Cruzeiros · Indonésia
Blue Lotus — um phinisi novo para mergulhar Komodo em pequeno grupo
O que torna este barco único
- O Blue Lotus é um phinisi tradicional construído em 2025 para cruzeiros de mergulho em Komodo.
- As rotas Labuan Bajo–Labuan Bajo percorrem Komodo durante 5 a 7 dias, com até 23 mergulhos nos melhores locais.
- O mergulho combina correntes, mantas, tubarões de recife, pináculos de coral e locais mais calmos para macro.
- As excursões terrestres e as caminhadas ao pôr do sol fazem parte da viagem.
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O convite
O Blue Lotus escolhe Komodo pelo lado mais completo: correntes fortes e grandes animais num mergulho, corais rasos e vida macro no seguinte, e dragões de Komodo em terra. Não é apenas uma cama para chegar aos locais; é um phinisi pensado para passar vários dias a entrar e sair da água, com dois botes de apoio, convés de mergulho sombreado e grupos pequenos. A rota pode chegar a 23 mergulhos, e as excursões terrestres estão integradas no cruzeiro. É uma boa escolha para quem quer a ação dos pináculos do norte sem abdicar de alguns mergulhos tranquilos e de uma noite confortável a bordo.
Subir a bordo
Ao chegar ao Blue Lotus, a primeira impressão é a de um phinisi indonésio tradicional: madeira, mastros e cordame desenham uma silhueta de barco de vela, enquanto os espaços de mergulho e de convívio são claramente modernos. Construído em 2025, junta essa herança artesanal a cabines climatizadas, salão interior, refeições no interior ou ao ar livre e uma ponte de observação. A circulação faz-se entre o convés de mergulho, as áreas de refeição e os conveses exteriores, sem transformar o barco num hotel impessoal. O tamanho favorece uma viagem em que se aprende depressa quem vai para a água, quem prefere fotografar e quem fica a observar Komodo da proa.
O ambiente a bordo
O ambiente é pequeno e fácil de ler: mergulhadores, tripulação local e internacional, histórias trocadas entre uma saída e outra e um grupo que rapidamente deixa de ser anónimo. A tripulação fala inglês e mantém uma presença próxima, sem precisar de ocupar cada momento. As avaliações dão uma pista clara sobre o que mais marca a bordo: comida e mergulho chegam a 9,7, a relação qualidade-preço a 9,4, enquanto o barco fica em 8,6 e a tripulação em 8,7. Ou seja, o Blue Lotus convence sobretudo pelo que acontece na água, à mesa e na forma como o dia é conduzido. À noite, o convívio pode continuar no salão ou ao ar livre, mas também há espaço para simplesmente desaparecer no escuro de Komodo.
Os locais onde se mergulha
A rota percorre o Parque Nacional de Komodo, sempre com partida e regresso a Labuan Bajo, em cruzeiros de 5 dias e 4 noites, 6 dias e 5 noites ou 7 dias e 6 noites. Batu Bolong desce até -40m sobre um pináculo oceânico coberto de coral, onde se procuram tubarões de recife, napoleões e grandes carangídeos. Castle Rock chega a -30m e Crystal Rock a -30m: são pináculos varridos por corrente, procurados por tubarões, cardumes e ação pelágica. Shotgun é uma deriva rápida sobre um muro vibrante, até -25m; Golden Passage, até -30m, comprime a corrente num canal estreito. Tatawa Besar e Sebayur Kecil, ambos até -25m, oferecem deriva sobre corais, tartarugas e recifes coloridos. Siaba Besar, até -18m, é o abrigo para macro e para quem prefere água calma. Cannibal Rock chega a -30m, Tatawa Kecil a -30m e Pengah Kecil a -25m, combinando vida macro, corais e grandes peixes. Siaba Kecil desce até -30m, enquanto Manta Alley fica pelos -20m e concentra a procura de mantas. Wainilu completa a rota com areia, detritos e criaturas pequenas difíceis de encontrar.

