
Loloata Dive Resort
★ 4,4/5 (513 avaliações)
a 3,8 km em linha reta
Port Moresby · Papua-Nova Guiné · Pacífico
Prof. máx. · 30 mEm The End Bommie, a parede vertical desce até aos 30 metros, revelando leques de gorgónias gigantes e a promessa de encontros com tubarões e raias.
A tua descida em The End Bommie começa tipicamente a partir de uma linha de amarração no topo do Horseshoe Reef, antes de seguires ao longo de uma parede de recife e uma crista de coral até ao pináculo. Este bommie, de forma aproximadamente circular, está rodeado por um crescimento luxuriante de corais, incluindo leques de gorgónias, chicotes-do-mar, corais moles e corais Tubastraea. A topografia oferece reentrâncias e saliências que servem de casa para inúmeras criaturas, desde os 5 metros de profundidade.
À medida que te moves ao longo da parede, a visibilidade permite que a luz solar ilumine as secções mais rasas, revelando a densidade da vida piscícola. Os cardumes de peixes de recife movem-se de forma sincrónica, ativados pela corrente, criando um espetáculo contínuo. É um local onde a escala é surpreendente, com a parede a estender-se verticalmente e a oferecer um perfil de mergulho que pode ser adaptado a diferentes níveis de experiência, desde os 5 metros até aos 30 metros de profundidade máxima.
A corrente em The End Bommie é variável e desempenha um papel crucial na ativação da vida piscícola. As melhores condições para observar os cardumes ocorrem na maré vazante inicial. No entanto, é importante estares preparado, pois as correntes podem variar de nulas na maré baixa a muito fortes ou extremas a meio da maré vazante, especialmente durante as marés vivas em torno da lua cheia e lua nova. A tua capacidade de lidar com a corrente será testada nestas condições.
Mantém o olhar atento no azul, pois a presença constante de tubarões e raias a patrulhar as águas mais profundas confere um elemento emocionante a cada mergulho. A qualquer momento, um vulto maior pode surgir das profundezas, tornando cada encontro uma experiência memorável. A parede atua como um íman para a vida pelágica, atraindo predadores que se alimentam dos abundantes cardumes de peixes de recife.
Para além dos grandes pelágicos, The End Bommie é um local recompensador para a vida macro. É um dos melhores locais a nível mundial para avistar o raro peixe-escorpião-rendado (Rhinopias aphanes), uma especialidade da Baía de Bootless. A tua atenção aos detalhes será recompensada ao procurar os discretos cavalos-marinhos-anões, que se escondem camuflados entre os corais e as algas, oferecendo um desafio visual e uma recompensa para quem os encontra.
A abundância geral de peixes no local é notável, com cardumes que se movem de forma sincrónica ao longo da parede. Um jardim de anémonas perto da amarração abriga centenas de peixes-anémona-vermelhos-e-pretos, proporcionando uma área rasa ideal para as paragens de segurança. Esta densidade de vida é um testemunho da saúde do ecossistema e da sua capacidade de sustentar uma variedade tão grande de espécies, desde o peixe-chato-crocodilo aos anthias.
Explorar a parede rochosa de The End Bommie é uma experiência dinâmica. A forma como a luz do sol interage com a parede à medida que desces e sobes cria diferentes atmosferas, revelando novas cores e sombras. É um local que te convida a abrandar, observar e absorver a complexidade do ambiente subaquático, onde cada fenda pode guardar um segredo e cada saliência oferece uma nova perspetiva sobre a vida marinha.
The End Bommie distingue-se não só pela sua topografia impressionante, mas pela promessa constante de encontros significativos. A possibilidade de ver espécies mais raras, como o peixe-escorpião-rendado e os cavalos-marinhos-anões, combinada com a vibrante vida piscícola e a presença de tubarões e raias, faz com que este local seja uma paragem essencial em Port Moresby. É um mergulho que permanece na memória, tanto pela sua beleza como pela sua intrínseca vida selvagem.
The End Bommie é acessível a partir de uma profundidade mínima de 5 metros, estendendo-se até aos 30 metros. O nível de experiência exigido varia de iniciante a avançado; embora seja fácil em maré baixa, pode exigir boas habilidades de manuseio de corrente quando as marés estão a correr. A corrente é variável, podendo ser muito forte ou extrema a meio da maré vazante, especialmente durante as marés vivas. A melhor época para visitar é durante todo o ano, com mares mais calmos e maior visibilidade de final de outubro a início de dezembro. De final de dezembro a início de abril, a visibilidade pode diminuir devido à estação húmida.