Cruzeiros · Indonésia
Mikumba Dua — um phinisi tradicional para mergulhar no coração de Komodo
O que torna este barco único
- Phinisi tradicional construído em 2006 e renovado em 2018, com interiores em teca, tetos de rattan e tecidos ikat.
- A rota de Komodo parte e regressa a Labuan Bajo e dura 5 dias e 4 noites.
- A plataforma de mergulho ocupa toda a largura da popa e dois botes rígidos levam os grupos aos locais mais remotos.
- A bordo viajam no máximo 10 passageiros, com cabines climatizadas, varanda acessível e espaço dedicado para equipamento e câmaras.
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O convite
A Mikumba Dua escolhe-se para combinar mergulho de corrente, encontros com mantas e tubarões e dias em que se deixa o equipamento para subir uma ilha ou remar numa baía. O barco mantém o caráter de um phinisi tradicional, mas foi renovado para uma viagem pequena e organizada. Com no máximo 10 passageiros, a experiência não tem a escala de um liveaboard cheio: a tripulação conhece rapidamente cada mergulhador, e os dois botes permitem sair do barco principal para procurar locais menos acessíveis. Komodo é o centro da viagem. Há pináculos varridos por correntes, canais estreitos, recifes tranquilos e fundos de areia onde o mergulho abranda para procurar macrovida.
Subir a bordo
A chegada faz-se a um barco de madeira com interiores trabalhados em teca, tetos de rattan e tecidos ikat. A renovação de 2018 acrescentou conforto sem apagar a identidade do phinisi: continua a sentir-se a embarcação antes de se sentir o hotel. Os quatro níveis distribuem o salão, as áreas exteriores e os espaços de descanso, permitindo passar do convés aberto para a sombra sem atravessar um corredor apertado. O salão reúne jantar, lounge, bar e cinema, enquanto os conveses servem também para refeições ao ar livre e para simplesmente observar as ilhas a passar. A plataforma de popa é o ponto de mudança: é ali que o barco deixa de ser apenas transporte e passa a ser a base dos mergulhos.
O ambiente a bordo
O ambiente é próximo sem ser forçado. A tripulação local e internacional trabalha muito perto dos passageiros durante o dia: ajuda a preparar o equipamento, leva-o depois do mergulho e mantém o barco a funcionar enquanto o grupo se concentra no mar. À noite, o salão transforma-se num ponto de encontro para jantar, ver um filme ou prolongar a conversa sobre o que apareceu no recife. As avaliações distinguem claramente as pessoas do barco: tripulação 9,7, comida 9,9 e mergulho 9,8, contra 9,4 para o barco. É uma combinação honesta: o casco tem mais idade, mas a energia da equipa e a qualidade da operação compensam essa diferença.
Os locais onde se mergulha
A rota de Komodo parte e regressa a Labuan Bajo e dura 5 dias e 4 noites. Batu Bolong é um pináculo oceânico de até -40 m, com recife colorido, tubarões de recife e grandes xaréus. Castle Rock desce até -30 m entre correntes ricas em nutrientes, cardumes de cirurgiões, tubarões e barracudas; Crystal Rock, também até -30 m, concentra tubarões de recife, cardumes e raias-manta. Siaba Besar é mais protegido, até -18 m, e favorece macrovida, cavalos-marinhos e fotógrafos. Shotgun e Tatawa Besar, ambos até -25 m, são mergulhos de deriva sobre paredes e recifes com tubarões, mantas e tartarugas. Cannibal Rock chega a -30 m e junta nudibrânquios, peixes-sapo e vida pelágica. Sebayur Kecil e Pengah Kecil atingem -25 m; Golden Passage, Siaba Kecil e Tatawa Kecil chegam a -30 m. Manta Alley fica até -20 m. Wainilu é o mergulho de areia e detritos dedicado à procura paciente de macrovida.

