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Cruzeiros · Indonésia

Gaya Baru Indah — um phinisi pequeno para mergulhar a sério

O que torna este barco único

  • O Gaya Baru Indah leva no máximo oito mergulhadores, distribuídos por duas cabines duplas e duas twin.
  • Os mergulhos são feitos em grupos de quatro, com um guia, e a partir de dois botes RIB.
  • Nitrox EAN32 está disponível sem custo adicional para quem tem a certificação necessária.
  • As rotas passam por Raja Ampat, pelo mar de Banda e, em cruzeiros específicos, por Triton Bay.
  • A avaliação dos viajantes destaca sobretudo a comida, com 9,6, a tripulação, com 9,4, e o mergulho, com 9,0.

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O convite

Escolhe-se o Gaya Baru Indah para passar uma semana a mergulhar em grupos pequenos, num barco tradicional indonésio que não tenta ser um resort. O centro da viagem está na água: três mergulhos nos dias regulares, dois mergulhos noturnos por semana e acesso de RIB a recifes, paredes, estações de limpeza e canais com corrente. Oito passageiros tornam a logística simples e visível; sabe-se quem vai entrar no próximo bote, quem guia o grupo e onde ficou cada peça de equipamento. Em Raja Ampat, isso vale mais do que uma cabine maior. A contrapartida é clara: o barco recebe uma nota inferior à da tripulação. É um phinisi vivido, não um navio novo de linhas perfeitas. Em troca, há uma tripulação que pontua 9,4, comida pontuada em 9,6 e um convés organizado para quem veio sobretudo mergulhar.

Subir a bordo

Chega-se a bordo de um phinisi tradicional, com a madeira e a construção à vista, não a um barco de linhas anónimas. A renovação de 2022 mantém o caráter do casco, mas melhora a base de uma embarcação que passa longos períodos entre ilhas remotas. O espaço distribui-se por vários conveses, com lugares para ficar à proa, no convés dianteiro, junto às espreguiçadeiras ou no convés superior. Durante o dia, os toldos cortam o sol tropical; à noite, podem ser retirados para deixar o céu aberto. O barco foi pensado para um grupo pequeno, e isso sente-se na circulação: o equipamento fica no convés de mergulho, as refeições juntam todos, e não há uma multidão a atravessar o caminho entre a cabine e a água.

O ambiente a bordo

O ambiente é de grupo pequeno, com oito passageiros e uma tripulação que fala inglês, alemão, indonésio e coreano. Ao fim de poucos dias, os mesmos rostos aparecem no briefing, no bote, à mesa e no convés; não há anonimato de navio grande. A tripulação gere o dia de forma prática: prepara o equipamento, organiza as saídas de RIB, serve as refeições e mantém o barco a funcionar enquanto os mergulhadores recuperam. À noite, o convívio nasce naturalmente daquilo que aconteceu debaixo de água — uma manta no azul, um wobbegong imóvel, uma corrente mais forte do que parecia. O barco mantém um horário de silêncio às 22h, importante quando o primeiro briefing começa cedo.

