Cruzeiros · Jibuti
Elegante — uma escuna pequena para procurar tubarões-baleia
O que torna este barco único
- A rota de 8 dias e 7 noites parte e termina em Djibouti.
- O Elegante recebe no máximo 14 passageiros em sete cabines com casa de banho privada e ar condicionado.
- A viagem combina mergulho, snorkeling e apneia, com encontros com tubarões-baleia como principal objetivo.
- Há dois botes de apoio, vinte cilindros de 15 litros com ligações DIN e INT e dois compressores Bauer.
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O convite
O Elegante foi feito para quem quer procurar tubarões-baleia nas águas de Djibouti sem passar a semana num barco cheio. A lotação máxima de 14 pessoas dá à viagem uma escala íntima, adequada tanto a mergulhadores como a praticantes de snorkeling e apneia. A rota chega a zonas onde os barcos de excursão diários nem sempre permanecem, e combina mergulhos em recifes e num naufrágio com sessões de snorkeling junto dos tubarões-baleia. O objetivo é claro desde o embarque: seguir a migração anual destes animais, alimentados pela presença de plâncton, e não transformar Djibouti numa simples paragem de passagem. Quem procura uma semana centrada em grandes encontros pelágicos encontra aqui uma proposta direta, com gestão italiana e uma tripulação habituada ao Mar Vermelho.
Subir a bordo
O Elegante é uma escuna de linhas clássicas, com gestão italiana e uma distribuição pensada para separar as zonas interiores das áreas exteriores. Não se sobe a bordo para encontrar o espaço de um navio moderno; sobe-se para uma embarcação pequena, onde os passageiros acabam por se reconhecer depressa e onde a vida decorre entre o salão, a varanda e o convés de observação. A propulsão diesel mantém a navegação simples e há sistemas duplicados para os geradores e para o enchimento dos cilindros. Essa redundância interessa mais do que uma aparência nova quando a viagem passa vários dias longe do porto. A avaliação do barco é mais modesta do que a da tripulação, da comida e do mergulho, mas é precisamente a equipa que sustenta a experiência a bordo.
O ambiente a bordo
O ambiente é pequeno e informal, moldado por um máximo de 14 passageiros e por uma equipa que fala inglês. A gestão italiana e a experiência no Mar Vermelho dão à operação um perfil definido, sem a distância de um navio grande. A tripulação recebe uma avaliação de 8,7, acima da nota de 6,6 atribuída ao barco; a comida chega a 8,6 e o mergulho a 7,7. A leitura é simples: o casco e os espaços não são o principal argumento, mas as pessoas a bordo compensam essa limitação com a forma como conduzem a semana. À noite, o convívio acontece no salão ou no convés, depois de um dia em que todos partilharam os mesmos mergulhos e encontros.
Os locais onde se mergulha
O cruzeiro chama-se Djibouti Whale Sharks, dura 8 dias e 7 noites e parte e regressa a Djibouti. Depois do mergulho de verificação em Mousha Island, entra-se no Faon, um naufrágio que também volta a aparecer no fim da rota. Ras Eiro combina mergulho com snorkeling de tubarões-baleia; Ile du Requins acrescenta um mergulho noturno. A rota segue para The Dom e Baie des Etoiles, passa pelo Foult, pelo Sec de la Pass e por Ras Coralli, onde também está previsto snorkeling com tubarões-baleia. As noites alternam entre Mousha Islands, Ras Eiro, Baie des Etoiles e o regresso à cidade de Djibouti. O itinerário pode mudar por causa do estado do mar ou por decisão do comandante, uma margem normal numa rota dependente da meteorologia e da presença dos animais.
O que se encontra debaixo de água
A atração principal são os tubarões-baleia, que chegam anualmente às águas de Djibouti durante a sua migração e se alimentam da concentração de plâncton. O encontro é procurado sobretudo em Ras Eiro, The Dom e Ras Coralli, além das sessões de snorkeling previstas noutros momentos da rota. Não se trata de descer até um ponto fixo para observar uma estação de limpeza: é preciso entrar na água e acompanhar o animal à superfície, respeitando o encontro. A região também é descrita como rica em peixes de recife, meros gigantes e peixes pelágicos. As raias-manta aparecem entre os grandes animais associados a esta viagem, mas não há um local específico indicado para as procurar.