Batu Bolong →
Prof. máx. · 40 m

Castle Rock →
Prof. máx. · 30 m

Crystal Rock →
Prof. máx. · 30 m

Shotgun →
Prof. máx. · 25 m

Golden Passage →
Prof. máx. · 30 m

Tatawa Besar →
Prof. máx. · 25 m

Sebayur Kecil →
Prof. máx. · 25 m

Siaba Besar →
Prof. máx. · 18 m

Cannibal Rock →
Prof. máx. · 30 m

Tatawa Kecil →
Prof. máx. · 30 m

Pengah Kecil →
Prof. máx. · 25 m

Siaba Kecil →
Prof. máx. · 30 m

Manta Alley →
Prof. máx. · 20 m

Wainilu →
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, as mantas, os tubarões de recife, as tartarugas de mar e os nudibrânquios aparecem em muitos dos locais, enquanto raias-águia, carangues gigantes, barracudas e corais moles dão escala ao recife. A corrente é parte do espetáculo: nos pináculos e canais concentra cardumes e pode trazer grandes pelágicos para o azul. Em Manta Alley, as mantas aproveitam o fluxo do canal; em Castle Rock e Crystal Rock, os tubarões e os cardumes ocupam os pináculos expostos; em Siaba Besar, a água mais calma favorece cavalos-marinhos, nudibrânquios, peixes-sapo e, com sorte, o peixe-fantasma. Golden Passage é o lugar desta rota para procurar o raro tubarão-leopardo e o peixe-de-vidro. Siaba Kecil é o ponto do lagostim e do peixe-anjo, Sebayur Kecil do peixe-palhaço e do peixe-lima, Wainilu do peixe-mandarim. Tatawa Besar guarda o peixe-porco e o peixe-unicórnio. Estes encontros são possibilidades, não garantias.
Quem vos põe na água
Os guias conhecem as águas de Komodo e trabalham em grupos com um máximo de quatro mergulhadores por guia. A tripulação inclui profissionais PADI, e os capitães e vários membros da equipa têm entre sete e onze anos de experiência na região. Os briefings explicam o local, a corrente e a forma de manter o grupo unido; debaixo de água, a organização segue limites de profundidade conservadores, paragens de segurança e intervalos de superfície de pelo menos uma hora. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio marítimo, GPS, radar, sonar e radiobaliza. Há locais tranquilos para iniciantes, mas Castle Rock, Crystal Rock, Shotgun e outros mergulhos de corrente pedem controlo de flutuabilidade, leitura das condições e conforto em entradas rápidas ou deriva.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem uma área de preparação sombreada, bacias de enxaguamento e um tanque separado para câmaras. Os adaptadores DIN estão disponíveis, e há nitrox; tanto o nitrox como o aluguer de equipamento são serviços opcionais. O equipamento de sidemount é aceite com uma única garrafa. Dois botes de apoio com motores de quatro tempos de 20 pk acompanham as saídas, o que permite separar o barco principal da entrada e da recolha dos mergulhadores, sobretudo em locais de corrente. Há duches exteriores para tirar o sal e o equipamento de apoio inclui oxigénio, primeiros socorros e comunicações marítimas. O convés foi feito para repetir o processo muitas vezes: preparar, entrar, regressar, enxaguar e voltar a preparar.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é o convés sombreado, onde se pode tirar o equipamento, beber café e deixar a respiração voltar ao normal. O salão climatizado oferece uma pausa mais fresca, enquanto a área exterior, a esplanada e o convés de observação servem para olhar as ilhas durante a navegação. Há espaços interiores e exteriores para comer, uma zona de descanso e material audiovisual para as horas sem água. Nas tardes sem mergulho, o barco acrescenta terra ao intervalo: há excursões e caminhadas ao pôr do sol incluídas, em vez de obrigar todos a passar o dia no mesmo banco.
Um dia a bordo
O dia começa com o briefing e a preparação do primeiro mergulho, seguindo-se a entrada na água quando a maré oferece a janela certa. Depois vêm o pequeno-almoço ou um snack, o regresso ao convés, o enxaguamento do equipamento e tempo para repousar antes do mergulho seguinte. As saídas alternam entre pináculos de corrente, recifes rasos e canais onde o bote acompanha a deriva. As refeições aparecem entre os mergulhos, não como uma pausa separada da operação: é preciso comer, hidratar e voltar a preparar-se. Algumas rotas chegam a 23 mergulhos e podem incluir mergulhos noturnos; nesses, o mesmo recife muda de tom e aparecem nudibrânquios, polvos, chocos e outros animais ativos depois do pôr do sol. Nos intervalos mais longos, navega-se, descansa-se à sombra ou desembarca-se para uma caminhada, incluindo saídas ao pôr do sol.
O que se come a bordo
A cozinha mistura pratos locais indonésios com cozinha ocidental, servidos em buffet ou à carta e, em certos momentos, em formato familiar. Há opções vegetarianas, refeições completas e snacks ao longo do dia, uma combinação importante quando se fazem vários mergulhos e se volta à superfície com mais fome do que vontade de esperar. O café e o chá ficam disponíveis, assim como bebidas não alcoólicas; há cerveja a bordo. A mesa serve também para prolongar o mergulho: compara-se o que apareceu no azul, revê-se uma fotografia e come-se antes do próximo briefing, sem transformar cada refeição num evento demorado.
As noites no mar
As noites acontecem em cabines com ar condicionado e casa de banho privada, nas categorias Standard Double, Standard Twin e Master Cabin. Há janelas panorâmicas e cabines com varanda acessível, por isso algumas permitem continuar a ver o mar sem sair do espaço de descanso. Depois de um dia de mergulho, o valor está menos no mobiliário do que na possibilidade de fechar a porta, tomar um duche quente e recuperar sem disputar um quarto grande com demasiadas pessoas. O salão climatizado e os espaços exteriores ficam disponíveis para quem ainda quer conversar; quem prefere silêncio pode recolher-se cedo. A limpeza das cabines é diária.
Camarote duplo standard
Camarote twin standard
Camarote master
O que é preciso saber antes de embarcar
O cruzeiro parte e regressa a Labuan Bajo. As transferências do aeroporto ou do hotel são asseguradas e estão incluídas. Um responsável de relações com os hóspedes entra em contacto sete dias antes da viagem para organizar os detalhes da chegada. Como os voos para Labuan Bajo podem atrasar-se ou ser cancelados, é prudente chegar no dia anterior à partida.
Planta do barco
O que o barco faz pelo oceano
O Blue Lotus opera com práticas de mergulho associadas à Green Fins e como PADI 5-Star Eco Center. As viagens incluem briefings sobre os ecossistemas locais e os desafios da conservação, para que a proteção do recife faça parte da formação diária e não apenas do discurso. A operação participa em iniciativas de proteção marinha locais, nas celebrações do World Ocean Day e do Coral Triangle Day, e integra a associação Dive Operators of Komodo. A tripulação recebe formação regular de segurança e a embarcação mantém registos de manutenção e equipamento de emergência.
- Ano de construção
- 2025
- Comprimento
- 32 m
- Boca
- 2,5 m
- Número máximo de passageiros
- 13
- Número de cabines
- 5
- Número de casas de banho
- 6
- Motores
- Mitshubishi 8DC11
- Velocidade de cruzeiro
- 6-7 nós
- Botes de apoio
- 2 × 20 cv, 4 tempos
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