Cruzeiros · Antártida
Hondius Antarctica Diving — uma expedição polar num navio moderno e reforçado para o gelo
O que torna este barco único
- Construído em 2019, o Hondius foi concebido para navegar em águas polares.
- A frota de botes Zodiac leva os passageiros a terra e às baías onde as condições permitem explorar.
- As viagens combinam excursões, palestras, fotografia, caminhada e, em partidas selecionadas, mergulho polar.
- As cabines têm casa de banho privada e ar condicionado; algumas têm janela, vista para o mar ou varanda acessível.
- As rotas registadas partem de Ushuaia, com uma opção entre Puerto Madryn e Ushuaia.
O convite
Escolhe-se o Hondius para entrar na Antártida como numa expedição, não como num cruzeiro convencional. O objetivo está fora do navio: icebergs, glaciares, ilhas remotas e saídas de Zodiac decididas conforme o mar, o gelo e a vida selvagem. Há também caminhadas, oficinas de fotografia, caiaque e palestras sobre o ecossistema polar, a ciência e a história das regiões visitadas. O mergulho polar aparece em partidas selecionadas, mas o caráter principal do Hondius é mais amplo: levar o passageiro até à paisagem e permitir que cada dia seja adaptado às condições. Para quem quer uma semana organizada à volta de terra, gelo e exploração, é esse o motivo para subir a bordo.
Subir a bordo
O Hondius chega ao cais com o aspeto de um navio de expedição atual: linhas limpas, áreas exteriores abertas e uma construção pensada para as águas frias. O ano de construção, 2019, importa aqui porque se sente uma plataforma recente, sem a atmosfera de um velho navio polar convertido à pressa. A classe polar é a mais elevada entre os navios reforçados para o gelo, uma diferença que pesa quando a rota entra em águas antárticas. A circulação leva facilmente do interior ao convés de observação e às zonas de embarque dos Zodiac. Não é um barco pequeno de mergulho onde todos se encontram ao segundo dia; é um navio de expedição com espaço para grupos numerosos e uma operação exterior intensa.
O ambiente a bordo
O ambiente é de expedição informal, com os passageiros a encontrarem-se repetidamente no Zodiac, no salão e durante as apresentações. A equipa de expedição explica o ecossistema polar, a história dos lugares e a dinâmica dos glaciares, mas também ajusta o programa quando o vento, o gelo ou a presença de animais o exigem. A segurança não fica separada da hospitalidade: a tripulação é descrita como competente, atenta e cuidadosa, e a equipa de bordo mantém uma presença próxima durante as saídas. À noite, as conversas giram naturalmente em torno do que se viu e do que ainda pode acontecer no dia seguinte. O idioma de trabalho da tripulação é o inglês.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas mostram um programa polar variável, sempre mais próximo de uma exploração do que de uma lista fixa de pontos de mergulho. Há viagens de descoberta e aprendizagem de 11 dias e 10 noites entre Ushuaia e Ushuaia, incluindo uma versão dedicada à observação de baleias. Outras percorrem as ilhas Falkland, a Geórgia do Sul e a Península Antártica durante 21 dias e 20 noites, com embarque em Puerto Madryn e desembarque em Ushuaia. Há ainda itinerários de 19 dias e 18 noites entre Ushuaia e Ushuaia, e viagens de 23 dias e 22 noites que acrescentam Elephant Island e o Círculo Polar Antártico. As condições locais decidem os desembarques e as saídas de Zodiac. Não existem locais de mergulho nomeados ou profundidades verificadas para esta rota.
Quem vos põe na água
A equipa inclui guias naturalistas e líderes de expedição, com inglês como idioma da tripulação. São eles que conduzem os briefings, explicam as regras das saídas e acompanham os passageiros nos Zodiac, nas caminhadas e nas atividades em terra. A operação é descrita como fortemente orientada para a segurança, com pessoal formado em primeiros socorros, rádio, GPS, radar, meios de salvamento, foguetes de emergência e kits de primeiros socorros a bordo. Não há informação suficiente para descrever o rácio dos grupos de mergulho, as qualificações dos instrutores, o número mínimo de mergulhos ou o equipamento médico específico usado durante o mergulho. Para uma partida de mergulho polar, esses pontos devem ser confirmados antes da reserva.
