Cruzeiros · Indonésia
Lady Denok — uma phinisi de madeira para mergulhar na Indonésia selvagem
O que torna este barco único
- Phinisi tradicional de madeira, construída pelos mestres Konjo de Tana Beru, com rotas em Komodo, Forgotten Islands, Raja Ampat e Lembeh.
- Recebe até 12 passageiros em sete cabines com ar condicionado e casa de banho privada.
- O convés de mergulho tem espaço coberto, plataforma, dois botes de apoio, cilindros de 12 litros e nitrox disponível.
- As rotas de Raja Ampat e Komodo combinam correntes, grandes animais pelágicos e encontros de macro-vida.
- A comida é um dos pontos mais fortes a bordo: cozinha indonésia, asiática e ocidental, com opções vegetarianas e vegan.
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O convite
A Lady Denok escolhe-se por aquilo que um barco de mergulho deve ser antes de tudo: uma phinisi tradicional que leva os passageiros para zonas onde a viagem importa tanto como o destino. Komodo, Forgotten Islands, Raja Ampat e Lembeh aparecem em rotas diferentes, com tempo para procurar mantas, tubarões, cardumes e criaturas minúsculas no mesmo cruzeiro. Raja Ampat pede mais experiência por causa das correntes e exige pelo menos 30 mergulhos registados; Komodo pede 50. Em troca, a organização foi pensada para quem passa o dia na água, não para quem quer apenas dormir num hotel flutuante. O barco mantém o caráter de madeira e a escala de um grupo pequeno, mas oferece ar condicionado, casas de banho privadas, espaço para câmaras e uma equipa muito presente. É uma escolha forte para quem quer mergulhar muito, comer bem e chegar a locais que não se alcançam num simples passeio diário.
Subir a bordo
A chegada faz-se a uma embarcação de madeira com linhas de phinisi, construída à mão pelos mestres Konjo de Tana Beru, no Sul de Sulawesi. A madeira dá ao barco uma presença própria: não é um casco anónimo de produção em série, mas uma casa de mar com tradição indonésia e espaços organizados para uma viagem de mergulho. A circulação passa por cabines, salão, restaurante, convés de mergulho e zonas abertas onde se pode escolher entre sombra e sol. O salão tem ar condicionado; no exterior, a vista acompanha a navegação entre ilhas. A Lady Denok não tenta esconder que se vive a bordo de um barco de madeira. Esse é precisamente o seu interesse: a viagem conserva o gesto de uma phinisi, enquanto a tecnologia de navegação, comunicação e segurança trata das exigências de um cruzeiro moderno.
O ambiente a bordo
A Lady Denok funciona melhor para quem valoriza uma tripulação muito próxima. Há uma equipa local e internacional, com inglês e indonésio a bordo, e os passageiros descrevem uma presença constante tanto dentro como fora de água. O efeito sente-se nas pequenas coisas: ajuda com o equipamento, atenção aos horários, procura de criaturas durante o mergulho e cuidado quando um imprevisto ameaça o plano da viagem. O grupo máximo é pequeno o bastante para que as pessoas se conheçam rapidamente, mas a avaliação do barco, 9,0, fica abaixo da comida, com 9,7, e do mergulho, com 9,5. Isso sugere um barco tradicional cujo maior trunfo está nas pessoas e na operação, não numa aparência de hotel novo. A recompensa é uma semana em que a tripulação participa realmente do mergulho, em vez de apenas servir a cabine.
