Cruzeiros · Indonésia
Shenron — um pequeno phinisi para mergulhar Komodo de dentro do parque
O que torna este barco único
- O Shenron recebe normalmente oito mergulhadores em quatro cabines privadas com casa de banho.
- As saídas partem e regressam a Labuan Bajo, com rotas de três a cinco dias entre as zonas central, norte e sul de Komodo.
- O convés trabalha com cilindros de 12 litros, nitrox EAN32 e um bote de apoio de 6 metros com motor de 90 Hp.
- A operação mantém grupos de quatro a cinco mergulhadores por guia e exige um mínimo de 40 mergulhos registados.
- Há uma área de refeições ao ar livre, salão interior, bar e convés superior com espreguiçadeiras.
O convite
O Shenron escolhe a escala pequena. Em vez de passar o dia a deslocar-se desde Labuan Bajo, o mergulhador dorme já dentro do Parque Nacional de Komodo e começa cada etapa mais perto da água. A proposta é simples: poucos passageiros, cabines privadas, três mergulhos por dia no programa base e tempo para seguir a estação, as marés e as condições do mar. É uma escolha especialmente forte para quem quer alcançar zonas que uma saída diária não cobre com a mesma facilidade, incluindo itinerários sazonais para o sul. Não é um barco para quem procura formação técnica ou uma operação de grande capacidade. É para mergulhadores certificados que querem uma semana centrada no mar, com uma equipa pequena, refeições a bordo e uma rotina em que o intervalo entre dois mergulhos não inclui uma longa viagem de regresso.
Subir a bordo
O Shenron chega ao cais com o carácter de um phinisi de madeira, não de um hotel flutuante. O ironwood dá peso visual ao barco e lembra que há uma embarcação de trabalho por baixo dos espaços arrumados para passageiros. A renovação de 2024 trouxe-o para uma fase mais cuidada da sua vida, sem apagar essa presença de barco tradicional. A circulação é simples: o convés de mergulho concentra o equipamento e as entradas na água, enquanto a zona de refeições, o salão interior e o convés superior distribuem as pessoas quando o trabalho termina. Há um único motor, por isso a navegação não desaparece completamente do ambiente a bordo; ouve-se que se está a atravessar água, não a ocupar um resort silencioso. A dimensão pequena faz diferença ao segundo dia: reconhecem-se os rostos, os ritmos e o equipamento de cada pessoa.
O ambiente a bordo
O ambiente é próximo sem exigir que todos sejam sociáveis o tempo inteiro. Oito passageiros formam rapidamente um grupo reconhecível, sobretudo quando partilham três mergulhos, refeições e briefings no mesmo dia. A tripulação mantém uma presença calorosa e prática: ajuda a organizar o equipamento, acompanha as entradas e saídas e deixa os mergulhadores com espaço quando o trabalho está feito. Os guias falam inglês e indonésio. À noite, a conversa costuma voltar aos animais procurados, à corrente do dia e ao próximo ponto da rota, enquanto alguns passageiros se afastam para o convés ou para a cabine. O resultado é mais safari de mergulho do que cruzeiro de festa: a vida social nasce dos mergulhos, não de um programa imposto.
Os locais onde se mergulha
As rotas partem e regressam a Labuan Bajo e aparecem em formatos de três dias e duas noites, quatro dias e três noites ou cinco dias e quatro noites. O percurso muda com a estação, as marés, o estado do mar e a experiência do grupo. No centro, Batu Bolong concentra vida de recife num pináculo exposto à corrente; Karang Makassar, conhecido como Manta Point, é procurado pelas mantas sobre o fundo de cascalho e pelas estações de limpeza; Mawan oferece outro ponto de encontro com mantas, também raso mas dependente da corrente. Sebayur Kecil funciona como entrada mais gradual na região. Para norte, Castle Rock reúne corrente, cardumes e tubarões, enquanto Crystal Rock combina pináculo, corais moles e peixe pelágico. As rotas para sul podem incluir Manta Alley, Cannibal Rock, Nusa Kode, Yellow Wall e Pink Beach: ali entram em cena mantas, macro, paredes e recifes de água mais fria. Os nomes previstos em cada partida dependem da temporada e das condições.
