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Cruzeiros · Indonésia

Blue Manta — espaço sério para explorar Raja Ampat

O que torna este barco único

  • O Blue Manta foi construído para mergulho e leva no máximo 20 passageiros em 14 cabines com casa de banho privada.
  • O convés de mergulho trabalha com grupos pequenos, numa proporção publicada de quatro mergulhadores por guia.
  • Há quatro botes de apoio de 6,5 metros, cada um com dois motores fora de borda de 40 hp.
  • A sala interior para câmaras, as bancadas de trabalho e os tanques de lavagem separados dão aos fotógrafos um lugar próprio para preparar o equipamento.

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O convite

O Blue Manta faz sentido para quem escolhe Raja Ampat pelo mergulho, não apenas por dormir num barco confortável. A rota passa por estações de limpeza de mantas, paredes cobertas de vida, recifes atravessados por correntes e pontos onde os cardumes ocupam o azul inteiro. O barco oferece espaço para passar vários dias a montar, lavar e secar equipamento sem transformar o convés numa fila de mergulhadores. A proporção de quatro mergulhadores por guia é outro argumento: grupos pequenos fazem diferença quando há corrente, quando aparece uma manta ou quando se procura um cavalo-marinho-pigmeu no meio do coral. É uma escolha para quem quer explorar Raja Ampat com uma operação de mergulho organizada e um barco grande o bastante para suportar travessias entre ilhas.

Subir a bordo

Ao chegar ao cais, o Blue Manta impõe-se pelo casco de aço, pelas linhas compridas e pelo convés de mergulho estendido. Não é um barco discreto nem apertado: foi desenhado para passar dias no mar e para manter separados os momentos de navegação, descanso e preparação do equipamento. O interior tem salões climatizados, enquanto o exterior oferece terraço e refeições ao ar livre. A circulação entre os espaços é a de um barco pensado primeiro para mergulhadores, com a plataforma e os botes a comandarem o ritmo do dia. O casco de aço transmite estabilidade em travessias longas, mas também lembra que este é um navio de expedição, não um pequeno barco de madeira que se move ao sabor de cada onda. A construção de 2014 dá-lhe uma base relativamente recente para este tipo de operação.

O ambiente a bordo

O ambiente junta um barco grande, grupos de mergulho reduzidos e uma tripulação que aparece muito no funcionamento do dia. Os passageiros encontram ajuda atenta com as cabines, as refeições e a preparação dos mergulhos, sem que o serviço desapareça atrás de um excesso de formalidade. O inglês, o espanhol e o indonésio são falados a bordo, o que facilita a comunicação entre hóspedes e tripulação. Ao fim de uma semana, a vida social nasce sobretudo dos mergulhos: alguém regressa com uma fotografia de uma manta, outro conta onde encontrou um wobbegong, e a conversa continua à mesa. A tripulação recebeu 9,1, abaixo da comida e do mergulho, mas ainda assim traduz uma experiência de hospitalidade calorosa e serviço atento.

Os locais onde se mergulha

Esta rota percorre Raja Ampat e concentra-se em locais onde a vida pelágica e o recife disputam a atenção. Em Manta Sandy, a procura é clara: raias-manta numa estação de limpeza. Cape Kri destaca-se pela biodiversidade de peixes, com grandes cardumes, napoleões e tubarões de recife; Blue Magic leva a ação para o azul, onde cardumes, atuns, barracudas e mantas oceânicas podem convergir. Sardines combina corrente e cardumes, enquanto Sorido Wall é uma parede com fusileiros, barracudas e tubarões de recife. Friwenbonda vale pelos corais moles e pelos cavalos-marinhos-pigmeus; South Kri junta corrente suave, vida macro e cardumes. Ransiwor tem inclinação suave e profundidade máxima de -30 m, com tartarugas e fusileiros de dorso amarelo. Cape Mansuar oferece deriva ao longo do recife e possibilidade de raias-mobula. Cross Over procura bodiões-de-cabeça-grande e tubarões de recife de ponta preta. Yenbuba Jetty é um cais de madeira transformado em recife, com profundidade máxima de -30 m, cavalos-marinhos-pigmeus e nudibrânquios. Sawandarek tem águas rasas, pouca ou nenhuma corrente, tartarugas verdes gigantes e cardumes de xareus. Mios Kon, Chicken Reef e os restantes pontos acrescentam wobbegongs, tartarugas, cavalos-marinhos e diferentes condições de corrente; Mios Kon e Chicken Reef chegam a uma profundidade máxima de -30 m. As partidas registadas incluem Alor–Alor em 8 dias e 7 noites, Alor–Ambon em 11 dias e 10 noites, Ambon–Ambon em 8 ou 9 dias e 7 ou 8 noites, Ambon–Sorong em 10 dias e 9 noites e Raja Ampat–Misool em 8 dias e 7 noites.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo repete alguns protagonistas sem se tornar igual debaixo de água: barracudas, tubarões de recife, tartarugas, napoleões, fusileiros, carangues, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus aparecem em vários pontos. Os corais moles, os cardumes e os peixes-papagaio-de-cabeça-grande dão escala ao recife, enquanto as correntes podem trazer carangues, atuns e outros predadores para o azul. Há encontros que justificam um local específico. Cape Kri é o ponto indicado para procurar o mero-gigante. Em Yenbuba Jetty podem surgir anthias, donzelas e peixe-papagaio; a estrutura do cais também protege cavalos-marinhos-pigmeus, peixes-cachimbo e nudibrânquios. Chicken Reef concentra uma variedade rara nesta rota: peixe-cocher, moreia, peixe-escorpião, cavalo-marinho e coral duro. Ransiwor é o ponto indicado para polvo e peixe-palhaço. Em Manta Sandy, as mantas não atravessam simplesmente o recife: chegam à estação de limpeza, onde podem permanecer enquanto pequenos peixes lhes retiram parasitas. São possibilidades de mergulho, não garantias.

