Cruzeiros · Maldivas
Emperor Explorer II — espaço novo para procurar os grandes animais das Maldivas
O que torna este barco único
- Construído em 2026, é o novo barco-almirante da Emperor nas Maldivas, com quatro conveses e uma sensação de espaço pouco comum.
- A rota Best of Maldives dura 8 dias e 7 noites, com partida e regresso a Malé.
- O dhoni de mergulho tem 24 metros e leva três elementos da equipa, deixando o barco principal livre durante os mergulhos.
- Nitrox até 32% está disponível gratuitamente, e há estações de carregamento, mesa de fotografia e lavagem separada para câmaras.
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O convite
Escolhe-se o Emperor Explorer II quando a viagem deve juntar a variedade dos atóis das Maldivas a espaço suficiente para não viver uns em cima dos outros. O barco foi construído para esta função: há zonas exteriores para desaparecer depois do mergulho, uma sala interior com ar condicionado e um dhoni grande que trata de toda a operação na água. A rota Best of Maldives passa por recifes, canais, thilas e reservas marinhas onde se procuram mantas, tubarões, raias-águia e tubarões-baleia. Para quem fotografa, a diferença está no lugar próprio para preparar e lavar o equipamento, não numa promessa vaga de conforto. Para quem está a recuperar confiança, a presença de quatro guias e a possibilidade de formação PADI a bordo tornam a semana mais acompanhada. É um barco novo, mas a razão para embarcar continua a ser antiga: entrar na água várias vezes por dia e chegar a locais que não se alcançam a partir de uma ilha.
Subir a bordo
A chegada deve ser marcada pelo espaço. O Explorer II é um barco grande para um cruzeiro de mergulho nas Maldivas, com áreas de circulação separadas da operação do dhoni e vários lugares onde se pode ficar sem bloquear quem está a preparar o mergulho seguinte. A sala principal reúne sofás, televisão, biblioteca de livros, música, filmes, jogos e uma zona de refeições; no exterior, os conveses superiores têm espreguiçadeiras, pufes e assentos ao ar livre. As grandes janelas deixam entrar luz e abrem a vista para os atóis durante a navegação. O desenho é contemporâneo, sem o ar apertado de alguns barcos mais antigos. O ponto forte não é apenas parecer novo: é poder voltar do dhoni, deixar o equipamento tratado e encontrar espaço para respirar antes da próxima entrada na água.
O ambiente a bordo
O ambiente tende a formar-se à volta da operação de mergulho. No primeiro dia, a tripulação ajuda a transformar equipamento espalhado em sistemas simples: cada pessoa sabe onde preparar-se, onde deixar o que está molhado e como chegar ao dhoni. Depois, os rostos repetem-se no pequeno-almoço, no regresso da água e no convés ao fim do dia. A equipa fala inglês, francês e espanhol, o que facilita a vida a um grupo internacional. O papel da tripulação aparece nos gestos práticos: ajudar a equipar, resolver uma dificuldade antes que se torne um problema e manter a transição entre barco e dhoni sem confusão. À noite, a sala, o bar e os conveses exteriores juntam mergulhadores que ainda discutem correntes, mantas e fotografias. É assim que um grupo de desconhecidos começa a funcionar como grupo de mergulho.
Os locais onde se mergulha
A rota Best of Maldives parte e regressa a Malé e dura 8 dias e 7 noites. Em Barracuda Giri, três pináculos concentram barracudas e cardumes, com profundidade máxima de -30m; Banana Reef acrescenta formações de coral, tubarões de recife e raias-águia. Mushimasmigili Marine Reserve procura tubarões-cinzentos nas águas rasas de corrente, até -30m, enquanto Dhonkalo é um ponto de mantas, até -25m. Maamigili combina a possibilidade de tubarões-baleia e mantas, até -30m. Kudarah Thila Marine Reserve desce por fendas, saliências e túneis, até -30m. Maamigili Beiyru procura raias-águia e tubarões-baleia, até -30m. Guraidhoo e Myaru Kandu são reservas de canais e thilas onde a corrente concentra tubarões; Myaru Kandu chega a -30m e pode oferecer martelos. Foththeyo Kandu tem grutas, corais amarelos e pelágicos, até -40m. Dhigalhi Haa e Dhonfanu exploram pináculos ricos em coral, até -30m. Dhigu Thila chega a -30m e Fushifaru Thila, até -35m, coloca o mergulhador junto às estações de limpeza das mantas.

