Cruzeiros · Papua-Nova Guiné
Febrina — um clássico de mergulho no mar de Bismarck
O que torna este barco único
- Um liveaboard tradicional e mais antigo, renovado em 2010, pensado para mergulhadores e fotógrafos.
- A operação costuma oferecer quatro mergulhos diurnos e um mergulho noturno por dia.
- O convés de mergulho fica à popa, ao nível da água, com acesso simples ao mar.
- Há nitrox disponível, adaptadores DIN, zona de fotografia e lavagem separada para câmaras.
- Os itinerários ligam Kimbe Bay, Rabaul, Witu Islands, Fathers Reefs, New Hanover e Kavieng.
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O convite
A Febrina é escolhida por quem quer mergulhar muito, viajar por águas remotas e aceitar um barco com história em vez de procurar um hotel flutuante. É uma embarcação tradicional, sem pretensões de luxo, mas organizada à volta do que interessa debaixo de água: muitas horas de mergulho, espaço para câmaras e acesso direto ao mar. A rota pode levar a recifes de Kimbe Bay, aos montes submarinos dos Fathers Reefs, às baías de areia negra das Witu Islands ou aos canais de Kavieng e New Hanover. O ponto forte está nessa variedade: corais e paredes num mergulho, pequenos animais noutro, corrente e peixe pelágico no seguinte. Para fotógrafos e mergulhadores que preferem um programa cheio à decoração polida, a Febrina faz sentido.
Subir a bordo
A Febrina tem o ar de um barco de trabalho que continua a fazer aquilo para que foi construído. É uma embarcação mais antiga, construída em 1972 e renovada em 2010, com um desenho tradicional e funcional. A circulação faz-se entre o convés e as cabines inferiores por escadas do tipo escada de mão; não é o barco certo para quem precisa de acessos sem desníveis. Em troca, o ambiente é compacto e o grupo cruza-se facilmente ao longo do dia. A capacidade prevista é de até 12 passageiros, distribuídos por sete cabines, o que mantém a operação pequena. O salão tem ar condicionado, há uma área exterior e o convés de mergulho ocupa claramente o centro da vida a bordo.
O ambiente a bordo
O ambiente é de grupo pequeno, com mergulhadores, fotógrafos e alguns acompanhantes que podem participar em atividades de snorkeling. A tripulação combina elementos locais e internacionais e fala inglês. Ao longo da semana, a mesma equipa trata das cabines, das refeições, do equipamento e das entradas na água, por isso o trabalho torna-se rapidamente familiar. Os viajantes que regressam destacam sobretudo a tripulação e a comida, com notas de 9,6 e 10,0, enquanto o barco recebe 8,5: a embarcação tem idade e limitações, mas as pessoas compensam-nas com serviço próximo. À noite, o centro da vida a bordo é o salão e a conversa entre mergulhos, fotografias e o plano do dia seguinte.
Os locais onde se mergulha
A Febrina percorre várias zonas do mar de Bismarck, em rotas desenhadas conforme a época e as condições do mar. Kimbe Bay oferece jardins de coral, paredes, montes submarinos e grande variedade de peixe; Fathers Reefs acrescenta formações vulcânicas, arcos, passagens e ação de tubarões, raias, tartarugas e cardumes. Nas Witu Islands, as baías de areia negra favorecem mergulhos de pequenos animais, enquanto os montes submarinos trazem peixe de passagem. Rabaul é a escolha para mergulhos de cais e macro, com fundos arenosos cheios de pequenos animais, além dos recifes vulcânicos exteriores. Kavieng e New Hanover combinam jardins de coral, paredes e canais de corrente, com cardumes, raias e tubarões; também há destroços quando as condições permitem. As partidas registadas incluem viagens de nove dias e oito noites entre Rabaul e Kimbe Bay, de 11 dias e 10 noites em circuito de Kimbe Bay e de 11 ou 12 dias entre Kimbe Bay e Kavieng.
O que se encontra debaixo de água
Debaixo da Febrina, o espetáculo muda de escala conforme a zona. Em Kimbe Bay, corais duros e moles, grandes leques, esponjas e cardumes ocupam recifes e montes submarinos; atuns, barracudas, xaréus e, por vezes, tubarões-martelo ou tubarões-de-pontas-prateadas aparecem nos pontos mais expostos. Nas Witu Islands, uma baía de areia negra como Wire Bay pode revelar peixe-folha, nudibrânquios e camarões, sobretudo para quem abranda e procura. Em Rabaul, os mergulhos de cais são terreno de caça para peixe-sapo, peixe-cachimbo-fantasma, camarões, polvo-coco, caranguejos e nudibrânquios. Os canais de Kavieng concentram cardumes de barracudas, xaréus e atuns quando a corrente acelera, enquanto raias e tubarões patrulham as paredes. Nos Fathers Reefs, os montes submarinos atraem tubarões e peixe de passagem, mas também cavalos-marinhos-pigmeus, camarões e caranguejos escondidos no relevo.
