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Cruzeiros · Austrália

Rum Runner — uma escuna de trabalho para mergulhar longe da multidão

O que torna este barco único

  • A Rum Runner é uma escuna motorizada de 1984, feita para viagens de mergulho e não para luxo.
  • A rota de 2 dias e 1 noite oferece até seis mergulhos, incluindo um mergulho noturno.
  • O grupo chega a no máximo 16 passageiros, com cabines em beliches e áreas comuns interiores e exteriores.
  • A Grande Barreira de Coral combina jardins de coral, pináculos isolados, passagens, cavernas e encontros possíveis com tubarões.

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O convite

A Rum Runner escolhe-se pelo que acontece dentro e fora de água, não pelo tamanho da cabine. É uma viagem curta para sair de Cairns, dormir sobre a Grande Barreira de Coral e fazer seis mergulhos sem regressar ao porto entre cada etapa. O barco leva os passageiros até zonas onde ainda se pode explorar longe da multidão, com um mergulho noturno incluído no programa. A recompensa está no acesso a pináculos, jardins de coral, paredes e passagens, além da possibilidade de procurar tubarões em locais mais isolados. Quem procura silêncio absoluto, espaço privado e acabamentos de iate deve escolher outro barco. Quem quer uma base simples, um grupo pequeno e muito tempo debaixo de água encontra aqui uma proposta mais direta: subir a bordo para mergulhar, comer, dormir e voltar a entrar na água.

Subir a bordo

A chegada deixa claro que a Rum Runner é um barco de trabalho. Construída em 1984, com casco de fibra de vidro, conserva o caráter de uma escuna motorizada que passa mais tempo a levar mergulhadores ao recife do que a impressionar no cais. Há uma sala comum, cozinha, zona de refeições e espaços exteriores cobertos e abertos; a circulação faz-se de forma prática, entre o convés, a plataforma de mergulho e os beliches. Durante a saída, os passageiros podem ajudar a puxar uma linha e içar uma vela com a tripulação. O barco não tenta esconder o que é: uma embarcação simples, social e funcional, onde as áreas comuns contam mais do que a decoração. O ano de construção explica parte do caráter; a vida a bordo depende sobretudo da forma como a tripulação gere o espaço.

O ambiente a bordo

O ambiente forma-se depressa porque o grupo permanece junto desde a saída até ao regresso. Com até 16 passageiros, toda a gente se cruza no convés, na mesa e na plataforma de mergulho; ao segundo dia, os nomes já substituíram a formalidade do embarque. A tripulação explica o primeiro local, adapta o mergulho à experiência de cada dupla e acompanha quem está enferrujado nos primeiros 20 minutos do primeiro mergulho. À noite, enquanto alguns se preparam para entrar na água, os restantes ficam no convés a conversar e a beber qualquer coisa. A vela também aproxima passageiros e tripulação: quem quiser pode ajudar a içá-la. O resultado é mais hostel flutuante do que retiro privado, com uma mistura de mergulhadores e praticantes de snorkeling da Austrália e de outros países.

Os locais onde se mergulha

A viagem de 2 dias e 1 noite parte de Cairns, chega à Grande Barreira de Coral e regressa ao mesmo porto. Cod Hole é procurado pelos meros-batata gigantes, com profundidade máxima de -16 m e corais moles, esponjas, nudibrânquios e wobbegongs. Pixie Pinnacle desce até -30 m: um pináculo isolado que reúne habitats desde o coral raso às gorgónias profundas, com possibilidade de raias-manta, raias-águia, tubarões-de-pontas-brancas e grandes cardumes. Hardy Reef chega a -20 m, com jardins de coral, peixes-palhaço entre anémonas e tartarugas numa lagoa protegida. Steve’s Bomme é um pináculo de -30 m que sobe até perto da superfície, onde podem aparecer tubarões-cinzentos, tubarões-de-pontas-brancas e wobbegongs. Agincourt Reef atinge -25 m e combina jardins de coral com o mergulho oceânico da orla exterior. The Fishbowl, até -28 m, forma uma bacia coralina com passagens estreitas, garoupas, peixe-leão e raias-laguna de manchas azuis.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros repetem-se sem tornar os mergulhos iguais. Fusiliers, nudibrânquios, carangues-de-olhos-grandes, peixes-morcego, peixes-papagaio e peixe-leão aparecem em vários locais, entre cardumes, cabeças de coral e paredes. O interesse está também no que leva a escolher cada ponto: em Agincourt Reef pode surgir um napoleão e há peixe-borboleta; em Pixie Pinnacle concentram-se as possibilidades menos comuns da rota, como raia-manta, moreia, caranguejo e castanheta; em Hardy Reef pode procurar-se o tubarão-de-recife e o labrídeo; em Cod Hole, o destaque é o coral mole e os meros-batata. Steve’s Bomme acrescenta a expectativa de tubarões-cinzentos, enquanto The Fishbowl junta grandes peixes de recife em torno da formação em bacia. São encontros possíveis, não promessas: o recife decide o que aparece.

