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Cruzeiros · Micronésia

Ryoma I — um catamarã para ficar nos pontos de Palau

O que torna este barco único

  • A partir de Koror, o Ryoma I leva os mergulhadores para Ulong, Ngemelis e Peleliu, com rotas de 6 dias/5 noites e, em alguns programas, 10 dias/9 noites.
  • Os pontos de mergulho ficam muitas vezes a cerca de 10 minutos de barco, em vez dos 45 a 60 minutos de uma saída diária a partir de Koror.
  • O nitrox é produzido a bordo e está disponível sem custo durante o cruzeiro.
  • O barco tem três cabines Deluxe com casa de banho privativa e seis cabines Standard com instalações partilhadas.
  • A operação permite até quatro mergulhos por dia, conforme a rota, o mar e a decisão dos guias.

O convite

O Ryoma I escolhe-se para mergulhar mais e passar menos tempo a atravessar água até aos pontos. Muitos locais famosos de Palau ficam a cerca de 10 minutos do barco, e os horários podem ser ajustados para evitar a concentração dos barcos de um dia. Isso pesa em pontos como Blue Corner ou German Channel, onde chegar antes ou depois da multidão muda o mergulho. O barco também alcança zonas que não cabem numa saída normal desde Koror, como Velasco Reef, no extremo norte, e Helen Reef, no sul remoto de Palau. A proposta não é ficar num hotel flutuante: é acordar já perto da água certa, voltar ao Ryoma I entre mergulhos e deixar que uma tripulação que conhece a região faça render cada dia.

Subir a bordo

O Ryoma I é um catamarã grande, de linhas funcionais, feito para viver a bordo e não apenas para transportar mergulhadores. A configuração de dois cascos dá-lhe uma plataforma estável e cria espaço para circular sem transformar cada passagem num desvio entre malas e equipamento. Há uma sensação rara num barco de mergulho: o convés não parece ter sido acrescentado depois, mas pensado à volta da vida no mar. O navio entrou em serviço em 1986 e foi renovado em 2010; não é uma construção nova, e isso faz parte do seu caráter. Em troca de acabamentos de novidade, oferece uma operação já amadurecida e áreas feitas para uma semana de cruzeiro. A entrada faz-se pelo tender a partir do cais do operador, e a primeira impressão é a de uma casa de mergulho que se afastou de Koror.

O ambiente a bordo

O Ryoma I junta tripulação local e internacional, com comunicação em inglês e japonês. Isso aparece menos em grandes gestos do que na rotina: alguém trata dos cilindros enquanto outro acompanha o barco de apoio, o equipamento é preparado sem deixar o mergulhador procurar cada peça e a cozinha mantém o serviço a funcionar enquanto o convés de mergulho roda entre grupos. Há capitão, marinheiros, assistentes de mergulho, operadores dos botes, responsáveis pelos motores e uma cozinheira dedicada ao barco. O resultado é um ambiente de trabalho, não de animação forçada. Ao fim do dia, os mergulhadores encontram-se no Take-no-Ma para rever imagens e registos; depois, o grupo tende a dividir-se entre a conversa e o silêncio do convés superior. É um barco em que se acaba por conhecer quem trabalha nele.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas concentram-se em Ulong e Ngemelis, com variantes que acrescentam Peleliu. Os cruzeiros habituais duram 6 dias e 5 noites; há também um programa de 10 dias e 9 noites e uma variante Ulong–Ngemelis–Peleliu de 6 dias e 5 noites. Entre os pontos associados à operação estão Blue Holes, Blue Corner, New Drop Off, Big Drop Off, German Channel, Ulong Channel, Siaes Corner, Siaes Channel e Ngedbus Wall. O que se procura muda de um mergulho para o seguinte: canais e drifts em Ulong, paredes e corrente em Ngemelis, e os grandes encontros de Peleliu quando a rota os inclui. As fichas deste itinerário não fornecem profundidades verificadas, por isso não há números a inventar. A ordem dos locais e os pontos efetivamente escolhidos dependem do tempo, do estado do mar, dos pedidos do grupo e da experiência dos mergulhadores.

Quem vos põe na água

Os mergulhos são conduzidos por guias profissionais, e a equipa fala inglês e japonês. A exigência muda conforme a rota. O nível S, recomendado para quem tem menos experiência em Palau ou está a fazer o primeiro cruzeiro, pede capacidade para descer seguindo a linha, controlar a posição, manter a flutuabilidade e fazer a paragem de segurança sozinho; a referência é de 80 mergulhos para menores de 60 anos e 150 para maiores de 60. As rotas G sobem para 150 ou 300 mergulhos e exigem descida sem cabo em corrente rápida, reunião autónoma do grupo e subida segura quando necessário. As rotas P, com mar aberto e zonas remotas, pedem 200 ou 400 mergulhos e resposta rápida em corrente forte. O número é uma referência: o guia pode retirar um mergulho por razões de segurança. Há oxigénio, primeiros socorros e comunicações por rádio, telemóvel e telefone satélite.

