Cruzeiros · Micronésia
Thorfinn — uma base estável para os destroços de Truk
O que torna este barco único
- O Thorfinn permanece fundeado na Lagoa de Truk, junto de uma concentração de destroços da Segunda Guerra Mundial.
- As saídas para mergulho fazem-se em dois botes cobertos de 10 metros, com acesso por escadas e apoio para câmaras.
- O programa inclui três mergulhos por dia, com dois no último dia; há opções adicionais e mergulho técnico.
- As 11 cabines têm ar condicionado, mas algumas partilham duches e casas de banho.
- São exigidos pelo menos 50 mergulhos e certificação AOWD ou equivalente.
O convite
O Thorfinn não tenta ser um liveaboard que muda de paisagem todas as manhãs. Fica na Lagoa de Truk e usa essa posição como base para chegar aos destroços próximos sem perder o dia em longas navegações. É uma escolha para quem quer mergulhar história: navios de transporte, petroleiros, aviões e carga de guerra cobertos por coral, com tempo para voltar ao mesmo destroço e o olhar melhor na segunda passagem. A semana pode incluir mais de 30 destroços, e os grupos seguem para locais diferentes nos botes de apoio, em vez de todos descerem no mesmo ponto. Entre mergulhos, há uma embarcação grande e estável, refeições, sombra e espaço para tratar fotografias. O ganho está aí: menos tempo a deslocar um hotel flutuante, mais tempo dentro da água.
Subir a bordo
Ao chegar, o que se encontra é um navio de aço com presença de embarcação de trabalho, não um catamarã leve feito para desaparecer na paisagem. A máquina a vapor e a dimensão do casco dão-lhe uma escala própria; a vida a bordo organiza-se em vários conveses ligados por escadas, com o salão, a sala de jantar, as cabines e o serviço de mergulho distribuídos pelo navio. A posição fundeada na lagoa muda a sensação da viagem: em vez de acordar num novo ancoradouro, regressa-se sempre a uma base conhecida depois de cada saída. O convés de embarque é baixo e pensado para reunir o equipamento antes de entrar nos botes. Há espaço para circular, mas não é uma casa sem limites; quem leva muito equipamento fotográfico ou técnico deve contar com uma rotina de arrumação rigorosa.
O ambiente a bordo
O ambiente forma-se depressa porque o barco reúne um grupo pequeno e porque quase tudo gira em torno dos mesmos destroços, das fotografias e da próxima entrada na água. A tripulação local trata do equipamento, das câmaras e dos botes enquanto os mergulhadores se concentram no mergulho. A comunicação faz-se em inglês e chuukese; falar inglês de forma clara e pausada ajuda no contacto com a equipa de origem maioritariamente pacífica. À mesa, o serviço de refeições é próximo e atento às dietas pessoais. À noite, o salão ganha outro uso: há filmes, livros e conversas sobre o que apareceu dentro de um porão ou junto de uma hélice. Não é um ambiente de resort anónimo; a mesma equipa recebe os mergulhadores, prepara o bote e volta a encontrá-los no regresso.
Os locais onde se mergulha
A rota registada é Truk Lagoon Trip, de Weno Island a Weno Island, com oito dias e sete noites. O Thorfinn permanece na lagoa e envia os botes para uma concentração de destroços da frota japonesa afundada durante a Segunda Guerra Mundial, em vez de gastar a semana a deslocar-se entre ilhas. Entre os nomes destacados estão o Fujikawa Maru, conhecido pela carga de aviões, o Shinkoku Maru, coberto de coral, o Heian Maru, acessível a mergulhadores recreativos, e o San Francisco Maru, procurado por mergulhadores avançados pelas suas secções profundas. Há também mergulhos de recife e paredes, para quando o grupo quer sair da história metálica dos navios. A profundidade varia muito entre os destroços; o barco exige AOWD ou equivalente e permite organizar perfis técnicos para quem tem formação adequada. Em uma semana, podem ser explorados mais de 30 destroços.
Quem vos põe na água
Os grupos de mergulho trabalham normalmente com um guia para quatro ou cinco mergulhadores. A equipa fala inglês e chuukese, e os briefings explicam o destroço, o plano, a navegação e os limites do mergulho antes da entrada na água. Pode seguir-se o guia ou, quando o grupo tem experiência para isso, explorar de forma mais independente dentro do plano combinado. A exigência mínima é de 50 mergulhos registados e certificação AOWD ou equivalente. Mergulhos de penetração exigem experiência e são tratados com especial atenção à navegação e à segurança interna dos destroços. Há oxigénio de emergência e primeiros socorros nos botes, e cada saída conta com comunicação por VHF. Formações adicionais, incluindo cursos de mergulho recreativo, nitrox, profundo, destroços e fotografia subaquática, podem decorrer a bordo com instrutores.