Quem vos põe na água
A tripulação fala inglês e é formada em primeiros socorros. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, botes salva-vidas, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar, radar, radiobaliza e foguetes de sinalização. Existe também alarme de incêndio, extintores, bomba de esgoto e vigilância da casa das máquinas. Não são indicados o número de guias ou instrutores, o rácio de cada grupo, qualificações específicas, cursos realizados a bordo ou um número mínimo de mergulhos registados. Em locais com corrente forte, pode ser montada uma linha de segurança entre o barco e a amarração, permitindo aos mergulhadores agarrar-se enquanto observam a passagem da vida pelágica.
O convés de mergulho e o equipamento
O mergulho começa num grande convés sombreado, com plataforma à popa e um duckboard ao nível da água, de onde se entra diretamente no mar. Há um bote de apoio de fibra de vidro com 18 pés para apoiar a operação e recolher mergulhadores. Estão disponíveis adaptadores DIN e nitrox, mas o nitrox é um extra e o certificado correspondente também pode ser cobrado à parte. O volume e o material dos cilindros, o tipo de compressor, as marcas do equipamento de aluguer e os sistemas de sinalização individuais não são especificados. Para fotógrafos, há mesa de trabalho, tomadas de carregamento e enxaguamento separado para câmaras. No regresso, há duches exteriores e espaço de lavagem.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o lugar mais útil é a zona exterior protegida, onde se pode deixar o equipamento a secar, rever fotografias ou simplesmente ficar longe do barulho do salão. A Febrina tem uma área dedicada à fotografia, mesa para câmaras e tomadas de carregamento, além de lavagem separada para equipamento fotográfico. O salão climatizado oferece uma alternativa quando o sol aperta ou durante a navegação. Há também uma esplanada e duches exteriores para tirar o sal antes de voltar à cabine. O intervalo não precisa de ser preenchido: numa operação com quatro mergulhos diurnos, sombra, água, comida e um lugar para organizar o equipamento já contam muito.
Um dia a bordo
O dia começa cedo: o primeiro mergulho está previsto para as 6h30. Depois do briefing e da entrada na água, seguem-se normalmente mais dois mergulhos durante a manhã, antes do almoço. O quarto mergulho acontece à tarde e, quando o programa o inclui, o dia termina com um mergulho noturno. Entre uma entrada e outra, há tempo para comer, enxaguar o equipamento, trocar fotografias e descansar à sombra. A navegação acontece enquanto o barco muda de recife ou de zona, e a tripulação prepara o próximo ponto antes de chamar o grupo. São quatro mergulhos diurnos na maioria dos dias, não uma promessa de mergulhos extra além do programa.
O que se come a bordo
A cozinha alterna pratos de estilo ocidental e cozinha local, com buffet e possibilidade de jantar à carta. Há opções vegetarianas e veganas, snacks ao longo do dia e um regime de pensão completa, importante quando o dia é repartido por vários mergulhos. O vinho ao jantar está incluído; cerveja, vinho e outras bebidas estão disponíveis a bordo, com as bebidas alcoólicas fora desse serviço incluído. A mesa tem aqui uma função prática: repor energia sem transformar cada refeição numa interrupção longa. A nota máxima atribuída à comida acompanha uma oferta mais variada do que a habitual num barco pequeno.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines abaixo do convés, com casa de banho privada e ar condicionado controlado individualmente. Há uma cabine dupla, cabines twin/double, cabines single maiores e cabines single mais pequenas, uma combinação particularmente útil para quem viaja sozinho sem querer partilhar o beliche. O espaço é prático, não luxuoso. A localização abaixo do convés aproxima o hóspede dos sons do barco: motores, água no casco e movimento da tripulação fazem parte da noite. Depois de um dia com vários mergulhos, a cabine serve sobretudo para tomar banho, dormir e voltar a sair para o convés. As cabines são para não fumadores e têm limpeza diária.
Camarote duplo 7
Camarote individual grande 5
Camarote individual grande 6
Camarote individual pequena 1
Camarote individual pequena 2
Camarote twin/duplo 3
Camarote twin/duplo 4
O que é preciso saber antes de embarcar
O porto de partida e de regresso depende da rota: as viagens registadas ligam Rabaul a Kimbe Bay, fazem circuito a partir de Kimbe Bay ou ligam Kimbe Bay a Kavieng. As transferências de aeroporto e hotel estão incluídas. Como os embarques podem acontecer em portos diferentes, chegar na véspera é a opção mais segura para começar a viagem sem transformar um atraso de voo num problema de embarque.
Planta do barco
- Ano de construção
- 1972
- Ano de renovação
- 2010
- Comprimento
- 22,3 m
- Boca
- 6,1 m
- Número máximo de passageiros
- 12
- Número de cabines
- 7
- Número de casas de banho
- 7
- Motores
- 2 × Cummins de 250 cv a 1800rpm cada um
- Velocidade de cruzeiro
- 8,5 nós
- Botes de apoio
- 1 × 5,5 m (fibra de vidro)
- Site
- mvfebrina.com ↗
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