com beliches espaço
O que é preciso saber antes de embarcar
O embarque e o desembarque são em Nassau, nas Bahamas. Pode ser organizado um transfer entre o aeroporto e o barco, mediante pagamento separado; o horário é comunicado para a viagem concreta. Como o embarque começa ao meio-dia de sábado e o voo pode sofrer atrasos, chegar a Nassau na véspera deixa margem para dormir, encontrar o cais e começar a semana sem correrias.
- Ano de construção
- 1979
- Comprimento
- 19,8 m
- Boca
- 5,8 m
- Número máximo de passageiros
- 18
- Número de cabines
- 9
- Número de casas de banho
- 3
- Motores
- 1 Ford Lehman
- Velocidade de cruzeiro
- 8 nós
- Botes de apoio
- Um insuflável de 3,4 m com motor fora de borda de 15 cv
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