Cruzeiros · Maldivas
Emperor Voyager — Maldivas sem complicações
O que torna este barco único
- O Voyager leva até 20 passageiros e trabalha com um dhoni de mergulho separado, com três tripulantes.
- O nitrox até 32% é gratuito para mergulhadores certificados.
- As viagens Best of Maldives duram 8 dias e 7 noites, com partida e regresso a Malé.
- Taxas portuárias, combustível, parques e transferência do aeroporto estão incluídos.
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O convite
O Emperor Voyager faz sentido para quem quer passar uma semana a mergulhar nas Maldivas sem transformar o barco num resort flutuante. A escolha está no equilíbrio: um iate moderno, confortável e de escala humana, com um dhoni dedicado que trata da parte pesada do mergulho enquanto o Voyager fica como base para comer, descansar e dormir. A rota Best of Maldives liga os atóis de Malé Norte e Sul, Ari Norte e Sul, Rasdhoo e Vaavu. Debaixo de água, a procura é clara: canais com tubarões, thilas cheios de cardumes, estações de limpeza para mantas e recifes onde pode aparecer um tubarão-baleia. Fora da água, há espaço para quem não mergulha, snorkeling, praias desertas e jantar ao ar livre. É uma boa escolha para um grupo misto, mas também para quem prefere que a viagem seja organizada à volta dos mergulhos, não à volta de formalidades.
Subir a bordo
A chegada ao Voyager não sugere um barco concebido para impressionar à distância. O casco de madeira e as linhas simples dão-lhe um caráter mais próximo e prático, enquanto a renovação de 2014 explica a combinação entre aparência tradicional e comodidades atuais. A circulação é fácil: o salão e a zona de refeições ficam no interior, há áreas exteriores para sentar e o convés superior abre espaço para ver o mar durante a navegação. O barco recebe 20 pessoas, o suficiente para criar um grupo que se reconhece rapidamente sem tornar o convívio obrigatório. A tripulação conduz a operação a partir de um dhoni separado, por isso o convés principal pode continuar a ser um lugar de descanso quando os mergulhadores estão na água. Não é o barco para quem procura uma cabine panorâmica ou acabamentos de luxo. É para quem valoriza uma semana bem montada, com o mergulho no centro e pouco tempo perdido entre uma etapa e outra.
O ambiente a bordo
O ambiente é de proximidade sem ser pesado. Com 20 passageiros, a mesma equipa encontra-se no pequeno-almoço, no dhoni, no regresso dos mergulhos e no bar; ao fim de alguns dias, os nomes e os hábitos deixam de ser uma formalidade. A tripulação é descrita como disponível e cordial, e a ajuda no dhoni inclui montar o equipamento e tratar dos pequenos problemas antes de eles se tornarem atrasos. Isso pesa mais numa semana de mergulho do que um serviço teatral: alguém repara no que falta, segura o equipamento e deixa o grupo concentrado no próximo mergulho. A bordo, ouvem-se inglês, francês e espanhol. A maioria das noites inclui uma happy hour dois por um antes do jantar, mas o ambiente não depende dela. O Voyager parece funcionar melhor para grupos que querem conversar, comer bem e mergulhar muito sem transformar cada noite numa festa.
Os locais onde se mergulha
As viagens Best of Maldives duram 8 dias e 7 noites, com partida e regresso a Malé. A rota combina Rasdhoo, os atóis Ari Norte e Sul, Vaavu e os atóis de Malé Norte e Sul. Em Barracuda Giri, três pináculos concentram barracudas, atuns, xaréus e cardumes de fusiliers, até -30 m; Banana Reef acrescenta formações de coral, tubarões de recife e raias-águia. Mushimasmigili Marine Reserve procura tubarões-cinzentos nas águas mais rasas, até -30 m, enquanto Dhonkalo é um ponto de mantas, até -25 m. Maamigili e Maamigili Beiyru são locais para procurar tubarões-baleia e mantas, ambos até -30 m. Kudarah Thila tem fendas, saliências e túneis, até -30 m. Guraidhoo, Myaru Kandu e Dhigalhi Haa trabalham canais e thilas com tubarões e cardumes. Foththeyo Kandu desce até -40 m e combina grutas, corais amarelos e pelágicos. Dhonfanu e Dhigu Thila são pináculos atravessados pela corrente, até -30 m. Fushifaru Thila, até -35 m, vale pelas estações de limpeza das mantas.

