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Basilisk — uma pequena expedição às Seychelles remotas
O que torna este barco único
- Catamarã de expedição para no máximo seis passageiros, pensado para cruzeiros de mergulho feitos à medida.
- A antiga embarcação de pesca do Atlântico Norte passou por uma transformação para investigação marinha e foi convertida em iate de expedição em 2015.
- O mergulho é feito com dois compressores de ar, um guia para até seis mergulhadores e dois botes de apoio.
- As rotas chegam a Astove e às ilhas interiores das Seychelles, com naufrágios, paredes, granito e encontros possíveis com raias, tartarugas e tubarões.
O convite
A Basilisk não é escolhida para passar alguns dias ao largo de Mahé e regressar sempre aos mesmos pontos. É escolhida para chegar onde poucos barcos chegam, sobretudo nas expedições para Astove e para as ilhas exteriores, e para adaptar a viagem ao grupo que está a bordo. O seu alcance de 6 000 milhas náuticas permite ligar zonas remotas das Seychelles sem transformar cada decisão numa corrida contra o combustível. Há espaço para seis passageiros, um guia de mergulho e uma tripulação que pode ajustar o programa ao nível do grupo, às condições do mar e aos interesses de quem viaja. Isso faz diferença quando um mergulhador prefere uma parede e outro quer passar tempo num naufrágio, ou quando uma tarde de mar aberto merece uma paragem em terra. A Basilisk serve quem vai às Seychelles para mergulhar longe das rotas fáceis, não quem procura um hotel flutuante com atividades de mergulho pelo meio.
Subir a bordo
A Basilisk chega-se a conhecer como uma embarcação de trabalho convertida, não como um iate construído para esconder a sua origem. Foi construída para a pesca no Atlântico Norte, passou por investigação marinha e ganhou uma nova vida como navio de expedição em 2015. Essa história está na disposição prática: há áreas pensadas para equipamento, botes e carga, e não apenas para receber passageiros. A circulação faz-se por vários níveis ligados por escadas de navio. As duas cabines inferiores exigem subir e descer escadas a partir do nível principal, e entrar nos botes pede equilíbrio quando há ondulação. Em troca, o barco foi feito para sair da costa e continuar a navegar durante muito tempo, com espaço exterior suficiente para que o grupo se espalhe entre mergulhos. A chegada não promete polimento de marina; promete uma base de expedição sólida, funcional e preparada para mudar de rumo quando o mar manda.
O ambiente a bordo
Com seis passageiros no máximo, o grupo deixa rapidamente de ser uma fila de desconhecidos. As refeições são partilhadas no mesmo espaço onde ficam câmaras e equipamento, e a conversa passa naturalmente do peixe visto no mergulho para a ilha que aparece no horizonte. Numa viagem longa, essa proximidade pesa menos porque há vários lugares para estar: salão, aft deck e fly deck. A tripulação não fica confinada a uma função visível. Ajuda a preparar a saída, recebe os mergulhadores no regresso, mantém o barco a funcionar e adapta o programa quando o mar altera os planos. À noite, o ambiente é de expedição pequena: fotografias, histórias do dia e um convés aberto em vez de animação organizada. Quem procura isolamento absoluto deve escolher uma cabine privada; quem gosta de um grupo pequeno, em que todos sabem quem mergulhou onde, encontra aqui a escala certa.
Os locais onde se mergulha
Astove Atoll é o ponto forte para quem procura uma parede: o recife cai abruptamente da zona rasa para o azul profundo, até aos -40 m. É ali que se pode procurar tartarugas-verdes e, com sorte, tubarões-cinzentos, touro, martelo ou de pontas-prateadas. A parede pede controlo de profundidade e atenção à corrente; não é apenas um passeio sobre um recife. Nos arredores de Mahé, os naufrágios dão outro tipo de mergulho. O Ennerdale Wreck repousa até aos -30 m e transformou um grande petroleiro britânico num recife artificial onde aparecem garoupas, barracudas, raias-águia e tubarões-enfermeiros. O Dredger Wreck também chega aos -30 m, com cardumes de pargos, moreias e predadores camuflados. As Twin Barges, em Bel Ombre, ficam até aos -26 m e concentram carangues, peixes-leão, peixes-pedra e moreias; podem ainda render polvo e peixe-porco-espinho. O Aldebaran Wreck desce aos -40 m e junta peixe-morcego, moreias, xaréus e uma raia-pastinaca. Em Cap Matoopa, até aos -24 m, as fendas e cavernas de granito passam por um canal frequentado por tartarugas, raias-águia e, em determinadas condições, mantas e tubarões-de-pontas-brancas. As partidas registadas incluem a Aldabra Diving Expedition entre Mahé e Astove, com regresso de Astove a Eden Island, em 10 dias e 9 noites; a rota inversa Astove–Mahé, também em 10 dias e 9 noites; e a Aldabra Once in a Lifetime Expedition, de Eden Island a Eden Island, em 15 dias e 14 noites. Há ainda Inner Islands Explorer, de Eden Island a Eden Island, em 9 dias e 8 noites, e expedições de observação de baleias para Bird e Denis Islands, em 10 dias e 9 noites.