Quem vos põe na água

A tripulação trabalha em inglês e o briefing inicial cobre a segurança geral do mergulho e os detalhes do primeiro local. Os mergulhos são organizados com um companheiro e ajustados ao nível de experiência de cada pessoa, em vez de impor o mesmo ritmo a todo o grupo. Quem está enferrujado pode ser acompanhado por um membro da tripulação durante os primeiros 20 minutos do primeiro mergulho, antes de continuar com o seu companheiro. O barco recebe desde mergulhadores certificados a pessoas em formação, com instrutores PADI e cursos que vão da iniciação ao nível avançado. A bordo há oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza, alarmes de incêndio e extintores. Não está indicado um rácio fixo de guia por grupo, desfibrilhador ou número mínimo de mergulhos registados.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem uma plataforma de entrada na água e adaptadores DIN. O aluguer de equipamento é possível, e o barco dispõe de material de snorkeling para quem não mergulha. Depois da saída, o equipamento fotográfico pode ser lavado numa zona separada, longe do enxaguamento geral; há ainda estações de carregamento para câmaras e telefones. O regresso ao convés termina com acesso a duches de água quente. É uma configuração pensada para sair e voltar à água sem complicações. Não há informação sobre volume ou material dos cilindros, nitrox, compressor, boias de sinalização, marcas do equipamento alugado, botes de apoio ou sistema de entrada e saída além da plataforma. Para quem traz uma câmara, a separação da lavagem vale mais do que uma bancada improvisada; para quem depende de equipamento específico, convém confirmar a disponibilidade antes de partir.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o lugar mais importante é o convés. Há zonas abertas para apanhar sol e áreas cobertas para fugir dele, enquanto o barco fica fundeado ou retoma a navegação. Pode-se rever fotografias e vídeos, conversar com quem acabou de sair da água ou simplesmente deitar-se até ao próximo briefing. No regresso a Cairns, a viagem à vela torna-se parte do intervalo: o recife passa ao lado, e há a possibilidade de procurar golfinhos ou baleias no caminho. O espaço de fotografia tem carregamento e uma zona de enxaguamento separada para câmaras, o que evita misturar equipamento delicado com o material de mergulho. Não é um barco de grandes salões; o descanso acontece ao ar livre, entre uma entrada na água e a seguinte.

Um dia a bordo

O dia começa em Cairns, com encontro no escritório junto à Marlin Marina às 7.00 e saída aproximada às 7.30. Durante a viagem até ao recife, o equipamento é preparado e quem quiser pode ajudar a içar a vela. A chegada ao Thetford Reef acontece a partir das 11.00; segue-se o briefing e uma sequência de três mergulhos, com sessões de snorkeling e um mergulho noturno. Entre entradas na água há refeições, descanso no convés e tempo para conversar. Ao pôr do sol serve-se o jantar, e o barco fica ancorado em águas calmas antes de os mergulhadores noturnos se equiparem. Na manhã seguinte há mais dois mergulhos e snorkeling. O último mergulho inclui passagens e cavernas; depois de um almoço rápido, o barco parte antes do meio-dia. O regresso a Cairns acontece às 15.00, depois de uma última navegação pelo recife.

O que se come a bordo

A cozinha prepara refeições frescas a bordo, com buffet e uma mistura de cozinha ocidental e local. Existem opções vegetarianas e veganas, e há comida disponível ao longo do dia para acompanhar uma rotina de mergulho exigente. O jantar chega ao convés enquanto o sol desce atrás das montanhas de Cairns; depois, a mesa dá lugar à conversa e à preparação do mergulho noturno. De manhã, o pequeno-almoço segue-se ao primeiro mergulho e ajuda a recuperar antes da sessão seguinte. Entre os mergulhos há almoço, normalmente numa pausa curta antes de o barco voltar a navegar. A comida tem uma função prática neste tipo de viagem: manter o grupo alimentado sem interromper demasiado o tempo no recife.

As noites no mar

As noites são passadas em cabines com beliches individuais, em configurações twin ou partilhadas. O espaço é reduzido e a privacidade é limitada: a cabine serve para dormir e descansar, não para passar a tarde. Para uma noite, isso é uma troca razoável por permanecer no recife depois do jantar e do pôr do sol. Há ar condicionado, vigias, água quente nos compartimentos separados de duche e casa de banho, além de tomadas USB, 12 V e 240 V para carregar telefones e câmaras. O som do barco faz parte da experiência, sobretudo quando se dorme numa embarcação antiga de vela e motor. Quem viaja a dois pode encontrar uma cabine twin semi-privada; quem aceita partilhar ganha espaço no orçamento da viagem, mas não deve esperar um quarto de hotel.

com beliches

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o regresso são feitos na Marlin Marina, E Finger, Berth 3, em Cairns. O encontro é às 7.00 e a partida está prevista aproximadamente para as 7.30; o regresso ao porto está indicado para as 15.00 do segundo dia, com saída da cabine às 13.30. Não há transferência de aeroporto descrita para esta viagem. Chegar a Cairns na véspera é a opção prudente, para estar no cais sem depender de um voo ou transporte apertado na manhã do embarque.

Ano de construção
1984
Comprimento
20,1 m
Número máximo de passageiros
16
Número de cabines
16
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