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Cruzeiros · Indonésia

Duyung Baru — Komodo em grupo pequeno

O que torna este barco único

  • Apenas quatro cabines e um máximo de seis passageiros tornam a viagem próxima desde o primeiro dia.
  • As rotas partem e regressam a Labuan Bajo, com mergulho central e norte de Komodo.
  • O programa inclui três mergulhos por dia, com cilindros, pesos e guia de mergulho.
  • Há nitrox disponível a bordo, além de skiff, plataforma de mergulho e zona de convés à sombra.

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O convite

O Duyung Baru é para quem prefere reconhecer toda a gente a bordo em vez de se perder num grupo grande. As quatro cabines limitam a viagem a seis passageiros, e essa escala muda a forma como se mergulha: menos pessoas para organizar, mais espaço para falar com a equipa e mais facilidade em ajustar a atenção aos diferentes ritmos do grupo. A procura principal está debaixo de água, nas correntes, nos pináculos, nas mantas e nos grandes peixes de Komodo, mas a viagem também passa por praias, ilhas e dragões-de-Komodo. É uma escolha forte para um casal, uma família ou um pequeno grupo que quer reservar o barco inteiro. Quem procura muitas áreas sociais, vários botes ou uma operação de grande capacidade encontrará outra lógica aqui. O Duyung Baru ganha precisamente por ser pequeno, direto e pessoal.

Subir a bordo

Ao chegar ao Duyung Baru, a primeira impressão é a de um barco tradicional de estilo phinisi, pensado para levar um grupo reduzido até aos locais de mergulho de Komodo. Não há a escala de um navio de cruzeiro: as zonas de bordo ficam próximas, as cabines estão no convés principal e a circulação entre salão, área exterior e plataforma de mergulho é simples. A casa de bordo concentra o essencial para uma semana no mar, com salão interior, terraço, espaço para fotografia, biblioteca e áreas para refeições ao ar livre. A construção é de 2010, o que coloca o barco numa geração diferente dos liveaboards acabados de construir. Em troca, o leitor encontra uma operação de pequena escala, com água quente, ar condicionado nas cabines, um dessalinizador e uma equipa próxima. O barco não tenta ser um resort flutuante. Quer levar poucos mergulhadores a Komodo.

O ambiente a bordo

O ambiente é mais próximo de uma casa partilhada do que de um hotel com serviço distante. A tripulação recebe notas superiores às do barco, com 9,5 para a equipa e 9,8 para o mergulho, e os passageiros descrevem sorrisos, atenção constante e uma organização profissional. Com uma relação tripulação-passageiro próxima de um para um, a equipa consegue acompanhar um grupo pequeno sem criar a distância de uma operação massificada. Isso sente-se sobretudo depois dos mergulhos: há ajuda no regresso à plataforma, conversa sobre o que apareceu no recife e atenção aos detalhes do dia. À noite, o grupo tende a continuar junto no salão ou no exterior, em vez de se dispersar por vários conveses. O inglês é a língua de trabalho a bordo.

Os locais onde se mergulha

As partidas registadas começam e terminam em Labuan Bajo. A rota Komodo Central aparece em viagens de 4 dias e 3 noites, 5 dias e 4 noites ou 6 dias e 5 noites; Komodo Central North surge em 6 dias e 5 noites, 8 dias e 7 noites ou 10 dias e 9 noites. Central Komodo combina recifes, pináculos varridos pela corrente e locais como Batu Bolong, Manta Point e Tatawa Besar. No norte, Crystal Rock e Castle Rock são procurados pela ação da corrente, tubarões e cardumes; The Cauldron, também conhecido como Shotgun, acrescenta um drift rápido por um canal estreito. Siaba e Sebayur oferecem outra leitura do parque, com tartarugas e vida macro. As condições mudam o plano, e Komodo não é um itinerário de passeio fixo: a rota tem de respeitar corrente, mar e visibilidade.

O que se encontra debaixo de água

Komodo oferece uma mistura que mantém os mergulhos diferentes: mantas nos pontos de limpeza, tubarões de recife, tartarugas, cardumes de peixes e uma vida macro que pede tempo para ser encontrada. Batu Bolong junta paredes e jardins de coral cheios de vida; Tatawa e Siaba acrescentam recifes inclinados, correntes e possibilidade de tartarugas. Nos locais mais expostos, Crystal Rock, Castle Rock e The Cauldron são procurados pelos peixes grandes e pela ação da água, que concentra cardumes e predadores. Manta Point pode interessar tanto a mergulhadores como a praticantes de snorkeling. No sul, a água mais rica em nutrientes favorece encontros com mantas e uma vida pequena abundante, mas as partidas registadas aqui são para a rota central e central norte. Nenhum encontro é garantido: em Komodo, a corrente e a estação fazem parte do mergulho.

