Cruzeiros · Maldivas
Emperor Leo — conforto moderno para perseguir a vida pelágica das Maldivas
O que torna este barco único
- O Emperor Leo leva até 24 mergulhadores em 12 cabines com casa de banho privativa e ar condicionado.
- Um dhoni de mergulho separado, com compressores, cilindros e oxigénio, acompanha todas as saídas.
- O nitrox está disponível sem custo adicional, com adaptadores DIN a bordo.
- As rotas incluem Best of Maldives, South Central Atolls e Deep South & Southern Sharks.
- O convés principal tem um jacuzzi, enquanto o convés superior oferece uma suite e espaço exterior.
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O convite
O Emperor Leo faz sentido para quem quer mergulhar nas Maldivas sem transformar a semana numa disputa por espaço. O barco combina uma decoração de madeira, linhas modernas e uma organização pensada à volta do dhoni: o equipamento fica preparado no barco de apoio e a embarcação principal torna-se a base para comer, descansar e dormir. A escolha ganha força quando a prioridade é a água, não uma cabine de luxo isolada. Há acesso a rotas como Best of Maldives, South Central Atolls e Deep South & Southern Sharks, com mantas, tubarões, cardumes e tubarões-baleia entre os encontros possíveis. A comida e o mergulho recebem avaliações particularmente fortes, acima da nota do próprio barco. É um contraponto honesto: o Leo não é apresentado como um navio novo, mas entrega uma semana bem montada, com uma tripulação que os passageiros recordam e um dhoni que simplifica cada entrada na água.
Subir a bordo
Ao chegar, o Leo apresenta-se como um barco de madeira tratado com uma linguagem mais atual do que tradicional: a madeira dá calor aos espaços, enquanto o salão, o ar condicionado e as zonas exteriores evitam a sensação de viver numa embarcação apertada. A renovação de 2012 ajuda a explicar esse equilíbrio entre o caráter de um barco já usado e um interior preparado para o mergulho de hoje. A circulação é simples: a embarcação principal concentra as refeições, o descanso e as cabines; o dhoni leva o grupo até aos locais e regressa para recolher os mergulhadores. O convés principal acrescenta um jacuzzi, e o convés superior abre espaço para estar ao ar livre. A avaliação do barco fica abaixo da da comida e do mergulho, sinal de que o casco não é o argumento principal. O ganho está na operação: menos carga no barco onde se dorme e mais atenção ao que acontece na água.
O ambiente a bordo
O ambiente do Leo parece formar-se mais pela operação da tripulação do que pelo acabamento do barco. A equipa fala inglês, francês e espanhol, e os passageiros descrevem uma receção calorosa, ajuda constante e atenção aos pequenos problemas antes de se tornarem problemas grandes. No dhoni, a ajuda para montar o equipamento é uma parte concreta do dia: o mergulhador não fica sozinho a tentar vestir-se à pressa enquanto o barco deriva. Com até 24 pessoas a bordo, o grupo pode ser suficientemente grande para encontrar companheiros de mergulho sem perder a possibilidade de reconhecer tripulação e guias rapidamente. À noite, o bar, o happy hour e o jantar juntam quem passou o dia dividido por grupos de mergulho. A nota da tripulação fica acima da do barco, e isso diz algo importante: o Leo ganha valor na forma como é conduzido. É essa consistência que faz uma semana funcionar quando o casco já não é novidade.
Os locais onde se mergulha
As partidas registadas seguem a rota Best of Maldives entre Malé e Malé, durante 8 dias e 7 noites. O percurso pode passar pelos atóis de Malé Norte e Sul, Ari Norte e Sul, Rasdhoo e Vaavu, mas os locais variam. Em Barracuda Giri, três pináculos descem até -30m e concentram barracudas, atuns e cardumes; Banana Reef acrescenta formações de coral e tubarões-de-pontas-brancas. Mushimasmigili Marine Reserve chega a -30m e procura tubarões-cinzentos nas águas com corrente; Dhonkalo é um ponto de mantas, sem profundidade indicada. Maamigili chega a -30m e é procurado por tubarões-baleia e mantas. Kudarah Thila Marine Reserve, também até -30m, tem fendas, saliências e túneis. Maamigili Beiyru, Guraidhoo, Dhonfanu e Dhigu Thila chegam a -30m e combinam pináculos, canais e pelágicos. Myaru Kandu chega a -30m; Foththeyo Kandu a -40m, com grutas e corais amarelos. Dhigalhi Haa e Fushifaru Thila, até -30m e -35m respetivamente, completam a procura por tubarões, corais e mantas nas estações de limpeza.

