Cruzeiros · Indonésia
Ondina — um phinisi de madeira feito para mergulhar nas ilhas remotas da Indonésia
O que torna este barco único
- A Ondina é uma escuna tradicional de madeira, um phinisi construído no sul de Celebes segundo métodos Bugis.
- Acomoda até 16 passageiros em oito cabines com ar condicionado e casa de banho privada.
- O convés de mergulho tem uma plataforma, dois botes de apoio, tanques de lavagem, adaptadores DIN e espaço coberto.
- O nitrox está disponível a bordo como extra.
- A cozinha combina pratos asiáticos e ocidentais, com opções vegetarianas e veganas.
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O convite
A Ondina escolhe-se pelo acesso a zonas remotas da Indonésia sem transformar o barco num hotel de luxo. É um phinisi tradicional de madeira, construído por mergulhadores para mergulhadores, com espaço suficiente para 16 pessoas e uma operação pensada para passar o dia dentro e fora de água. A proposta é simples: dormir a bordo, deslocar-se entre ilhas e deixar que a tripulação trate da logística dos mergulhos, das refeições e das excursões em terra. Raja Ampat, Cenderawasih, o norte do mar de Banda, Triton Bay, Halmahera e outras rotas partem de Sorong em diferentes épocas. Para quem procura um barco novo e cheio de acabamentos, há opções mais adequadas. Para quem prefere madeira tropical, vida a bordo sem luxos supérfluos e tempo dedicado ao mergulho, a Ondina tem um caráter muito claro.
Subir a bordo
A chegada faz-se a um barco de madeira com a presença de um phinisi tradicional: casco trabalhado, linhas de escuna e uma construção ligada às comunidades marítimas Bugis do sul de Celebes. A Ondina foi feita à medida para mergulhadores, e isso nota-se mais na forma como distribui as zonas de bordo do que numa decoração ostensiva. Há salão interior climatizado, terraço, convés de observação e espaço exterior para jantar. O barco não é recente; foi construído em 2000 e renovado em 2013. Essa idade faz parte do seu caráter: a experiência é a de um barco indonésio tradicional, não a de um catamarã contemporâneo. Dois botes de apoio acompanham a operação e permitem afastar o barco principal dos pontos de mergulho.
O ambiente a bordo
O ambiente é de grupo pequeno, mas não de barco silencioso ou minimalista: há até 16 passageiros, uma tripulação local e internacional e uma relação entre tripulação e passageiros próxima de um para um. Isso torna mais fácil reconhecer quem prepara o equipamento, quem conduz os botes e quem aparece à mesa. A equipa fala inglês, francês, espanhol e indonésio, o que ajuda a juntar viajantes de origens diferentes sem deixar os passageiros dependentes de um único idioma. A avaliação mais forte recai sobre a comida, com 9,7, seguida do mergulho, com 8,9, e da tripulação, com 9,0. O barco fica abaixo, com 8,4: a Ondina ganha pelas pessoas, pela cozinha e pelo acesso às rotas, não por oferecer o acabamento de uma embarcação nova.
Quem vos põe na água
A operação junta tripulação local e internacional, com inglês, francês, espanhol e indonésio disponíveis a bordo. Há guia de snorkeling e guia naturalista, e a proposta aceita iniciantes, mergulhadores avançados, fotógrafos e praticantes de vídeo. Os briefings e a composição dos grupos ficam nas mãos da equipa de mergulho, mas não está indicado um rácio específico de guia por grupo nem um número mínimo de mergulhos registados. Para a segurança, a Ondina leva oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar, radar, coletes, botes salva-vidas, alarmes de incêndio e extintores. Telefones móveis e satélite, além de foguetes de socorro, completam os meios de comunicação e emergência.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem uma plataforma própria, espaço coberto, tanques de lavagem e adaptadores DIN. Há uma zona de enxaguamento separada para câmaras, estações de carregamento e uma configuração compatível com sidemount. Dois botes de apoio com motores Yamaha de 40 hp fazem a ligação entre o barco e os pontos de mergulho. A entrada e a saída da água são organizadas a partir da plataforma e dos botes, sem que o barco principal tenha de ficar sobre cada local. O nitrox está disponível a bordo como extra. Também é possível alugar equipamento, embora não estejam indicadas marcas ou a composição desse material. O barco dispõe ainda de chuveiros de água quente e duches exteriores para o regresso ao convés.
Entre dois mergulhos
Entre os mergulhos, a Ondina oferece sombra no espaço de mergulho, salão interior climatizado, terraço e convés de observação. O intervalo pode ser passado a secar equipamento, rever fotografias no espaço dedicado ou simplesmente ficar ao ar livre enquanto o barco muda de posição. Há uma biblioteca e entretenimento áudio e vídeo para quem prefere permanecer dentro. As excursões em terra e o acompanhamento de snorkeling permitem que os não mergulhadores tenham um programa próprio, em vez de ficarem limitados ao barco. O massage está disponível como serviço opcional. A existência de dois botes também abre espaço para explorar praias e ilhas quando a rota o permite.
Um dia a bordo
O dia começa com a preparação do primeiro mergulho e um briefing antes da entrada na água. Depois vêm o regresso ao convés, o enxaguamento do equipamento, uma refeição e tempo para descansar enquanto a Ondina navega ou muda de posição. Os mergulhos seguintes encaixam-se nesse mesmo ciclo: briefing, bote ou plataforma, água, regresso, comida e recuperação. Entre uma saída e outra, os fotógrafos podem trabalhar no espaço dedicado e quem não mergulha pode ficar no terraço, no salão climatizado ou seguir uma atividade de snorkeling ou uma excursão em terra. As refeições de pensão completa e os snacks acompanham o ritmo sem exigir que o grupo abandone o barco. O mergulho noturno e o número exato de mergulhos dependem da rota e da organização do cruzeiro.
O que se come a bordo
A cozinha junta pratos locais asiáticos a receitas ocidentais, servidos em buffet ou à la carte. Há opções vegetarianas e veganas, snacks ao longo do dia, bebidas não alcoólicas, cerveja, vinho e jantares ao ar livre. Também podem surgir churrascos na praia e refeições preparadas fora do salão. Num cruzeiro de mergulho, a mesa tem uma função concreta: repor energia sem prolongar demasiado as pausas entre entradas na água. A variedade é uma vantagem para grupos com gostos diferentes, enquanto a componente local impede que todas as refeições tenham o mesmo perfil. O jantar ao ar livre acrescenta uma mudança simples ao ritmo dos dias passados no mar.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines no convés inferior, com vigias, ar condicionado e casa de banho privada. As duas cabines da proa têm duas camas individuais; as restantes têm uma cama de casal e uma cama individual por cima, uma solução prática para diferentes combinações de ocupação. Existem categorias Senior e Junior, além de cabines familiares. O salão interior climatizado serve de abrigo quando o calor aperta, enquanto o terraço e o convés de observação dão espaço para ficar ao ar livre. Três geradores fornecem eletricidade de 220 V durante o dia e a noite, com tomadas europeias de dois pinos. A madeira e o desenho tradicional lembram que se está num barco de trabalho, com mais identidade do que isolamento de um hotel.
Camarotes sénior
Camarotes júniores
O que é preciso saber antes de embarcar
O porto de partida e de regresso não está indicado para esta viagem. As transferências de aeroporto e de hotel estão incluídas na operação da Ondina. Como em qualquer cruzeiro de mergulho na Indonésia, chegar na véspera reduz o risco de perder o embarque por causa de atrasos no voo.
Planta do barco
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