Quem vos põe na água

Os mergulhos em Komodo são guiados. Antes de cada entrada na água há um briefing detalhado sobre o local, o plano e as condições; os mergulhadores são organizados em grupos com guia e recebem um companheiro a bordo. O mergulho sem guia não é permitido no parque nacional, e cada mergulhador deve permanecer com o grupo desde a entrada até ao fim do mergulho. A equipa fala inglês. É necessário levar computador de mergulho, e a organização pode decidir que um mergulhador não entra em determinada imersão se a sua capacidade não corresponder às condições. Há oxigénio, primeiros socorros, rádio VHF e GPS a bordo. São proibidos mergulho com descompressão, solo e mergulho técnico. Podem decorrer cursos avançados e especialidades, sujeitos à disponibilidade e ao itinerário.

O convés de mergulho e o equipamento

O mergulho faz-se a partir de uma plataforma própria, com um skiff de apoio para levar os mergulhadores aos locais e facilitar a entrada e a saída da água. Há uma zona de convés à sombra, tanques de lavagem, adaptadores DIN, espaço separado para lavar câmaras, estações de carregamento e duches exteriores para o regresso a bordo. O barco fornece cilindros e pesos no pacote de mergulho; o volume e o material dos cilindros não são especificados. O nitrox está disponível, mas é um serviço pago e depende da disponibilidade. O equipamento de aluguer também pode ser pedido à parte. Não há razão para esperar um convés de grandes dimensões: com seis passageiros, a vantagem está na proximidade e na rapidez da operação, não numa linha de montagem. O oxigénio e os kits de primeiros socorros ficam disponíveis para a segurança da operação.

Entre dois mergulhos

Entre os mergulhos, o espaço divide-se entre a zona sombreada do convés de mergulho, o salão interior e a área exterior. Há tempo para secar o equipamento, tratar das fotografias na sala de câmaras, ler na biblioteca ou simplesmente ficar no terraço enquanto o barco muda de ancoragem. Os caiaques permitem sair da rotina dos mergulhos quando as condições e o programa o permitem, e o material de snorkeling fica disponível para quem prefere observar a partir da superfície. Uma tarde sem mergulho não precisa de ser preenchida com atividades: no Duyung Baru, o valor está em estar dentro de Komodo, com as ilhas e as praias ao alcance do olhar, sem a pressão de um programa de entretenimento.

Um dia a bordo

O dia começa antes do amanhecer, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento. Segue-se o primeiro mergulho, depois o pequeno-almoço e um intervalo para lavar, secar e rever o que foi visto. O almoço entra entre os mergulhos seguintes, e há snacks, café e chá para não transformar quatro horas de água em quatro horas de fome. O programa normal indicado para o barco prevê três mergulhos por dia; a navegação acontece entre ancoragens e enquanto a equipa prepara o próximo local. O último mergulho dá lugar ao banho, à fotografia e ao jantar, muitas vezes servido ao ar livre. No dia de chegada e no de partida não há mergulhos. No dia anterior à partida, estão previstos um ou dois mergulhos de manhã, antes do regresso ao porto durante a tarde.

O que se come a bordo

A cozinha combina pratos locais e ocidentais, com opções vegetarianas e veganas. As refeições podem seguir uma pensão completa, e o dia é apoiado por café, chá e snacks entre os mergulhos; cerveja, cocktails e outras bebidas são tratados à parte. Há também jantar ao ar livre e serviço à la carte. Num liveaboard pequeno, a mesa tem uma função prática: é onde se recupera depois da água, se comparam avistamentos e se planeia o mergulho seguinte sem transformar cada refeição numa pausa longa demais. A comida é uma das partes mais fortes da experiência a bordo, com uma avaliação publicada de 9,8, acima da nota do próprio barco. Isso diz algo importante: o Duyung Baru pode ter um caráter tradicional e simples, mas a cozinha não é improvisada.

As noites no mar

As noites passam-se no convés principal, em cabines Double Cabin, Twin Cabin ou Main Deck Seaview. Cada uma tem casa de banho privada, ar condicionado e janela panorâmica, por isso o espaço é mais reservado do que num barco com dormitórios partilhados. Depois do último mergulho, há o salão interior, a área exterior e a possibilidade de jantar ao ar livre; quem viaja com equipamento fotográfico tem uma sala de câmaras e zonas de carregamento próprias. O barco também recebe não mergulhadores e praticantes de snorkeling, o que ajuda quando o grupo não é composto apenas por duplas de mergulhadores. A noite aqui não depende de uma grande programação. O interesse está em dormir já dentro do parque, acordar perto do próximo recife e não perder tempo com regressos a terra.

Camarote duplo

Camarote twin

vista mar, convés principal

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o desembarque fazem-se em Labuan Bajo. A transferência do aeroporto de Komodo até ao barco está incluída; à chegada, um membro da equipa aguarda os passageiros junto à saída internacional, depois da recolha da bagagem, e identifica-se com o nome EcoPro ou EcoPro Duyung Baru. Quem já estiver num hotel em Labuan Bajo encontra a equipa no cais KP3 às 11h. O último check-in é ao meio-dia. Chegar a Labuan Bajo na véspera é a opção mais prudente, sobretudo quando há ligação aérea a partir de Bali ou Jacarta.

Planta do barco

Ano de construção
2010
Comprimento
27 m
Boca
6 m
Número máximo de passageiros
6
Número de cabines
4
Número de casas de banho
3
Motores
Yanmar marine
Velocidade de cruzeiro
7 nós
Botes de apoio
1 esquife
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