Cruzeiros · Maldivas
Conte Max — mergulho central com conforto vivido
O que torna este barco único
- O Conte Max combina uma semana de mergulho nos atóis centrais com uma abordagem de bem-estar a bordo.
- O dhoni de mergulho acompanha o barco e dispõe de cilindros de alumínio de 13 litros com ligações DIN e INT.
- O nitrox está disponível sem suplemento, e há apoio para mergulho técnico, sidemount e rebreather.
- A cozinha junta pratos italianos, internacionais e maldivianos, com peixe fresco e um buffet tradicional uma vez por semana.
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O convite
O Conte Max é para quem quer mergulhar nos atóis centrais sem transformar o barco num simples ponto de apoio entre duas imersões. A proposta junta recifes, canais, mantas, tubarões e tubarões-baleia a uma vida a bordo mais cuidada, com refeições servidas à mesa, madeira maldiviana e espaços para descansar depois da água. Também funciona para quem viaja com alguém que não mergulha: há snorkeling, caiaques, excursões e zonas de convívio que não dependem do programa de mergulho. A escolha faz sentido quando se procura uma semana confortável, mas ainda organizada à volta do mar. Não é um barco de expedição austera nem uma plataforma dedicada apenas ao mergulhador técnico. É um liveaboard maduro, pensado para misturar mergulho sério, descanso e uma mesa onde vale a pena ficar depois do último mergulho.
Subir a bordo
Ao subir a bordo, o Conte Max apresenta-se mais como um iate habitado do que como um barco montado à pressa para uma temporada de mergulho. A madeira maldiviana usada no mobiliário dá calor ao salão interior, onde os sofás, o bar e a zona de música criam um lugar real para passar tempo quando o mar aperta ou o corpo pede pausa. As áreas exteriores distribuem-se por três níveis, com espreguiçadeiras, colchões e cadeiras ao sol ou à sombra. O barco foi construído em 2004 e recebe renovação anual: não se vende como novidade, mas como uma embarcação com anos de funcionamento e uma identidade já formada. A circulação é simples, entre salão, restaurante exterior, convés aberto e zona de mergulho. A diferença está menos no brilho de um barco novo do que na sensação de uma casa que já sabe como receber uma semana inteira de mergulhadores.
O ambiente a bordo
O ambiente é suficientemente pequeno para que as pessoas se reconheçam depressa, mas não depende de animação organizada. O grupo encontra-se no dhoni, à mesa e no regresso de cada mergulho, quando as histórias ainda estão frescas e os cartões de memória começam a encher. A tripulação gere o dia sem transformar cada tarefa num espetáculo: prepara a passagem entre barco e dhoni, serve as refeições, mantém as cabines e responde ao que aparece entre uma imersão e outra. À noite, o salão com bar, sofás, televisão, DVD e música dá abrigo a quem quer conversar ou simplesmente desaparecer num livro. O barco recebe mergulhadores e não mergulhadores, por isso nem todos precisam de seguir o mesmo ritmo. Essa mistura é parte do caráter do Conte Max: há sempre vida a bordo, mas também há lugares para ficar sozinho.
Os locais onde se mergulha
As rotas semanais concentram-se nos atóis centrais e podem durar 4 dias/3 noites, 8 dias/7 noites, 9 dias/8 noites ou 11 dias/10 noites; há também programas entre Malé, Ari Norte, Rasdhoo e Baa, e uma rota de 13 dias/12 noites entre Malé e Baa. Nos pontos verificados, Barracuda Giri junta três pináculos a barracudas, com máximo de -30m; Banana Reef destaca-se pelas formações de coral e pode trazer tubarões de recife e raias-águia. Mushimasmigili Marine Reserve procura tubarões-cinzentos em água corrente, até -30m, enquanto Dhonkalo é um ponto de mantas. Maamigili combina a possibilidade de tubarões-baleia e mantas, até -30m. Kudarah Thila tem fendas, saliências e túneis, até -30m. Maamigili Beiyru procura raias-águia e tubarões-baleia. Guraidhoo e Myaru Kandu trabalham canais com tubarões; Myaru Kandu chega a -30m e pode oferecer martelos. Foththeyo Kandu tem grutas, corais amarelos e pelágicos, até -40m. Dhigalhi Haa, Dhonfanu e Dhigu Thila são pináculos até -30m, com correntes, corais e vida pelágica. Fushifaru Thila, até -35m, é procurado pelas estações de limpeza das mantas.