Barracuda Giri →
Prof. máx. · 30 m

Banana Reef →

Mushimasmigili Marine Reserve →
Prof. máx. · 30 m

Dhonkalo →
Prof. máx. · 25 m

Maamigili →
Prof. máx. · 30 m

Kudarah Thila Marine Reserve →
Prof. máx. · 30 m

Maamigili Beiyru →
Prof. máx. · 30 m

Dhonfanu →
Prof. máx. · 30 m

Dhigu Thila →
Prof. máx. · 30 m

Foththeyo Kandu →
Prof. máx. · 40 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, o espetáculo repete alguns protagonistas sem se tornar igual em todos os locais. Napoleões, tubarões-cinzentos-de-recife e fusiliers aparecem em muitos dos pontos registados; tartarugas, raias-águia, barracudas, mantas e atuns também atravessam grande parte do percurso. A corrente é parte da razão para estar ali: ao bater nos pináculos e entrar nos canais, concentra tubarões, xaréus e cardumes. Em Dhonkalo e Fushifaru Thila Marine Reserve, as mantas podem ser procuradas junto das estações de limpeza. Em Maamigili e Maamigili Beiyru, o interesse passa pelos tubarões-baleia e pelas mantas; o encontro continua dependente das condições e do comportamento dos animais. Alguns motivos são mais específicos. Barracuda Giri é o ponto indicado para meros e anthias; Banana Reef para anémonas; Dhigalhi Haa para corais moles e gorgónias; Maamigili para gaterins e peixe-porco-espinho; Dhigu Thila para a tartaruga-de-pente; Fushifaru para a raia-pastenague.
Quem vos põe na água
O Leo trabalha com quatro guias de mergulho e a equipa fala inglês, francês e espanhol. O guia identificado a bordo é Albert, embora não seja indicado um rácio fixo por grupo nem uma lista de qualificações individuais; o tamanho dos grupos é, portanto, organizado pela equipa conforme o local e as condições. O primeiro mergulho serve de check dive, para orientar cada pessoa no ambiente e no próprio equipamento antes de avançar para o programa normal. As Maldivas podem apresentar correntes imprevisíveis e fortes, sobretudo em certos momentos do ciclo lunar, e alguns mergulhos exigem uma descida rápida e capacidade para trabalhar contra a corrente. Open Water ou equivalente permite mergulhar com um companheiro, mas formação Advanced Open Water ou Deep Diver é aconselhada para tirar mais partido dos locais. O curso Advanced Open Water, além de Adventure Dives e especialidades, pode decorrer a bordo. O barco leva oxigénio, primeiros socorros completos e um desfibrilhador no dhoni.
O convés de mergulho e o equipamento
O centro da operação é um grande dhoni de mergulho separado, equipado com compressores, cilindros e kits de oxigénio. É nele que o equipamento fica organizado e de onde os mergulhadores entram na água, deixando o Leo mais limpo e silencioso para o descanso. O nitrox é gratuito e produzido por sistema de membrana, até 32%; os adaptadores DIN estão disponíveis. Há aluguer de equipamento, mas os elementos necessários devem ser tratados antes da partida. O barco dispõe de espaço para fotografia, estações de carregamento, zona de lavagem e toalhas de mergulho e de convés. Também há duches de água quente no regresso. A ficha não indica o volume, o material ou o tipo de ligação dos cilindros, nem o número de compressores do dhoni; esses pormenores não devem ser imaginados. Para quem usa rebreather, existe essa possibilidade a bordo, mas a operação e o equipamento específico precisam de ser organizados para a viagem.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o Leo oferece vários lugares para não ficar preso ao mesmo banco. O salão climatizado tem sofás, televisão, biblioteca e espaço para conversar ou rever imagens; no exterior, o convés superior e o sun deck servem para apanhar ar, secar ao sol ou procurar sombra. O espaço de fotografia dá ao equipamento um lugar próprio, enquanto as estações de carregamento permitem tratar das baterias antes da próxima saída. O jacuzzi no convés principal é o gesto menos essencial e talvez por isso mesmo o mais agradável depois de um mergulho exigente. Quando o barco navega entre atóis, o intervalo deixa de ser apenas espera: é tempo para comer snacks, descansar, editar fotografias ou simplesmente acompanhar a mudança da água e das ilhas. Os não mergulhadores também são bem-vindos, e há material de snorkeling para quem prefere permanecer à superfície.