Barracuda Giri →
Prof. máx. · 30 m

Banana Reef →

Mushimasmigili Marine Reserve →
Prof. máx. · 30 m

Dhonkalo →
Prof. máx. · 25 m

Maamigili →
Prof. máx. · 30 m

Maamigili Beiyru →
Prof. máx. · 30 m

Kudarah Thila →
Prof. máx. · 25 m

Thilas →
Prof. máx. · 15 m

Foththeyo Kandu →
Prof. máx. · 40 m

Dhonfanu →
Prof. máx. · 30 m

Dhigu Thila →
Prof. máx. · 30 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, o espetáculo está nos animais que acompanham muitos dos mergulhos: napoleões, tubarões-cinzentos, tartarugas, barracudas, mantas, atuns, fusiliers e raias-águia. Nos canais, a corrente concentra tubarões e cardumes; nas estações de limpeza, como em Fushifaru Thila Marine Reserve, as mantas podem passar lentamente sobre o recife. Tubarões-de-pontas-brancas, xaréus, peixes-morcego e moreias aparecem em vários pontos, enquanto os tubarões-baleia estão registados em Maamigili, Maamigili Beiyru e Dhonfanu. Alguns encontros justificam um local específico: garoupas e anthias em Barracuda Giri, anémonas em Banana Reef, gaterins e peixes-porco-espinho em Maamigili, corais moles e gorgónias em Dhigalhi Haa Marine Reserve, uma raia-pastenague em Fushifaru Thila Marine Reserve e uma tartaruga-de-pente em Dhigu Thila. São possibilidades de mergulho, não promessas. A corrente, a época e o comportamento dos animais decidem o que realmente aparece.
Quem vos põe na água
Três guias acompanham a operação de mergulho. A equipa fala inglês, francês e espanhol, e os briefings organizam a entrada no dhoni, o ponto de descida e a forma de lidar com a corrente em cada local. O mergulho com dupla exige certificação PADI Open Water ou equivalente e capacidade para completar o mergulho com o parceiro ou seguindo o guia. A corrente pode ser forte, sobretudo nas fases de lua nova e cheia; quem tem pouca experiência pode ser aconselhado a não fazer os pontos mais exigentes. O limite máximo indicado para a operação é de 30 metros com um parceiro igualmente qualificado. Há check-dive no início da viagem, e quem esteve mais de seis meses sem mergulhar beneficia de uma revisão de competências antes de partir. A bordo podem decorrer cursos PADI Advanced Open Water, Nitrox, Adventure Dives e especialidades. Oxigénio, primeiros socorros e desfibrilhador estão disponíveis no barco e no dhoni.
O convés de mergulho e o equipamento
O mergulho é feito a partir de um grande dhoni totalmente equipado, separado do barco principal. Tem 20 metros, três tripulantes, compressores, oxigénio, primeiros socorros, desfibrilhador automático e toalhas de mergulho; é ali que se faz a entrada e a saída da água e onde permanece o equipamento entre os mergulhos. Os cilindros standard são S80 de alumínio, com 11,1 litros; cilindros C100 de alumínio, com 13,2 litros, podem ser pedidos. Há adaptadores DIN e aluguer de equipamento, a organizar antes da chegada. O nitrox é gratuito, produzido por sistema de membrana, até 32%, para mergulhadores certificados. Cada mergulhador deve usar computador, boia de sinalização e gancho de recife em todos os mergulhos; para mergulhos noturnos é necessária também uma lanterna. O barco tem estações de carregamento, mesa de fotografia, pistola de ar e tanques de lavagem. Depois, há duches de água quente a bordo.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o Voyager oferece mais do que um corredor para atravessar até à cabine. O salão climatizado é o lugar para ler, ver um filme ou simplesmente sair do calor; no exterior, a terraza e o convés superior permitem escolher entre sombra, mesas e espreguiçadeiras. Há uma zona dedicada à fotografia, estações de carregamento e uma biblioteca, úteis quando a superfície fica silenciosa e o equipamento está a secar. As excursões terrestres, o snorkeling e as paragens em praias desertas dão outra escala à viagem, sobretudo para quem não faz todos os mergulhos. Em algumas tardes, o barco navega enquanto o grupo descansa. O Voyager não tenta preencher cada intervalo com animação. Deixa que o intervalo seja isso: água, vento, uma fotografia a passar para o computador e tempo suficiente para voltar à água com vontade.
