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Cruzeiros · Maldivas

Blue Force One — conforto de resort, mergulho de dhoni

O que torna este barco único

  • O Blue Force One navega nas Maldivas em cruzeiros de 8 dias e 7 noites, com partida e regresso a Malé.
  • As rotas centrais incluem 18 mergulhos, distribuídos por seis dias de atividade.
  • Os mergulhos são feitos a partir de um dhoni separado, com cilindros de alumínio S80, três compressores e sistema de nitrox por membrana.
  • A bordo há 12 cabines com casa de banho privada, dois jacuzzis exteriores, restaurante ao ar livre, bar e zonas de solário.
  • Hanifaru Bay, canais com tubarões, estações de limpeza de mantas e thilas de coral são alguns dos alvos desta operação.

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O convite

O Blue Force One é para quem quer mergulhar nas Maldivas sem aceitar que o conforto tenha de ficar em terra. O dia é construído à volta da água, mas entre um mergulho e outro há espaço para comer ao ar livre, estender-se ao sol, entrar num jacuzzi ou simplesmente desaparecer num salão amplo com ar condicionado. Essa combinação interessa também a quem viaja sem mergulhar: há kayaks, stand up paddle, visitas a ilhas e tempo para ficar a bordo sem sentir que está a esperar pelo grupo. Debaixo de água, a proposta é igualmente clara: seis dias de mergulho e 18 imersões nas rotas centrais, com canais, thilas, estações de limpeza e encontros possíveis com mantas, tubarões e tubarões-baleia. É uma escolha forte para um casal ou grupo misto que quer uma semana de mar com o mergulho no centro, mas não como única atividade.

Subir a bordo

A chegada ao Blue Force One dá mais a sensação de entrar num pequeno resort flutuante do que num barco de mergulho espartano. O desenho é aberto: um restaurante exterior na proa, terraços, zonas de descanso e um salão sem colunas onde cabem briefings, refeições em caso de mau tempo e uma noite de filme. A circulação entre os espaços é simples, sem obrigar toda a gente a ocupar o mesmo canto depois de sair da água. O barco foi construído em 2013 e recebeu um prémio de melhor barco de cruzeiro de mergulho nas Maldivas em 2018; isso ajuda a explicar um caráter mais voltado para o conforto do que para a aparência de expedição. O convés de mergulho fica separado da área onde se dorme, no dhoni auxiliar. Assim, o cheiro de combustível, o equipamento molhado e o trabalho dos compressores não dominam a vida no barco principal.

O ambiente a bordo

O ambiente tende a formar-se depressa: 24 passageiros, uma semana fechada sobre o mesmo mar e um salão onde os briefings acabam muitas vezes por continuar em conversa. A tripulação fixa trabalha junta há anos, fala inglês e espanhol e mantém uma presença próxima sem transformar cada gesto num serviço formal. Num dia de mergulho, isso aparece nas tarefas pequenas: cabines arrumadas, refeições prontas entre imersões, equipamento encaminhado para o dhoni e ajuda quando alguém regressa cansado ou com corrente contra. À noite, o grupo costuma espalhar-se entre o restaurante exterior, o bar, a zona de descanso e o salão. O resultado não é o ambiente de uma embarcação de expedição austera; é uma convivência confortável, com espaço suficiente para participar ou ficar sozinho. As notas confirmam essa diferença: a tripulação recebe 9,1 e a relação qualidade-preço, 9,3.