O convés de mergulho e o equipamento
O equipamento de mergulho está organizado para operações repetidas a partir dos botes. São fornecidos cilindros de 12 litros e lastro; cilindros de 15 litros podem ser alugados. O barco trabalha com cilindros de alumínio, adaptadores DIN e dois compressores Bauer: um produz 21 cfm até 5.000 psi e o outro 7,5 cfm até 5.000 psi. Nitrox está disponível com suplemento; o Thorfinn também suporta mergulho técnico e misturas personalizadas mediante organização prévia. O aluguer inclui material Mares, desde regulador, colete e computador até máscara, barbatanas e luz. As duas embarcações cobertas de 10 metros têm compartimentos sob os bancos, prateleiras para câmaras, escadas de acesso e duches de água doce; há ainda botes menores para separar grupos. No regresso, há toalhas, água fresca, duches quentes no convés, tanques de lavagem e apoio para enxaguar e guardar o equipamento.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é o salão junto às mesas de fotografia. As câmaras podem ser enxaguadas, levadas para as mesas de serviço e ligadas a tomadas de 110 ou 220 V enquanto se revê o que foi fotografado. Quem não está a editar imagens pode ficar no convés protegido do sol, ler na biblioteca ou simplesmente deixar passar o intervalo com uma bebida e uma toalha seca. O convés superior tem espreguiçadeiras e sombra; o salão interior oferece ar condicionado, filmes e livros sobre peixes e destroços. Como o Thorfinn permanece fundeado, estas pausas não são passadas a esperar que o barco chegue ao próximo destino: espera-se apenas pelo próximo mergulho.
Um dia a bordo
O dia começa antes do primeiro mergulho, com café, chá e produtos acabados de cozer no salão. O pequeno-almoço é servido às 7:00, e o primeiro briefing antecede a saída das 8:00. O bote demora em média 10 minutos até aos locais próximos; a equipa ajuda nos preparativos finais, passa câmaras e luzes e conduz os mergulhadores até à água. Depois do regresso vêm o duche quente, a toalha seca, a água fresca e o equipamento encaminhado para lavagem e arrumação. O almoço e os snacks entram nas pausas entre os mergulhos, enquanto as fotografias passam para as mesas de serviço. O programa incluído prevê três mergulhos por dia e dois no último dia, mas a operação diária publicada pode chegar a quatro mergulhos e a um mergulho noturno depois do jantar, quando as condições permitem. À noite, a lagoa fica para trás do salão, dos livros e das conversas sobre o próximo destroço.
O que se come a bordo
O pequeno-almoço começa cedo, com café, chá e produtos acabados de cozer para quem já está acordado, seguido de um pequeno-almoço preparado por encomenda na sala de jantar. As restantes refeições são escolhidas diariamente pelo cozinheiro a partir de um menu variado, com cozinha ocidental e local e atenção a restrições alimentares. A mesa tem uma função prática neste barco: depois de um mergulho, comer bem não é uma pausa decorativa, é o que permite voltar a vestir o equipamento mais tarde. Há refeições completas, bebidas quentes e frias e snacks ao longo do dia. A sala de jantar tem lugares para todo o grupo, por isso as refeições também são o momento em que se cruzam os grupos que passaram a manhã em destroços diferentes.
As noites no mar
As noites são passadas num navio que fica fundeado na lagoa, sem a sucessão constante de motores e mudanças de ancoradouro de um liveaboard itinerante. As cabines têm ar condicionado, televisão, leitor de DVD, toucador e armários; as cabines inferiores e a cabine principal têm casa de banho privativa, enquanto três cabines do convés superior partilham duches e casas de banho. Thor’s Lair é a opção mais ampla, com cama king size, sofá-cama, quatro janelas, frigorífico de bar e casa de banho grande. Fora da cabine, o salão tem janelas, luz indireta, sofás, livros e filmes. Mais tarde, o convés superior oferece espreguiçadeiras e abrigo para ficar ao ar livre. A noite pode acabar com um livro, imagens do mergulho no ecrã ou o céu sobre a lagoa.
Camarote duplo individual + (#4-8)
Camarote twin (#11)
Camarote duplo individual + (#9,10)
Camarote Thor’s Lair
Camarote duplo individual + (# 3)
O que é preciso saber antes de embarcar
A viagem começa e termina em Weno Island. O transfer de grupo programado liga o aeroporto ou um hotel local ao barco e faz o percurso de regresso ao aeroporto ou hotel no fim da viagem. Para evitar que um atraso de voo comprometa o embarque, é sensato chegar a Weno na véspera. O transfer é organizado para os voos previamente comunicados.
O que o barco faz pelo oceano
O Thorfinn instalou um sistema de energia solar com 36 painéis, capacidade anunciada de até 20 kWh, inversor de 40 kW e armazenamento em baterias de iões de lítio. O sistema fornece energia a parte das operações a bordo durante a noite, reduzindo o recurso ao combustível e o ruído noturno.
- Ano de construção
- 2005
- Ano de renovação
- 2008
- Comprimento
- 58 m
- Boca
- 10 m
- Número máximo de passageiros
- 22
- Número de cabines
- 11
- Motores
- Fredriksstad Mek 4 cyl. double compound steam – 2,500 h.p. @ 140 rpm
- Botes de apoio
- 2 × Yamaha 150's; 2 × Yamaha 60's; 1 × Yamaha 40's
- Site
- thorfinn.net ↗
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