Os locais onde se mergulha

As partidas registadas incluem cruzeiros Raja Ampat North & Central, de Waisai a Waisai, com 7 dias e 6 noites, e Raja Ampat South, também de Waisai a Waisai, com 10 dias e 9 noites. Há ainda travessias de Raja Ampat ao mar de Banda e no sentido inverso, entre Sorong e Ambon, com 12 dias e 11 noites. No itinerário North & Central, Manta Sandy procura as raias-manta na estação de limpeza; Cape Kri junta grandes cardumes, napoleões e tubarões de recife; Blue Magic combina corrente, mantas oceânicas, wobbegongs, atuns e barracudas. Sardines concentra carangues, peixes-papagaio-de-cabeça-grande e tubarões de recife. Sorido Wall é uma parede com fusiliers, barracudas e predadores; Friwenbonda destaca corais moles, nudibrânquios, vermes planos e cavalos-marinhos-pigmeus. South Kri oferece vida macro, cardumes e corrente; a ficha do local limita Ransiwor a -30m, com tartarugas, fusiliers de dorso amarelo e tubarões de recife. Cape Mansuar é uma deriva por encosta de recife, com possibilidade de raias-mobula. Cross Over passa entre Kri e Koh, com peixes-papagaio-de-cabeça-grande e tubarões de recife de ponta preta. Yenbuba Jetty, limitado a -30m, transforma a estrutura de madeira do cais num recife de águas calmas, onde podem aparecer cavalos-marinhos-pigmeus, peixes-cachimbo, nudibrânquios e tartarugas. Sawandarek tem águas rasas, pouca ou nenhuma corrente, tartarugas verdes gigantes e cardumes de xareus. Mios Kon, limitado a -30m, é procurado pelos wobbegongs camuflados e pelos vivaneus-listrados. Chicken Reef, também limitado a -30m, divide-se em quatro experiências de mergulho, com correntes e vida marinha diferentes.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros repetem um padrão rico: barracudas, tubarões de recife, tartarugas, napoleões, fusiliers, nudibrânquios, carangues, cavalos-marinhos-pigmeus e peixes-papagaio-de-cabeça-grande aparecem em vários locais. A corrente concentra cardumes e predadores em pontos como Blue Magic e Sardines, enquanto Manta Sandy é procurada pela estação de limpeza das raias-manta. Em Cape Kri, pode surgir o mero-gigante, registado nesta rota apenas ali. Yenbuba Jetty é o ponto para procurar anthias, donzelas e peixe-papagaio; South Kri é o local específico para o caranguejo. Chicken Reef reúne espécies que não aparecem nos outros pontos desta seleção, entre elas cavalo-marinho, moreia, peixe-escorpião e peixe-cocher. Ransiwor é o lugar indicado para procurar polvo e peixe-palhaço. Os encontros dependem da corrente, da visibilidade e do comportamento dos animais; o recife oferece a oportunidade, não uma promessa.

Quem vos põe na água

Os guias fazem o briefing antes de cada entrada e conduzem grupos de no máximo quatro mergulhadores, ou duas duplas. Falam inglês, alemão, indonésio e coreano. Durante o mergulho, o guia navega com o grupo e mostra a vida marinha, mas não dá formação dentro de água: cada dupla é responsável pelo seu plano, pelo computador e pela segurança mútua. O nível pedido é Advanced, com pelo menos 30 mergulhos registados e experiência recente; quem não mergulha há mais de um ano deve fazer uma reciclagem antes da viagem. O barco exige seguro de mergulho com cobertura de acidentes e evacuação. A bordo há oxigénio para emergências, kits de primeiros socorros, rádio VHF e SSB, radar, GPS, AIS, SART e EPIRB.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é coberto e tem um banco em U, suportes para 22 cilindros, espaço para o equipamento por baixo e cabides para fatos. Os cilindros de alumínio têm 11,3 litros e podem usar ligação DIN ou estribo. Dois compressores e um gerador de nitrox produzem EAN32, disponível em todos os mergulhos para mergulhadores certificados; quem não tem essa certificação pode mergulhar com ar. Há tanques de lavagem, incluindo um separado para câmaras e lanternas, e o equipamento de aluguer pode ser pedido em conjunto ou peça a peça. A entrada na água e a recolha são feitas por dois botes RIB de apoio; o bote acompanha o grupo e recolhe os mergulhadores onde emergem. Cada mergulhador deve levar computador e boia de sinalização; nas imersões noturnas, também lanterna.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o barco oferece espaço suficiente para não obrigar todos ao mesmo lugar. Pode-se ficar à sombra dos toldos no convés de mergulho, estender-se nas espreguiçadeiras do convés principal, procurar o sol no convés superior ou sentar-se mais à frente, junto ao gurupés e à proa. As horas de navegação são feitas entre ilhas, com o horizonte aberto e pouco ruído de terra. Quando não há mergulho, o intervalo serve para secar o fato, descarregar fotografias, ler ou simplesmente ficar sentado a ver o arquipélago passar. As câmaras têm uma zona de lavagem separada, o que evita misturar equipamento delicado com o restante material de mergulho.