Os locais onde se mergulha

Os cruzeiros registados duram 8 dias e 7 noites, com partida e regresso a Malé. A rota Central Atolls Classical Route passa pelos atóis de Malé Norte, Malé Sul, Felidhoo e Ari; a variante Central Atolls & Hanifaru acrescenta o norte e Hanifaru, com a ordem dos locais adaptada às condições. Em Barracuda Giri, três pináculos concentram barracudas, fusiliers e atuns, até -30 m. Banana Reef oferece formações de coral e vida de recife, incluindo tubarões-de-pontas-brancas e raias-águia. Em Mushimasmigili Marine Reserve, os tubarões-cinzentos patrulham as águas mais rasas, também até -30 m. Dhonkalo é procurado pelas mantas, até -25 m, enquanto Maamigili combina a possibilidade de tubarões-baleia e mantas, até -30 m. Kudarah Thila desce por fendas, saliências e túneis, até -30 m. Guraidhoo, Myaru Kandu e Dhigalhi Haa são locais de canais, pináculos e corrente, todos até -30 m; Foththeyo Kandu chega a -40 m. Dhonfanu e Dhigu Thila completam a rota com pináculos, pelágicos, tartarugas e tubarões, até -30 m. Em Hanifaru Bay, a atração é a concentração de mantas e a possibilidade de tubarões-baleia num braço de mar protegido, normalmente observados em snorkeling quando as regras do parque permitem.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo está nos animais que aparecem repetidamente contra cenários diferentes: napoleões e fusiliers em muitos recifes, tubarões-cinzentos em canais e reservas, mantas, raias-águia, atuns, tartarugas, barracudas, carangues e cardumes de xaréus. As estações de limpeza explicam a presença de mantas em Dhonkalo e nas áreas de Hanifaru; nos canais, a corrente traz tubarões e pelágicos para a passagem. Os tubarões-baleia podem ser procurados em Maamigili, Maamigili Beiyru e Hanifaru, mas nenhum encontro é garantido. Há ainda razões muito concretas para certos mergulhos: garoupas e anthias em Barracuda Giri, anémonas em Banana Reef, gaterins e peixes-porco-espinho em Maamigili, corais moles e gorgónias em Dhigalhi Haa Marine Reserve e tartarugas-de-pente em Dhigu Thila. Na rota Central Atolls & Hanifaru, disponível entre julho e outubro, a visita à baía depende da presença de mantas, das correntes e das regras do parque.

Quem vos põe na água

O nível mínimo para mergulhar é Open Water Diver ou equivalente. Para aproveitar melhor as correntes e o ritmo das Maldivas, é recomendado Advanced Open Water ou equivalente e pelo menos 50 mergulhos registados. Quem ainda não tiver esse nível pode fazer a formação Advanced a bordo; o curso de nitrox também está disponível, e exige certificação própria para mergulhar com essa mistura. Os briefings são feitos no salão aberto antes das saídas, com a rota ajustada às condições, correntes e atividade dos animais. O número de guias e o rácio de cada grupo não estão definidos, por isso não se deve prometer grupos pequenos. A segurança inclui oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, alarmes de incêndio, extintores, desfibrilhador e tripulação formada em primeiros socorros. O barco tem também sistema de chamada e meios de comunicação para uma operação que depende muito da posição do dhoni.

O convés de mergulho e o equipamento

O mergulho acontece a partir de um dhoni separado do barco principal. É aí que ficam os compressores, a membrana de nitrox e o equipamento, mantendo a humidade, o enchimento e a circulação de cilindros longe das cabines. O dhoni leva cilindros de alumínio S80 com ligação DIN ou estribo; cilindros S100 podem ser pedidos. Há três compressores e o sistema de nitrox está disponível, mas o mergulhador precisa da certificação correspondente para o utilizar. O barco dispõe ainda de uma segunda embarcação de apoio para transferências, visitas e atividades na água. A entrada e a saída fazem-se no dhoni, que acompanha os mergulhadores aos locais e facilita a recolha depois da subida. Existe equipamento de aluguer, mas a quantidade a bordo é limitada e deve ser reservado antes da chegada. Estão disponíveis adaptadores DIN. Não há indicação de mesa de fotografia, tanques de lavagem ou duche específico no regresso, por isso a descrição fica pelo que a operação confirma.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o Blue Force One oferece alternativas reais ao sofá do salão. Há três zonas de solário com espreguiçadeiras e colchões, um bar exterior, dois jacuzzis, uma área de descanso na proa, kayaks e stand up paddle. Durante as travessias, pode escolher-se sombra, sol ou água, em vez de ficar preso ao espaço de equipamento. As rotas também podem incluir visitas a ilhas habitadas, aldeias de pescadores, praias desertas e momentos de barbecue em terra. Quem não mergulha tem assim um programa próprio, enquanto os mergulhadores descansam, carregam baterias, conversam ou deixam o corpo recuperar. O barco foi pensado para que uma tarde sem entrada na água continue a ser parte da viagem, não um intervalo vazio.

