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Cruzeiros · Indonésia

Malaillo: um phinisi tradicional para mergulhar Raja Ampat

O que torna este barco único

  • Um phinisi indonésio tradicional, renovado em 2024 e equipado para o mergulho.
  • Recebe no máximo 14 passageiros, com sete cabines e uma casa de banho privada por cabine.
  • O nitrox está disponível sem suplemento para mergulhadores certificados.
  • A rota de Raja Ampat passa por estações de limpeza de mantas, paredes, recifes com corrente e zonas de grande concentração de peixe.

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O convite

A Malaillo faz sentido para quem escolhe Raja Ampat pelo que acontece debaixo de água, não por uma semana num hotel flutuante. É um phinisi indonésio tradicional com equipamento moderno, pensado para levar um grupo pequeno entre recifes onde podem aparecer mantas, tubarões, tartarugas, cardumes e vida macro. O limite de 14 passageiros ajuda a manter a viagem próxima e dá à tripulação espaço para acompanhar o grupo sem transformar cada entrada na água numa operação anónima. A renovação de 2024 acrescenta conforto ao caráter tradicional do barco. A escolha é clara: um cruzeiro centrado nos locais de mergulho, com até quatro mergulhos por dia e nitrox disponível para quem tem certificação.

Subir a bordo

A Malaillo chega com o caráter de um phinisi tradicional, mas sem pedir ao mergulhador que aceite equipamento ultrapassado. A renovação de 2024 é importante precisamente por isso: conserva a identidade indonésia do barco e atualiza o espaço onde se passa uma semana inteira. A circulação está organizada em torno de áreas de mergulho, salão interior, terraço e convés de observação, com espaço próprio para fotografia. Não é preciso escolher entre ficar dentro do ar condicionado e desaparecer do mar: há zonas para descansar ao ar livre, jantar e observar as ilhas. O grupo máximo de 14 passageiros torna-se palpável no segundo dia, quando já se reconhecem os rostos, os equipamentos e os hábitos de cada pessoa.

O ambiente a bordo

O ambiente tende a formar-se depressa porque o grupo é pequeno e passa os dias a repetir o mesmo ciclo: briefing, água, refeição, equipamento molhado e conversa sobre o que apareceu no recife. A tripulação é local e internacional e fala inglês e indonésio. Há cerca de 18 pessoas na equipa, número que permite um acompanhamento muito próximo para um máximo de 14 passageiros. A relação qualidade-preço recebe 8,7, enquanto a tripulação chega a 9,0 e o mergulho a 9,3. A comida destaca-se ainda mais, com 9,9. No fim do dia, o convívio não precisa de ser fabricado: nasce das mantas, dos tubarões e das pequenas criaturas que cada grupo acabou de ver.

Os locais onde se mergulha

Na rota Raja Ampat Central–Wayag, com 11 dias e 10 noites entre Sorong e Sorong, a Malaillo visita uma sequência de locais com personalidades muito diferentes. Manta Sandy é uma estação de limpeza onde se procuram raias manta. Cape Kri junta a maior biodiversidade de peixes da rota, com grandes cardumes, napoleões, tubarões de recife e a possibilidade de um mero-gigante. Em Blue Magic, cardumes, carangues gigantes, atuns, barracudas, tubarões wobbegong e mantas oceânicas ocupam o azul; Sardines acrescenta correntes fortes, cardumes massivos e predadores pelágicos. Sorido Wall é uma parede vibrante, Friwenbonda destaca corais moles e vida macro, e South Kri combina corrente suave, cardumes e pequenos animais. Ransiwor tem recife inclinado, tartarugas e fusileiros, com máximo -30m. Yenbuba Jetty, também com máximo -30m, transforma um cais de madeira num recife artificial. Sawandarek oferece águas rasas e pouca ou nenhuma corrente; Mios Kon e Chicken Reef chegam a máximo -30m, com wobbegongs e diferentes experiências de corrente. A frota também regista Komodo, Alor e Banda Neira em cruzeiros de 6 a 11 dias.

O que se encontra debaixo de água

Ao longo desta rota, barracudas, fusileiros, nudibrânquios, tubarões de recife, tartarugas, carangues, napoleões e peixes de recife aparecem em muitos dos locais registados. Os cardumes são uma presença recorrente, mas o espetáculo muda com o relevo e a corrente: uma estação de limpeza concentra mantas, enquanto o azul de Blue Magic pode reunir animais pelágicos maiores. A vida macro está presente em South Kri e Friwenbonda, com cavalos-marinhos-pigmeus e nudibrânquios entre corais e paredes. Alguns encontros dão uma razão precisa para determinado mergulho: o mero-gigante aparece apenas em Cape Kri; a lula? não está registada e não deve ser acrescentada. Em Yenbuba Jetty procuram-se anthias, donzelas e peixe-papagaio. Chicken Reef é o ponto indicado para cavalos-marinhos, moreias, peixe-escorpião e peixe-coachman, enquanto Ransiwor é o local específico para polvo e peixe-palhaço. O encontro depende do mergulho, da corrente e do momento.