Quem vos põe na água

Os grupos de mergulho são pequenos, com uma proporção publicada de quatro mergulhadores por guia. Isso deixa mais espaço para gerir a entrada na água, manter contacto durante a descida e escolher entre seguir a corrente ou ficar junto ao recife. A tripulação fala inglês, espanhol e indonésio. O barco dispõe de oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar e radar; a tripulação tem formação em primeiros socorros. Há coletes de salvação, alarmes de incêndio, extintores e foguetes de emergência. Não são indicados o número de guias, qualificações específicas, cursos realizados a bordo, número mínimo de mergulhos registados ou a forma exata dos briefings. O suporte é adequado para uma operação de exploração, mas o nível final exigido depende da rota e das condições encontradas.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é o centro do Blue Manta. A plataforma recebe os mergulhadores antes da saída, quatro botes de apoio levam os grupos até aos pontos de entrada e os tanques de lavagem permitem separar o equipamento comum do material fotográfico. Para câmaras, há uma sala interior seca e climatizada, bancadas amplas de trabalho, estações de carregamento e um tanque de lavagem separado. Nitrox está disponível e há adaptadores DIN; o nitrox e o aluguer de equipamento são serviços opcionais. O barco tem quatro botes de 6,5 metros, cada um com dois motores fora de borda de 40 hp, uma combinação que dá flexibilidade para lançar e recolher grupos em locais diferentes. O volume e o tipo dos cilindros, o compressor, as marcas do equipamento de aluguer e a existência de boias de sinalização não são especificados.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o Blue Manta oferece mais de um lugar para desaparecer durante algum tempo. O salão interior climatizado serve para escapar ao calor, enquanto o terraço e a zona exterior permitem ficar ao sol, observar as ilhas ou simplesmente deixar o equipamento descansar. A sala de câmaras tem um papel prático para quem fotografa: o trabalho continua ali durante a navegação, sem ocupar a mesa de refeições. Há também uma área de fotografia e bancadas de trabalho. Nos dias em que a rota exige travessias mais longas, o espaço do barco evita que cada intervalo tenha de ser passado na mesma cadeira, junto ao equipamento. O massage é uma opção para quem quer trocar uma pausa por recuperação física.

Um dia a bordo

Um dia forte começa cedo, com o primeiro briefing antes de a sequência de mergulhos tomar conta do barco. Nas jornadas de Raja Ampat, o programa pode chegar a quatro mergulhos; noutros dias são previstos três ou três a quatro, conforme a rota, a corrente e a navegação. Entre entradas na água, há comida, água, descanso e tempo para rever fotografias ou trocar um cilindro no convés. O grupo volta a reunir-se para o briefing seguinte, e os botes levam os mergulhadores até ao ponto escolhido antes de os recolherem à superfície. A navegação acontece quando é preciso ligar uma ilha à seguinte, não como um intervalo vazio: é a passagem entre uma parede, um recife de corrente e uma baía de vida macro. O último mergulho dá lugar à lavagem do equipamento, ao jantar e ao sono, enquanto o barco continua a preparar o dia seguinte.

O que se come a bordo

A cozinha combina pratos locais e ocidentais, servidos em formato buffet, com cozinha descrita como gastronómica. Há refeições completas, snacks ao longo do dia, bebidas não alcoólicas, água, chá e café. Cerveja e vinho estão disponíveis, assim como outras bebidas alcoólicas. Num cruzeiro de mergulho, a mesa não é um intervalo ornamental: é onde se repõe energia depois da primeira entrada na água, se come sem prolongar demasiado a pausa de superfície e se volta ao convés preparado para o mergulho seguinte. O jantar pode ser feito ao ar livre ou no espaço interior climatizado. A nota da comida, 9,8, confirma que a cozinha é uma das forças mais claras do Blue Manta.

As noites no mar

As noites acontecem em 14 cabines com casa de banho privada e ar condicionado. Há cabines duplas e twin no convés superior e principal, além das cabines no convés inferior; as superiores e principais têm janela, enquanto as inferiores têm vigia. Essa diferença pesa mais depois de um dia de quatro mergulhos do que numa visita rápida: uma janela dá luz e relação com o mar, enquanto a vigia oferece um espaço mais fechado. O barco não vende a noite como um detalhe decorativo, mas como tempo de recuperação entre imersões. O salão interior climatizado permite baixar o ritmo sem ficar confinado à cabine, e as toalhas de cabine e de convés deixam o mergulhador livre para voltar à água sem carregar a casa inteira consigo.

Camarotes duplos, convés superior

Camarotes twin, convés superior

Camarotes twin, convés principal

Camarotes duplos, convés principal

Camarotes, convés inferior

O que é preciso saber antes de embarcar

As rotas registadas partem e regressam a Alor, fazem Alor–Ambon, permanecem em Ambon, atravessam de Ambon a Sorong ou ligam Sorong a Sorong, conforme o cruzeiro escolhido. As transferências entre aeroporto ou hotel e o barco estão incluídas. A equipa encontra os passageiros no aeroporto ou no hotel indicado para esse embarque e conduz a transferência até ao porto. Chegar na véspera é a opção mais prudente, sobretudo para ligações aéreas longas e rotas que começam em portos regionais.

Planta do barco

Ano de construção
2014
Comprimento
45 m
Boca
9 m
Número máximo de passageiros
20
Número de cabines
14
Número de casas de banho
14
Motores
2 × 826 cv Yanmar
Velocidade de cruzeiro
10 nós
Botes de apoio
4 × botes de 6,5 m com dois OBM de 40 cv
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