Cruzeiros · Costa Rica
Sea Hunter — uma embarcação de trabalho feita para Cocos
O que torna este barco único
- O Sea Hunter leva até 20 passageiros em expedições de 11 ou 12 dias entre Puntarenas e a Ilha do Coco.
- Duas lanchas rígidas de mergulho transportam os grupos até aos locais e permitem voltar a entrar pela sua escada fixa.
- Cada grupo de mergulho é acompanhado por dois divemasters, com briefings antes de cada imersão.
- O nitrox está disponível sem custo adicional, e o barco dispõe de serviço para mergulho técnico e rebreather.
- A rota combina tubarões-martelo, tubarões-de-Galápagos, raias, mantas, grandes cardumes e excursões em terra na floresta da Ilha do Coco.
Para legendas em português: inicie primeiro o vídeodepois clique na roda dentadano canto superior direito do vídeo, selecione «Legendas», depois «Traduzir automaticamente» e escolha «Português».
O convite
O Sea Hunter é escolhido para chegar à Ilha do Coco com uma operação de mergulho preparada para mar aberto, correntes e locais remotos. Não é apenas um barco confortável que leva mergulhadores até à ilha: foi concebido a partir de um antigo navio de apoio à exploração submarina e mantém essa lógica de ferramenta de trabalho. Tudo gira em torno da água. As lanchas ficam prontas, o equipamento permanece organizado junto do grupo e os guias acompanham cada mergulho de perto. Em baixo, a procura é clara: tubarões-martelo nas estações de limpeza, cardumes de peixe-espada-de-olho-grande, mantas, raias e outros grandes pelágicos. Em cima, ganha-se uma equipa que toma decisões quando a corrente aperta ou quando um local deixa de fazer sentido. A Ilha do Coco não oferece encontros garantidos. O Sea Hunter oferece uma forma competente de os procurar.
Subir a bordo
Ao chegar ao cais, o Sea Hunter apresenta-se mais como uma embarcação de trabalho recuperada para longas expedições do que como um hotel flutuante. O convés de teca, o casco de aço soldado e a organização pesada do equipamento contam essa história antes de se abrir a primeira porta. O barco foi construído em 1994, mas passa por períodos anuais de manutenção em que é desmontado, repintado e revisto, incluindo o equipamento de mergulho. A circulação é simples: as cabines ficam separadas das zonas comuns, o convés de mergulho concentra a preparação e o salão interior oferece um lugar fresco quando o sol ou a chuva apertam. No andar superior há uma sala ampla de estar e estudo, além do espaço exterior para descansar. A primeira impressão não é de delicadeza. É de robustez bem usada, com soluções pensadas para semanas longe de terra.
O ambiente a bordo
O ambiente a bordo é profissional sem se tornar distante. Em poucos dias, os nomes dos mergulhadores, dos guias e dos pilotos das lanchas entram na rotina, porque a mesma equipa acompanha os grupos, controla as contagens e reconhece quem está a precisar de ajuda. Os passageiros regressam dos mergulhos para snacks, toalhas e equipamento já encaminhado, enquanto a tripulação trata do que não aparece no programa. As avaliações dão notas muito fortes à tripulação, à comida e ao mergulho; o barco fica ligeiramente atrás, o que combina com a sua idade e com o carácter de embarcação de trabalho. O contraponto é importante: quem escolhe o Sea Hunter troca algum polimento de hotel por uma equipa que conhece a operação e mantém o foco na segurança. À noite, o convívio nasce naturalmente das histórias do dia, não de entretenimento obrigatório.
Os locais onde se mergulha
As expedições partem de Puntarenas e regressam ao mesmo porto depois de 11 ou 12 dias, com a travessia para a Ilha do Coco a ocupar uma parte importante da viagem. Já junto da ilha, a rota alterna entre locais como Manuelita, Manuelita Outside, Manuelita Channel e Manuelita Coral Garden, onde os mergulhadores procuram estações de limpeza, tubarões-martelo e grandes passagens no azul. Dirty Rock é um dos locais mais consistentes para cardumes de martelos e tubarões-de-Galápagos, muitas vezes acompanhado por cardumes de xaréus-de-olho-grande. Alcyone é um pináculo exposto, com corrente e encontros no azul; quando as condições alinham, os martelos formam uma parede à volta do grupo. Small Dos Amigos é procurado pelos tubarões-de-Galápagos nas estações de limpeza, enquanto Porites é conhecido pelos tubarões-seda-prateada. Dos Amigos, Shark Fin Rock, Punta Maria, Pájara e Viking Rock completam uma rota que pode mudar com o mar, a corrente e a atividade animal. Há também saídas em terra para Chatham Bay, Wafer Bay e a floresta da ilha.