Barracuda Giri →
Prof. máx. · 30 m

Banana Reef →

Mushimasmigili Marine Reserve →
Prof. máx. · 30 m

Dhonkalo →
Prof. máx. · 25 m

Maamigili →
Prof. máx. · 30 m

Kudarah Thila →
Prof. máx. · 25 m

Maamigili Beiyru →
Prof. máx. · 30 m

Foththeyo Kandu →
Prof. máx. · 40 m

Dhonfanu →
Prof. máx. · 30 m

Dhigu Thila →
Prof. máx. · 30 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, o encontro mais regular é com a vida de recife e com os animais que usam os canais: napoleões e tubarões-cinzentos foram registados em nove locais, fusiliers em nove, tartarugas marinhas em oito, barracudas, mantas e atuns em sete. Raias-águia, jacks, tubarões-de-pontas-brancas, moreias e peixes-morcego também aparecem em vários pontos. A corrente é parte do espetáculo: traz peixe pelágico aos canais e pode colocar tubarões no campo de visão sem aviso. As mantas são procuradas nas estações de limpeza, sobretudo em Dhonkalo e Fushifaru Thila, onde o mergulhador se posiciona e espera. Alguns encontros são mais específicos. Barracuda Giri é o local indicado para garoupas e anthias; Banana Reef para anémonas; Maamigili para gaterins e peixes-porco-espinho; Dhigalhi Haa para coral mole e gorgónias; Fushifaru Thila para raias-pastenague; Dhigu Thila para tartarugas-de-pente. Maamigili e Maamigili Beiyru são os pontos associados aos tubarões-baleia.
Quem vos põe na água
A operação de mergulho conta com dois guias maldivianos, apoiados por uma equipa de bordo de pelo menos oito ou nove pessoas e um coach. O rácio exato por grupo não é indicado, por isso a organização deve ser entendida como dependente do número e da experiência dos passageiros daquela saída. Os briefings orientam o grupo antes da entrada no dhoni e explicam o ponto, a corrente e o procedimento de regresso; a divisão final cabe à equipa. Há cursos PADI desde Discover Scuba Diving até Rescue Diver, especialidades como mergulho profundo, corrente, biologia marinha e nitrox, e formação Master Scuba Diver para quem cumpre os requisitos próprios do nível. Também é possível pedir um guia privado. Para mergulhar de forma autónoma, a experiência e a certificação adequadas ao local continuam a ser essenciais. GPS, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza, coletes e kits de primeiros socorros fazem parte do equipamento de segurança do barco.
O convés de mergulho e o equipamento
O mergulho acontece a partir de um dhoni tradicional das Maldivas, que acompanha o Conte Max e funciona como plataforma de entrada e saída da água. O dhoni está equipado com dois compressores Coltri MCH13 e cilindros de alumínio de 13 litros a 227 bar, com ligações DIN e INT e reguladores simples e duplos. O nitrox é gratuito. Há adaptadores DIN, espaço de mergulho com sombra, plataforma, tanques de lavagem e uma zona separada para câmaras, além de duche exterior no regresso. O aluguer de equipamento deve ser pedido no momento da reserva; não são indicadas marcas do material de aluguer. O barco aceita mergulho técnico, sidemount e rebreather, mas os gases e configurações concretos para cada programa não são descritos. A estação de carregamento de câmaras funciona a 220 V. Existe um único dhoni de apoio dedicado ao mergulho.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o Conte Max oferece espaço para não fazer nada sem ficar encurralado num único salão. Os três conveses exteriores têm zonas de sombra e de sol, com espreguiçadeiras, colchões e cadeiras voltadas para a lagoa ou para a linha baixa das ilhas. É ali que se seca o fato, se revê uma fotografia, se lê ou se acompanha a navegação sem precisar de falar. O barco leva caiaques e material de snorkeling, e também organiza excursões terrestres, visitas a ilhas e saídas para bancos de areia ou ilhas desabitadas conforme a rota. A área de fotografia tem carregamento a 220 V e a lavagem das câmaras é separada da lavagem geral. Numa tarde sem mergulho, o ritmo passa para o convés: água, sombra, uma conversa curta e o horizonte a mudar devagar.