
Octopus Diving Center
★ 4,9/5 (210 avaliações)
a 138 km em linha reta
Terceira · Açores · Atlântico
Prof. máx. · 40 mMergulha numa formação vulcânica única na Terceira, onde paredes em degraus descem até aos 40 metros, revelando uma vida marinha diversificada.
A Boca das Caldeirinhas, ao largo da Ilha Terceira, é um sítio de mergulho que te desafia a explorar as profundidades de uma formação vulcânica. O perfil do mergulho começa num planalto relativamente raso, a cerca de 6 metros, antes de te conduzir por um muro em degraus que desce abruptamente. É uma descida fascinante, onde cada patamar revela novas fendas e aberturas, convidando a um exame mais atento da geologia.
À medida que te afastas da superfície, as profundidades podem atingir mais de 40 metros, proporcionando uma exploração vertical com canyons e fendas esculpidas pela atividade vulcânica. A luz filtra-se de forma diferente a cada profundidade, realçando a estrutura rochosa e as sombras criadas por estas formações. Presta atenção aos detalhes: as paredes são repletas de reentrâncias e pequenos abrigos, perfeitos para a fauna local.
Este ambiente complexo é um refúgio para uma vida marinha prolífica. Grandes garoupas-marrons (Epinephelus marginatus) são avistamentos comuns, patrulhando os contornos do muro. As moreias (Muraena helena) espreitam nas fendas, com os seus corpos ondulantes a revelar a sua presença. É um sítio onde a paciência compensa, permitindo-te observar o comportamento natural destas criaturas.
A Boca das Caldeirinhas distingue-se também pela presença de barracudas (Sphyraena barracuda), que se podem ver a passar em cardume ou isoladas, bem como por cardumes de sargos (Diplodus sargus) e donzelas (Chromis chromis) que povoam as águas mais rasas e os recifes superiores. Não te surpreendas ao encontrar peixes-papagaio (Sparisoma cretense) numa das várias estações de limpeza espalhadas pelo sítio, um espetáculo de cooperação marinha.
A topografia inclui um distinto cratera submarina, um lembrete vívido da origem vulcânica destas ilhas. Mergulhar nesta cratera oferece uma perspetiva única sobre as forças geológicas que moldaram o fundo do mar dos Açores. É um local que pede uma exploração cuidadosa, onde as fendas e crevasses abrem caminhos para descobrir o coral negro (Antipathes), uma espécie que prefere águas mais profundas e menos iluminadas.
Este é um mergulho que exige experiência; a profundidade varia de 10 a 40 metros, e é classificado como avançado. Dada a natureza do sítio e as profundidades envolvidas, é aconselhável ter pelo menos a certificação Advanced Open Water Diver e alguma experiência real com mergulhos profundos e em paredes. A melhor época para mergulhar nos Açores e aproveitar plenamente as condições é durante os meses de julho, agosto e setembro.