Quem vos põe na água
Os grupos são organizados com quatro a cinco mergulhadores por guia, uma escala que permite acompanhar melhor a entrada, a corrente e o regresso ao bote. A tripulação de mergulho comunica em inglês e indonésio, e os briefings definem o local, a rota de saída, as condições e a forma de recolha antes de cada entrada. O Shenron aceita mergulhadores com certificação OWD ou equivalente, mas pede um mínimo de 40 mergulhos registados; Komodo não é tratado como o primeiro contacto de alguém com o mar. A operação inclui guia de mergulho, computador e SMB para aluguer nas condições indicadas, além de uma sessão de segurança antes da partida. O barco dispõe de equipamento de oxigénio de emergência, primeiros socorros e meios de segurança para navegação. Não é uma operação orientada para mergulho técnico.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho foi organizado para uma operação pequena, com área própria para equipar, entradas na água e recolha pelo bote. O Shenron trabalha com cilindros de 12 litros e pesos incluídos; cilindros de 15 litros podem ser alugados à parte. O enchimento é feito por compressores BAUER Poseidon, com sistema de membrana para produzir nitrox EAN32. O aluguer de equipamento é pago à parte, tal como o cilindro maior. Para fotógrafos há uma zona seca de preparação com carregamento, estação de lavagem separada e ar para secar caixas estanques, mantendo as câmaras afastadas das máscaras e dos fatos. Um bote de apoio de 6 metros, com motor de 90 Hp, faz as entradas e recolhas nos pontos de mergulho. A ficha técnica não indica cilindros de aço ou alumínio, nem o tipo de ligação DIN ou estribo.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, a vida divide-se entre o convés de apoio e os espaços onde o equipamento fica fora do caminho. Quem quer sombra pode recolher-se ao salão interior ou à área de refeições coberta; quem prefere secar ao sol encontra espreguiçadeiras no convés superior. O barco pode estar a navegar para o próximo ponto, ou simplesmente parado enquanto o grupo come, conversa e espera a hora de voltar à água. O salão dianteiro é o lugar mais adequado para ler, descansar ou rever fotografias sem ficar no meio da preparação do mergulho seguinte. Quando não há uma imersão marcada, as ilhas secas de Komodo tornam-se parte do intervalo: o barco não precisa de inventar animação para preencher o tempo.
Um dia a bordo
Um dia começa com o primeiro briefing, antes de o grupo montar o equipamento e seguir para a água. Depois do mergulho vêm a recolha pelo bote, o intervalo de superfície, a comida e a preparação do segundo briefing. O barco navega quando é preciso mudar de zona; quando o ponto seguinte está perto, a pausa acontece no próprio convés, entre uma conversa curta e a verificação do equipamento. O programa base prevê três mergulhos por dia e dois no último dia, sempre sujeito à rota e às condições. As refeições entram entre as imersões, com snacks, fruta, café, chá e água a acompanhar os intervalos. No fim do dia há tempo para lavar o equipamento, tratar das fotografias e descansar. Em algumas rotas pode haver um mergulho noturno, quando as condições e o itinerário o permitem.
O que se come a bordo
As refeições alternam cozinha local e pratos ocidentais, servidos em estilo buffet. O dia começa com comida antes do primeiro mergulho e continua com refeições entre as imersões, acompanhadas por café, chá, água engarrafada e snacks disponíveis ao longo do dia. Fruta e pequenos lanches têm uma função prática: repor energia sem transformar cada intervalo de superfície numa refeição demorada. A mesa é também o lugar onde se revê o mergulho anterior, se ouve o briefing seguinte e se percebe o humor do grupo. Restrições alimentares podem ser consideradas, desde que comunicadas antes da partida. Há bebidas alcoólicas e destilados a bordo, mas não fazem parte do que está incluído.
As noites no mar
As noites acontecem depois de o equipamento estar lavado, as fotografias revistas e a última conversa sobre o mergulho já ter perdido a urgência. As quatro cabines privadas têm ar condicionado, cama de casal, tomadas internacionais e casa de banho própria; duas são apresentadas como Ocean View, com janelas panorâmicas e posição no convés superior. As outras duas são cabines Double Cabin, mais resguardadas dos espaços comuns. O que se ganha não é espaço de hotel, mas um lugar fechado para recuperar entre dias de água, calor e corrente. No salão interior pode continuar a conversa, enquanto o convés superior serve para ficar ao ar livre quando o barco está parado. A madeira, o movimento do casco e o som do motor lembram durante a noite que a cabine está num barco em navegação.
Camarote duplo
vista para o oceano
O que é preciso saber antes de embarcar
O Shenron parte e regressa a Labuan Bajo. As transferências, voos e deslocações até ao ponto de embarque não estão incluídos, por isso convém organizar essa ligação antes da chegada. Chegar a Labuan Bajo na véspera deixa margem para atrasos, descanso e confirmação tranquila do embarque. A hora e o ponto exatos da reunião devem ser confirmados para a partida escolhida.
- Ano de construção
- 2017
- Ano de renovação
- 2024
- Comprimento
- 27 m
- Boca
- 6 m
- Número máximo de passageiros
- 8
- Número de cabines
- 4
- Motores
- × 1
- Botes de apoio
- 6 m 90 cv
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