
Duiken in Curacao
★ 5/5 (474 avaliações)
a 3 km em linha reta
Curaçau · Caribe
Tombantes que começam junto à praia, o naufrágio Tugboat a cinco metros, tartarugas em La Palapa e paredes que descem até quarenta metros.
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Jan Thiel combina uma baía balnear com um recife franjante que começa praticamente à porta de água. Para quem está habituado ao Atlântico e aos Açores, a diferença sente-se logo na entrada: menos ondulação, mais luz e uma descida rápida para o azul. A partir da praia, o mergulho pode levar ao tombante exterior; de barco, alcançam-se zonas como Sandy’s Plateau e pequenas embarcações afundadas. É uma base de estadia, não uma escala de cruzeiro, com Willemstad e outras áreas da costa sul ao alcance de carro.
A topografia de Jan Thiel organiza-se em torno de fundos rasos junto à baía, encostas arenosas e tombantes que, depois de uma curta travessia, descem para cerca de trinta metros e além. Directors Bay destaca-se pela parede vertical; em La Palapa, o declive arenoso conduz até à base de um pináculo, a quarenta metros. Tugboat permite observar um pequeno naufrágio a apenas cinco metros, enquanto Superior Producer exige outro compromisso: o cargueiro repousa entre dezassete e trinta e quatro metros e pode encontrar corrente mais marcada nas mudanças de maré. Em geral, a costa sul, protegida do vento dominante, oferece corrente fraca e visibilidade elevada, habitualmente entre vinte e trinta metros. Há mergulhos de praia, saídas em pequenos barcos, perfis para fotografia e também deriva nos sectores onde a água ganha movimento.
As esponjas e os corais cobrem o Tugboat, transformando o pequeno casco num motivo de observação minuciosa, mesmo para quem já conhece os recifes vulcânicos dos Açores. Nos tombantes e pináculos aparecem peixes de recife, sargentos, Peixe-anjo, Vermelho e Xaréu; Barracuda e Tarpão dão outra escala às passagens pelo azul. Moreia, Peixe-leão, Coral mole, corais-lápis amarelos e anémonas-do-mar gigantes pedem uma navegação lenta junto à parede. Tartaruga-marinha pode ser encontrada durante todo o ano, por vezes com maior frequência na estação seca. Raies aigles e hippocampes também ocorrem ao longo do ano, mas de forma ocasional. Em La Palapa, as tartarugas são a imagem mais característica; no Superior Producer, vale a pena espreitar a superestrutura e a água livre em busca de grandes peixes.
A costa sul de Curaçao permite mergulhar durante todo o ano, sem uma época de encerramento. Janeiro a setembro tende a oferecer mar mais calmo e condições mais previsíveis; entre agosto e setembro registam-se os menores níveis de chuva, uma janela particularmente interessante para quem quer aproveitar entradas de praia e saídas de barco sem interrupções. De outubro a dezembro chegam mais aguaceiros e pode haver escorrência pelas ravinas costeiras, reduzindo temporariamente a visibilidade junto a algumas entradas. Maio a setembro costuma reunir a melhor visibilidade, embora depois de chuva intensa esta possa cair durante algum tempo. Nos fins de semana e na época alta, a baía recebe mais banhistas e embarcações; durante a semana, sobretudo de manhã, a superfície é mais tranquila.
Esta costa está exposta aos arrojamentos de sargaço, cuja intensidade varia muito de ano para ano. Para saber mais, consulte o bloco «Sargaço» desta página.
A baía e os recifes próximos servem desde o nível Open Water Diver, equivalente à formação inicial FPAS/CMAS, com entradas de praia, corrente geralmente fraca e profundidades que podem ser escolhidas com prudência. Uma boa flutuabilidade torna mais confortável a passagem pelo azul em La Palapa e a aproximação aos tombantes. O Advanced Open Water é útil para explorar os trinta a trinta e seis metros com margem adequada; Nitrox favorece a repetição de mergulhos no recife franjante. Para o Superior Producer ou para as pequenas estruturas afundadas, são relevantes experiência em naufrágios e, nos perfis mais fundos, formação específica.
A viagem começa em Lisboa ou no Porto, com chegada ao aeroporto internacional de Curaçao e continuação por estrada até Jan Thiel, atravessando Willemstad. O trajecto terrestre desde o aeroporto demora habitualmente cerca de trinta a quarenta minutos. A solução mais prática para uma semana de mergulho é alugar um carro: permite ligar o alojamento, as entradas de praia e os pontos de embarque, além de explorar outras zonas da costa sul. Existe autocarro local para o bairro de Jan Thiel, mas os transportes públicos são limitados quando é preciso levar equipamento. Uma vez instalados, alguns alojamentos e centros ficam a distância pedonal da praia; para os restantes acessos, o carro evita depender de ligações pouco flexíveis.
As entradas e os primeiros metros merecem ser feitos cedo: a luz é melhor, a praia está menos ocupada e há menos tráfego na baía. Nas travessias e em qualquer subida em água livre, o paraquedas de sinalização deve ser lançado à superfície, sobretudo em zonas onde passam embarcações recreativas. Na baía, vale mais sair pela margem exterior do recife do que permanecer no centro raso, onde a visibilidade pode ser inferior e os banhistas interferem com o mergulho. Em dias de mar mexido, a entrada rochosa de La Palapa exige tempo e cuidado; não é uma praia para entrar apressadamente. A profundidade aumenta depressa depois da curta natação, por isso convém definir previamente o limite do perfil, em vez de deixar o tombante decidir. Entre outubro e novembro, após chuva forte, as entradas próximas das ravinas podem perder visibilidade: nesse caso, a escolha do local do dia deve acompanhar o estado efectivo da água. À noite, a baía deve ser atravessada apenas dentro da zona iluminada e balizada, evitando os períodos de maior movimento de barcos.
Sete a dez dias permitem alternar a baía, os tombantes e os mergulhos de barco, reservando os dias de mar mais calmo para os locais mais afastados. Jan Thiel funciona bem como base de exploração em estrela, com um primeiro mergulho simples para ajustar equipamento e ritmo. Entre imersões, há praia, snorkeling nas margens da baía, passeios pelas salinas, observação de aves e o Curaçao Sea Aquarium. Willemstad acrescenta arquitectura e história sem obrigar a mudar de alojamento.
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