Um dia a bordo

Num dia completo, o café, chá e torradas aparecem antes do primeiro briefing, marcado para as 6h30. Às 7h entra-se na água. Depois do regresso há pequeno-almoço e tempo para desmontar, lavar ou simplesmente respirar antes do briefing das 10h30 e do segundo mergulho, às 11h. O almoço vem às 13h; às 14h30 começa o briefing seguinte e às 15h faz-se o terceiro mergulho. Um snack aparece depois, às 16h30. Duas vezes por semana, o dia prolonga-se com um mergulho noturno às 19h, seguido do jantar. Nos restantes dias, há tempo para navegar entre ilhas, ficar nos conveses ou fazer uma excursão terrestre. Às 22h o barco entra em silêncio. Nos dias de partida e chegada, o programa de mergulho é reduzido ou pode não existir.

O que se come a bordo

A cozinha serve uma mistura de pratos indonésios e internacionais, com três refeições por dia e snacks entre elas. O pequeno-almoço chega depois do primeiro mergulho, quando o grupo já voltou da água; o almoço segue o segundo, e o jantar fecha o dia depois da última atividade. Há opções vegetarianas, café, chá e água potável em livre serviço, além de cerveja e refrigerantes disponíveis a bordo. Num cruzeiro com três mergulhos diários e, em algumas noites, um quarto mergulho, a mesa não é decoração: é a pausa em que se repõem forças, se comentam as correntes e se decide se ainda há energia para ficar no convés.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines duplas ou twin, com ar condicionado, ventilador e vigias e escotilhas que podem ser abertas para deixar entrar ar. A roupa de cama, duas toalhas grandes por pessoa e os produtos de banho já estão disponíveis; os três duches partilhados têm água quente. O ambiente é simples e funcional, adequado a quem regressa de quatro mergulhos e quer dormir sem perder tempo com cerimónia. Há um salão interior, biblioteca e espaços abertos para escolher entre sombra e ar livre. O silêncio completo não faz parte da experiência: é um barco de liveaboard, com gerador, compressor e movimento de tripulação ao longo do dia. Depois do jantar, o ritmo abranda e o convés torna-se o lugar certo para ficar alguns minutos a olhar as estrelas.

Camarotes duplos

Camarotes twin

O que é preciso saber antes de embarcar

Os cruzeiros de Raja Ampat partem e regressam a Waisai, na ilha de Waigeo. Há transferência gratuita dentro da localidade de partida e chegada nos dias de embarque e desembarque. Também é possível organizar uma transferência acompanhada desde o aeroporto ou um hotel em Sorong até Waisai; essa ligação é um serviço opcional. Como a viagem até Waisai depende do ferry e das ligações aéreas para Sorong, é prudente chegar na véspera do cruzeiro.

Planta do barco

O que o barco faz pelo oceano

A bordo não se vendem bebidas em garrafas de plástico nem em embalagens multicamadas não recicláveis, uma escolha feita para reduzir resíduos em Raja Ampat. A equipa segue regras de conservação durante os mergulhos: não tocar na vida marinha, não usar luvas ou facas, não caçar nem recolher nada, manter distância do fundo e não penetrar em destroços. O barco também compra o máximo possível de provisões a agricultores, pescadores e comerciantes locais e participa numa operação de turismo sustentável na região.

Ano de construção
2013
Ano de renovação
2022
Comprimento
27 m
Boca
5,3 m
Número máximo de passageiros
8
Número de cabines
4
Número de casas de banho
3
Motores
1 × Mitsubushi 190 cv
Velocidade de cruzeiro
7 nós
Botes de apoio
2
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