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Cruzeiros · Indonésia

Mari — uma phinisi tradicional feita para mergulhar

O que torna este barco único

  • Uma phinisi indonésia tradicional, construída em madeira de teca e ironwood, com organização moderna para o mergulho.
  • Recebe no máximo 14 passageiros e mantém 14 tripulantes a bordo.
  • As sete cabines ficam no convés principal, todas com vista para o mar, casa de banho privada, ar condicionado e água quente.
  • O mergulho conta com quatro profissionais, grupos até quatro mergulhadores por guia, dois botes de apoio e nitrox produzido a bordo.
  • As rotas passam por Raja Ampat, Komodo, Sumbawa, Banda Sea e Triton Bay.

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O convite

A Mari não tenta ser um resort flutuante. É uma phinisi tradicional de madeira, com conforto suficiente para uma viagem longa e uma operação montada à volta do mergulho. Essa combinação interessa a quem quer passar dias em zonas remotas da Indonésia sem transformar cada intervalo numa espera apertada no convés. O grupo é pequeno, os guias acompanham de perto e os botes levam os mergulhadores até aos recifes, paredes e estações de limpeza que justificam a viagem. Raja Ampat traz corais densos, mantas e grande diversidade; Kaimana e Triton Bay acrescentam corais moles e macro; Banda Sea procura águas remotas e, na época certa, tubarões-martelo. A Mari serve também grupos mistos: quem não mergulha pode fazer snorkeling ou excursões em terra. Escolhe-se este barco para mergulhar muito, regressar a uma cabine própria e ter uma tripulação numerosa sem perder a escala pessoal de um barco pequeno.

Subir a bordo

A chegada à Mari faz perceber logo o que ela é: uma embarcação de linhas tradicionais, feita para navegar entre ilhas e não para esconder a sua origem. A madeira de teca e ironwood dá-lhe caráter, enquanto a renovação de 2018 sustenta a parte prática da vida a bordo. Não há a sensação anónima de um navio grande. Com poucos passageiros, os rostos repetem-se no convés, no bote e à mesa; ao segundo dia já se sabe quem procura mantas, quem leva uma lente macro e quem prefere ficar à sombra. A circulação distribui-se por espaços exteriores diferentes, em vez de concentrar toda a gente num único salão. O convés de refeições abre-se para o mar, o lounge sombreado oferece uma pausa sem sol e o sky deck deixa espaço para olhar as ilhas passarem. A Mari tem presença de barco de trabalho, mas foi arrumada para que o trabalho principal seja o mergulho.

O ambiente a bordo

A Mari tem uma tripulação do mesmo tamanho que a lotação máxima de passageiros. Isso nota-se menos em gestos formais do que na quantidade de pequenas tarefas que desaparecem do caminho: o equipamento aparece pronto, o regresso é organizado e a cabine volta a estar limpa enquanto o grupo está na água. Os guias acompanham interesses diferentes sem obrigar todos a fazer o mesmo mergulho; fotógrafos podem ficar mais tempo diante de um sujeito quando o plano e as condições permitem. A relação a bordo tende a ser próxima, porque o grupo partilha refeições, briefings, botes e longas passagens entre ilhas. Ao fim de uma semana, a tripulação já sabe quem precisa de ajuda com uma fivela, quem procura vida minúscula e quem prefere o azul aberto. À noite, o convés abranda: conversa, jantar ao ar livre e bebidas junto ao ancoradouro substituem a pressa do dia.

