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Cruzeiros · Indonésia

Emperor Raja Laut — um phinisi para mergulhar em família

O que torna este barco único

  • Phinisi indonésio tradicional, renovado em 2017, com ambiente descontraído e grupo reduzido.
  • O barco leva a Raja Ampat e combina estações de limpeza de mantas, paredes de recife, correntes e mergulho macro.
  • O nitrox é gratuito e há dois botes de apoio para levar os mergulhadores aos locais.
  • As refeições são servidas em regime de pensão completa, com cozinha local e ocidental e jantar ao ar livre.

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O convite

O Emperor Raja Laut escolhe-se pelo mergulho e pela escala humana, não por parecer um hotel novo. É um phinisi tradicional indonésio, feito para passar dias entre as ilhas de Raja Ampat, com um grupo pequeno o bastante para a tripulação reconhecer rapidamente quem precisa de ajuda com o equipamento e quem prefere entrar na água sem pressa. A recompensa está debaixo de água: mantas em estações de limpeza, grandes cardumes junto a correntes, paredes cobertas de vida e pequenos animais escondidos no recife. Ao voltar, há uma mesa comum no convés e tempo para falar do mergulho que acabou. O nitrox gratuito ajuda a aproveitar melhor uma semana desenhada para mergulhar muito, enquanto os dois botes de apoio tornam mais simples chegar aos pontos e regressar a bordo.

Subir a bordo

Ao chegar ao cais, o Raja Laut apresenta-se como um barco com história. A renovação de 2017 atualizou o conforto sem apagar o caráter do phinisi tradicional: a vida a bordo continua ligada à madeira, ao convés aberto e à proximidade do mar. Não há a sensação de um navio concebido para grandes grupos. Circula-se entre o salão interior, a zona exterior e o convés onde se comem as refeições, sem perder de vista os botes e o horizonte. O espaço é suficiente para uma semana de mergulho, mas não foi feito para quem procura amplitudes de resort. Foi feito para um grupo pequeno, para se saber depressa quem está a bordo e para deixar o mergulho ocupar o centro da viagem.

O ambiente a bordo

O ambiente é próximo desde o início. A tripulação recebe os passageiros com cumprimentos e mantém-se disponível durante o dia, sobretudo quando chega a hora de montar ou desmontar o equipamento no bote. O grupo reduzido ajuda: ao fim de poucos dias, já não se pede ajuda a desconhecidos. As refeições no convés são tomadas em conjunto, e o diretor de cruzeiro Tony é conhecido pelo humor que dá leveza às noites. A tripulação fala inglês e trabalha para que a logística desapareça: o mergulhador preocupa-se com o próximo briefing, não com cada detalhe do transporte do equipamento.

Os locais onde se mergulha

A rota Best of Raja Ampat parte e regressa a Sorong em 10 dias e 9 noites. Em Manta Sandy, a razão para entrar na água é a estação de limpeza onde as raias manta passam; Cape Kri concentra grandes cardumes, napoleões e tubarões de recife; Blue Magic junta cardumes, mantas oceânicas e predadores no azul. Sardines vive da corrente e dos cardumes, enquanto Sorido Wall combina parede, cardumes pelágicos e vida pequena. Friwenbonda destaca corais moles e cavalos-marinhos-pigmeus; South Kri é um mergulho de corrente suave dedicado à macrovida. Ransiwor desce até 30 m no máximo e oferece tartarugas e fusileiros de dorso amarelo. Cape Mansuar é uma deriva por encosta de recife, com possibilidade de mobulas. Cross Over procura tubarões de ponta preta e peixes-papagaio-de-cabeça-grande. Yenbuba Jetty chega a 30 m no máximo, com cais de madeira e águas calmas. Sawandarek tem pouca ou nenhuma corrente. Mios Kon, Chicken Reef e os seus vários perfis completam a rota; Mios Kon e Chicken Reef chegam a 30 m no máximo.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, é provável encontrar fusileiros, nudibrânquios, barracudas, tubarões de recife, tartarugas, carangues, caranques, napoleões e cavalos-marinhos-pigmeus em vários locais. O espetáculo muda com a água: a corrente concentra cardumes e predadores, enquanto uma parede ou um recife inclinado recompensa quem procura também a vida pequena. As mantas de Manta Sandy aparecem junto à estação de limpeza; em Blue Magic, as mantas oceânicas podem surgir no azul entre cardumes e caranques gigantes. Há encontros mais específicos que justificam certos desvios: o mero-gigante em Cape Kri, o polvo e o peixe-palhaço em Ransiwor, e os anthias, donzelas e peixe-papagaio em Yenbuba Jetty. Chicken Reef é o local para procurar cavalo-marinho, moreia, peixe-escorpião e peixe-cocher. A melhor época geral de Raja Ampat costuma situar-se entre outubro e maio, quando as condições tendem a ser mais favoráveis, mas os encontros dependem do local e do mar.