Um dia a bordo
O dia começa com o briefing e o primeiro mergulho, normalmente antes de o calor se instalar. Depois vêm o pequeno-almoço, o regresso ao barco e tempo para lavar o sal, rever fotografias ou simplesmente ficar deitado ao sol. O dhoni leva o grupo ao ponto seguinte, enquanto o Voyager funciona como lugar de descanso e refeições. Os mergulhos seguintes entram no dia com briefings próprios, intervalos e comida entre eles; quando o itinerário inclui uma saída noturna, o equipamento de luz e os procedimentos são tratados antes da entrada na água. A navegação acontece nos intervalos em que o barco precisa de mudar de atol ou de canal. Ao fim da tarde, há espaço para uma bebida e para falar do mergulho antes do jantar ao ar livre. Depois, o barco abranda a vida. No dia seguinte, o compressor volta a trabalhar.
O que se come a bordo
A cozinha alterna buffet, pratos de inspiração ocidental e cozinha local, com todas as refeições em regime de pensão completa. O jantar pode ser servido ao ar livre, e há vinho ao jantar; cerveja, outras bebidas e o bar ficam disponíveis para quem quiser prolongar a conversa. Um barbecue numa praia deserta quebra a rotina de comer a bordo e transforma uma refeição numa paragem real no itinerário. Depois de um mergulho, a mesa tem uma função prática: recuperar energia, rever o que apareceu no recife e comer sem pressa antes do briefing seguinte. A comida recebeu uma avaliação particularmente forte dos passageiros, mas o ponto mais importante está na variedade suficiente para uma semana inteira. Não é uma cozinha de degustação. É comida abundante, local quando faz sentido e organizada para acompanhar dias de mar.
As noites no mar
As noites acontecem em cabines com ar condicionado, casa de banho privativa e vigias, não em grandes suites abertas para o horizonte. Há cabines twin no convés inferior, principal e superior, além de cabines double no convés inferior; algumas twin podem ser convertidas em cama de casal. A vigia deixa entrar uma luz mais baixa e oferece uma ligação discreta com o mar, mas não substitui uma janela panorâmica. Depois de um dia de corrente, sal e equipamento molhado, a vantagem está na simplicidade: fechar a porta, tomar um duche quente e dormir sem ter de mudar de alojamento. O salão tem sofás, biblioteca, televisão e espaço para conversar, enquanto o convés exterior oferece espreguiçadeiras, pufes e mesas. A cabine serve para recuperar. A vida da viagem acontece mais acima.
Camarotes twin, convés inferior
Camarotes, convés principal
Camarotes, convés superior
Camarotes duplos, convés inferior
O que é preciso saber antes de embarcar
O embarque e o desembarque fazem-se em Malé, na mesma rota Male–Male. A transferência entre o aeroporto e o barco está incluída. Convém chegar na véspera, sobretudo quando a viagem depende de ligações aéreas, para não colocar o embarque à mercê de um atraso no mesmo dia.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2004
- Ano de renovação
- 2014
- Comprimento
- 30 m
- Boca
- 9 m
- Número máximo de passageiros
- 20
- Número de cabines
- 10
- Número de casas de banho
- 10
- Motores
- 360 cv Doosan Daewoo
- Botes de apoio
- Grande dhoni de mergulho totalmente equipado
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