Os locais onde se mergulha
As rotas passam por Komodo, Forgotten Islands, Raja Ampat e Lembeh, em cruzeiros de seis a doze noites nas partidas registadas. Em Raja Ampat, Manta Sandy é uma estação de limpeza onde se procuram raias manta; Blue Magic junta mantas oceânicas, atuns, barracudas e tubarões wobbegong no azul. Cape Kri concentra grandes cardumes, napoleões e tubarões de recife, enquanto Sardines e Sorido Wall trabalham o movimento dos cardumes e dos predadores. Friwenbonda destaca os corais moles e a pequena vida; South Kri acrescenta nudibrânquios, crustáceos e cavalos-marinhos-pigmeus. Yenbuba Jetty transforma a estrutura de madeira do cais num recife artificial e tem profundidade máxima de -30m. Sawandarek oferece águas rasas, pouca ou nenhuma corrente e tartarugas verdes; Mios Kon é procurado pelos wobbegong e pelas gorgónias, com profundidade máxima de -30m. Ransiwor tem uma encosta suave, tartarugas e fusileiros-de-dorso-amarelo, com profundidade máxima de -30m. Lembeh acrescenta areia vulcânica preta, onde a camuflagem e a macro-vida dominam. As partidas registadas incluem Komodo de Labuan Bajo a Labuan Bajo em 7 ou 8 dias, Lembeh–Raja Ampat de Bitung a Sorong em 13 dias, South & Central Raja Ampat de Sorong a Sorong em 11 dias e Ultimate Raja Ampat, também de Sorong a Sorong, em 13 dias.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, a vida grande aparece muitas vezes acompanhada por um detalhe que obriga a aproximar o olhar. Barracudas, tubarões de recife, tartarugas, napoleões, meros, fusileiros, carangues e nudibrânquios surgem em vários locais, enquanto os cavalos-marinhos-pigmeus e os peixes-papagaio-de-bossa mantêm o recife ocupado mesmo quando não passam os cardumes. A corrente explica parte do espetáculo: em Blue Magic, Cape Mansuar e outros pontos de Raja Ampat concentra cardumes, barracudas, carangues e raias. Manta Sandy é procurado pela estação de limpeza das mantas, sem promessa de encontro. Algumas espécies dão uma razão precisa para parar: o mero-gigante e o tubarão-de-pontas-brancas em Cape Kri; o cavalo-marinho e o peixe-sapo em Lembeh Strait; o peixe-cirurgião em Sorido Wall; o peixe-palhaço em Ransiwor; o caranguejo e o camarão em South Kri; as gorgónias em Mios Kon; e anthias, donzelas e peixe-papagaio em Yenbuba Jetty.
Quem vos põe na água
Dois guias de mergulho fazem parte da equipa, e cada guia acompanha no máximo quatro mergulhadores. A tripulação é formada em primeiros socorros, e a bordo existem oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF, comunicações por satélite, coletes, botes salva-vidas, radar, GPS, sonar e sistemas de localização. O primeiro mergulho serve também para avaliar a experiência e colocar cada pessoa no grupo mais adequado. Os briefings orientam a entrada, o percurso, a corrente e a saída, enquanto o bote acompanha os mergulhadores à superfície. É preciso ter pelo menos Open Water; para Raja Ampat são esperados 30 mergulhos registados e para Komodo 50. Os guias falam inglês, e a tripulação comunica também em indonésio. Não há informação sobre desfibrilhador ou sobre formações de mergulho ministradas a bordo.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem sombra, plataforma, tanques de lavagem e duches exteriores para o regresso da água. Os cilindros de mergulho são de alumínio, com 12 litros, e há peso e cinto para cada mergulhador; cilindros de 15 litros existem em quantidade limitada. O barco usa dois compressores Bauer e um compressor próprio para nitrox. O nitrox está disponível para mergulhadores certificados, mediante apresentação da certificação ao responsável de cruzeiro. Há adaptadores DIN, espaço separado para lavar câmaras, zona de carregamento e equipamento de aluguer, que deve ser pedido antes da partida. Dois botes de apoio acompanham a operação, incluindo um RIB, para levar os grupos aos locais e apoiar a recolha. O barco está preparado para mergulho, mas não são indicadas marcas do equipamento de aluguer nem o método de enchimento do nitrox.
