Cruzeiros · Seicheles
Explorer 1 — um catamarã pequeno para mergulhos longe da multidão
O que torna este barco único
- O Explorer 1 leva no máximo seis passageiros e mantém apenas três cabines, privilegiando espaço e grupos pequenos.
- Três compressores, um compressor de nitrox, plataforma de mergulho, convés sombreado e adaptadores DIN ficam a bordo.
- As rotas saem de Mahé e alcançam naufrágios, ilhas graníticas e atóis pouco visitados, com cruzeiros de dois a sete dias.
- A operação reduz o uso de plástico com fonte de água, garrafas reutilizáveis e produtos de higiene de menor impacto.
O convite
O Explorer 1 foi escolhido para chegar onde os barcos maiores não chegam com a mesma facilidade. A velocidade e a autonomia encurtam as navegações entre Mahé, as ilhas graníticas e os atóis, deixando mais tempo para mergulhar, fazer snorkeling ou desembarcar numa praia. O limite de seis mergulhadores muda a experiência debaixo de água: os grupos são pequenos e os locais remotos não recebem uma fila de barcos. É uma escolha para quem prefere decidir o programa com a equipa em função do mar, do interesse do grupo e da segurança, em vez de seguir uma rota rígida. Há cruzeiros curtos para provar a região e viagens de uma semana para ligar Mahé, Praslin, La Digue e Frégate. Nos itinerários mais exigentes, o barco parte para Bird, Denis ou Amirantes, onde a distância e a proteção dos atóis fazem parte do mergulho.
Subir a bordo
Ao subir a bordo, percebe-se que o Explorer 1 foi reconstruído para trabalhar como barco de mergulho, não apenas como alojamento flutuante. O catamarã a motor tem circulação entre os espaços exteriores, um cockpit, uma zona de refeições coberta junto à popa e acesso direto à plataforma de mergulho. No piso superior, o solário e o lounge traseiro oferecem lugares diferentes para quem quer apanhar sol ou ficar protegido. A cozinha, o salão e o cockpit principal ficam no interior, enquanto o jantar pode ser servido ao ar livre. O barco foi equipado para mergulho recreativo, técnico e profissional, o que se nota mais na organização do convés e no equipamento de emergência do que em acabamentos de luxo. A escolha de limitar as cabines, apesar de haver espaço para levar mais pessoas, é o ponto decisivo: há menos gente para ocupar os mesmos lugares e menos mergulhadores a descerem juntos.
O ambiente a bordo
O ambiente é de grupo pequeno desde o primeiro dia. Com seis passageiros no máximo, a equipa aprende depressa quem quer procurar animais grandes, quem prefere fotografar um naufrágio e quem precisa de um intervalo mais longo. A tripulação mantém o barco em ordem, prepara as refeições e acompanha a escolha dos locais, em vez de desaparecer depois do briefing. Inglês e francês são falados a bordo. Numa semana, este tamanho cria uma convivência próxima: as conversas continuam depois do jantar, as imagens são revistas no espaço de fotografia e as decisões do dia seguinte são discutidas com quem vai realmente conduzir os mergulhos. O barco recebe boas avaliações pela comida e pela equipa; o casco e os espaços têm uma avaliação mais modesta. A troca é clara: menos aparência de hotel novo, mas uma operação de mergulho mais pessoal e acesso a locais pouco frequentados.
