
Dive In Alor
★ 4,9/5 (101 avaliações)
a 3,8 km em linha reta
Alor · Indonésia · Ásia
Em Biatabang, a parede de coral desce como um jardim suspenso, onde a vida marinha se entrelaça com as armadilhas de pesca tradicionais dos pescadores de Alor.
Biatabang, ou Baylon para os locais, é uma parede que desce ao largo da Ilha Ternate, em Alor Ocidental, e que te oferece um mergulho onde a natureza e a cultura se encontram. A topografia do recife forma uma encosta escalonada, que lembra um jardim suspenso, daí o seu apelido. Ao longo da descida, encontrarás saliências e overhangs densamente cobertos por corais moles coloridos e esponjas, criando um cenário vibrante que se estende desde as águas mais rasas até profundidades maiores.
Este sítio é particularmente interessante pela sua dimensão cultural. Enquanto exploras o recife, terás a oportunidade de observar as 'bubu', armadilhas de pesca tradicionais feitas de bambu, engenhosamente tecidas e colocadas pelos pescadores locais. Estas estruturas não são uma intrusão, mas sim uma parte integrante do ecossistema e do modo de vida da comunidade, demonstrando uma coexistência secular entre o homem e o oceano. Por vezes, poderás até avistar pescadores a praticar a pesca em apneia, uma visão fascinante que revela a sua profunda ligação com o mar.
A parede de Biatabang é um substrato rico para uma miríade de pequenas criaturas. Embora a fauna pelágica possa ser mais subtil aqui, a atenção deve ser direcionada para os detalhes do recife. Procura por peixes-escorpião-folha (Taenianotus triacanthus) camuflados entre os corais, nudibrânquios coloridos a rastejar pelas esponjas e peixes-cachimbo-fantasma (Solenostomus paradoxus) a flutuar discretamente. As interações entre as estruturas feitas pelo homem e o ambiente natural criam micro-habitats interessantes que merecem uma observação atenta.
A profundidade mínima de 5 metros torna Biatabang um local excelente para um mergulho de ambientação, permitindo-te ajustar o equipamento e reacostumar-te às condições de mergulho em Alor. No entanto, a parede estende-se para além destas profundidades, oferecendo mais para explorar para mergulhadores mais experientes. A visibilidade na região é geralmente boa, variando entre 15 e 30 metros, o que te permite apreciar a riqueza do recife e a clareza da água.
Embora as correntes em Biatabang sejam geralmente moderadas e geríveis, é importante ter em mente que Alor é conhecida pela variabilidade das suas correntes, que podem ser mais fortes durante a época alta ou com as marés. Poderás também sentir ressurgências de águas frias e múltiplas termoclinas durante a descida, o que é uma característica comum da região. Esta variabilidade adiciona um elemento dinâmico ao mergulho, exigindo atenção às condições e à tua flutuabilidade.
Além das pequenas criaturas, o recife de Biatabang é o lar de peixes de recife em abundância e estrelas-do-mar. Com sorte, poderás avistar peixes-napoleão (Cheilinus undulatus) ou cardumes de peixes-papagaio-corcunda (Bolbometopon muricatum) a patrulhar a parede. A diversidade de corais moles e esponjas que cobrem as saliências e os overhangs cria um ambiente exuberante, que justifica o nome de Jardins Suspensos da Babilónia e te convida a explorar cada recanto deste sítio.
Biatabang é acessível a partir do nível Open Water Diver, mas é aconselhável ter conforto em correntes moderadas e temperaturas variáveis. A profundidade mínima de mergulho é de 5 metros. As correntes são geralmente moderadas, mas podem variar com as marés e a época, sendo Alor conhecida por correntes intensas. A visibilidade esperada varia entre 15 e 30 metros. A temperatura da água pode variar de 16 a 30°C, com a possibilidade de termoclinas. A melhor época para mergulhar é de abril a novembro, embora o sítio possa ser mergulhado durante todo o ano.
2 cruzeiros de mergulho partem de Alor outra forma de descobrir a região, ao longo de vários dias no mar.