Entre dois mergulhos
Entre os mergulhos, há sombra no convés de mergulho, um salão interior climatizado, terraço e convés de observação. O intervalo pode ser usado para secar equipamento, rever fotografias na zona de carregamento ou simplesmente ficar a olhar para as ilhas enquanto o barco muda de ancoradouro. Os dois caiaques permitem sair da rotina do cilindro quando as condições e o itinerário deixam espaço para isso. Também existem visitas a terra e percursos naturalistas em algumas rotas, incluindo a possibilidade de observar dragões-de-Komodo nos cruzeiros de Komodo. Não há necessidade de preencher todas as horas: numa viagem com vários mergulhos, o melhor intervalo costuma ser uma sombra, uma bebida e tempo suficiente para voltar a entrar na água com a cabeça limpa.
Um dia a bordo
O dia começa com um pequeno-almoço frio às 6h30, seguido do primeiro briefing e do primeiro mergulho. Às 8h30 chega o pequeno-almoço quente, quando o equipamento já voltou ao convés e há tempo para comer sem pressa. O segundo mergulho acontece por volta das 11h00; depois vem o almoço. O terceiro mergulho é por volta das 15h00, seguido de chá ou café com algo doce e salgado. Em dias completos, há normalmente três ou quatro mergulhos; o primeiro e o penúltimo dia ficam limitados a um máximo de dois. Se houver mergulho noturno, a entrada na água costuma acontecer entre as 18h00 e as 19h00, com o jantar depois. Entre cada saída, o barco navega, muda de local, prepara os grupos e dá espaço para descansar. Algumas noites incluem ancoragem perto de uma ilha ou navegação para o próximo ponto.
O que se come a bordo
A cozinha serve comida indonésia, asiática e ocidental, com pratos vegetarianos e vegan preparados mediante aviso prévio. Há pequeno-almoço, almoço, jantar e comida disponível ao longo do dia, incluindo bolachas, pão e fruta. As bebidas não alcoólicas, água, chá e café acompanham a vida a bordo; cerveja e vinho estão disponíveis à parte. A mesa é particularmente importante numa rota com três ou quatro mergulhos por dia. Entre cilindros, correntes e viagens de bote, uma refeição quente é o momento em que o grupo recupera energia e compara o que encontrou. A comida recebe a melhor avaliação entre os critérios publicados, com 9,7, e isso combina com o tipo de cruzeiro: não se vem apenas para comer, mas uma cozinha capaz de sustentar vários dias de mergulho muda a experiência inteira.
As noites no mar
À noite, a Lady Denok divide-se entre a cabine e os espaços exteriores. As cabines Master, Twin/Double e Single têm ar condicionado individual, casa de banho privada com água quente e fria e janela, com vista para o mar nas categorias indicadas. O salão climatizado oferece um lugar para conversar ou ver um filme, mas a noite ganha mais sentido no convés, depois do jantar, quando o barco fica ancorado ou segue viagem entre as ilhas. Há uma sala própria para carregar câmaras e outros dispositivos, além de internet Starlink gratuita quando existe sinal. O espaço de cada cabine é o de um barco de cruzeiro de mergulho, não o de um quarto de resort. A vantagem está em ter privacidade, banho e ar fresco sem perder a proximidade com o mar.
Camarote master
Camarote twin/duplo
Camarote individual
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas registadas saem e regressam a Labuan Bajo nos cruzeiros de Komodo, a Bitung e Sorong na rota Lembeh–Raja Ampat, e a Sorong nos cruzeiros de Raja Ampat. A tripulação recolhe os passageiros no aeroporto ou no hotel próximo, no dia do embarque, e faz o transporte até ao porto; essa transferência está incluída. O embarque acontece até às 13h00, ou mais cedo se todos já tiverem chegado e feito o check-in. Como não é possível embarcar no dia anterior, chegar à cidade de partida na véspera é a opção prudente.
- Ano de construção
- 2015
- Comprimento
- 28 m
- Boca
- 7 m
- Número máximo de passageiros
- 12
- Número de cabines
- 7
- Número de casas de banho
- 8
- Motores
- Yanmar 350 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 7 - 8 nós
- Botes de apoio
- 1 Yamaha 40 cv 1 RIB Yamaha 40 cv
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