Quem vos põe na água

A tripulação fala inglês e acompanha a operação de mergulho a partir dos botes de apoio. O suporte é particularmente útil na montagem do equipamento e na recolha após a subida, quando o mar ou a corrente não deixam o grupo regressar diretamente ao barco. O barco dispõe de radar, GPS e rádio VHF/DSC/SSB, além de oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, botes salva-vidas, alarmes e extintores. A equipa tem formação em primeiros socorros. O número de guias, o rácio por grupo e o número mínimo de mergulhos registados não estão definidos aqui, por isso a adequação deve ser avaliada para a rota escolhida. O armador oferece formação PADI, incluindo Open Water e Advanced Open Water, mas a disponibilidade concreta a bordo deve ser combinada no momento da reserva.

O convés de mergulho e o equipamento

O mergulho faz-se com cilindros e adaptadores DIN, e o nitrox é gratuito. O equipamento de aluguer está disponível como opção, sem indicação de marcas ou de um volume específico de cilindro; quem viaja com material próprio encontra estações de carregamento, zona de lavagem de câmaras e uma mesa de fotografia. Depois do mergulho, há toalhas de convés e duches de água quente a bordo. Os dois botes de apoio levam os grupos até aos locais e fazem a recolha depois da subida, uma vantagem importante em deriva ou quando a corrente separa os mergulhadores do ponto de entrada. O barco dispõe ainda de oxigénio e kits de primeiros socorros. A operação é prática, mas não há informação suficiente para prometer um tipo específico de compressor, tanques de lavagem dedicados ao equipamento ou um sistema de entrada na água mais detalhado.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o lugar mais natural é o convés exterior, onde se pode ficar ao sol ou procurar sombra enquanto o barco muda de zona. A esplanada serve também para as refeições, e o salão climatizado oferece uma pausa mais fresca quando o calor aperta. Há uma biblioteca, estações de carregamento, internet e entretenimento áudio e vídeo, mas o ritmo pede pouco mais do que toalha, água e tempo para rever o mergulho. Numa tarde sem entrada na água, a navegação e as ilhas passam a ser o programa, sem obrigar ninguém a participar numa atividade organizada.

Um dia a bordo

O dia começa cedo, com o briefing antes da primeira entrada na água. Depois do mergulho, regressa-se ao barco ou ao bote de apoio, deixa-se o equipamento preparado e há comida, bebida e tempo para recuperar antes da próxima saída. O almoço e os snacks mantêm o grupo alimentado sem quebrar o ritmo; entre mergulhos, pode-se ficar no convés, descansar no salão climatizado ou acompanhar a navegação entre as ilhas. A tarde termina com mais uma oportunidade de mergulho quando a rota o permite. Depois do jantar no exterior, um mergulho noturno pode ser o momento alto do dia. Não há horários publicados para cada etapa, e isso combina com uma viagem em que corrente, luz e condições do local decidem a ordem final.

O que se come a bordo

A cozinha alterna pratos locais e ocidentais, servidos em buffet e em regime de pensão completa. Há snacks ao longo do dia, chá e café, cervejas disponíveis e vinho ao jantar. O ponto forte não é uma refeição isolada, mas a mesa exterior partilhada depois da água: num cruzeiro com vários mergulhos, comer bem e sem complicações recupera tempo e energia. O jantar no convés transforma-se facilmente no momento em que se comparam mantas, correntes e pequenos animais encontrados durante o dia.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines no convés inferior, com ar condicionado, vigias e casa de banho privada com duche de água quente. Há cabines twin e double, todas não fumadoras, e o ambiente é mais reservado do que num salão partilhado. Depois do jantar, pode-se ficar no salão interior, abrir um livro da biblioteca ou sair para a esplanada e ouvir o barco afastar-se do local de mergulho. A cabine não é apresentada como uma suite espaçosa; é o lugar para tomar banho, secar-se e dormir entre dias intensos. A diferença está em regressar ao mesmo barco depois de cada mergulho, com o equipamento e as toalhas já integrados na rotina.

Camarotes twin

Camarotes duplos

O que é preciso saber antes de embarcar

Na rota Best of Raja Ampat, o embarque e o desembarque são em Sorong. As transferências de e para o aeroporto e o hotel estão incluídas. Aconselha-se chegar à região na véspera, para não transformar um atraso de viagem num problema de embarque. As outras partidas registadas do barco incluem Komodo, entre Labuan Bajo e Labuan Bajo, e Alor & Banda Sea, entre Maumere e Ambon.

Planta do barco

Ano de construção
2005
Ano de renovação
2017
Comprimento
31 m
Boca
7,2 m
Número máximo de passageiros
12
Número de cabines
6
Número de casas de banho
6
Motores
300 cv Yanmar
Botes de apoio
2
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