O que se encontra debaixo de água
A Ilha do Coco é uma viagem para observar animais grandes em movimento, não para riscar espécies de uma lista. Os tubarões-martelo aparecem junto às estações de limpeza e no azul, por vezes em grupos densos que atravessam o campo de visão durante vários minutos. Tubarões-de-Galápagos, pontas-brancas, pontas-prateadas, pontas-negras e tubarões-seda podem juntar-se ao mesmo mergulho, mas a presença e a quantidade mudam com a corrente e a visibilidade. Em Porites, a procura concentra-se nos tubarões-pontas-prateadas; em Small Dos Amigos, nos tubarões-de-Galápagos que circulam junto à rocha. As mantas e raias-águia cruzam o azul, enquanto os grandes cardumes de xaréus-de-olho-grande fecham a luz por cima do grupo. Também foram observados tubarões-tigre, tubarões-baleia, golfinhos, mobulas, atuns, moreias, polvos e peixe-sapo. São encontros merecidos por uma rota remota e por mergulhos que respeitam os limites da operação.
Quem vos põe na água
Cada grupo é acompanhado por dois divemasters, um à frente e outro atrás, numa organização especialmente útil quando há corrente ou diferenças no consumo de gás. Os guias conduzem o briefing que fizeram, em vez de entregarem o grupo a outra pessoa na água. Antes de cada mergulho há uma explicação curta com diagramas num quadro branco, estratégia do local e pontos de interesse. O sistema de duplas é obrigatório, o tempo máximo de imersão é de 60 minutos, não são permitidos mergulhos com paragem de descompressão e a profundidade máxima operacional é de 30 metros. A tripulação fala inglês e espanhol. Há oxigénio de emergência no Sea Hunter e nas lanchas, kits de primeiros socorros e pessoal formado em primeiros socorros e DAN O2. Cada mergulhador recebe uma boia, apito, luz de sinalização e um Nautilus Lifeline preso ao BCD; ao ser ativado, envia a posição por GPS e rádio VHF. As contagens são feitas de forma metódica antes e depois dos mergulhos.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho foi desenhado para que o equipamento não viaje constantemente entre o Sea Hunter e as lanchas. Há trinta cilindros de alumínio de 80 pés cúbicos, compatíveis com adaptadores DIN, e dois compressores de alta pressão. Um gerador de nitrox produz a mistura a bordo; o nitrox está disponível sem custo adicional. Existe também serviço para oxigénio, mergulho técnico e rebreather, embora quem use rebreather tenha de levar o seu próprio aparelho. O aluguer de equipamento é da ScubaPro e inclui BCD, regulador, fato, máscara, barbatanas, tubo e computador de nitrox. Duas lanchas rígidas de fibra de vidro, com 24 pés, levam até dez mergulhadores, dois divemasters e o piloto; uma semirrígida de fundo rígido serve de apoio. As lanchas têm racks integrados, zona própria para câmaras, cobertura T, rádio VHF, oxigénio, primeiros socorros e equipamento suplente. A entrada na água faz-se a partir da plataforma de mergulho; o regresso às lanchas é feito por uma escada fixa e estável. Depois de cada mergulho, os cilindros são reenchidos na própria lancha.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o espaço mais útil é o convés exterior: há uma zona de sol e outra protegida, onde se pode deixar o fato a pingar e esperar pelo próximo briefing. O salão interior climatizado serve para ler, rever imagens ou simplesmente escapar ao calor. Fotógrafos têm armazenamento dedicado para câmaras e flashes, alimentação elétrica e tanques de lavagem separados. Quando a programação deixa uma tarde livre, a alternativa não é apenas ficar no barco: a expedição inclui visitas à Ilha do Coco, com saídas para explorar a floresta e pontos como Chatham Bay e Wafer Bay. O barco também tem um espaço de lazer exterior e refeições ao ar livre. A navegação entre locais é tempo de recuperação, não uma atividade organizada a cada minuto.