O que se encontra debaixo de água
Em quase toda esta rota, o cenário é feito de carangues, moreias-gigantes, rascassos, xaréus, fusiliers, peixes-morcego, raias-águia, raias-pastinaca, peixes-leão e pargos-amarelos. São animais que dão escala ao mergulho: uma moreia numa fenda, uma raia a passar sobre a areia, um cardume que fecha a luz por alguns segundos. O interesse está também nos encontros ligados a um local preciso. Cap Matoopa é o ponto a procurar para manta, tubarão-de-recife e squilla. No Ennerdale Wreck podem aparecer tubarão-de-recife e tubarão-enfermeiro. Astove Atoll é o local indicado para tubarão-touro e tubarão-martelo. Nas Twin Barges, a lista muda de tom: pode surgir uma caranguejo-de-olhos-grandes, polvo, peixe-porco-espinho, peixe-anjo ou peixe-papagaio. O mergulho em Astove vale ainda pelas tartarugas-verdes e pelos grandes peixes de recife. Nada disso é garantido; a razão para ir é colocar o mergulhador no lugar onde cada encontro pode acontecer.
Quem vos põe na água
Há um guia de mergulho para um máximo de seis mergulhadores, e a tripulação comunica em inglês, francês e crioulo. O nível mínimo pedido é AOWD ou equivalente, com pelo menos 50 mergulhos registados. A Basilisk aceita mergulhadores autónomos, não uma escola a bordo: o guia faz o briefing, acompanha o grupo e ajuda a ler o local, mas não dá formação de mergulho. Cada cruzeiro começa com um check dive para confirmar a flutuabilidade e voltar a ganhar confiança num ambiente diferente. Os grupos são organizados em função da experiência e das condições do local, e cada mergulhador continua responsável por planear e executar o seu mergulho com segurança. Há oxigénio de emergência, primeiros socorros, rádios, AIS, EPIRBs, telefone por satélite e jangadas de salvamento. O capitão pode alterar os locais quando o mar, a corrente ou a ondulação tornam o plano inseguro.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho fica no pontão inferior, junto à sala de mergulho e aos dois compressores Coltri, com capacidade para encher oito cilindros cada. O enchimento é de ar; não há nitrox. Não há aluguer regular de equipamento, por isso o mergulhador deve levar o seu material, com exceção do que estiver previsto para o lastro e os cintos. Há adaptadores DIN, espaço individual para guardar o equipamento, bandeiras de sinalização e tanques separados de água doce para lavar câmaras e equipamento subaquático. A entrada e a saída da água fazem-se a partir dos botes de apoio. O SAFEBoat de 7,6 metros, com dois motores Honda de 136 HP, GPS e sonda, é o bote principal de mergulho; um Highfield RIB de 3,6 metros, com motor Honda de 20 HP e sonda, apoia outras deslocações. O barco não está preparado para mergulho técnico. O convés foi pensado para repetir este processo várias vezes, sem transformar cada intervalo numa operação confusa.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o aft deck é o centro da vida a bordo. Fica à sombra, recebe as refeições e deixa o equipamento de mergulho e as câmaras por perto, sem obrigar ninguém a atravessar o barco inteiro para preparar a próxima saída. É onde se secam fatos, se revê uma fotografia e se acompanha o movimento do tender. O fly deck oferece sol, sombra e uma vista mais aberta durante a navegação. Pode ser um posto de observação para golfinhos, baleias e mantas, ou simplesmente o lugar certo para ficar sozinho durante alguns minutos. Quando o programa inclui uma visita a terra, um segundo bote trata das deslocações que não são de mergulho. Nos dias com menos água, há caiaques, natação, snorkeling e excursões em terra, sempre dependentes do itinerário e das condições.