Os locais onde se mergulha

As rotas da Mari percorrem Raja Ampat, Kaimana, Derawan Islands, Banda Sea e Triton Bay, em viagens de 8 dias e 7 noites ou de 13 dias e 12 noites, conforme o itinerário. Em Manta Sandy, em Raja Ampat, a estação de limpeza é procurada pelas raias manta. Saruenus Island, a cinco minutos de bote, combina rocha vulcânica e jardins de coral mole, com cavalos-marinhos-pigmeus e nudibrânquios entre anthias, fusiliers e meros. Em Kaimana, Bo’s Rainbow chega a 16 metros; White Rock a 14 metros e procura tubarões-tapete e peixes-sapo; Macro Rocks desce a 20 metros sobre areia branca, dedicada à vida macro. Andy’s Point junta coral negro, barracudas, raias-diabo e cavalos-marinhos-pigmeus. Batu Jatuh traz jardins de coral duro, raias mobula, raias-águia e mantas. Boulders é um labirinto de grandes rochedos cobertos de coral mole e gorgónias, onde podem aparecer peixes de vidro, peixe-leão e moreias. Christmas Rock, em Aiduma, tem coral negro, corais moles e cardumes; a profundidade máxima é 18 metros. Big Fish Country é um mergulho de corrente forte com barracudas, tubarões, atuns e peixes-papagaio-de-bossa. Em Kakaban, paredes verticais chegam a 65 metros e a corrente pode atrair barracudas, tubarões e raias-diabo; no interior da ilha há um lago marinho. Cape Kri, Blue Magic e Sardines completam a zona de Raja Ampat: biodiversidade extrema, mantas oceânicas, wobbegongs, grandes cardumes e predadores pelágicos.

O que se encontra debaixo de água

Esta é uma rota para quem entra na água à procura de vida, não apenas de paisagem. Carangues, nudibrânquios, fusiliers, cavalos-marinhos-pigmeus, peixes-papagaio-de-bossa e vivaneus aparecem em vários pontos do itinerário; barracudas, mantas, tubarões de recife, meros, atuns e tartarugas também atravessam diferentes zonas. A corrente tem um papel claro: em Big Fish Country e Kakaban pode concentrar grandes cardumes e predadores, enquanto Manta Sandy funciona como estação de limpeza para as mantas. O local certo acrescenta encontros que não se repetem no resto da rota. Cape Kri é o ponto indicado para o tubarão de recife de pontas brancas; Kakaban para o tubarão-cinzento, o tubarão-martelo, o peixe-caranque de grandes olhos e os corais duro e mole; Blue Magic para o tubarão oceânico. Saruenus Island concentra castanholas e camarões, Boulders é o local do peixe de vidro e da moreia, e Batu Jatuh é onde procurar o peixe-morcego. São possibilidades ligadas ao local e às condições, não promessas de avistamento.

Quem vos põe na água

Quatro profissionais de mergulho acompanham a operação, com grupos de no máximo quatro mergulhadores por guia. A tripulação fala inglês, alemão e indonésio. Os briefings são tratados como parte séria do mergulho: explicam o local, a corrente, a entrada, o plano e o ponto de recolha, enquanto a equipa ajusta a escolha ao estado do mar e à experiência do grupo. A exigência de base é certificação Open Water e 30 mergulhos registados; em Komodo, o requisito sobe para 60 mergulhos. Há oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, radiobaliza e equipamento de segurança contra incêndio. Os botes de apoio permitem recolher os mergulhadores onde emergem, em vez de obrigar todo o grupo a regressar ao ponto inicial. Não há formação de mergulho descrita como parte regular da operação.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é espaçoso, sombreado e pensado para repetir o mesmo ciclo sem confusão: preparar, entrar, regressar, lavar e voltar a preparar. A Mari fornece cilindros de alumínio de 12 litros, cinto e pesos; cilindros de 15 litros podem ser alugados. Há adaptadores DIN, estações de carga, tanques de lavagem e uma zona de enxaguamento separada para câmaras. O equipamento de aluguer inclui regulador, colete, fato, barbatanas, botas, lanterna, computador e outros elementos, mediante pedido. O nitrox é produzido a bordo por um sistema de membrana NRC e está disponível para mergulhadores certificados, com suplemento por cilindro. Dois botes de fibra apoiam a operação: um de 6,5 metros com motor Yamaha de 40 PS e outro de 4 metros com Yamaha de 15 PS. A plataforma facilita a entrada e a saída da água, e há duches exteriores para tirar o sal depois do mergulho.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, a Mari oferece quatro maneiras diferentes de parar sem deixar de estar no mar. O lounge sombreado é o lugar para recuperar do calor, trocar impressões sobre o último mergulho ou simplesmente deixar o equipamento fotográfico em paz. No convés de refeições, o almoço prolonga-se com o mar aberto ao lado; à frente, o sundeck recebe quem prefere sol e vento. O sky deck, com zonas parcialmente protegidas, serve para ler, descansar ou procurar a próxima ilha no horizonte. Há Wi-Fi Starlink, biblioteca e estações para câmaras, mas o melhor intervalo continua a ser o que não exige um ecrã: secar o fato, rever uma fotografia, observar o bote regressar ou acompanhar a passagem entre ilhas. Quando a rota permite, entram também snorkeling, praias, miradouros e excursões em terra.