Os locais onde se mergulha
Os naufrágios junto a Mahé dão ao Explorer 1 um núcleo de mergulho muito concreto. O Ennerdale Wreck desce até -30m: é o petroleiro britânico de 62.000 toneladas que se tornou um recife artificial, com garoupas, barracudas, moreias e possibilidade de procurar tubarões de recife. O Dredger Wreck também chega a -30m e concentra pargos, xaréus, moreias e peixes-pedra entre as estruturas. Em Bel Ombre, Twin Barges fica até -26m; as duas barcaças afundadas oferecem abrigo a xaréus, peixes-leão, peixes-pedra e moreias. O Aldebaran Wreck é o mergulho mais fundo desta seleção, até -40m, num cargueiro de pesca colonizado por peixes-morcego, peixes-leão, xaréus e raias. A Mini-Cruise Mahé dura dois dias e uma noite; a rota Wrecks & Shark & Rays dura três dias e duas noites; o Granite Tour dura sete dias e seis noites, com Mahé como partida e regresso nas partidas registadas. Existem também itinerários de quatro dias e três noites e expedições de seis dias e cinco noites para os atóis do norte e Amirantes.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, os encontros mais regulares são os que vivem à volta das estruturas: xaréus e moreias-gigantes aparecem nos quatro locais desta seleção, enquanto raias-pastenague, rascasses e peixes-leão surgem em vários deles. No Ennerdale Wreck, vale procurar barracudas, garoupas e tubarões de recife entre o casco e o recife artificial; o tubarão-cinzento de recife e o tubarão-baleia também estão registados apenas ali. Twin Barges pede outro olhar: tartarugas, polvos, peixes-porco-espinho, peixes-anjo, peixes-balão e peixes-papagaio são encontros ligados a este ponto específico. No Dredger Wreck, os pargos e os predadores camuflados dão vida às zonas de abrigo; no Aldebaran, os peixes-morcego e as raias acrescentam escala ao mergulho. Nada disso é garantido. O interesse está precisamente em procurar o animal certo no local certo, sem transformar uma ficha de avistamentos numa promessa.
Quem vos põe na água
Os mergulhos são organizados com um guia por grupo, até seis mergulhadores. Antes da primeira entrada há briefing de segurança e definição do programa, que pode mudar com o tempo, os interesses do grupo e as condições do mar. A equipa fala inglês e francês e tem formação STCW em rádio, incêndio, primeiros socorros e sobrevivência no mar, além de qualificações de Rescue Diver, Oxygen Provider, Emergency First Responder e operação de câmara hiperbárica. O barco tem uma estação de oxigenoterapia com reserva médica de 20.000 litros e uma câmara de descompressão; a tripulação está treinada para usar esse equipamento. Há formação de nitrox e mergulho profundo a bordo, mediante pagamento. As expedições para Bird, Denis e Amirantes são destinadas a mergulhadores experientes, com nível Advanced ou equivalente e capacidade para alguns mergulhos até 42 metros; a certificação nitrox é exigida nessas rotas, podendo ser feita a bordo.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem uma plataforma de entrada e saída da água, zona sombreada, tanques de lavagem, adaptadores DIN e espaço separado para lavar câmaras. Há três compressores, incluindo um compressor de nitrox, e o nitrox está disponível para mergulhadores certificados mediante suplemento. Existe equipamento de mergulho para aluguer, além de lanternas e computador nas configurações de equipamento usadas pelos cruzeiros. A tabela não especifica o volume nem o material dos cilindros, por isso é melhor confirmar essa escolha antes de reservar se o mergulhador precisa de uma configuração concreta. O barco leva um bote de apoio. O acesso à água faz-se pela plataforma, e o bote é usado para apoiar os mergulhadores e os desembarques em terra; não é descrito um sistema de recolha individual ou um método específico de entrada. O desenho geral favorece grupos pequenos e uma preparação concentrada no mesmo convés.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o lugar mais procurado é o convés superior: há solário, zonas exteriores e um lounge à ré onde se pode secar o equipamento, ler ou simplesmente deixar a navegação passar. O espaço de refeições coberto junto à plataforma permite ficar perto da operação sem permanecer no meio da preparação dos mergulhos. Quando o barco está fundeado, o bote de apoio pode levar passageiros até uma praia ou a terra para uma caminhada, uma visita a uma aldeia ou um mergulho com máscara e tubo. Os fundeios noturnos são escolhidos em águas calmas, muitas vezes junto a praias e enseadas, para permitir banho, snorkeling ou um mergulho noturno. O tempo sem mergulho não é preenchido com animação obrigatória: cada pessoa pode escolher entre sombra, sol, água ou terra.