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o sol aquecer o convés. Primeiro vem o briefing, depois a preparação no dhoni e a entrada no local; o pequeno-almoço encaixa-se antes ou depois da primeira imersão, conforme a operação. O programa central anuncia três mergulhos por dia, separados por refeições, descanso e deslocações entre atóis. Depois de cada saída, o equipamento volta a ser organizado, o mergulhador passa pelo duche e encontra água, snacks e sombra antes de pensar na próxima entrada. Entre mergulhos, o Conte Max navega ou fica parado numa lagoa, e o convés transforma-se numa sala aberta. A refeição principal é uma pausa mais longa, não um intervalo apressado. Ao fim da tarde, a luz baixa sobre a água e o grupo começa a trocar fotografias e histórias. O mergulho noturno ou uma atividade especial depende do programa da viagem e das condições do local.
O que se come a bordo
A comida é uma das razões fortes para escolher este barco. A cozinha trabalha sobretudo com peixe fresco e combina pratos italianos, internacionais e maldivianos, com atenção a necessidades específicas, incluindo opções vegetarianas e veganas. As refeições principais são servidas à mesa, e uma vez por semana aparece um buffet de pratos tradicionais das Maldivas. O dia organiza-se naturalmente à volta da comida: algo leve antes da primeira entrada na água, uma refeição depois do mergulho da manhã, outra a seguir ao programa da tarde e snacks disponíveis entre imersões. A mesa não é apenas uma pausa logística. Num cruzeiro com três mergulhos por dia, é o momento em que o grupo compara o que viu, recupera calorias e abranda antes de voltar ao convés. Há jantar ao ar livre quando as condições permitem, com o salão interior como alternativa.
As noites no mar
As noites são passadas em nove cabines com ar condicionado regulável e casa de banho privada com cabine de duche. Há cabines duplas, twin, uma individual e opções para três pessoas, sem beliches; a cabine familiar tem uma cama de casal e uma individual. A distribuição permite escolher entre o convés inferior, uma cabine no convés principal e outra no convés superior, enquanto a localização central tende a ser a opção mais equilibrada para quem quer reduzir o movimento do casco. O espaço é de barco, não de resort: serve para dormir, tomar banho, arrumar o equipamento pessoal e recuperar entre dias de água. O salão e os conveses ficam com o papel de espaço comum. Quando o Conte Max está fundeado numa lagoa, a noite ganha o cenário aberto das Maldivas; quando navega, ouve-se a vida mecânica normal de um iate em viagem.
Camarotes twin, convés inferior (# 3 & 6)
Camarotes duplos, convés inferior (# 1, 2, 7 & 8)
Camarote individual, convés inferior (#4)
Camarote, convés principal (#9)
Camarote, convés superior (#11)
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e os regressos das rotas registadas do Conte Max fazem-se em Malé, no aeroporto MLE. O transfer do aeroporto está incluído; um transfer adicional a partir de hotel é um serviço opcional. Para uma chegada sem sobressaltos, vale a pena chegar a Malé na véspera e deixar margem para o embarque antes da saída do cruzeiro.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2004
- Ano de renovação
- Todos os anos
- Comprimento
- 33 m
- Boca
- 10 m
- Número máximo de passageiros
- 20
- Número de cabines
- 9
- Número de casas de banho
- 8
- Motores
- Yanmar 405 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 12 nós
- Botes de apoio
- Dhoni de mergulho
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