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Sao Miguel · Açores · Atlântico

Prof. máx. · 50 m

Ambrósio, Açores: o santuário das mobulas e mantas gigantes

Em Ambrósio, cada mergulho é uma oportunidade para te cruzares com os maiores pelágicos do Atlântico, as mobulas e mantas gigantes, num monte submarino isolado.

O que torna este local único

  • Encontro com mobulas (Mobula tarapacana) em mar aberto.
  • Observação de mantas gigantes (Manta birostris).
  • Mergulho em monte submarino isolado.
  • Avistamento de tubarões-baleia e peixes-lua.
  • Cardumes de barracudas, Almaco jacks e amberjacks.
  • Visibilidade excelente, até 30 metros.
  • Mergulho em reserva marinha dos Açores.

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Ambrósio apresentação do local

O monte submarino de Ambrósio, também conhecido como Baixa do Ambrósio, ergue-se das profundezas oceânicas a alguma distância de São Miguel, formando um ponto de encontro crucial para a vida marinha nos Açores. A sua topografia é a de um cone submerso, com as encostas a descer suavemente para o azul profundo, criando um ecossistema único que serve de atração e refúgio para diversas espécies. A parte superior do monte encontra-se entre os 40 e os 50 metros, mas o mergulho recreativo foca-se na coluna de água acima do recife, muitas vezes suspenso na linha de amarração.

A descida em Ambrósio começa no azul, com a silhueta do monte a desenhar-se gradualmente à medida que te aproximas, uma visão que sempre te prepara para o que está por vir. À medida que se desce, as correntes oceânicas trazem plâncton, o que atrai os grandes filtradores, como as mobulas e as mantas. Não é um mergulho de recife no sentido tradicional, mas sim uma observação de campo aberto, onde a atenção deve estar sempre voltada para a coluna de água, antecipando a chegada dos grandes pelágicos.

A experiência aqui gira em torno da imprevisibilidade do oceano; nunca sabes o que vai aparecer do azul. As mobulas (Mobula tarapacana) e as mantas (Manta birostris) são as grandes estrelas, conhecidas pelos seus movimentos graciosos e pela sua presença frequente, especialmente no verão. Observar um grupo destes animais a alimentar-se ou simplesmente a passar é uma experiência que marca qualquer mergulhador, seja qual for a sua experiência prévia, e é o que torna Ambrósio um dos sítios mais procurados dos Açores.

Além das mobulas e mantas, Ambrósio é um íman para uma vasta gama de fauna pelágica. É comum avistar barracudas, Almaco jacks e amberjacks em cardumes, bem como atuns e wahoos a patrulhar as águas. Em certas épocas, podes ter a sorte de encontrar tubarões-baleia e peixes-lua (Mola mola), que adicionam uma dimensão extra à imprevisibilidade e riqueza deste ecossistema oceânico.

A visibilidade em Ambrósio é frequentemente excelente, atingindo os 20 a 30 metros, mas as condições oceânicas podem mudar rapidamente devido à exposição do monte submarino ao Atlântico aberto. As correntes variam de leves a moderadas, podendo por vezes ser fortes, o que exige atenção constante. É fundamental que cada mergulhador esteja atento às indicações do guia, mantendo sempre o grupo unido, especialmente quando há corrente, e utilizando a linha de descida como referência para gerir a posição.

Mergulhar em Ambrósio é um testemunho da riqueza dos ecossistemas dos Açores, oferecendo um contacto direto com a vida selvagem marinha no seu habitat natural. Este sítio é um dos poucos lugares onde podes testemunhar a majestade destes gigantes do oceano, fazendo de cada expedição uma jornada de descoberta e admiração pelas forças da natureza. A sua reputação como um dos melhores locais para encontros com mobulas, com relatos de mais de 30 indivíduos a circular, é bem merecida.

Mergulho em Ambrósio: a fauna a encontrar

CharuteiroSeriola dumeriliAtumThunnusJamantaMobulaWahooAcanthocybium solandri

Condições de mergulho

O mergulho em Ambrósio é uma atividade de dia inteiro, dada a sua localização offshore. A profundidade mínima é de 2 metros, mas o mergulho recreativo foca-se na coluna de água, com a parte superior do monte a cerca de 40-50 metros. É acessível a partir do nível Open Water Diver para mergulhos mais superficiais na linha de amarração, mas mergulhadores Advanced ou experientes são recomendados para a exploração mais profunda do monte e para lidar com as correntes. As correntes são variáveis, podendo ser fortes devido à exposição ao oceano Atlântico, por isso os mergulhos são planeados em função das condições meteorológicas e do estado do mar. A visibilidade é geralmente de 20 a 30 metros. A melhor altura para visitar é de julho a outubro, quando as temperaturas da água excedem os 22°C e os encontros com mobulas são mais fiáveis.

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