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Cruzeiros · Indonésia

Carpe Diem Indonesia — um phinisi para mergulhar em grupos pequenos

O que torna este barco único

  • Um phinisi indonésio de madeira, construído para levar grupos pequenos a Raja Ampat, Lembeh, Halmahera e às ilhas Derawan.
  • O mergulho é acompanhado por guias qualificados, com equipamento disponível a bordo e botes de apoio para chegar aos locais.
  • A cozinha combina ingredientes locais com pratos asiáticos e ocidentais, servidos em pensão completa e com snacks ao longo do dia.
  • As rotas previstas duram entre 8 dias/7 noites e 10 dias/9 noites, conforme a região.

O convite

Escolhe-se o Carpe Diem Indonesia quando a viagem deve parecer uma expedição de mergulho, não uma semana num hotel flutuante. O phinisi leva grupos pequenos, navega entre recifes, paredes, correntes e ilhas remotas, e deixa espaço para sair da água sem transformar cada intervalo numa corrida para o mergulho seguinte. Raja Ampat traz mantas, cardumes e corais moles; Lembeh procura criaturas camufladas na areia vulcânica; Derawan e Kakaban puxam o olhar para os grandes animais. A bordo, o outro lado da viagem é igualmente claro: comida de origem local, saídas para praias e caminhadas ao pôr do sol, caiaques e stand up paddle. É um barco para quem quer mergulhar bem e ainda reconhecer o lugar por onde está a passar.

Subir a bordo

Ao chegar ao cais, o Carpe Diem Indonesia distingue-se pela forma de phinisi tradicional: madeira, linhas de veleiro indonésio e espaços abertos em vez de uma superestrutura anónima. A construção segue a tradição de South Sulawesi, com madeira de teca e ironwood, mas o interior foi pensado para a vida a bordo: um salão com mesa grande e biblioteca, um convés aberto à frente e um ponto alto para ver a navegação. A circulação faz-se entre sombra, salão e convés, sem a escala impessoal de um barco grande. Há uma história visível na madeira e na forma do casco, mas não um ambiente de museu. O Carpe Diem foi feito para sair para o mar, voltar molhado do mergulho e continuar habitável quando a chuva obriga a levar as refeições para dentro.

O ambiente a bordo

O ambiente nasce do tamanho do grupo e da presença constante da tripulação. Com uma relação tripulação-passageiro próxima de um para um, há ajuda quando se prepara uma saída, quando se regressa molhado ao convés ou quando é preciso organizar uma visita a terra, sem a distância de uma operação em massa. A equipa combina elementos locais e internacionais e comunica em inglês, francês, espanhol e indonésio. As refeições podem ser feitas ao ar livre, mas o salão tem espaço para reunir toda a gente quando o tempo muda. À noite, o barco abranda: conversa à mesa, livros na biblioteca, um passeio ao pôr do sol já terminado e o som do mar a ocupar o que não precisa de entretenimento. É o tipo de ambiente em que um grupo pequeno deixa de ser uma reserva de lugares e passa a ser uma companhia de viagem.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas incluem Derawan, Maratua e Sangalaki, com partida e regresso a Tarakan, em 8 dias/7 noites; Lembeh, North Sulawesi e Bunaken, entre Bitung e Bitung, também em 8 dias/7 noites; Bitung–Ternate, “All Creatures Great and Small”, e Halmahera–Patinti Strait, ambos em 10 dias/9 noites; e Central & South Raja Ampat, entre Sorong e Sorong, em 8 dias/7 noites. Nos locais desta operação, Manta Sandy é uma estação de limpeza de raias manta; Big Fish Country concentra corrente forte, barracudas e tubarões; Kakaban combina paredes verticais, corrente, grandes cardumes e um lago marinho no interior da ilha, com máximo de -65m. Bunaken Timur chega a um máximo de -25m, Ransiwor a -30m. Cape Kri, Blue Magic, Sardines e South Kri trabalham correntes, cardumes e pelágicos; Sorido Wall é uma parede com macro-vida e predadores; Friwenbonda destaca corais moles; Cape Mansuar oferece deriva junto ao recife e possibilidade de raias mobula. House Reef, na zona de Halmahera, fica junto ao centro de mergulho e procura o tubarão-andante de Halmahera.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros repetem uma boa parte do espetáculo: tubarões de recife, barracudas, carangues, fusileiros e nudibrânquios aparecem em vários locais, enquanto tartarugas, cavalos-marinhos-pigmeus, papagaios-de-bossa, mantas, atuns, polvos e peixes-sapo surgem em pontos diferentes do percurso. A corrente é parte da observação: em Big Fish Country e Kakaban pode juntar barracudas, carangues e tubarões; em Blue Magic, o azul reúne cardumes, mantas oceânicas e tubarões oceânicos; em Manta Sandy, as mantas podem passar pela estação de limpeza. Alguns animais dão uma razão precisa para cada paragem: o mero-gigante e o tubarão-de-pontas-brancas em Cape Kri; o tubarão-cinzento de recife e o tubarão-martelo em Kakaban; o tubarão-oceânico em Blue Magic; o peixe-fantasma e o gobídeo no House Reef; o peixe-anjo, o peixe-palhaço e o peixe-borboleta em Ransiwor; e o peixe-cirurgião em Sorido Wall. São possibilidades ligadas ao local, não promessas.

