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Cruzeiros · Arábia Saudita

Andromeda — espaço para mergulhar longe das rotas cheias

O que torna este barco único

  • O Andromeda leva até 26 passageiros em 13 cabines com ar condicionado e casa de banho privativa.
  • O convés de mergulho dispõe de 20 cilindros de alumínio de 12 litros e 10 de aço de 15 litros.
  • Dois botes de apoio com motores de 40 HP levam os grupos aos pontos de mergulho.
  • A rota saudita procura os recifes e paredes das Farasan Banks, no sul do mar Vermelho.
  • O nitrox é produzido por membrana, com mistura de 31%, mediante suplemento.

O convite

O Andromeda é uma escolha para quem quer sair das rotas mais conhecidas do mar Vermelho e procurar as Farasan Banks, na costa saudita. Ali, os recifes formam paredes que descem para águas muito profundas, em torno de ilhas e formações de origem vulcânica. O barco foi pensado à volta do mergulho: há espaço para preparar o equipamento, dois botes de apoio para chegar aos pontos e uma tripulação que acompanha o grupo durante toda a viagem. Depois do mergulho, a vida a bordo não tenta imitar um resort em terra. Há uma sala de estar com ar condicionado, um salão exterior coberto e uma sala de shisha onde as conversas continuam depois do jantar. Escolhe-se o Andromeda para passar uma semana a mergulhar em águas menos visitadas, sem abdicar de uma cabine confortável e de um barco onde o convés de mergulho é o centro da rotina.

Subir a bordo

A chegada ao Andromeda faz-se a um barco de aço com presença de navio de expedição, não a um pequeno barco diário. A renovação de 2022 ajuda a explicar a diferença entre uma embarcação de safari com anos de mar e um barco que se apresenta cuidado por dentro: as áreas comuns são amplas, o salão tem ar condicionado e o convés superior deixa espaço para estar ao sol ou procurar sombra. A circulação é simples. O mergulhador prepara o equipamento no convés de mergulho, sobe para descansar entre imersões e encontra no salão um lugar fresco quando o calor aperta. O casco e os motores lembram que se está num barco de trabalho, mas a organização evita a sensação de aperto que costuma aparecer quando todos regressam da água ao mesmo tempo.

O ambiente a bordo

O ambiente tende a formar-se depressa porque o barco junta mergulhadores, guias e tripulação durante toda a semana, sem a rotação diária de uma operação de terra. A tripulação fala árabe e inglês e é descrita como profissional, discreta e pronta a ajudar sem fazer da assistência um espetáculo. Isso aparece nos momentos pouco glamorosos: organizar o regresso ao barco, ajudar com o equipamento pesado, manter o convés funcional e resolver um pedido antes de ele se tornar um problema. Ao fim do dia, o centro da vida a bordo é a sala de shisha. Uns ficam no salão a ver um filme ou a rever imagens; outros sentam-se ali para conversar. O Andromeda também aceita grupos e charters, mas numa semana normal o que fica é uma rotina comum de mergulho, refeições e histórias repetidas com novos detalhes.

Os locais onde se mergulha

A rota saudita segue para as Farasan Banks, um conjunto remoto de ilhas, ilhotas e recifes na costa do mar Vermelho. O cenário subaquático é feito de paredes verticais, recifes de coral e formações ligadas à origem vulcânica das ilhas; algumas estruturas descem de mais de 300 metros para o fundo do mar. É uma descrição de terreno, não uma profundidade de mergulho: não há fichas verificadas de locais individuais para esta rota com nomes, profundidades ou perfis de imersão. O barco parte da zona de Al Lith, depois da transferência terrestre a partir de Jeddah, e navega entre os recifes e ilhas da região. As viagens são organizadas como safaris de uma semana, com o Andromeda a servir de base e os botes a fazerem a ligação aos pontos de mergulho. A duração exata de cada travessia e a lista fechada de locais dependem da rota escolhida e das condições no mar.

