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Cruzeiros · Costa Rica

Argo — um navio de expedição para Cocos

O que torna este barco único

  • O Argo é um navio de aço pensado para viagens longas e mergulho em zonas remotas.
  • O convés de mergulho trabalha com três botes rígidos de 24 pés e motores duplos de 115 HP.
  • O nitrox está disponível sem suplemento, com sistema de membrana e dois compressores Bauer.
  • As cabines têm casa de banho privada, ar condicionado regulável, tomadas de 110 V e espaço próprio para guardar roupa e equipamento.

O convite

O Argo foi feito para chegar longe, não para parecer um hotel junto à marina. A sua razão de ser é levar mergulhadores a Cocos, uma ilha remota onde a travessia faz parte da expedição e os botes permitem trabalhar afastado do navio-mãe. O mergulho procura encontros com grandes animais pelágicos e águas abertas, não uma sucessão de recifes fáceis à porta da cabine. Há, contudo, uma ressalva decisiva: o Argo está atualmente numa expedição global com a National Geographic Pristine Seas e não está disponível para Cocos por enquanto. Para uma futura viagem, interessa a quem valoriza uma plataforma de mergulho robusta, apoio dedicado para fotografia e uma operação construída à volta de dias no mar. Não é a escolha certa para quem quer embarcar já ou procura uma rota costeira curta.

Subir a bordo

Ao chegar, o Argo apresenta-se mais como navio de trabalho bem equipado do que como iate delicado. O casco de aço, os espaços amplos de convés e a potência dos motores fazem sentido quando a viagem passa muitas horas longe da costa. A circulação é pensada para separar a vida a bordo do trabalho de mergulho: há salão interior com ar condicionado, salão aberto, convés de sol e zonas onde o equipamento pode permanecer preparado. O barco foi sujeito a períodos anuais de manutenção em que é desmontado, repintado e revisto, incluindo o equipamento de mergulho. Isso não apaga o caráter operacional do navio; explica-o. Quem sobe a bordo encontra uma base de expedição, com espaço para câmaras, botes de apoio e uma tripulação habituada a trabalhar em destinos remotos. A sensação é de capacidade primeiro, acabamento depois.

O ambiente a bordo

O ambiente é de expedição partilhada. A tripulação fala inglês e espanhol, e o trabalho diário aproxima rapidamente quem mergulha, fotografa e conduz os botes. Os passageiros costumam passar a travessia a preparar equipamento, ouvir explicações e conversar com quem conhece a operação de Cocos. À noite, o ritmo abranda depois do jantar, com espaço para vídeo, conversa ou uma apresentação. A tripulação não fica limitada ao serviço de mesa: acompanha a logística dos mergulhos, os movimentos dos grupos e as mudanças de condições. Num barco que trabalha longe da costa, essa presença pesa mais do que uma decoração luxuosa. O grupo forma-se à volta do objetivo comum: entrar na água cedo, regressar bem e aproveitar a próxima oportunidade.

Os locais onde se mergulha

A rota é Cocos Island, a cerca de 312 milhas da costa da Costa Rica. A travessia entre Puntarenas e a ilha leva aproximadamente 32 a 36 horas, e as expedições publicadas para esta região têm 11 ou 14 dias. Entre os locais associados à operação estão Manuelita Outside, Manuelita Channel, Dirty Rock, Alcyone, Dos Amigos, Chatham e Punta María. Manuelita Outside é alcançada rapidamente de bote e pode oferecer encontros com raias, tubarões-de-Galápagos, jamantas e tubarões-baleia. A operação limita os mergulhos recreativos a 30 metros e evita a descompressão, mesmo quando os nomes dos locais sugerem paredes e zonas mais profundas. Não há partidas do Argo atualmente registadas para esta rota: o navio está destacado numa expedição global.

