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Cruzeiros · Maldivas

Ocean Sapphire — madeira polida, canais e grandes encontros

O que torna este barco único

  • Iate de madeira de três conveses, com interiores em teca e pinho naturais polidos.
  • A rota The Best of Maldives liga Malé às zonas norte e sul do Atol de Malé e ao Atol Ari Norte.
  • O dhoni de mergulho acompanha o barco e leva o equipamento até aos locais.
  • O convés superior reúne quatro cabines com cama de casal e banheira, além de um jacuzzi para seis pessoas.

O convite

O Ocean Sapphire serve quem vem às Maldivas para mergulhar em canais, thilas e estações de limpeza, sem abdicar de uma noite confortável quando regressa à superfície. O barco combina o acabamento cuidado da teca e do pinho com uma operação de mergulho separada: o equipamento segue no dhoni, enquanto o iate fica como base para comer, descansar e navegar. A rota The Best of Maldives passa por pontos de Malé Norte, Malé Sul e Ari Norte, com mantas, tubarões de recife, cardumes e possibilidades de tubarão-baleia. É uma escolha forte para quem quer uma semana de mergulho organizada, com espaço para não mergulhadores e um lugar próprio para cada parte do dia.

Subir a bordo

A chegada faz-se a um iate de madeira com três conveses e interiores revestidos de teca e pinho. O acabamento polido dá ao salão e ao restaurante um ar mais cuidado do que o de um barco de trabalho simples, mas a vida a bordo continua centrada no mergulho: o equipamento não ocupa o espaço principal, porque segue no dhoni dedicado. O restaurante fica no convés principal, com um bar ao lado, e há outro bar no convés superior. Acima, o solário abre espaço para ficar ao ar livre, com chuveiros exteriores e jacuzzi. A renovação de 2018 ajuda a explicar a combinação entre estrutura de madeira e interiores ainda bem apresentados. O barco aceita grupos e charters, e também recebe não mergulhadores.

O ambiente a bordo

O ambiente é de grupo de mergulho, não de resort isolado. Até 22 passageiros partilham o restaurante, os bares e as deslocações no dhoni, e o convívio nasce naturalmente dos briefings, das fotografias e da identificação do animal que apareceu no último mergulho. A tripulação trabalha em inglês e dive guides acompanham os grupos numa proporção de seis mergulhadores para cada guia. À noite, o convés superior e o bar junto ao restaurante dão dois lugares diferentes para conversar: um mais aberto, outro mais próximo da mesa. Quem não mergulha não fica sem programa, com snorkeling acompanhado todos os dias e visitas a ilhas disponíveis.

Os locais onde se mergulha

A rota The Best of Maldives parte de Malé e regressa a Malé em oito dias e sete noites, passando por Malé Norte, Malé Sul e Ari Norte. Em Barracuda Giri, três pináculos concentram barracudas e cardumes até -30m; Banana Reef acrescenta formações de coral, tubarões de recife e raias-águia. Mushimasmigili Marine Reserve procura tubarões-cinzentos em água mais rasa, até -30m, enquanto Dhonkalo é um ponto de mantas até -25m. Maamigili combina a possibilidade de tubarão-baleia e manta até -30m. Kudarah Thila, com fendas, saliências e túneis, chega a -30m. Maamigili Beiyru também procura tubarão-baleia e raias-águia, até -30m. Guraidhoo e Myaru Kandu são canais de tubarões; Myaru Kandu chega a -30m. Foththeyo Kandu tem grutas e pelágicos até -40m. Dhigalhi Haa, Dhonfanu e Dhigu Thila chegam a -30m. Fushifaru Thila tem estações de limpeza de mantas até -35m.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo repete-se com variações: fusiliers, napoleões, tubarões-cinzentos, tubarões-de-pontas-brancas, tartarugas, barracudas, atuns, raias-águia e mantas aparecem em vários pontos. A corrente é parte do convite: traz cardumes para os canais e pode pôr grandes animais no campo de visão. O tubarão-baleia é procurado em Maamigili, Maamigili Beiyru e Dhonfanu; em Dhonkalo e Fushifaru Thila, as estações de limpeza são o motivo para esperar pelas mantas. Alguns encontros justificam um local preciso. Barracuda Giri é o ponto indicado para garoupas e anthias; Kudarah Thila para a caranguejeira-gigante; Dhigalhi Haa para coral mole e gorgónias; Maamigili para gaterins e peixe-porco-espinho; Myaru Kandu para o atum-dente-de-cão; Dhigu Thila para a tartaruga-de-pente; Fushifaru Thila para a raia-pastenague.