Um dia a bordo
O dia começa cedo, antes de o calor apertar, com café e a preparação do primeiro mergulho. Depois do briefing, o grupo segue do pontão para o SAFEBoat, que leva os mergulhadores até ao local e regressa para os recolher. De volta à Basilisk, há tempo para lavar câmaras, comer qualquer coisa e descansar antes da saída seguinte. As expedições de mergulho podem organizar três ou quatro mergulhos por dia, incluindo mergulhos noturnos. Entre eles, alternam-se refeições, duches, fotografias e períodos de navegação; não há uma hora fixa que sirva para todos os itinerários, porque o capitão e o guia ajustam o dia ao local, à corrente e ao mar. Num dia de parede, o barco pode avançar para outra zona depois do almoço. Num dia de naufrágios, o intervalo pode ser passado a rever a rota e a preparar a câmara. Ao cair da noite, o convés abranda, mas um último mergulho ainda pode abrir a porta ao polvo e às moreias que esperam a escuridão.
O que se come a bordo
A cozinha combina comida ocidental e local, servida em buffet ou à mesa. As refeições são preparadas a bordo e as restrições alimentares podem ser atendidas quando avisadas antes da partida; refeições vegetarianas são possíveis, mas a cozinha não oferece menu vegan. Há água, sumos, café e chá, e também são servidos snacks entre as refeições. A maior parte das refeições acontece no aft deck, à sombra, numa mesa grande onde também se conversa, se descarregam fotografias e se espera pelo próximo mergulho. Essa mesa tem uma função prática: depois de vários mergulhos, o prato quente e simples importa mais do que uma apresentação elaborada. A comida local aparece como parte da viagem, não como decoração, e a refeição é o intervalo que permite voltar à água com cabeça e corpo recuperados.
As noites no mar
As três cabines duplas ficam separadas umas das outras: duas nos pontões inferiores e uma no convés principal. Cada uma tem casa de banho privativa com duche de vidro, arrumação em gavetas, armários e prateleiras, além de ar condicionado regulável, ventoinha, luz de leitura e tomadas USB. As camas podem ser usadas como cama de casal ou separadas em duas individuais. A cabine do convés principal tem duas janelas com rede que podem ser abertas para deixar entrar ar fresco; as inferiores são mais resguardadas. Depois do jantar, o salão climatizado oferece sofás e luz controlada, enquanto o fly deck serve para ficar ao ar livre e observar o céu ou o mar. Não há Wi-Fi a bordo. À noite, a Basilisk fica mais silenciosa, mas continua a sentir-se como um barco de expedição: escadas, motores e movimento da água fazem parte do lugar.
Camarote duplo
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas registadas partem e regressam aos pontos indicados no itinerário, incluindo Mahé, Astove e Eden Island. As transferências entre aeroporto ou hotel e o barco são organizadas à parte e não estão incluídas. Os horários de embarque e desembarque dependem de cada cruzeiro e devem ser respeitados. É prudente chegar às Seychelles na véspera da partida.
O que o barco faz pelo oceano
A Basilisk usa um sistema elétrico apoiado por energia solar, tratamento anaeróbio das águas negras, retenção das águas cinzentas e dois dessalinizadores por osmose inversa. O projeto procura reduzir o consumo de combustível e usa produtos de limpeza ecológicos sempre que possível. A tripulação mantém os sistemas de segurança e as suas certificações regularmente atualizados.
- Ano de construção
- 2004
- Ano de renovação
- 2015
- Comprimento
- 27,4 m
- Boca
- 9,1 m
- Número máximo de passageiros
- 6
- Número de cabines
- 3
- Motores
- 2 × Cummins NTA855 400 cv
- Botes de apoio
- 1 × SAFEBoat 25 (7,6 m) com 2 Honda de 136 cv, GPS, sonda; 1 × Highfield RIB (3,6 m) com Honda de 20 cv, sonda
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