Quem vos põe na água

Os mergulhos são acompanhados por guias qualificados, com um cruise director a bordo, e a tripulação comunica em inglês e indonésio. A organização foi pensada para um grupo pequeno: a relação entre tripulação e passageiros é próxima de um para um, embora não esteja indicado um rácio específico por grupo de mergulho. Os briefings antecedem as entradas na água e adaptam a organização ao local, sobretudo quando há corrente ou deriva. A segurança inclui oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar, radar, radiobaliza, coletes, botes salva-vidas e alarmes de incêndio. Não estão indicados o número de guias, qualificações individuais, mínimo de mergulhos registados ou formações realizadas a bordo.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem plataforma própria, tanques de lavagem e adaptadores DIN. O nitrox é gratuito para mergulhadores certificados, e o pacote inclui até quatro mergulhos por dia, com mergulho noturno incluído na operação. Pesos e cintos de lastro fazem parte do serviço; o aluguer do restante equipamento é opcional. Há uma área de lavagem separada para câmaras, um ponto importante numa rota em que é fácil passar mais tempo a fotografar do que a subir. A Malaillo leva também oxigénio e kits de primeiros socorros. Não estão indicados o volume ou o material dos cilindros, o tipo de compressor, o número de botes de apoio, nem a forma de entrada e saída da água; esses detalhes não devem ser presumidos.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, a Malaillo oferece espaço para fazer pouco — uma qualidade útil depois de quatro descidas. O terraço e o convés de observação são os lugares naturais para procurar sombra, sol ou uma linha de horizonte sem paredes. Há kayaks e stand up paddle para quem quer voltar à água sem equipamento de mergulho, além de excursões terrestres e guia de snorkeling. Fotógrafos têm uma sala de câmaras e uma zona de lavagem separada para o equipamento fotográfico. Quando o corpo pede menos atividade, ficam o salão interior climatizado, a biblioteca ou simplesmente uma cadeira virada para as ilhas.

Um dia a bordo

Um dia começa antes de o calor apertar, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento para a entrada na água. Depois do mergulho, há tempo para sair do fato, comer, beber e deixar o convés tratar do equipamento antes da chamada seguinte. O ritmo pode chegar a quatro mergulhos por dia, com as refeições e os snacks a preencherem os intervalos. Entre uma descida e outra, o barco pode navegar para o próximo recife, enquanto os passageiros descansam no salão, no terraço ou no convés de observação. O fim do dia traz a refeição ao ar livre quando a operação o permite e, em algumas noites, um mergulho noturno. Depois, o barco abranda por fora, mas nunca deixa de ser um barco vivo: motores, água e equipamento fazem parte do silêncio.

O que se come a bordo

A cozinha combina pratos locais e cozinha ocidental, servidos em formato de buffet e com opções vegetarianas. Há refeições completas ao longo do dia, além de snacks, para acompanhar uma rotina em que o mergulhador entra na água várias vezes e regressa com fome real. O jantar pode ser feito ao ar livre, e o barbecue pode acontecer na praia quando a rota o permite. Cerveja e vinho estão disponíveis, mas as bebidas alcoólicas não fazem parte da pensão completa. A comida é um dos pontos mais fortes da Malaillo: aqui, a mesa não é uma pausa decorativa entre mergulhos, mas parte importante da recuperação para o seguinte.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines com ar condicionado, casa de banho privada e duche de água quente. Existem opções twin e double no convés inferior e principal, twin no convés superior e uma Master Cabin; as cabines superiores têm janela panorâmica. O espaço foi desenhado para dormir depois de um dia com vários mergulhos, não para reproduzir um quarto de hotel em terra. A sala interior climatizada serve para recolher quando o calor aperta, enquanto o convés de observação oferece outro tipo de noite, com o mar à volta e pouco mais para interromper a conversa. A lotação reduzida ajuda, mas quem procura silêncio absoluto deve lembrar-se de que continua a dormir num barco em operação.

Camarote twin, convés inferior

Camarote duplo, convés inferior

Camarote twin, convés principal

Camarote twin, convés superior

Camarote master

O que é preciso saber antes de embarcar

Para a rota Raja Ampat Central–Wayag, a partida e o regresso são em Sorong, pelo aeroporto SOQ. No dia do embarque, a chegada ao aeroporto deve acontecer até às 11:00; a equipa faz a transferência do aeroporto ou do hotel até ao barco, e ajuda no regresso no desembarque. Vale a pena chegar a Sorong na véspera, porque os voos domésticos na Indonésia podem sofrer atrasos. No regresso, a saída de Sorong pode ser marcada para qualquer hora do dia de desembarque.

Planta do barco

Ano de construção
2017
Ano de renovação
2024
Comprimento
45,6 m
Boca
8,5 m
Número máximo de passageiros
14
Número de cabines
7
Número de casas de banho
7
Motores
1 × Mitsubishi V10 520 cv
Velocidade de cruzeiro
6 nós
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