Entre dois mergulhos
Entre duas saídas, o melhor lugar é o convés de observação, onde a navegação continua a ser parte da viagem. A esplanada permite ficar ao ar livre quando o vento dá tréguas; o salão interior, a biblioteca e o bar servem para aquecer e rever fotografias. As oficinas de fotografia combinam sessões a bordo com orientação durante as excursões, usando o equipamento de cada passageiro. O Zodiac leva o grupo para terra ou para junto da costa, enquanto o caiaque oferece uma aproximação mais baixa à água e ao gelo em partidas onde essa atividade está prevista. Nem todas as horas são preenchidas: também há intervalos para simplesmente acompanhar a passagem dos glaciares.
Um dia a bordo
O dia começa com a preparação para a primeira saída, seguida de um briefing que explica o local, as condições e a forma de embarcar no Zodiac. Quando o tempo permite, há excursões de manhã e à tarde, com o regresso ao navio entre atividades para comer, aquecer e trocar de roupa. As refeições intercalam-se com navegação, apresentações sobre a região e momentos no convés à procura de baleias, aves ou alterações no gelo. Uma tarde pode ser passada em terra, num caiaque ou numa oficina de fotografia; outra pode ser inteiramente de navegação se o mar obrigar. Depois do jantar, o navio retoma o seu rumo e o salão torna-se o lugar para organizar fotografias e ouvir o plano seguinte.
O que se come a bordo
A cozinha serve pensão completa, com buffet, cozinha ocidental e jantar à la carte. Há opções vegetarianas e veganas, snacks ao longo do dia, além de cerveja, vinho e cocktails. Num cruzeiro polar, a mesa é mais do que uma pausa: é onde se recupera do frio, se comparam as imagens da última saída e se ouve o que a equipa espera encontrar na seguinte. O serviço tem de alimentar dias passados entre embarques de Zodiac, caminhadas e longos períodos ao ar livre. O Hondius oferece variedade suficiente para que a refeição não seja apenas combustível, sem transformar a expedição num cruzeiro gastronómico.
As noites no mar
À noite, o Hondius oferece uma base calma depois das saídas e das excursões. As cabines têm casa de banho privada e ar condicionado; conforme a categoria, pode haver vigia, janela, uma vista mais aberta para o mar ou varanda acessível. Existem cabines quadruplas, triplas, twin, twin deluxe, superiores, junior suites e grand suites com varanda privada. O ambiente é funcional, pensado para regressar do frio, secar roupa e descansar, não para reproduzir um hotel de cidade. O bar, o salão interior, a biblioteca e o entretenimento áudio e vídeo dão alternativas quando o tempo fecha. A vista, quando a cabine a oferece, vale sobretudo durante a navegação entre gelo e montanhas.
quádruplo com vigia
triplo com vigia
twin com vigia
twin com janela
twin de luxo
Camarotes superiores
Suíte júnior
Suíte grande privativa com varanda
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas registadas começam e terminam em Ushuaia, exceto a rota de 21 dias e 20 noites, que embarca em Puerto Madryn e termina em Ushuaia. Estão previstos transferes entre o aeroporto, o hotel e o navio, conforme o programa da viagem. Os avisos e instruções de encontro são comunicados antes do embarque. Chegar na véspera é a escolha prudente para absorver atrasos e chegar ao porto sem transformar o primeiro dia numa corrida.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2019
- Comprimento
- 107,6 m
- Boca
- 17,6 m
- Número máximo de passageiros
- 170
- Número de cabines
- 80
- Motores
- 2 × motores principais ABC; total 4200 kW
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