Barracuda Giri →
Prof. máx. · 30 m

Banana Reef →

Mushimasmigili Marine Reserve →
Prof. máx. · 30 m

Dhonkalo →
Prof. máx. · 25 m

Maamigili →
Prof. máx. · 30 m

Kudarah Thila Marine Reserve →
Prof. máx. · 30 m

Maamigili Beiyru →
Prof. máx. · 30 m

Thilas →
Prof. máx. · 15 m

Foththeyo Kandu →
Prof. máx. · 40 m

Dhonfanu →
Prof. máx. · 30 m

Dhigu Thila →
Prof. máx. · 30 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, os encontros repetidos são parte do interesse: fusiliers e napoleões aparecem em nove locais, tal como os tubarões-cinzentos-de-recife; raias-águia surgem em oito, enquanto tartarugas-de-mar aparecem em oito. Barracudas, mantas e atuns estão registados em sete locais, e tubarões-de-pontas-brancas acompanham quatro deles. A corrente explica boa parte do espetáculo: empurra cardumes para canais e pináculos e pode trazer tubarões, xaréus e outros pelágicos para a linha de observação. Alguns animais dão um motivo preciso para escolher certo ponto. O mero e os anthias estão registados apenas em Barracuda Giri; anémonas, apenas em Banana Reef. Maamigili é o local da garoupa-listrada e do peixe-porco-espinho, enquanto Dhigalhi Haa Marine Reserve concentra coral mole e gorgónias. Fushifaru Thila Marine Reserve é o ponto da raia pastenague, e Dhigu Thila o da tartaruga-de-pente. Os tubarões-baleia aparecem em três locais, incluindo Maamigili e Maamigili Beiyru, mas nenhum encontro é garantido.
Quem vos põe na água
Quatro guias de mergulho acompanham a operação, e a tripulação comunica em inglês, francês e espanhol. O Explorer II aceita mergulhadores PADI Open Water ou equivalente que consigam completar o mergulho com o seu parceiro ou seguindo o guia. Na rota Best of Maldives, muitos locais servem vários níveis, mas as correntes podem ser fortes e imprevisíveis; um principiante pode ser aconselhado a não fazer um mergulho que ultrapasse a sua experiência. O limite máximo de mergulho com parceiro igualmente qualificado é de 30 metros, sempre dependente da formação e da experiência de cada pessoa. Há check-dive no início da viagem. A bordo podem decorrer Discover Scuba, Advanced Open Water, Adventure Dives e especialidades PADI. O dhoni leva oxigénio, primeiros socorros e desfibrilhador; o sistema de comunicação do barco inclui GPS, rádio VHF/DSC/SSB e telefones móveis e satélite.
O convés de mergulho e o equipamento
A operação de mergulho vive no dhoni separado de 24 metros, com três elementos da equipa, compressores, oxigénio, primeiros socorros e desfibrilhador. Os cilindros standard são S80 de alumínio, com 11,1 litros; os C100 de alumínio, com 13,2 litros, estão disponíveis mediante pedido. Há adaptadores DIN. O Nitrox é gratuito, produzido por sistema de membrana, até 32%. O barco disponibiliza aluguer de equipamento, mas este deve ser tratado antes da chegada. Para cada mergulho, é exigido computador, boia de sinalização e gancho de recife; para mergulhos noturnos, é necessária lanterna. Fotógrafos têm mesa de câmaras, estações de carregamento, pistola de ar e tanques de lavagem, com enxaguamento separado para câmaras. A entrada e a saída da água fazem-se pelo dhoni, que acompanha os mergulhadores nos locais.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o melhor lugar depende do calor e do estado do mar. A sala com ar condicionado oferece sofás, televisão, livros, música, filmes e jogos; lá fora, os conveses superiores permitem escolher entre sombra, assentos abertos, pufes e espreguiçadeiras. O barco pode navegar enquanto o equipamento fica no dhoni, e essa separação evita que cada intervalo seja tomado por cilindros, barbatanas e fatos a secar. Quem fotografa tem uma zona própria para carregar baterias e tratar as câmaras. Quem não mergulha pode embarcar como praticante de PMT e usar o tempo para ficar no convés, acompanhar a navegação ou entrar na água sem cilindro. Não é uma semana feita para preencher cada minuto: há espaço para deixar o corpo recuperar.