Um dia a bordo
O dia começa com a preparação do equipamento e um briefing antes do primeiro mergulho. O check dive vem primeiro, para ajustar o ritmo, confirmar a organização e perceber como cada mergulhador lida com a água e a corrente. Depois seguem-se novos mergulhos, com refeições e snacks a preencher os intervalos; não há horas fixas publicadas para transformar o dia num horário rígido. O dhoni leva o grupo ao local, apoia a entrada na água e regressa para recolher os mergulhadores, enquanto o Leo fica como base para descansar, comer ou acompanhar a navegação. Entre saídas, alguns mergulhadores procuram sombra no convés, outros deixam o equipamento fotográfico nas estações de carregamento ou dormem no salão climatizado. Ao fim do dia, o barco pode reunir todos no happy hour antes do jantar. Se o programa incluir um mergulho noturno, o regresso faz-se com a iluminação e o equipamento adequado; a duração e a hora dependem da operação desse dia.
O que se come a bordo
A cozinha serve refeições em formato buffet, com pratos ocidentais e locais, pensados para um grupo que passa grande parte do dia a gastar energia. Há pensão completa, água potável, chá, café e snacks ao longo do dia. O vinho ao jantar está incluído; cerveja, outras bebidas alcoólicas e bebidas sem álcool ficam disponíveis a bordo. A mesa funciona como o intervalo entre entradas na água: serve para recuperar, falar do mergulho anterior e preparar o seguinte, não apenas para fazer uma refeição formal. O barbecue na praia acrescenta uma refeição fora do salão, quando a rota o permite. Na avaliação dos passageiros, a comida é um dos pontos mais fortes do Leo. O happy hour dois por um acontece na maioria das noites antes do jantar, criando um momento claro para trocar fotografias, comparar avistamentos e deixar o dia de mergulho assentar.
As noites no mar
As noites acontecem em cabines compactas, com ar condicionado, casa de banho privativa e vigias nas categorias do convés inferior. Há cabines twin no convés inferior e superior, cabines duplas no convés inferior e uma suite dupla no convés superior. As cabines twin podem ser convertidas em cama dupla em algumas unidades, mediante pedido, enquanto a suite oferece a opção mais espaçosa a bordo. O ambiente é de madeira clara e conforto funcional, não de resort flutuante. Depois de um dia de sal, equipamento molhado e refeições entre mergulhos, ter uma casa de banho própria pesa mais do que uma decoração vistosa. O barco tem biblioteca, salão interior, televisão e entretenimento áudio e vídeo, mas o ruído decisivo será o da vida a bordo e da navegação. Para quem dorme no convés inferior, a vigia deixa entrar luz e dá uma ligação direta ao mar, sem prometer a vista aberta de uma cabine superior.
Camarotes twin, convés inferior
Camarotes twin, convés superior
Suíte duplo, convés superior
Camarote duplo, convés inferior
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas registadas do Best of Maldives partem de Malé e regressam a Malé. O transfer do aeroporto está incluído, e a chegada ao aeroporto é o ponto de ligação indicado para embarcar. Para proteger a viagem de atrasos nas ligações, é sensato chegar às Maldivas na véspera do embarque.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2009
- Ano de renovação
- 2012
- Comprimento
- 35 m
- Boca
- 9,4 m
- Número máximo de passageiros
- 24
- Número de cabines
- 12
- Número de casas de banho
- 12
- Motores
- 500 cv Mitsubishi
- Velocidade de cruzeiro
- 10 nós
- Botes de apoio
- Grande dhoni de mergulho, totalmente equipado com compressores, garrafas e kits de oxigénio
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