Quem vos põe na água

A tripulação comunica em árabe e inglês, e os guias permanecem com o grupo durante o safari. Os briefings organizam a entrada na água, o percurso e o regresso ao barco antes de cada mergulho, enquanto os dois botes permitem distribuir os mergulhadores pelos pontos sem concentrar todos no mesmo local. Não estão indicados um rácio fixo por guia, qualificações individuais, número mínimo de mergulhos registados ou formações realizadas a bordo; esses dados não devem ser presumidos. A segurança disponível inclui oxigénio de emergência, kit de primeiros socorros, extintores, telefone satélite, boias de salvamento e um sistema de rádio NAUTILUS Lifeline para localizar mergulhadores. A equipa pode impedir um mergulho quando alguém não está em condições físicas ou mentais seguras para participar.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é amplo e tem uma plataforma dedicada, duas duchas manuais de água quente e uma casa de banho com duche e sanita marítima ligada diretamente ao convés. Existem 20 cilindros de alumínio de 12 litros e 10 cilindros de aço de 15 litros; as ligações DIN são recomendadas e há adaptadores DIN. O barco não mantém equipamento de aluguer a bordo, por isso o material pessoal deve ser tratado antes da partida. Dois compressores de 450 litros fazem o enchimento. O nitrox vem de um sistema de membrana com mistura de 31% e está disponível mediante suplemento. Há estação de fotografia, tanques separados para lavar câmaras subaquáticas e pontos de carregamento. Dois botes de apoio levam os mergulhadores aos locais, sobretudo quando a imersão não começa diretamente junto ao barco. O suporte a rebreather existe; mergulho técnico não é uma especialidade do barco.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o Andromeda oferece uma escolha clara: sombra e conversa no salão exterior coberto, ar condicionado no interior ou espaço aberto no sun deck. O convés superior tem zonas ao sol e à sombra, com cadeiras e almofadas onde se pode secar o fato, rever fotografias ou simplesmente olhar para a linha das ilhas. Há uma estação de carregamento para lanternas, câmaras, baterias e telefones. A estação de fotografia e os tanques de lavagem separados para câmaras permitem tratar do equipamento sem misturá-lo com o material de mergulho. Quando o barco navega entre pontos, o tempo passa sobretudo nesses gestos pequenos: enxaguar, carregar, comer, dormir um pouco e voltar a ouvir o briefing seguinte.

Um dia a bordo

Num safari de uma semana, a chegada acontece primeiro com a instalação a bordo e a noite passada no porto. Na manhã seguinte, o Andromeda sai para o mar. Os dias de mergulho alternam briefing, primeira imersão, pequeno-almoço ou refeição, descanso, nova saída de bote e regresso ao convés; entre cada etapa há tempo para comer, beber e recuperar. O programa de referência permite dois mergulhos diurnos e um noturno no primeiro dia completo, três mergulhos diurnos e um noturno nos dias centrais, e dois mergulhos diurnos antes do regresso ao porto. Nem todos os locais permitem mergulho noturno. O horário exato não é fixado aqui: o capitão e os guias ajustam a navegação, os botes e a sequência dos mergulhos às condições do mar e ao local escolhido.

O que se come a bordo

As refeições são servidas em buffet, três vezes por dia, com cozinha ocidental e local. Há também bebidas quentes e frias sem álcool e snacks ao longo do dia, o que importa quando o intervalo entre dois mergulhos começa a parecer curto. Podem ser consideradas restrições alimentares, desde que sejam comunicadas antes da viagem. A sala de jantar com ar condicionado funciona como ponto de encontro entre imersões: ali repõem-se líquidos, compara-se o que cada grupo encontrou e come-se sem transformar cada refeição num acontecimento demorado. Num safari com vários mergulhos por dia, o valor da mesa está menos na cerimónia do que na regularidade: comida disponível, buffet rápido e energia para voltar ao convés.

As noites no mar

As noites são passadas numa cabine silenciosa apenas até o barco começar a navegar; a partir daí, chegam o rumor regular dos motores e o movimento discreto do mar. Todas as cabines têm ar condicionado, chuveiro com água quente, lavatório e sanita privativos. Há cabines Twin com duas camas, Queen para casais e uma Honeymoon Suite no convés principal. As oito Twin do convés inferior, as duas Twin do convés principal, as quatro Queen e a suite formam opções simples, sem obrigar amigos ou casais a partilhar a mesma cama. O espaço serve para dormir e guardar o essencial, não para passar o dia. Para isso, o Andromeda tem o salão, os conveses exteriores e a sala de shisha, onde a noite ganha um tom árabe e as histórias dos mergulhos continuam depois de as cabines ficarem às escuras.

Camarote twin

Camarote Queen cama

Suíte Honeymoon

O que é preciso saber antes de embarcar

A operação saudita parte da zona de Al Lith, alcançada por transferência terrestre a partir de Jeddah; o barco permanece no porto na noite de chegada antes de sair para o mar na manhã seguinte. O regresso faz-se ao porto no final do safari, seguindo depois a transferência para Jeddah. A organização da transferência deve ser combinada com a agência ou com a operação antes da viagem, incluindo o ponto de encontro e o modo como os passageiros recebem os horários. Chegar a Jeddah na véspera é a opção mais prudente para não transformar um voo atrasado numa corrida até ao embarque.

Ano de construção
2009
Ano de renovação
2022
Comprimento
40 m
Boca
8 m
Número máximo de passageiros
26
Número de cabines
13
Motores
2 MAN, 1100 cv cada um
Botes de apoio
× 2
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