Um dia a bordo
O dia começa com a preparação do primeiro mergulho e um briefing curto junto ao equipamento. A programação habitual prevê dois mergulhos de manhã, às 8:00 e às 11:00, e um terceiro depois do almoço, por volta das 14:30; a equipa pode alterar a sequência quando a corrente, o mar ou uma oportunidade de mergulho o exigem. Entre as entradas na água, os cilindros são reenchidos na lancha, servem-se snacks e há tempo para secar o fato, falar do mergulho ou descansar à sombra. As três refeições principais enquadram o dia sem o interromper. O mergulho noturno não faz parte da rotina publicada desta expedição. Quando não há uma imersão programada, o Sea Hunter navega, permanece junto da ilha ou organiza uma saída em terra. O ritmo é exigente, mas legível: briefing, água, regresso, comida, equipamento e novamente água.
O que se come a bordo
A cozinha serve três refeições por dia e mantém snacks disponíveis entre os mergulhos. A comida é apresentada em buffet, com cozinha ocidental e opções vegan e vegetarianas, além de bebidas não alcoólicas, água, chá e café. As refeições têm uma função prática nesta rota: entre uma entrada na água e outra, é preciso comer sem tornar o intervalo pesado. As avaliações de bordo destacam uma cozinha abundante, variada e particularmente cuidadosa com restrições alimentares. Há também refeições ao ar livre, barbecue e cerveja disponível. O vinho ao jantar é tratado separadamente. Numa expedição com vários dias de mar e longos períodos sem terra à vista, a mesa torna-se um dos pontos estáveis do dia: chega-se molhado, come-se, fala-se do último mergulho e volta-se a preparar o equipamento.
As noites no mar
As noites dividem-se entre cabines no convés inferior e duas suites no convés superior. Nas cabines inferiores há camas twin ou uma cama queen com possibilidade de beliche superior, vigias circulares, ar condicionado regulável, casa de banho privativa, armários, gavetas e tomadas de 110 volts. As suites têm janelas grandes, secretária, cadeira, mais espaço de arrumação e casas de banho com superfícies em granito. Também apresentam obras pintadas à mão nas paredes. O que se ouve depende mais do estado do mar e da posição da cabine do que de qualquer promessa de silêncio: o Sea Hunter é uma embarcação de aço com motores de trabalho, não um quarto de hotel em terra. A roupa de cama, as toalhas e a limpeza diária deixam o mergulhador regressar ao beliche sem transformar a noite numa tarefa logística. Há ainda serviço de lavandaria a bordo.
twin com beliches, convés inferior
Camarotes twin/duplos, convés inferior
Suítes, convés superior
O que é preciso saber antes de embarcar
As expedições partem de Puntarenas e terminam em Puntarenas. As transferências locais são tratadas à parte da estadia a bordo, e os detalhes operacionais são comunicados aos participantes da viagem. Para evitar que um atraso de voo comprometa o embarque, é prudente chegar à Costa Rica na véspera.
Planta do barco
- Ano de construção
- 1994
- Comprimento
- 35,1 m
- Boca
- 7,9 m
- Número máximo de passageiros
- 20
- Número de cabines
- 10
- Número de casas de banho
- 10
- Motores
- Bimotor GM 16V92 / 1200 cv no total
- Velocidade de cruzeiro
- 9,5 nós
- Botes de apoio
- Dois barcos de mergulho de fibra de vidro de 7,3 m para uso intensivo, semirrígido de 5,2 m com fundo rígido
Olá, sou a Marina, a assistente IA da DivingDeal.com. Respondo-te em detalhe sobre hotéis, centros e cruzeiros.

A pensar na viagem toda e nos voos? Fala com a Edith →
A Marina é uma IA. Alguns links são afiliados: a DivingDeal pode receber uma comissão, sem custo extra para si. A reserva é concluída com o parceiro.