Batu Bolong →
Prof. máx. · 40 m

Castle Rock →
Prof. máx. · 30 m

Crystal Rock →
Prof. máx. · 30 m

Siaba Besar →
Prof. máx. · 18 m

Shotgun →
Prof. máx. · 25 m

Tatawa Besar →
Prof. máx. · 25 m

Cannibal Rock →
Prof. máx. · 30 m

Sebayur Kecil →
Prof. máx. · 25 m

Pengah Kecil →
Prof. máx. · 25 m

Golden Passage →
Prof. máx. · 30 m

Siaba Kecil →
Prof. máx. · 30 m

Tatawa Kecil →
Prof. máx. · 30 m

Manta Alley →
Prof. máx. · 20 m

Wainilu →
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, as fichas registam mantas, tubarões de recife, tartarugas-do-mar e nudibrânquios em 10 locais. As raias-águia aparecem em 9, os grandes xaréus em 8 e os corais moles em 7; barracudas e napoleões surgem em 6. Não é uma lista de encontros garantidos: as correntes e a atenção do grupo decidem o que aparece. Para procurar algo mais específico, Golden Passage é o ponto do peixe-vidro e do tubarão-leopardo, enquanto Siaba Kecil concentra registos de lagosta e peixe-anjo. Sebayur Kecil é o local do peixe-palhaço e do peixe-lima. Wainilu é a razão para procurar o peixe-mandarim no fundo de areia. Siaba Besar acrescenta o peixe-fantasma, o peixe-unicórnio e um registo isolado de tubarão. A força de Komodo está precisamente nesta alternância: grandes animais trazidos pela corrente e criaturas pequenas que só aparecem quando se abranda.
Quem vos põe na água
A operação conta com um instrutor de mergulho PADI e guias locais de mergulho nas viagens. A equipa fala inglês e indonésio. O acesso exige certificação Open Water ou Advanced Open Water e pelo menos 30 mergulhos registados; Komodo não é apresentado como uma viagem para quem acabou de obter o primeiro certificado. Antes de cada entrada, a tripulação participa na preparação e os mergulhos são organizados a partir do barco principal e dos botes. O equipamento de segurança inclui oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, radiobaliza e sistemas de alarme e extinção de incêndio. As instruções de segurança da equipa devem ser seguidas durante toda a viagem.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho ocupa toda a largura da popa, com uma estação sombreada, plataforma de entrada e saída, adaptadores DIN e tanques de enxaguamento. Cada passageiro tem um lugar atribuído para guardar o equipamento de mergulho ou snorkeling, e a tripulação ajuda na preparação antes da entrada e transporta o equipamento quando o mergulho termina. Dois botes rígidos insufláveis de 5 metros, com motores Yamaha de 40 HP, fazem a ligação aos locais de mergulho, praias e trilhos; têm escadas para facilitar a saída da água. Existe também uma zona de enxaguamento separada para câmaras e uma sala dedicada a fotografia, um detalhe importante para quem passa a semana a alternar entre correntes, macrovida e imagens de ambiente. O aluguer de equipamento é possível, mas os elementos disponíveis dependem da configuração escolhida para a viagem.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, a Mikumba Dua oferece sombra na área exterior de mergulho, terraços e vários níveis onde se pode estender uma toalha sem ficar preso ao salão. Os intervalos também podem levar a uma praia, a um trilho em terra ou à água, com dois kayaks e pranchas de stand up paddle disponíveis nos locais apropriados. Quando o barco navega, o melhor lugar muda com o vento e com a sombra. Há espaço para fotografar, ler na biblioteca ou deixar o corpo recuperar antes do próximo briefing.
Um dia a bordo
O dia começa cedo, com um pequeno-almoço ligeiro antes da primeira saída. No primeiro dia, a recolha dos passageiros acontece às 08:30, segue-se a preparação do equipamento e o briefing às 10:00, e o primeiro mergulho é um check dive em Penga. Depois do almoço, o barco navega para Padar e há um segundo mergulho às 14:00, antes do trilho até ao miradouro às 16:30. O jantar é servido às 19:00 e a apresentação da tripulação acontece às 20:00. Noutro dia, o grupo pode fazer um trilho para procurar dragões-de-Komodo às 07:00, tomar o pequeno-almoço principal às 09:00 e seguir para mergulhos com mantas, tartarugas e recifes calmos. A viagem soma 14 mergulhos em 5 dias, intercalados com refeições, navegação, praias e excursões em terra. No último dia, o mergulho final é às 10:00 e o regresso ao porto acontece aproximadamente às 16:00.
O que se come a bordo
A cozinha alterna pratos locais e ocidentais, servidos em buffet, com refeições completas e snacks ao longo do dia. Há opções vegetarianas e veganas, além de atenção a alergias e outras necessidades alimentares. Chá, café, água potável e refrigerantes estão disponíveis a bordo; cerveja e vinho podem ser comprados. Num cruzeiro com vários mergulhos, a mesa não é apenas uma pausa: é onde se recupera entre entradas na água, se comentam correntes e animais e se ganha energia para voltar ao convés de mergulho.
As noites no mar
As noites acontecem entre madeira, tecido e ar tropical. As cabines têm ar condicionado e ventoinha, casa de banho privada, roupa de cama, manta e toalhas de banho e de convés. As Master Cabins ficam no convés superior e têm varanda privada; as Lower Deck Cabins ficam mais recolhidas, com acesso às áreas comuns. A luz baixa do salão, o bar e o cinema dão uma alternativa quando a noite pede abrigo, enquanto os conveses permitem jantar ou ficar ao ar livre. Não há Wi-Fi a bordo. É uma noite para ouvir o barco, conversar depois do mergulho e acordar já perto de outra ilha.
Camarotes, convés inferior
Camarote master 2
Camarote master 1
O que é preciso saber antes de embarcar
A viagem parte do porto KP3, em Labuan Bajo, aproximadamente às 10:00, e regressa ao mesmo porto cerca das 16:00 no último dia. A recolha no hotel de Labuan Bajo é feita às 09:00; quem chega diretamente ao aeroporto de Komodo deve escolher um voo que aterre no máximo às 09:10 para permitir a transferência. A recolha do hotel ou aeroporto está incluída. Chegar a Labuan Bajo na véspera é a opção prudente, sobretudo porque a cidade pode estar muito movimentada em épocas de maior procura.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2006
- Ano de renovação
- 2018
- Comprimento
- 30 m
- Boca
- 7 m
- Número máximo de passageiros
- 10
- Número de cabines
- 5
- Número de casas de banho
- 5
- Motores
- Mitsubishi 8dc 350 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 8-10 nós
- Botes de apoio
- 2
- Site
- mikumbadua.com ↗
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