Um dia a bordo

O dia começa antes do amanhecer, com um pequeno-almoço ligeiro e o primeiro briefing. Segue-se o primeiro mergulho, depois o pequeno-almoço completo e o tempo necessário para desmontar, lavar e preparar o equipamento outra vez. O almoço intercala-se com os mergulhos seguintes, enquanto o barco pode navegar para o próximo recife ou ficar ancorado entre ilhas. Snacks aparecem nos intervalos, sem obrigar ninguém a esperar pela refeição seguinte. A cadência normal deixa espaço para vários mergulhos guiados ao longo do dia; o programa exato depende da rota, da maré, da corrente, do tempo e do grupo. Uma tarde sem entrada na água pode levar a uma excursão em terra, a snorkeling ou simplesmente ao sundeck. Ao fim do dia, o jantar pode ser servido ao ar livre, com a navegação terminada ou o barco parado numa baía. O mergulho noturno não é descrito como parte fixa de todas as viagens.

O que se come a bordo

A cozinha alterna pratos indonésios e ocidentais, sem transformar a refeição numa formalidade entre mergulhos. Há um pequeno-almoço ligeiro antes da primeira entrada na água; depois vem um pequeno-almoço completo, seguido de almoço, jantar e snacks ao longo do dia. A mesa importa porque quatro mergulhos deixam pouco espaço para refeições apressadas ou mal pensadas. A comida aparece quando o corpo precisa dela, não apenas quando o barco está parado. As refeições podem ser servidas ao ar livre, na área de jantar com bar e vista ampla para o mar. Existem opções vegetarianas e vegan, mas alergias, intolerâncias e dietas específicas devem ser comunicadas antes da partida. Bebidas quentes e água potável acompanham a viagem; cerveja, vinho, bebidas sem álcool e outras bebidas são pagas separadamente.

As noites no mar

As sete cabines ficam no convés principal, perto da linha de água e das janelas com vista para o mar. Isso dá-lhes luz natural durante o dia e torna a passagem entre descanso e vida a bordo simples, sem subir escadas para cada necessidade. Cada cabine tem casa de banho privada, ar condicionado controlado individualmente e água quente. As categorias são Deluxe e Superior; há configurações de cama dupla, twin ou beliche, conforme a cabine e a ocupação. À noite, ouve-se a vida normal de um barco: água contra o casco, maquinaria e passos de uma tripulação que ainda prepara o dia seguinte. O barco não promete o silêncio de um hotel em terra. Em troca, a cabine fica a poucos passos do mar e permite fechar a porta depois de um dia de mergulho, tomar um duche quente e dormir com o balanço regular da navegação.

Camarote de luxo

Camarotes superiores

O que é preciso saber antes de embarcar

As partidas e chegadas dependem da rota: há itinerários Sorong–Sorong, Sorong–Ambon, Ambon–Kaimana, Kaimana–Saumlaki, Saumlaki–Kaimana e Kaimana–Sorong. O embarque decorre entre as 6h30 e o meio-dia, e todos devem estar a bordo ao meio-dia; o desembarque acontece até ao meio-dia do último dia. As transferências entre o aeroporto ou o hotel e o barco, na cidade de embarque e na de desembarque, estão incluídas. A equipa organiza essas transferências com os dados da reserva. Para evitar que um atraso de voo roube o início da viagem, chegar à cidade de partida na véspera continua a ser a opção sensata.

Planta do barco

Ano de construção
2008
Ano de renovação
2018
Comprimento
32,2 m
Boca
6,5 m
Número máximo de passageiros
14
Número de cabines
7
Número de casas de banho
7
Motores
Nissan RD8/280 cv
Velocidade de cruzeiro
6-7 nós
Botes de apoio
2 botes em fibra de vidro (6,5 m / 40 cv Yamaha + 4 m / 15 cv Yamaha)
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