Um dia a bordo

O dia começa com a preparação para o primeiro briefing e a deslocação para o dhoni; não há uma hora fixa publicada para acordar ou para cada mergulho. Depois da primeira imersão vêm a refeição, o intervalo de superfície e a conversa sobre corrente, visibilidade e animais antes da saída seguinte. A programação central prevê 18 mergulhos ao longo de seis dias, normalmente três por dia, com possibilidade de mergulhos noturnos conforme a rota e as condições. Entre as entradas na água, o barco pode navegar para o canal ou thila seguinte, enquanto os cilindros são enchidos no dhoni e o equipamento fica pronto para a próxima saída. As refeições e snacks acompanham esse ciclo, sem obrigar o mergulhador a atravessar o barco molhado para procurar comida. Ao fim do dia, há tempo para um banho quente, descanso no solário, jacuzzi, jantar ao ar livre ou uma atividade noturna de mergulho. Na sexta-feira à tarde, a embarcação ancora junto a Malé; pode haver visita guiada à cidade antes do desembarque.

O que se come a bordo

A comida tem um papel importante numa semana com seis dias de mergulho. O serviço é em pensão completa, com buffet, cozinha local, snacks ao longo do dia e refeições que podem ser tomadas no restaurante exterior da proa. Há opções vegetarianas e vegan, além de uma seleção de vinhos, cervejas e outras bebidas disponíveis a bordo. O barbecue numa ilha deserta acrescenta uma refeição fora da rotina do barco quando a meteorologia e a logística deixam. A mesa serve para mais do que matar a fome entre imersões: é onde se recompõe o grupo, se revê o mergulho anterior e se decide se ainda há energia para a próxima entrada na água. A avaliação da comida é particularmente alta, com nota de 9,7 entre os viajantes.

As noites no mar

As noites são passadas em cabines com ar condicionado, casa de banho privada, duche quente, toalhas, secador e cofre. Existem cabines Deluxe, Master Cabin, Junior Suite e Master Suite; as categorias superiores têm vista para o mar, enquanto as cabines standard têm janela convencional. Há quartos com cama dupla e cama individual, além de opções com camas separadas, o que permite acomodar casais e viajantes que partilham cabine sem transformar o beliche num campo de batalha. O ponto importante é o espaço para fechar a porta depois de um dia de corrente, sal e equipamento molhado. No exterior, a noite pode continuar no bar ou na zona de descanso da proa; no interior, o salão climatizado oferece sofás e televisão. O barco não promete o silêncio de um hotel em terra, mas separa bem a área de descanso da operação de mergulho.

Camarotes de luxo

Suíte júnior

Camarote master

Suíte master

O que é preciso saber antes de embarcar

Os cruzeiros desta página partem e terminam no aeroporto de Malé, com embarque no Blue Force One através do dhoni. A transferência entre o aeroporto e o barco está incluída; um membro da equipa recebe os passageiros no aeroporto e acompanha o processo até à embarcação. O embarque começa às 11:00 no primeiro dia e o desembarque no aeroporto é às 7:00 no último. Para evitar que um atraso aéreo comprometa a partida, é sensato chegar a Malé na véspera.

Planta do barco

Ano de construção
2013
Comprimento
42 m
Boca
11 m
Número máximo de passageiros
24
Número de cabines
12
Número de casas de banho
12
Motores
Caterpillar 750 cv
Velocidade de cruzeiro
9 nós
Botes de apoio
2
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