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Cruzeiros · Indonésia

Tiaré Cruise — uma phinisi indonésia feita para mergulhar

O que torna este barco único

  • Phinisi tradicional de madeira, com interiores e zonas exteriores revestidos em teca antiga recuperada de joglos.
  • O convés de mergulho tem 15 estações, dois barcos de apoio e grupos limitados a quatro mergulhadores.
  • Raja Ampat é servido em cruzeiros de 8 dias e 7 noites ou de 12 dias e 11 noites, com partida e regresso a Sorong.
  • Há uma sala dedicada à fotografia submarina, com bancadas, carregadores e espaço para tratar imagens.

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O convite

Escolhe-se o Tiaré para chegar a Raja Ampat num barco que mantém a forma e a matéria da Indonésia, sem transformar o mergulho num detalhe de uma viagem de luxo. A phinisi leva os mergulhadores para recifes onde a corrente concentra cardumes, mantas e tubarões, mas também sabe receber quem prefere fazer snorkeling, andar de caiaque ou visitar as ilhas. O ponto forte está na combinação: um barco tradicional, uma operação de mergulho muito organizada e espaço suficiente para passar uma semana sem viver em cima do equipamento. A sala de fotografia e o convés de mergulho separado fazem diferença para quem regressa à água várias vezes por dia. A comida também pesa na escolha: a cozinha combina pratos locais e internacionais e é o critério mais bem avaliado a bordo.

Subir a bordo

A chegada ao Tiaré não tem o ar de um barco montado à pressa para uma temporada. A madeira domina os espaços, com teca antiga recuperada de casas joglo, e dá ao salão, às zonas exteriores e às cabines uma textura irregular e quente. É uma phinisi de linhas tradicionais, mas organizada à volta do mergulho: o convés de popa concentra as estações, os barcos de apoio ficam prontos ao lado e a circulação entre cabine, salão e água é direta. O barco foi construído para navegar no arquipélago e renovado em 2016, o que explica o equilíbrio entre caráter antigo e sistemas modernos. A tripulação local e internacional está presente em quase todos os momentos, não apenas quando chega a hora do briefing.

O ambiente a bordo

O ambiente é de grupo pequeno, mas não de isolamento. Com 14 passageiros no máximo e uma relação tripulação-passageiro próxima de um para um, há sempre alguém a ajudar com uma garrafa, uma câmara ou uma saída para terra. Os mergulhadores acabam por se encontrar no convés, enquanto os não mergulhadores têm atividades próprias e não ficam à espera do resto do grupo. A tripulação fala inglês, alemão, japonês e indonésio. À noite, o salão e o grande convés dianteiro tornam-se o centro da vida a bordo: janta-se ao ar livre, revêem-se imagens e fala-se do mergulho seguinte. A comida tem uma avaliação muito alta; a tripulação fica logo atrás, o que combina com um serviço próximo e presente.

Os locais onde se mergulha

Nas rotas de Raja Ampat, o Tiaré parte e regressa a Sorong em cruzeiros de 8 dias e 7 noites ou de 12 dias e 11 noites. Manta Sandy é a paragem para procurar raias-manta numa estação de limpeza. Cape Kri reúne grandes cardumes, napoleões, fusileiros e tubarões de recife; é também o único local desta rota onde foi registado o mero-gigante. Em Blue Magic, o mergulho abre-se ao azul, com mantas oceânicas, atuns-de-dentes-de-cão, barracudas e tubarões wobbegong. Sardines concentra cardumes e predadores. Sorido Wall acrescenta uma parede de fusileiros, barracudas e tubarões de recife. Friwenbonda destaca corais moles, nudibrânquios, vermes planos e cavalos-marinhos-pigmeus. South Kri favorece a macrovida e, segundo os registos do local, chega a -30 m; Ransiwor desce até -30 m, com tartarugas e fusileiros de dorso amarelo. Cape Mansuar é uma deriva sobre o recife, com possibilidade de raias-mobula. Cross Over procura tubarões de recife de ponta preta entre cardumes de peixes-papagaio-de-bossa. Yenbuba Jetty, até -30 m, transforma a estrutura do cais num recife artificial de águas calmas. Sawandarek oferece tartarugas verdes gigantes em águas rasas e pouca ou nenhuma corrente. Mios Kon, até -30 m, é um lugar para procurar wobbegongs camuflados. Chicken Reef, também até -30 m, divide-se em quatro experiências de mergulho, com correntes e vida marinha diferentes.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros repetem um padrão rico: barracudas, tubarões de recife, tartarugas, napoleões, fusileiros, carangues, nudibrânquios, cavalos-marinhos-pigmeus e peixes-papagaio-de-bossa aparecem em vários pontos. Os corais moles dão cor às paredes e encostas, enquanto os cardumes transformam o azul num movimento contínuo. O interesse está também nas exceções. O mero-gigante foi registado apenas em Cape Kri; o caranguejo, em South Kri; e Yenbuba Jetty concentra anthias, donzelas e peixe-papagaio. Em Chicken Reef pode procurar-se cavalo-marinho, moreia, peixe-escorpião e peixe-cocher. Ransiwor é o local específico para polvo e peixe-palhaço. As mantas têm razões diferentes para aparecer: em Manta Sandy procuram a estação de limpeza, enquanto Blue Magic é um ponto de convergência no azul, onde também podem surgir mantas oceânicas. A corrente explica parte do espetáculo em Sardines e nos pontos de deriva, mas nenhum encontro é garantido.

