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Cruzeiros · Indonésia

Seven Seas — uma escuna indonésia feita para mergulhar longe

O que torna este barco único

  • Escuna tradicional Buginese, concebida para explorar Komodo, Raja Ampat, Triton Bay, Alor e outras regiões remotas da Indonésia.
  • O convés de mergulho trabalha com dois compressores, 24 cilindros de alumínio de 12 litros e três botes de apoio.
  • São possíveis três mergulhos diurnos e um mergulho noturno quando as condições e a navegação permitem.
  • A bordo há cozinha local e ocidental, opções vegetarianas e vegan, cerveja e uma seleção de vinhos.

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O convite

O Seven Seas escolhe-se pela combinação pouco comum entre uma escuna tradicional e uma operação de mergulho montada para longas travessias indonésias. Não é apenas uma cama entre dois portos: leva os mergulhadores a Raja Ampat, Triton Bay, Alor, Banda Sea, Komodo e às ilhas onde chegar por terra é difícil. O dia pode passar de uma parede com corrente e peixes pelágicos para um mergulho de areia à procura de um nudibrânquio. Há espaço para quem mergulha e para quem prefere fazer snorkel, andar de caiaque, visitar uma aldeia ou ficar no convés. A escolha faz sentido para quem quer uma semana concentrada no mar, com guias atentos, boa comida e uma embarcação que trata o mergulho como a razão principal da viagem.

Subir a bordo

A chegada faz-se a uma embarcação que mantém o caráter de uma escuna tradicional Buginese, mas foi organizada para viver a bordo durante muitos dias. A circulação entre os espaços é simples: o convés de mergulho fica pronto para a próxima saída, o salão e a zona de refeições são climatizados, e os conveses exteriores abrem o barco à brisa e às paisagens das ilhas. A parte prática está bem resolvida, com armazenamento para o equipamento, zonas de duche e uma área própria para câmaras. A madeira e o desenho tradicional não são usados como decoração isolada; dão ao barco uma presença diferente da de um iate moderno. Em troca, o leitor encontra uma operação de mergulho completa, botes rápidos e comunicações por satélite para trabalhar longe dos circuitos mais fáceis.

O ambiente a bordo

O ambiente descrito a bordo é descontraído, alegre e muito cuidado, sem perder o lado profissional que se nota sobretudo nos dias de mar difícil ou de operação apertada. A tripulação trabalha próxima dos passageiros: ajuda no equipamento, mantém as refeições a circular, acompanha quem faz snorkel e resolve os pequenos problemas antes de eles crescerem. Os guias são calmos, atentos aos animais e focados na segurança. Isso deixa espaço para o grupo se formar naturalmente entre mergulhos, refeições e conversas no convés. À noite, o salão e as zonas exteriores servem tanto para trocar fotografias como para ficar em silêncio depois de uma longa sequência de imersões. O Seven Seas parece adequado a grupos de amigos, famílias e mergulhadores com níveis diferentes, desde que todos aceitem partilhar um barco de expedição durante vários dias.

Os locais onde se mergulha

As rotas percorrem Raja Ampat, Triton Bay, Kaimana, Banda Sea, Alor, East of Flores, Forgotten Islands, Komodo e Sumbawa. Os cruzeiros registados variam entre 10 e 15 dias, incluindo Raja Ampat com 11 ou 12 dias, Triton Bay com 10 ou 13, e Triton Bay & Banda Sea com 15. Em Raja Ampat, Manta Sandy é uma estação de limpeza procurada pelas raias manta; Cape Kri concentra grandes cardumes, napoleões e tubarões de recife, enquanto Blue Magic leva a procurar mantas oceânicas, grandes carangues, atuns e barracudas no azul. Sardines trabalha com correntes e cardumes, Sorido Wall junta parede, macro-vida e predadores, e Friwenbonda destaca-se pelos corais moles. Em Kaimana, Saruenus Island fica a cinco minutos de barco e combina rocha vulcânica e coral mole; White Rock desce até 14 metros, Macro Rocks até 20, Bo’s Rainbow até 16 e Christmas Rock até 18. Boulders é um labirinto de grandes rochedos cobertos de coral mole e gorgónias. Andy’s Point procura nudibrânquios solares e cavalos-marinhos-pigmeus; Batu Jatuh abre-se em jardins de coral duro com raias mobula, raias-águia e mantas.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, fusiliers, nudibrânquios, cavalos-marinhos-pigmeus, carangues, barracudas, meros, vivaneaus, peixes-papagaio-de-cabeça-grande e raias manta aparecem em vários pontos, mas não todos no mesmo mergulho. A estação de limpeza de Manta Sandy é o lugar para procurar raias manta de recife; em Blue Magic, o azul pode reunir mantas oceânicas, tubarão-oceânico e atuns, espécies assinaladas apenas nesse local. Cape Kri é o ponto indicado para tubarões de recife de pontas brancas. Saruenus Island acrescenta castanholas e camarões, enquanto Boulders é o local específico para moreias, peixes de vidro e peixes-balão. White Rock é procurado pelo peixe-sapo. Batu Jatuh pode trazer o peixe-morcego e a raia-águia. Friwenbonda vale pela concentração de corais moles. Em Sardines, a corrente empurra cardumes e pode atrair predadores pelágicos. A procura é parte do mergulho: os animais estão associados ao habitat e às condições, não a uma promessa de encontro.