Quem vos põe na água

A operação trabalha com um máximo de seis mergulhadores por guia. A equipa comunica em inglês e dhivehi, e a entrada na água é feita a partir do dhoni que acompanha o Ocean Sapphire. É pedido um mínimo de 50 mergulhos registados e certificação AOWD ou equivalente, uma exigência coerente com canais e thilas onde a corrente pode fazer parte do mergulho. Os guias organizam os grupos e conduzem os briefings antes de cada saída. O barco declara equipamento completo de segurança, mas não especifica aqui oxigénio, desfibrilhador ou sistema de chamada. Não é uma operação orientada para mergulho técnico.

O convés de mergulho e o equipamento

O mergulho acontece a partir de um único dhoni de apoio, que transporta os cilindros e o equipamento até ao local e permite separar a área de mergulho da zona de alojamento. Estão disponíveis cilindros de 12 litros e pesos; os cilindros de 15 litros são alugados à parte. O enchimento é feito por dois compressores BAUER Mariner 320, com capacidade de 320 litros por minuto cada. As ligações aceitam DIN e estribo. O nitrox está disponível mediante suplemento, sem indicação de mistura ou sistema de produção. O aluguer de equipamento também é pago à parte. Há estação para câmaras e fotografia e pontos de carregamento. O dhoni leva ainda computadores, lanternas, boias de sinalização, bússolas, ganchos de recife e cintos de pesos.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o espaço mais claro é o convés superior: há solário, bar, chuveiros exteriores e um jacuzzi com lugar para seis pessoas. É onde se seca o equipamento pessoal, se revê uma fotografia e se observa a navegação entre canais sem ficar preso ao salão. O restaurante e o bar do convés principal oferecem uma alternativa à exposição ao sol, sobretudo depois de uma entrada com corrente ou de um mergulho mais exigente. Nos dias com menos água, o barco também organiza visitas a ilhas locais e ilhas desertas; pesca local, excursões terrestres e surf fazem parte das possibilidades a bordo.

Um dia a bordo

Um dia começa com o briefing e a preparação do primeiro mergulho, antes de o grupo seguir para o dhoni. Depois da entrada na água, o regresso traz o intervalo para comer, beber e trocar impressões antes da saída seguinte. O programa prevê até três mergulhos por dia, incluindo um mergulho noturno por semana; no último dia ficam previstos dois mergulhos. Entre pontos, o Ocean Sapphire navega enquanto os mergulhadores descansam no restaurante, no salão ou no convés superior. A refeição seguinte volta a encaixar-se entre mergulhos, sem horários rígidos publicados. Quando não há nova descida, o tempo pode passar no jacuzzi, no bar, no solário ou numa visita a uma ilha.

O que se come a bordo

A pensão completa acompanha o ritmo dos mergulhos, com refeições servidas entre as saídas para a água e o regresso ao barco. A cozinha combina pratos ocidentais e comida local, apresentada em buffet, por isso cada mergulhador pode comer pouco antes de voltar ao dhoni ou compor uma refeição mais completa depois. Há água mineral, café solúvel e chá. Bebidas alcoólicas e refrigerantes existem a bordo, mas não fazem parte do que está incluído. Num cruzeiro com até três mergulhos por dia, o buffet vale pela liberdade: não obriga o grupo a esperar por um serviço à mesa quando o intervalo é curto.

As noites no mar

As noites dividem-se entre cabines inferiores twin ou twin/double e cabines Deluxe Oceanview no convés superior. As cabines têm ar condicionado e casa de banho privativa; as superiores acrescentam cama de casal e banheira. Nas inferiores, a organização é simples e prática: mesa de vestir com cadeira, roupeiro e os produtos básicos de banho. A madeira polida prolonga para dentro da cabine o caráter do salão, sem transformar o espaço num quarto de hotel. Quem escolher o convés superior ganha mais luz e a banheira, enquanto as cabines inferiores respondem melhor a quem usa o quarto sobretudo para tomar banho e dormir entre mergulhos.

Camarote twin/duplo de luxo

Camarote twin de luxo

Camarote de luxo vista para o oceano

O que é preciso saber antes de embarcar

A rota The Best of Maldives começa e termina em Malé. O transporte de grupo entre o aeroporto e o barco está incluído, tanto à chegada como no regresso. Transferências privadas ficam fora desse serviço. Para uma viagem com ligação aérea e embarque, chegar a Malé na véspera é a opção mais prudente.

Ano de construção
2012
Ano de renovação
2018
Comprimento
35 m
Boca
10 m
Número máximo de passageiros
22
Número de cabines
11
Motores
Daewoo 480 cv
Botes de apoio
1 dhoni de mergulho
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