Quem vos põe na água

Os mergulhos são acompanhados por guias qualificados, normalmente Divemasters PADI, com conhecimento local e padrões internacionais de condução. Um diretor de cruzeiro multilingue coordena a vida a bordo, enquanto a equipa organiza os grupos e os briefings antes de cada entrada na água. PADI e SSI podem ser realizados a bordo mediante acordo prévio. A estrutura favorece grupos pequenos, mas não é indicado um rácio fixo por grupo de mergulho nem um número mínimo de mergulhos registados. Para situações de emergência, existem oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza, GPS, radar, sonar e telefones móveis e satélite. O barco dispõe ainda de alarmes de incêndio, extintores, coletes e botes salva-vidas. Não há informação publicada sobre desfibrilhador.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem uma plataforma própria, zona de preparação coberta, tanques de lavagem e um tanque separado para câmaras. O regresso faz-se por uma área dedicada, com duche de água doce no convés; os botes de apoio levam os mergulhadores aos locais e recolhem-nos depois da subida. Há equipamento de aluguer a bordo, incluindo colete, regulador, manómetro, computador, fato, máscara, botas, barbatanas e lastro, com conjuntos Mares indicados pelo operador. Estão disponíveis cilindros de 13 litros, além dos cilindros de mergulho habituais a bordo. O barco leva oxigénio e material de primeiros socorros. Não há indicação publicada sobre nitrox, tipo de metal dos cilindros, ligação DIN ou estribo, compressor, mesa de fotografia ou número de botes; esses pontos não devem ser presumidos.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é o convés aberto à frente do salão: há sombra para secar o fato e espaço para comer, ler ou simplesmente deixar passar o intervalo. O convés superior serve para ver o mar durante a navegação e encontrar um canto mais exposto ao sol. Quando o barco ancora numa baía, os caiaques e as pranchas de stand up paddle permitem afastar-se sem equipamento pesado; em terra, a tripulação organiza visitas a praias e caminhadas ao pôr do sol. O salão climatizado, com biblioteca, é a alternativa quando o calor ou a chuva apertam. Não é preciso preencher cada hora: num cruzeiro com dois ou três mergulhos por dia, o descanso faz parte do programa.