Quem vos põe na água
A operação decorre em inglês, com gestão e equipa italianas. Não estão indicados o número de guias, o rácio de cada grupo, qualificações específicas, cursos ou um número mínimo de mergulhos registados. O que está definido é a estrutura de segurança do barco: oxigénio médico, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, telefones móveis e satélite, GPS, radar, sonar, coletes e botes salva-vidas. Há ainda alarme de incêndio, extintores, bomba de porão, projetor e videovigilância da sala de máquinas. Os briefings e a organização dos grupos ficam nas mãos da equipa de mergulho a bordo; a página da viagem não descreve o formato nem a composição desses grupos.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho trabalha com vinte cilindros de 15 litros, todos com ligações duplas DIN e INT. Dois compressores Bauer, com capacidade indicada de 11 000 litros por hora, permitem manter o enchimento dos cilindros durante a viagem. O barco leva dois botes de apoio Marshall com motor Yamaha; a ficha técnica indica motores fora de borda de 55 HP. Há adaptadores DIN, duches exteriores, oxigénio médico, estações de carregamento e uma zona de lavagem separada para câmaras. O aluguer de equipamento e de material de snorkeling pode ser contratado, mas não são indicadas marcas nem uma configuração detalhada do equipamento. O nitrox também não é especificado. O convés foi pensado para uma operação de mergulho, mas faltam dados publicados sobre a entrada na água, a recuperação dos mergulhadores e a existência de boias de sinalização.
Entre dois mergulhos
Os intervalos passam-se no terraço, no convés de observação ou no salão interior climatizado. Há uma área dedicada à fotografia, estações de carregamento e um tanque de lavagem separado para câmaras, detalhes que fazem diferença quando se regressa da água com equipamento molhado e imagens para tratar. A biblioteca oferece uma pausa mais silenciosa, enquanto o espaço exterior permite acompanhar a navegação e observar a linha árida da costa de Djibouti. Quando o barco fica fundeado numa baía, não é preciso inventar atividades: basta descansar, preparar a próxima entrada e voltar a olhar para a água.
Um dia a bordo
O dia começa com a preparação do primeiro mergulho, seguido de uma entrada na água antes de a rotina ganhar velocidade. Depois vêm o pequeno-almoço, o deslocamento ou a pausa a bordo e uma segunda saída, conforme o programa daquele dia. Em Ras Eiro, The Dom e Ras Coralli, o snorkeling com tubarões-baleia ocupa parte do dia; noutras etapas, o foco passa para recifes, paredes ou o Faon. Na terça-feira está previsto um mergulho noturno em Ile du Requins, depois do segundo mergulho diurno. As refeições de pensão completa intercalam-se com os períodos na água, enquanto o barco navega entre Mousha, Ras Eiro e Baie des Etoiles. Na sexta-feira há nova sessão de snorkeling e outro mergulho no Faon, antes da noite em Djibouti.
O que se come a bordo
A cozinha é apresentada como gastronómica e inclui opções vegetarianas. As refeições seguem o ritmo de um cruzeiro de mergulho: comida suficiente entre entradas e saídas da água, sem transformar cada pausa numa cerimónia demorada. Há jantar ao ar livre quando as condições permitem, além de cerveja e vinho disponíveis a bordo. Numa viagem com mergulho, snorkeling e deslocações entre baías, a mesa serve também para recuperar forças e comentar o encontro anterior. O essencial é que as refeições acompanham o programa em vez de competirem com ele.
As noites no mar
As sete cabines são da categoria Standard, com vigia, ar condicionado, casa de banho privada e duche de água quente. Há duas cabines matrimoniais e cinco duplas, todas com casa de banho e duche. A vigia deixa entrar luz de forma mais contida do que uma grande janela, algo normal numa embarcação deste porte. Entre um mergulho e outro, o conforto vem menos da amplitude da cabine do que da possibilidade de sair para os espaços exteriores. À noite, o salão interior climatizado, a biblioteca e o terraço oferecem alternativas ao beliche. As cabines são para descansar; a viagem vive-se sobretudo fora delas.
Camarotes standard
O que é preciso saber antes de embarcar
O porto de partida e de regresso é Djibouti. A transferência entre o aeroporto de Djibouti e o Elegante está prevista no programa e faz parte dos serviços indicados para a viagem. Na chegada descrita, o voo aterra às 23h05 e segue-se a transferência para o barco. É prudente chegar na véspera, sobretudo numa rota em que a ligação ao embarque depende do voo e da deslocação até ao porto.
Planta do barco
- Ano de renovação
- 2009
- Comprimento
- 25 m
- Número máximo de passageiros
- 14
- Número de cabines
- 7
- Número de casas de banho
- 7
- Motores
- Fiat Iveco AIFO HP 260 diesel
- Botes de apoio
- 2 botes insufláveis Marshall com um motor de popa Yamaha de 55 cv
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