Cruzeiros · Baamas
Phoenix — um pequeno catamarã para mergulhar entre tubarões
O que torna este barco único
- Cruzeiro de sete dias e seis noites, com embarque e regresso em Nassau.
- Até 20 mergulhos entre New Providence, Exuma Cays e locais como Lost Blue Hole e Austin Smith Wreck.
- Quatro cabines duplas com ar condicionado e casa de banho privativa.
- O mergulho é feito a partir de um bote com motor fora de borda, com compressor a bordo e guia numa proporção de 4:1.
O convite
A Phoenix escolhe-se para passar uma semana a perseguir a parte mais forte das Bahamas: tubarões, paredes, naufrágios, cavernas e blue holes, sem transformar o barco numa cidade flutuante. O limite de oito passageiros mantém o grupo pequeno e dá espaço para que a tripulação saiba quem está prestes a entrar na água, quem prefere ficar à sombra e quem ainda precisa de tempo para montar o equipamento. A rota liga Nassau às Exuma Cays e regressa por New Providence, com até 20 mergulhos no programa. O interesse está menos em acumular horas de navegação do que em chegar a locais como Lost Blue Hole, Austin Smith Wreck e Shark Arena. É uma escolha para quem quer ver animais grandes e ainda ter um barco simples o suficiente para que a semana gire em torno do mergulho.
Subir a bordo
A chegada faz-se a um catamarã de fibra de vidro renovado em 2018 para receber mergulhadores. A Phoenix não tenta esconder a sua função: tem uma sala interior climatizada, uma zona exterior com camas almofadadas e espaço para seguir a navegação ou preparar o próximo mergulho. O ambiente descrito por quem passou a bordo é imediato e doméstico, mais casa de grupo do que hotel formal. Com oito passageiros no máximo, a circulação é fácil e as mesmas pessoas reaparecem no salão, no bote e à mesa ao longo da semana. A eletricidade a bordo é de 110 V. Não há Wi-Fi, o que deixa a atenção onde interessa quando o barco larga Nassau: no mar, na meteorologia e no próximo ponto de entrada.
O ambiente a bordo
O ponto mais consistente dos relatos a bordo é a forma como a tripulação recebe as pessoas. O acolhimento começa à chegada e prolonga-se nos pequenos intervalos: bebidas quentes depois do mergulho, ajuda com pedidos alimentares, conversa no salão e histórias partilhadas ao fim do dia. Numa embarcação pequena, a tripulação não desaparece atrás de um balcão; está presente quando o grupo regressa molhado, quando alguém precisa de orientação e quando o jantar se prolonga. Ao fim da semana, essa proximidade pode fazer com que a tripulação pareça parte do grupo. É um barco indicado para quem prefere uma convivência próxima a um serviço impessoal.
Os locais onde se mergulha
A rota parte de Nassau para New Providence e as Exuma Cays, passa por zonas como Dog Rocks, Allan’s Cay e Highborne Cay e regressa ao oeste de New Providence. O cruzeiro dura sete dias e seis noites, com até 20 mergulhos, sempre condicionado pelo tempo. Lost Blue Hole junta cabeças de coral, raias e cardumes à volta de um grande blue hole; Austin Smith Wreck é um cutter da força de defesa das Bahamas pousado no fundo. A lista inclui ainda paredes, naufrágios, deriva e outros blue holes, com nomes como Pillar Wall, Blacktip Wall, Shark Arena, James Bond Wreck, David Tucker Wreck e Port Nelson Wreck. Em Highborne Cay, a promessa é de encontros próximos com animais grandes. O itinerário pode ser alterado por razões de segurança.
O que se encontra debaixo de água
A atração principal são os animais grandes: tubarões-de-recife, tubarões-limão e tubarões-enfermeiro aparecem entre os encontros procurados na rota, acompanhados por raias, garoupas, xaréus, moreias, lagostas e peixes-anjo. Lost Blue Hole concentra uma cena diferente: junto ao bordo podem surgir raias e cardumes, enquanto as fendas oferecem abrigo a lagostas. Tubarões-enfermeiro são ali uma possibilidade. Na primavera, uma concentração de tubarões-de-nariz-preto pode ocupar a parte funda do blue hole. Os recifes acrescentam corais, corais negros e esponjas, incluindo esponjas-tubo e esponjas-elefante-laranja. Nada disso é garantido; o valor da rota está em procurar estes encontros nos locais que lhes dão abrigo, corrente ou alimento.