Quem vos põe na água

Os grupos trabalham com um rácio indicado de um guia para nove mergulhadores. Antes de cada entrada há um briefing curto, com esquemas num quadro branco, estratégia do local e pontos de interesse; o mesmo guia acompanha o grupo na água. O sistema de companheiros é obrigatório, o tempo máximo de mergulho é de 60 minutos e não são permitidos mergulhos com paragem de descompressão. A profundidade máxima operacional é de 30 metros. A operação inclui kits de oxigénio DAN no navio e nos botes, contagens metódicas e sistemas de localização individual Nautilus Lifeline, presos ao colete de cada mergulhador. O dispositivo transmite a posição por GPS e VHF quando ativado. A tripulação pratica procedimentos para homem ao mar, procura de mergulhador perdido e incêndio, e possui formação de segurança marítima segundo as categorias da IMO. Há formação de nitrox durante a travessia.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho foi montado para manter o equipamento pronto. Os botes rígidos de apoio têm racks integrados, zona própria para câmaras, cobertura T-roof, rádio VHF, oxigénio, primeiros socorros e equipamento suplente. O material pessoal fica nos botes durante os dias ativos de mergulho; os cilindros são reabastecidos no próprio bote, em poucos minutos, em vez de serem carregados para trás e para a frente. O embarque após o mergulho faz-se por uma escada fixa e estável. O Argo tem trinta cilindros de alumínio de 80 pés cúbicos; cilindros de aço de 100 pés cúbicos exigem reserva antecipada. Há dois compressores Bauer de alta pressão e nitrox produzido por membrana, disponível sem suplemento. O aluguer de equipamento tem custo adicional e inclui equipamento ScubaPro. Para fotógrafos, há estação de preparação, carregamento, armazenamento dedicado e tanques separados para lavar câmaras subaquáticas. Existem duches de água quente no regresso.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o Argo oferece escolhas simples: sombra no salão aberto, ar condicionado no salão interior ou sol no convés com espreguiçadeiras. A navegação para Cocos cria longos períodos para organizar câmaras, rever imagens, conversar com a tripulação ou simplesmente deixar o corpo recuperar. Há entretenimento de áudio e vídeo, Wi-Fi não. Quando não há mergulho, as excursões em terra permitem trocar o convés pelo ambiente da ilha. O espaço é suficiente para não obrigar todos a ocupar o mesmo canto, e o equipamento fotográfico tem zonas próprias em vez de ficar espalhado pelos lugares de descanso.

Um dia a bordo

O dia começa com o pequeno-almoço buffet e o primeiro briefing antes da saída do bote. O programa habitual organiza dois mergulhos de manhã, às 8h e às 11h, seguidos de almoço e de um terceiro mergulho por volta das 14h30. Entre entradas na água há snacks, enchimento dos cilindros no bote, duches quentes e tempo para guardar ou preparar câmaras. O jantar é servido por volta das 19h, depois de o equipamento estar novamente pronto e de o corpo começar a sentir o peso do dia. Às 20h pode haver uma atividade noturna ou uma apresentação especial. Na travessia, o mesmo barco muda de função: deixa de ser base de mergulho e passa a ser lugar para organizar equipamento, descansar e acompanhar a aproximação a Cocos. O programa pode mudar conforme as condições e as oportunidades.

O que se come a bordo

A cozinha combina comida ocidental e local, em formato buffet, com opções para restrições alimentares, bebidas quentes e frias, bebidas alcoólicas e snacks ao longo do dia. Num dia de mergulho, o pequeno-almoço vem antes da primeira entrada na água, o almoço fica entre o segundo e o terceiro mergulho e o jantar fecha o dia. Os snacks aparecem nos intervalos, quando regressar ao salão vale mais do que uma refeição demorada. A mesa tem uma função prática: repor energia sem atrasar o próximo briefing, o enchimento dos cilindros ou a saída do bote. O formato buffet também permite comer pouco antes de um mergulho e voltar ao prato depois, sem transformar cada refeição numa operação.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines com casa de banho privada, ar condicionado regulável, tomadas de 110 V, armários ou espaços para pendurar roupa, prateleiras e gavetas. As cabines Twin têm duas camas individuais; as Double usam uma cama queen, com possibilidade de cama individual superior. As cabines dos níveis superiores acrescentam secretária, cadeira e casa de banho com superfícies de granito. Há vigias circulares e alcatifa, detalhes que amortecem a sensação de estar num navio de trabalho. Ainda assim, o mar não desaparece: durante uma travessia longa, o motor e o movimento lembram que se dorme numa plataforma em viagem, não num quarto em terra. A climatização ajuda a fechar a porta ao calor; o espaço serve sobretudo para descansar entre dias exigentes de mergulho.

Camarote twin (# 1, 2, 4)

Camarote duplo (# 3, 5, 6)

Camarote duplo (# 7, 8)

Camarote do armador

O que é preciso saber antes de embarcar

A partida e o regresso fazem-se em Puntarenas. No início, há transporte de certos hotéis até ao porto; a viagem terrestre demora cerca de duas horas e meia. Depois do desembarque, o transporte segue imediatamente para San José, após o pequeno-almoço. É aconselhável chegar à Costa Rica na véspera do embarque, para não depender de uma ligação apertada no dia da partida.

Ano de construção
2008
Comprimento
39 m
Boca
8 m
Número máximo de passageiros
18
Número de cabines
9
Motores
CAT D398TA; 634 kW (850 cv) @ 1225 rpm
Botes de apoio
3 × 7,3 m com motores de popa gémeos de 115 cv
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