Quem vos põe na água

Quem põe os passageiros na água é uma equipa de cruise director e guias de mergulho qualificados, com operação em inglês; a tripulação fala também francês, espanhol e indonésio. Os grupos são organizados pelos guias conforme o local e as condições, sem um rácio publicado que permita prometer um número fixo de mergulhadores por guia. Antes de cada saída, as condições do local são verificadas para decidir se o mergulho é seguro e adequado. O funcionamento normal oferece três mergulhos diurnos e, quando possível, um mergulho noturno, com exceções no primeiro e no último dia e durante a navegação. O barco leva equipamento de primeiros socorros, desfibrilhador automático, coletes, botes salva-vidas, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar e sonar. É uma estrutura pensada para que a segurança faça parte da rotina, não apenas do briefing inicial.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho está preparado para até 14 mergulhadores, com dois compressores Schiffauer e 24 cilindros de alumínio de 12 litros. Há adaptadores DIN, nitrox disponível e equipamento de mergulho para aluguer, incluindo conjuntos completos, reguladores, coletes, fatos, computadores, lanternas e material de snorkel; a lanterna disponível para aluguer é limitada, por isso quem faz muitos mergulhos noturnos deve levar a sua. O equipamento fica organizado junto à área de mergulho, que é sombreada e tem duches exteriores para o regresso. As câmaras têm uma zona de lavagem separada e uma mesa de preparação. A entrada na água faz-se a partir da plataforma de mergulho ou dos três botes: dois botes de fibra com dois motores levam até seis mergulhadores cada, e um terceiro, de motor único, leva até quatro. O embarque e o regresso podem assim ser distribuídos por grupos, sem obrigar todo o barco a esperar pelo último mergulhador.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o Seven Seas oferece mais do que um lugar para esperar pela próxima saída. Há uma zona sombreada no convés superior, espreguiçadeiras no solário e camas de convés na parte traseira, além de espaços junto à casa do leme. Pode-se ficar a ler, rever imagens na mesa de fotografia, entrar num caiaque ou usar o stand up paddle quando o barco está fundeado. As excursões terrestres e as visitas a praias dão outra escala às tardes sem mergulho. O barco também recebe não mergulhadores e praticantes de snorkel, por isso o intervalo não depende de toda a gente querer voltar imediatamente à água. Em dias de navegação, a melhor ocupação é simplesmente acompanhar a mudança das ilhas a partir do convés.

Um dia a bordo

O ritmo começa cedo, antes de o calor apertar e antes de o barco voltar a levantar âncora. Vem o primeiro briefing, a preparação do equipamento e o mergulho da manhã; depois, o regresso ao convés, o duche, a refeição e algum tempo para secar, comer ou rever fotografias. Segue-se outro mergulho diurno, mais uma refeição e um intervalo que pode ser passado à sombra, em terra ou na água com caiaque e stand up paddle. Quando a rota e as condições permitem, há um terceiro mergulho durante o dia e um mergulho noturno. Entre os grupos, os botes saem e regressam ao convés de mergulho enquanto a tripulação reorganiza cilindros e equipamento. O barco navega quando precisa de mudar de zona; no primeiro e no último dia, e durante os períodos de navegação, o número de mergulhos é reduzido.

O que se come a bordo

A cozinha é dirigida por um chef profissional e combina pratos ocidentais e receitas locais. As refeições incluem buffets, opções à la carte e alternativas vegetarianas e vegan; há também cerveja e vinho a bordo, incluindo uma seleção de vinhos finos. O barbecue na praia aparece quando o local e as condições permitem. Num cruzeiro com até quatro mergulhos possíveis por dia, a mesa não pode ser uma cerimónia demorada entre saídas: precisa de alimentar bem, servir com regularidade e deixar snacks disponíveis entre uma refeição e outra. É aí que a cozinha ganha importância. O prato repõe energia, mas a refeição também é o ponto em que o grupo se reúne, compara o que encontrou e decide se ainda há vontade para o mergulho noturno.

As noites no mar

As noites acontecem em cabines com ar condicionado, casa de banho privada e duche de água quente. Há cabines com beliches, cabines individuais, cabines duplas e duas cabines duplas no convés superior, onde as janelas oferecem vistas mais abertas. As camas variam entre camas de casal e camas individuais grandes, conforme a categoria. No interior, o salão e a zona de refeições podem ser fechados e climatizados, mas as janelas abrem-se para deixar entrar o ar do mar. Quem leva equipamento fotográfico encontra uma mesa de preparação e edição. Depois de um dia de mergulho, a diferença está menos no tamanho da cabine do que na possibilidade de sair do beliche, tomar um banho quente e continuar a noite num convés com sombra ou no salão.

com beliches (1 & 2)

Camarotes individuais (3 & 4)

Camarote duplo (5 & 6)

Camarote duplo, convés superior (7 & 9)

O que é preciso saber antes de embarcar

O porto de partida e de regresso depende da rota: há cruzeiros Sorong–Sorong em Raja Ampat, Kaimana–Kaimana em Triton Bay, Maumere–Alor em East of Flores, Kaimana–Ambon em Triton Bay & Banda Sea e Labuan Bajo–Sumbawa Besar em Komodo e Sumbawa. As transferências de ida e volta entre o aeroporto designado e o barco nos dias de embarque e desembarque estão incluídas. Os voos domésticos para chegar ao porto ou sair do ponto final são tratados à parte. É prudente chegar na véspera, sobretudo quando a rota começa num aeroporto regional.

Planta do barco

Comprimento
45 m
Boca
8 m
Número máximo de passageiros
14
Número de cabines
8
Número de casas de banho
8
Motores
Mitsubishi 8M22 450 cv V8
Velocidade de cruzeiro
8 nós
Botes de apoio
2 × botes de fibra de vidro e 1 × RIB
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