Um dia a bordo

O dia começa com um snack quando há uma atividade cedo, seguido pelo briefing e pelo primeiro mergulho. Depois vêm o pequeno-almoço quente, o intervalo para repousar e preparar o equipamento, e outro mergulho antes ou depois do almoço, conforme a rota e as condições. O almoço pode ser servido ou em buffet; à tarde há fruta, bolos e pequenos snacks, mais tempo para um terceiro mergulho, snorkelling, caiaque, stand up paddle ou uma saída a terra. Algumas noites incluem mergulho noturno, mas não existe uma sequência fixa para todos os cruzeiros. O jantar é servido no exterior quando o tempo deixa, ou no salão. Entre locais, o barco navega; quando fica fundeado junto a um recife ou a uma ilha, o convés transforma-se no lugar para secar, observar a água e esperar pelo briefing seguinte.

O que se come a bordo

A mesa é parte importante do mergulho, porque quatro horas na água não se resolvem com refeições de passagem. A cozinha usa ingredientes frescos de origem local e combina pratos indonésios, asiáticos e ocidentais, com opções vegetarianas e vegan quando pedidas antecipadamente. O pequeno-almoço quente surge depois das primeiras atividades da manhã; o almoço chega entre mergulhos e o jantar pode ser servido no exterior, no salão ou como barbecue quando há uma paragem em terra. Ao longo do dia aparecem bolos, fruta e pequenos snacks, incluindo algo cedo quando o programa começa antes da refeição. Há água potável, chá, café e bebidas não alcoólicas a bordo. A comida não é apenas conforto entre mergulhos: é uma forma concreta de manter a viagem ligada às ilhas e aos fornecedores locais.

As noites no mar

As noites acontecem em quatro cabines com nomes de especiarias: Cengkeh, Kayu Manis, Pandan e Pala. Todas têm casa de banho privada, ar condicionado regulável, espaço de arrumação e luz natural por vigias, claraboias ou janelas; a Pala acrescenta grandes janelas viradas para a frente e fica no convés principal. Cengkeh pode ser twin ou dupla, enquanto Pandan e Kayu Manis acomodam até três pessoas em configuração dupla/individual. O que muda a noite é a combinação entre a madeira quente do interior, a luz que entra pelas aberturas e a possibilidade de desligar o ar condicionado em algumas cabines inferiores para ouvir o mar e sentir a ventilação natural. Quem prefere silêncio e escuridão deve escolher a cabine com cuidado; quem gosta de adormecer com o barco a trabalhar encontra aqui uma experiência mais próxima do mar do que de um resort.

Cengkeh (Clove)

Kayu Manis (Cinnamon)

Pandan (Pandan)

Pala (Nutmeg)

O que é preciso saber antes de embarcar

As partidas e os regressos dependem da rota: há cruzeiros Tarakan–Tarakan, Bitung–Bitung, Bitung–Ternate, Ternate–Sorong e Sorong–Sorong. Nos embarques em Sorong, a equipa encontra os passageiros no hotel ou no aeroporto e leva-os ao barco; nos itinerários com Waisai, existe a ligação por ferry de Sorong, e a recolha é feita no terminal para quem chega no ferry das 09:00. Estão previstos dois transfers associados ao cruzeiro, entre o ponto de chegada ou partida e o barco. Como os horários de voo, ferry e embarque têm de encaixar sem pressa, chegar à região na véspera é a opção mais prudente.

O que o barco faz pelo oceano

O barco não usa garrafas de plástico descartáveis: fornece garrafas individuais reutilizáveis de aço inoxidável e doa uma garrafa a escolas locais por cada garrafa entregue aos passageiros. Os produtos de higiene vêm de empresas locais e são mantidos em recipientes reutilizáveis; o lixo é separado entre reciclável e não reciclável e levado para instalações em terra depois de cada cruzeiro. A iluminação usa LED de baixo consumo, os geradores têm isolamento acústico, há painéis solares de apoio ao sistema elétrico e os motores usam biocombustíveis. A operação procura fornecedores locais, evita comprar peixe e carne importados, leva de volta todo o lixo das visitas a terra e explica aos passageiros as regras de conservação, etiqueta de mergulho e costumes locais. Em 2019, a parceria de reflorestação em Kalimantan levou à plantação de 5280 árvores.

Ano de construção
2012
Número máximo de passageiros
8
Número de cabines
4
Número de casas de banho
4
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