
Azores Diving
★ 4,9/5 (552 avaliações)
a 5,8 km em linha reta
Sao Miguel · Açores · Atlântico
Prof. máx. · 50 mO Banco Dollabarat é um pináculo rochoso que emerge das profundezas do Atlântico, proporcionando encontros únicos com grandes pelágicos num cenário de recife vibrante.
Dollabarat é um pináculo isolado, uma catedral subaquática que se ergue dramaticamente de águas atlânticas profundas. A sua topografia única começa com um cume raso entre os 3 e os 5 metros, formando uma ilha submersa no meio do azul. A partir daí, o perfil desce em terraços e encostas rochosas, escalonando-se progressivamente dos 8-10 metros para os 20-30 metros, com algumas áreas a atingir os 50 metros de profundidade. É um sistema basaltico robusto, moldado pelas forças oceânicas.
A estrutura do Dollabarat é pontuada por formações geológicas interessantes, incluindo passagens e declives abruptos na orla do recife que caem para o azul profundo. Esta exposição ao oceano aberto, com o seu sistema de ressurgência de águas ricas em nutrientes, cria um ambiente dinâmico e imprevisível. Não se trata de um recife abrigado, mas de um monte submarino offshore na área das Formigas, o que significa que o mergulho aqui é uma experiência de águas azuis, onde a ação pelágica é uma constante.
A corrente no Dollabarat pode ser forte, um aspeto que molda o perfil de mergulho e a vida marinha que o habita. Muitas vezes, os mergulhos são feitos na face de sotavento, onde a corrente é menos intensa, permitindo explorar as vertentes do pináculo. A variabilidade da corrente é um fator a ter em conta, mas é também esta força que traz a vida oceânica e mantém as águas cristalinas, com visibilidade entre os 25 e os 40 metros.
A fauna recifal é abundante, com meros, incluindo garoupas (black grouper, dusky grouper e Atlantic goliath grouper), chicharros e balistas a povoarem as fendas e encostas rochosas. A presença de coral negro em algumas zonas adiciona cor e complexidade ao habitat. Estes peixes de recife convivem com a passagem constante de grandes predadores, fazendo de cada mergulho uma surpresa constante.
O Dollabarat é um local privilegiado para encontros com grandes pelágicos. Barracudas, charros, atuns e wahoos são avistados regularmente a patrulhar as águas em redor do pináculo. Há relatos de encontros com tubarões oceânicos, como o tubarão-azul, e ocasionalmente raias-manta. A expectativa de ver estes grandes animais é o que atrai muitos mergulhadores a este sítio remoto e exposto.
A experiência de mergulhar no Dollabarat é diferente de qualquer recife costeiro. É a sensação de estar no meio do oceano, a observar um ecossistema completo que emerge das profundezas. A mistura de peixes de recife e a constante possibilidade de avistar espécies oceânicas de grande porte, em águas de visibilidade excecional, são o que tornam este sítio um dos pontos altos dos Açores.
A interação entre a topografia do pináculo, as correntes oceânicas e a riqueza de nutrientes resultou num ambiente vibrante. Ver um cardume de chicharros a ser perseguido por atuns é algo que se entende melhor quando se está lá, à mercê das forças naturais. É um mergulho que exige atenção e respeito pelas condições do oceano, mas que recompensa com uma imersão num mundo selvagem e intocado.
Apesar da intensidade das condições, o Dollabarat continua a ser um destino de mergulho muito procurado. A sua reputação como um dos melhores mergulhos dos Açores deve-se precisamente a essa combinação de desafio e recompensa. É um local onde te sentes pequeno perante a vastidão do oceano, mas conectado a um pulso de vida que poucos sítios conseguem igualar.
O mergulho no Dollabarat começa numa profundidade mínima de 3 metros no cume do pináculo e pode estender-se até aos 50 metros. É um mergulho recomendado para mergulhadores avançados, com pelo menos 50 mergulhos registados, devido à presença de correntes que podem ser fortes e variáveis. A visibilidade é consistentemente excelente, geralmente entre os 25 e os 40 metros. Embora seja possível mergulhar durante todo o ano, a melhor época para encontros com pelágicos maiores é de final da primavera a verão.