Quem vos põe na água

A operação trabalha com três a quatro guias de mergulho por viagem, e cada grupo entra na água com no máximo quatro mergulhadores por guia. As certificações internacionais são aceites, e a organização separa os grupos de acordo com experiência e nível, para que um iniciante não seja arrastado para o ritmo de um mergulhador avançado. Os briefings acontecem antes de cada mergulho e definem profundidade, tempo, corrente e procedimentos locais. Há instrutores de mergulho e divemasters a bordo; os cursos são PADI, embora o Open Water e o Junior Open Water só estejam disponíveis em charter privado. Em cada mergulho, o colete leva um localizador ENOS e um bolso estanque com telemóvel e apito. O barco tem oxigénio principal e outro no barco de mergulho, kits de primeiros socorros e uma estação ENOS de receção.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de popa foi pensado para uma operação repetitiva: 15 estações de mergulho, uma caixa pequena para o equipamento de cada mergulhador e uma caixa grande sob cada banco. Existem cilindros de alumínio de 12 e 15 litros, além de cilindros de 7 litros para quem prefere levar menos peso. As válvulas aceitam ligações INT e DIN. Pode escolher-se ar ou Nitrox 32; o nitrox é um extra pago. Há dois barcos de mergulho de 6 metros, com motor de 90 hp e seis estações cada, usados para levar os grupos aos pontos de entrada e recolhê-los depois. O regresso encontra duas duches quentes no convés. Para fotógrafos, há sala própria, bancada de 10 metros, prateleiras, carregadores e uma zona de transferência de dados. O aluguer de equipamento é possível, mas deve ser reservado porque as unidades são limitadas. Cada mergulhador usa um sistema ENOS instalado no colete, com localização e chamada de emergência.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é o convés exterior à sombra, perto da zona de mergulho, onde se deixam toalhas, se toma um chá e se espera o sinal seguinte. O grande convés dianteiro serve para comer ao ar livre, apanhar sol ou simplesmente olhar para as ilhas enquanto o barco navega. Quem não mergulha pode sair de caiaque, fazer stand up paddle, snorkeling ou ir a terra. Há também uma sala interior climatizada, uma esplanada e espaço para massagens, um serviço pago. Quando não há pressa para a próxima entrada, Raja Ampat oferece o melhor intervalo possível: água, ilhas verdes e pouco mais para fazer.

Um dia a bordo

O dia começa antes da primeira entrada na água, com o briefing e a preparação do equipamento no convés de popa. Depois vem o mergulho, o regresso ao barco de apoio, o duche quente e uma refeição antes de voltar a descansar. A sequência repete-se ao longo do dia até quatro mergulhos, sempre com comida e snacks entre eles. Quando o barco navega, o intervalo passa-se no convés à sombra, no salão ou na frente, olhando para as ilhas e tratando fotografias. Os grupos podem ter ritmos diferentes, por isso nem todos entram e saem ao mesmo tempo. Se as condições permitirem, o mergulho noturno fecha o ciclo: equipamento preparado, briefing curto, saída pelo barco de mergulho e regresso quando o resto da embarcação já está mais silencioso.

O que se come a bordo

A cozinha é dirigida por dois chefs e alterna pratos locais indonésios com cozinha ocidental e internacional. As refeições seguem a sequência natural do mergulho: algo para comer antes ou depois da primeira entrada, almoço entre saídas, jantar quando o último mergulho termina, além de snacks ao longo do dia. Há buffet e serviço à la carte, com opções vegetarianas e veganas, e algumas refeições podem ser feitas ao ar livre. O barbecue na praia muda o cenário de uma noite. Numa semana com até quatro mergulhos por dia, a mesa não é apenas uma pausa: é onde se recupera, se revê o que apareceu no recife e se ganha força para voltar à água.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines climatizadas no convés inferior, com vigias e casa de banho privada. Há cabines duplas, twin e familiares; as quatro cabines king e as duas twin permitem escolher entre cama partilhada ou camas separadas. O espaço é luminoso e as casas de banho são amplas para um liveaboard, um detalhe que se nota depois de um dia de quatro entradas na água. A teca antiga prolonga-se pelos interiores e tira ao barco o aspeto anónimo de muitos navios de cruzeiro. No salão climatizado, o dia termina entre fotografias, conversa e vídeo. A internet existe, mas o sinal pode falhar nas zonas remotas. O motor continua a fazer parte da noite: isto é um barco de mergulho, não um hotel silencioso.

Camarotes duplos

Camarotes twin

Camarotes triplos

O que é preciso saber antes de embarcar

Os cruzeiros de Raja Ampat começam e terminam em Sorong. O check-in é às 12:00 e o check-out às 09:00; em dias de embarque, os passageiros que chegam cedo podem ser recolhidos diretamente e transferidos para o barco. As transferências de aeroporto e de hotel em zonas designadas estão incluídas nos dias de embarque e desembarque. Como Sorong exige ligações domésticas a partir de Jacarta ou Bali, chegar na véspera é a opção mais prudente.

Planta do barco

O que o barco faz pelo oceano

O Tiaré usa teca antiga recuperada de velhas casas joglo nos espaços interiores, exteriores, conveses e cabines, reduzindo a necessidade de usar madeira nova das florestas indonésias. A operação impõe boas práticas de mergulho: não tocar em corais vivos, não recolher vida marinha, prender o equipamento para evitar danos e manter distância durante a fotografia. Em zonas protegidas, não são permitidas a captura nem a remoção de organismos, conchas, pedras ou coral morto quando as regras locais o proíbem. O barco também orienta os mergulhadores sobre regras específicas de conservação quando estão oficialmente disponíveis.

Ano de construção
2013
Ano de renovação
2016
Comprimento
45,6 m
Boca
9 m
Número máximo de passageiros
14
Número de cabines
6
Número de casas de banho
6
Motores
Yanmar Turbo Diesel 500 cv
Velocidade de cruzeiro
10 nós
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