Quem vos põe na água
A organização prevê um guia para cada grupo de quatro mergulhadores, e todos os mergulhos são acompanhados por um guia experiente. A tripulação comunica em inglês e francês. Há uma sessão de orientação e segurança no embarque, e é necessário apresentar prova de certificação antes do primeiro mergulho; também são anunciadas introduções ao mergulho e cursos a bordo. O equipamento de segurança inclui GPS, rádio, jangadas, coletes de emergência e material de combate a incêndios. Há ainda um kit de primeiros socorros com oxigénio. O número de mergulhos registados exigido, as qualificações individuais dos guias, o sistema de chamada e a existência de desfibrilhador não são indicados.
O convés de mergulho e o equipamento
O equipamento de mergulho é levado para a água num bote espaçoso com motor fora de borda, enquanto o compressor a bordo permite voltar a encher os cilindros entre mergulhos. Cilindros, pesos e cintos fazem parte do programa; o aluguer de equipamento tem suplemento. Não há nitrox, nem o barco é apresentado como adequado para mergulho técnico. A informação disponível não especifica volume ou material dos cilindros, nem o tipo de ligação DIN ou estribo. Também não são indicadas uma mesa de fotografia, tanques de lavagem, boias de sinalização ou um duche dedicado no convés de mergulho. O que está claro é a lógica de operação: preparar no barco, seguir no bote até locais remotos e regressar à Phoenix entre mergulhos.
Entre dois mergulhos
Entre os mergulhos, a Phoenix oferece uma sala interior climatizada e uma zona exterior com camas almofadadas, incluindo espaço protegido do sol. Pode-se ficar no convés a secar o fato, procurar movimento junto às ilhas ou simplesmente repousar antes do briefing seguinte. O barco também recebe não mergulhadores, por isso uma semana com alguém que prefere snorkeling ou observar a paisagem não fica limitada ao programa debaixo de água. A navegação à vela faz parte da identidade anunciada da Phoenix, mas o uso das velas não é garantido: a rota e as condições do mar têm prioridade.
Um dia a bordo
O embarque acontece no sábado às 11:00 em Nassau, seguido de instalação, orientação, briefing de segurança e um mergulho de adaptação na zona de New Providence. No domingo, o programa passa para as Exuma Cays, com três mergulhos diurnos e um noturno em Dog Rocks. Segunda e terça-feira concentram quatro mergulhos diurnos por dia, em Allan’s Cay e Highborne Cay. Na quarta-feira há três mergulhos diurnos e um noturno no lado oeste de New Providence; na quinta, mais três mergulhos diurnos antes do regresso à marina por volta das 19:00. O pequeno-almoço de sexta-feira vem às 08:00 e o desembarque às 09:00. Entre as entradas na água, há comida, descanso, enchimento de cilindros e deslocação para o próximo local.
O que se come a bordo
A cozinha combina comida ocidental e local, com bebidas quentes e frias sem álcool e snacks ao longo do dia. Pedidos alimentares específicos são atendidos, e há opções para dietas restritivas. Depois dos mergulhos, aparecem chá ou café e produtos acabados de fazer; é esse tipo de cuidado que importa numa semana em que o corpo passa várias vezes pela água. As refeições não são apenas uma pausa entre saídas: são o momento em que o grupo se recompõe, compara o que viu e ganha energia para voltar ao bote. A mesa serve tanto para alimentar como para prolongar a conversa que começou debaixo de água.
As noites no mar
As quatro Standard Cabin ficam no convés inferior, com cama dupla, ar condicionado e casa de banho privativa com duche. São cabines para dormir entre dias cheios, não quartos para passar a tarde: o espaço comum e a zona exterior são o lugar onde se lê, conversa e se espera pelo próximo mergulho. Toalhas e artigos básicos de higiene estão disponíveis. O ambiente a bordo é descrito como acolhedor e confortável, com água quente no regresso do mar. À noite, as conversas prolongam-se no salão ou ao ar livre, por vezes com uma bebida na mão, enquanto o barco fica em Nassau ou segue para o próximo ponto da rota.
Camarote standard
O que é preciso saber antes de embarcar
O embarque e o desembarque são em Nassau, nas Bahamas. As transferências entre aeroporto, hotel e marina não estão incluídas; pode ser recomendado um operador local de táxi depois da reserva. Chegar a Nassau na véspera é prudente, para não depender de um voo que chegue atrasado no dia do embarque às 11:00.
- Ano de construção
- 2012
- Comprimento
- 13,9 m
- Boca
- 7,8 m
- Número máximo de passageiros
- 8
- Número de cabines
- 4
- Motores
- 2 × motores YANMAR 4JH5CE, HP: 2 × 54 cv
- Botes de apoio
- Bote com motor de popa
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