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o calor apertar, com a preparação do primeiro mergulho e o briefing antes da descida. Depois, o dhoni leva o grupo ao recife enquanto o Explorer II fica como base: no regresso há espaço para tirar o equipamento, beber água, comer e recuperar antes da entrada seguinte. A sequência repete-se com novos locais, alternando canais, thilas, reservas marinhas e recifes de coral. Entre mergulhos, o barco navega ou fica ancorado, e o tempo serve para secar, tratar fotografias, dormir uma sesta ou simplesmente ficar no convés. As refeições entram nos intervalos, sem obrigar o mergulhador a abandonar o seu ritmo. Ao fim do dia, depois do último regresso ao dhoni, vêm o duche, a conversa sobre a corrente e o jantar. A noite é para descansar e preparar o equipamento para recomeçar.
O que se come a bordo
A cozinha alterna buffet, pratos de cozinha ocidental e receitas locais, com opções vegetarianas e vegan. As refeições de pensão completa acompanham o ritmo dos mergulhos: come-se para recuperar entre entradas na água, não para transformar o barco num restaurante formal. Há cerveja e vinho disponíveis, e o vinho ao jantar é gratuito. O barbecue na praia quebra a sequência habitual da sala de refeições e leva o jantar para terra quando a rota o permite. Para uma semana de mergulho, isso importa mais do que uma carta extensa: comida acessível entre mergulhos, escolhas para dietas diferentes e uma mesa onde se pode sentar ainda a falar do que acabou de passar no recife.
As noites no mar
As noites são passadas em cabines com ar condicionado, casa de banho privada e vigia por vigias nas cabines do convés inferior. Há seis cabines inferiores com cama dupla e individual e uma cabine com cama dupla; as suites dos conveses principal e superior dão outra escala à estadia, com combinações de cama dupla e individual. O leitor que viaja em casal pode escolher entre categorias Upper Deck Suites, Main Deck Suites, Lower Deck Double Cabins e Lower Deck Twin/Double Cabins. A diferença entre os níveis sente-se sobretudo na luz e na vista, enquanto o convés inferior fica mais próximo da linha de água. Depois do último mergulho, a cabine serve para fechar a porta, desligar do grupo e dormir com o barco a trabalhar à volta. O Wi-Fi é pago e funciona por pacote de dados.
Suítes, convés superior
Suítes, convés principal
Camarotes duplos, convés inferior
Camarotes twin/duplos, convés inferior
O que é preciso saber antes de embarcar
A rota Best of Maldives começa e termina em Malé. O transfer do aeroporto está incluído, ligando a chegada ao embarque e o regresso ao aeroporto no fim do cruzeiro. Para reduzir o risco de perder o barco por causa de atrasos, é sensato chegar às Maldivas na véspera da partida, sobretudo quando existem ligações aéreas ou outros transfers no mesmo dia. A hora exata e o ponto de encontro são comunicados para a viagem.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2026
- Comprimento
- 44 m
- Boca
- 10,3 m
- Número máximo de passageiros
- 26
- Número de cabines
- 13
- Número de casas de banho
- 13
- Motores
- 800 cv Daewoo Doosan
- Botes de apoio
- 1 × 24 Dhoni
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