Português
DivingDeal.com

Ásia

Malásia: duas costas, uma viagem de mergulho

Entre Sipadan e George Town, a Malásia combina recifes protegidos, mercados de Sabah, cozinha malaia e uma costa oriental marcada pela monção.

O que torna este país único

  • Abril a junho reúne Sipadan e toda a costa oriental
  • Perhentian Islands entre tartarugas, napoleões e raias pastenagues
  • Barracuda Point ancora o imaginário de Sipadan
  • Kaamatan leva a cultura de Sabah para Kota Kinabalu
  • George Town mistura templos, mesquitas e cozinha peranakan
  • Ikan bakar e keropok lekor na costa de Terengganu
  • Tioman Island combina aldeias, ferry e parque marinho

Para legendas em português: inicie primeiro o vídeodepois clique na roda dentadano canto superior direito do vídeo, selecione «Legendas», depois «Traduzir automaticamente» e escolha «Português».

Este país para um mergulhador

Para um mergulhador, a Malásia é um país de duas margens marítimas: a costa oriental da península e Sabah, no norte de Bornéu. A primeira junta ilhas acessíveis por estrada e ferry; a segunda exige uma logística mais aérea e liga a vida portuária de Kota Kinabalu e Semporna a reservas marinhas de outra escala. Em comum, as zonas pedem atenção à corrente, à flutuabilidade e às travessias. A experiência distingue-se da dos Açores pela água tropical, pelos recifes e pela presença de grandes peixes de recife.

Como o país se divide

A costa oriental da península concentra Perhentian Islands, Pahang e Tioman Island. É o conjunto mais fácil de entender numa viagem terrestre: Pahang e Tioman Island funcionam de abril a novembro, enquanto Perhentian Islands abre de abril a outubro. Para quem prefere uma ilha com aldeias e mergulho misto, Tioman Island tem uma identidade própria; Perhentian Islands junta recifes e vida insular; Pahang serve também como território de passagem para o ferry. Sabah divide-se entre a frente marítima de Kota Kinabalu, aberta de abril a agosto, e o sector de Sipadan, cuja época decorre de abril a junho. Kota Kinabalu aproxima mercados e cultura costeira; Sipadan orienta a viagem para uma reserva marinha de acesso mais condicionado. Layang-Layang pertence a outro perfil, mais caro e exigente, com possibilidade de cruzeiro. A escolha depende, portanto, de preferir simplicidade insular, Bornéu cultural ou uma expedição concentrada.

Os destinos de mergulho

Centros de mergulho

Hotéis

Quando ir, e onde consoante o mês

Abril, maio e junho são os meses de maior sobreposição: Kota Kinabalu, Pahang, Perhentian Islands, Sipadan e Tioman Island estão então em época. É a janela mais flexível para quem quer comparar a costa oriental com Sabah, embora juntar os dois litorais continue a exigir voos e tempo de trânsito. Em julho e agosto, Sipadan sai do calendário, mas Kota Kinabalu permanece aberta, tal como Pahang, Perhentian Islands e Tioman Island. Em setembro e outubro, Kota Kinabalu também deixa de ser opção, enquanto a costa oriental mantém Pahang, Perhentian Islands e Tioman Island. Novembro estreita a escolha a Pahang e Tioman Island. Janeiro, fevereiro, março e dezembro ficam fora destas janelas. A monção e a época das chuvas pesam sobretudo na costa oriental, onde o serviço marítimo depende mais das condições do mar; Sabah oferece uma janela própria, que não coincide inteiramente com a das ilhas da península.

A fauna, de uma costa à outra

A fauna ajuda a decidir entre as duas grandes frentes do país. Nas Perhentian Islands, o interesse está nos animais de recife e nas tartarugas de mar, com napoleões, peixes-perroquéts-de-bossa, peixes-porco-espinho, raias pastenagues de Jenkins e raias pastenagues de manchas azuis entre os encontros possíveis. É uma paleta tropical variada, mais próxima da leitura paciente do recife do que de uma única espécie-ícone. Sipadan muda o foco. Aí entram o tubarão-de-recife-de-pontas-brancas, o tubarão-cinzento-de-recife, a raia-águia e os peixes-perroquéts-de-bossa, além de gobies e polvos. Esta diferença pode transformar o itinerário: uma viagem centrada na fauna de recife leva às Perhentian Islands; uma procura de tubarões e grandes cardumes de peixes-perroquéts aponta para Sipadan.

Circular entre as zonas

Na península, Pahang, Tioman Island e Perhentian Islands podem caber na mesma viagem, mas não devem ser tratados como ilhas vizinhas. O acesso combina estrada e ferry, e o trajecto entre Pahang e Perhentian Islands ronda trezentos e oitenta quilómetros; entre Perhentian Islands e Tioman Island, a distância é semelhante. Cada mudança pode consumir um dia entre transporte terrestre, espera e embarque. Sabah exige outra escala mental. Kota Kinabalu e Sipadan estão separados por cerca de trezentos e trinta quilómetros, mas a ligação prática envolve voo para Tawau, estrada até Semporna e barco para as ilhas. Juntar Kota Kinabalu à península implica ainda um voo inter-regional. Em duas semanas, Kuala Lumpur ou Penang com Tioman Island ou Perhentian Islands é uma combinação equilibrada; acrescentar Sipadan transforma-a num itinerário de vários voos e reduz o tempo útil.

Tire a máscara

A Malásia vive tanto nos mercados como nas cidades históricas. Em Kuala Lumpur, Central Market e Kraftangan Kompleks Kraf mostram batik, songket e pewter; em Kuala Terengganu, Pasar Payang liga o artesanato à cultura marítima. Pasar Siti Khadijah, em Kota Bharu, aproxima o visitante dos têxteis de Kelantan, enquanto o Tamu de Kota Belud e o Gaya Street Sunday Market revelam, em Sabah, cestos de rotim, peixe e objectos tradicionais. A mesa muda com o lugar. Em George Town, char kway teow e assam laksa pertencem à experiência dos hawker centres; nasi lemak e roti canai aparecem por toda a península. Na costa de Terengganu, ikan bakar e keropok lekor acompanham a cultura do peixe. Em Sabah, hinava exprime a cozinha Kadazandusun. Batu Caves introduz a dimensão hindu do país, enquanto Kaamatan e a Regatta Lepa mostram a força das festas de Sabah.

O que vale em todo o país

A Malásia recompensa o mergulhador que chega confortável em corrente e em água aberta. Em Sipadan e Pahang, a corrente pode ser variável, e o briefing merece mais atenção do que uma comparação directa com um mergulho protegido da costa portuguesa. Nitrox faz sentido quando o programa encadeia várias imersões de barco, mas não elimina a necessidade de gerir perfis repetitivos e uma paragem de segurança cuidada. Nas ilhas, uma fórmula organizada simplifica ferries, barcos e horários que podem mudar com o estado do mar. Um dia-tampão protege melhor uma viagem curta do que um calendário apertado. A escolha do operador deve incluir disciplina de flutuabilidade e de não tocar no recife, sobretudo em áreas marinhas protegidas onde a pressão turística já se sente, como Sipadan.

Continue a sua exploração