O convés de mergulho e o equipamento

O mergulho começa no convés traseiro do Ryoma I, com área dedicada, zona sombreada, bacias de enxaguamento e espaço separado para câmaras. O barco tem sistema próprio de enchimento de nitrox, disponível gratuitamente durante o cruzeiro; quem não tem a certificação pode fazer a formação a bordo, mediante pagamento. Há adaptadores DIN, equipamento para sidemount e material de snorkeling. O aluguer de equipamento é possível, mas não são indicadas marcas nem especificações dos cilindros. Para cada mergulho, os passageiros passam para um dos dois botes de apoio, ambos com motores Suzuki de 250 HP, e seguem até ao ponto; é aí que entram na água. A configuração reduz o tempo de navegação até aos recifes e deixa o Ryoma I como base estável entre imersões. Serviço de lavandaria e aluguer de material são pagos à parte.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, a vida passa sobretudo pelo convés traseiro, onde o equipamento fica a secar e as câmaras têm o seu próprio tanque de enxaguamento. O espaço é sombreado, uma diferença pequena que se sente quando o sol de Palau aperta e ainda falta voltar à água. A roupa pode ser pendurada e a máquina de centrifugação encurta o tempo em que o fato fica pesado e frio. Para quem prefere não falar de corrente, lastro e visibilidade durante uma hora, há espreguiçadeiras no convés da proa. O jacuzzi no topo serve para a pausa longa, quando o barco navega ou quando a tarde não tem mergulho marcado. A paisagem faz o resto.

Um dia a bordo

Um dia no Ryoma I começa cedo o suficiente para que o primeiro briefing aconteça antes de o calor apertar. Segue-se a descida para o primeiro ponto, a subida para o bote e o regresso ao barco, onde o equipamento fica a escorrer enquanto se come e se recupera. O ciclo repete-se ao longo do dia: briefing, água, almoço, intervalo, novo mergulho. A operação pode chegar a quatro mergulhos diários, mas a quantidade depende da rota, do estado do mar e da decisão dos guias. Há dias em que o barco navega entre zonas e o tempo passa no convés, no Take-no-Ma ou no jacuzzi. Em programas específicos, pode haver mergulho noturno ou de meia-noite; não é uma promessa para todas as saídas. Quando a luz desaparece, o jantar e o registo das imagens fecham o dia antes de tudo recomeçar.

O que se come a bordo

As refeições são preparadas por uma cozinheira japonesa e servidas, em geral, em buffet no convés aberto do segundo nível. O prato percorre cozinha japonesa, ocidental e chinesa, junta especialidades locais de Palau e inclui frutas orgânicas das ilhas. Pequeno-almoço, almoço e jantar têm uma função prática num cruzeiro de mergulho: alimentar sem obrigar a uma cerimónia demorada entre entradas e saídas da água. A mesa torna-se o ponto onde se recupera, se conversa sobre o último mergulho e se percebe que ainda há outros dois ou três pela frente. As bebidas não alcoólicas estão disponíveis durante as refeições, e ao jantar há cerveja, vinho e refrigerantes sem custo.

As noites no mar

As noites têm duas escalas bem diferentes. As três cabines Deluxe têm duche e casa de banho privativos; as seis Standard usam instalações partilhadas, separadas por género. Todas têm vista para o mar, camas normais em vez de beliches e espaço para guardar a bagagem, o que importa quando o equipamento molhado já ocupa parte do dia. A água dos duches mantém boa pressão graças ao sistema de produção de água a bordo, e as casas de banho têm washlet. Depois do jantar, a sala japonesa Take-no-Ma muda o tom do barco: serve para acabar o diário, rever fotografias no ecrã grande ou simplesmente estender-se no tatami. No alto, o jacuzzi fica virado para o oceano. À noite, o que se ouve é o barco e o mar, não o trânsito de uma marina.

Camarote de luxo

Camarote standard

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o desembarque fazem-se em Koror, com o Ryoma I fundeado ao largo da loja do operador e acesso por tender. O transfer entre hotéis de Koror e a loja está incluído; o transfer de aeroporto é opcional e pago. A entrada a bordo começa às 18:00 no dia de embarque, por isso convém chegar a Palau na véspera e deixar margem para qualquer atraso de voo ou ligação local.

Planta do barco

Ano de construção
1986
Ano de renovação
2010
Comprimento
33,5 m
Boca
12 m
Número máximo de passageiros
18
Número de cabines
9
Número de casas de banho
7
Motores
2 × Yanmar Turbo Diesel
Velocidade de cruzeiro
8 nós
Botes de apoio
2 × Suzuki 250 cv
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