Um dia a bordo
O dia começa cedo para quem quer fazer o primeiro mergulho: café, chá e bolos aparecem antes da entrada na água. O primeiro mergulho costuma acontecer às 7:00; o pequeno-almoço vem depois, por volta das 8:30, e a manhã segue com um segundo mergulho ou snorkeling. O almoço chega ao meio-dia. À tarde há outro mergulho às 14:30 e, quando o programa permite, um quarto às 16:30; se for noturno, este último pode ser adiado para as 18:30. Entre as entradas, o barco navega, o equipamento é preparado, as câmaras passam pelo tanque de lavagem e há tempo para descansar no convés. O chá da tarde acompanha o regresso à superfície. Depois do cocktail com petiscos, serve-se o jantar, normalmente às 19:30 ou mais tarde quando há mergulho noturno. A ordem pode mudar com o tempo, os intervalos de superfície e a rota, mas o ritmo é esse: água, comida, descanso e novamente água.
O que se come a bordo
A cozinha mistura pratos locais com uma abordagem mais cuidada, incluindo opções vegetarianas, peixe, frango, fruta, saladas, pão, queijo, omeletes e panquecas ao longo do dia. O pequeno-almoço surge depois do primeiro mergulho, quando o grupo já voltou à plataforma e pode comer sem pressa. O almoço interrompe a sequência de mergulhos e o lanche da tarde acompanha a navegação ou o regresso do convés. O jantar é servido ao início da noite, ou mais tarde quando há mergulho noturno. A mesa tem uma função prática: depois de três ou quatro entradas na água, uma refeição completa e simples de comer vale mais do que uma apresentação complicada. A cozinha crioula e o jantar ao ar livre dão ao barco uma ligação às Seychelles que não se encontra num menu internacional indistinto.
As noites no mar
As três cabines têm ar condicionado e ventilação reguláveis de forma independente, além de tomadas USB e Wi-Fi, exceto quando a rota passa por zonas remotas. A Aldabra é a master cabin, com duas camas grandes e casa de banho privativa. A Granite tem duas camas grandes e partilha a casa de banho; a Amirantes tem dois beliches individuais e também usa a casa de banho comum. As janelas são vigias. À noite, a diferença está menos na decoração do que na escala do barco: não há um corredor cheio de cabines nem um salão com dezenas de pessoas. Há um canto de leitura, música e vídeo para quem ainda não quer dormir, e a navegação noturna pode levar o barco para o próximo atol enquanto o grupo descansa. A água quente está disponível nos duches, mas a própria operação pede contenção no uso de água e papel higiénico.
Camarote master
Camarote duplo
Camarote individual com beliches
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas registadas para estes cruzeiros são de Mahé e regressam a Mahé; algumas rotas de mini-cruzeiro podem terminar em Praslin ou La Digue. O transfer entre o aeroporto e o ponto de embarque está previsto nos cruzeiros que partem de Mahé, enquanto os transfers locais não fazem parte dessa organização. O horário e o ponto exato de embarque são comunicados com a reserva. Como o primeiro dia começa de manhã, chegar a Mahé na véspera é a opção prudente.
O que o barco faz pelo oceano
O Explorer 1 usa uma fonte de água fria e quente e garrafas isotérmicas em vez de pequenas garrafas descartáveis. A operação procura aproximar-se de uma lógica de desperdício reduzido e evita cápsulas de alumínio para o café, usando uma máquina italiana tradicional. Há produtos de higiene com menor impacto ambiental, e a equipa pede que se poupe água e papel higiénico, apesar de o barco ter separador de água salgada. Também recomenda protetor solar que não prejudique os corais. Estas são medidas concretas de consumo a bordo; não há informação suficiente para atribuir ao barco um programa próprio de conservação, gestão de águas residuais ou regras específicas de fundeio.
- Ano de construção
- 2019
- Comprimento
- 17 m
- Número máximo de passageiros
- 6
- Número de cabines
- 3
- Número de casas de banho
- 2
- Motores
- 2 Yanmar turbo diesel de 6 cilindros e 440 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 10 to 12 nós
- Botes de apoio
- 1
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