Cruzeiros · Indonésia
Tiger Blue — uma phinisi tradicional para mergulhar longe da costa
O que torna este barco único
- Phinisi tradicional de madeira de ironwood e teca, com convés aberto e cinco cabines com casa de banho privativa.
- Acomoda até 12 passageiros e aceita reservas por cabine ou cruzeiros privados.
- O mergulho decorre em grupos de no máximo quatro pessoas por guia, com dois a três mergulhos por dia.
- Opera em Komodo, Raja Ampat e outras rotas de exploração no leste da Indonésia.
- Há dois botes RIB para levar os mergulhadores aos recifes e recolhê-los depois da subida.
O convite
A Tiger Blue é para quem quer que o barco faça parte da viagem, não apenas o transporte entre um mergulho e outro. É uma phinisi tradicional, construída para grupos de amigos e famílias, com espaço suficiente para passar horas no convés sem ficar preso a uma sala fechada. A escolha faz sentido sobretudo quando a prioridade é chegar a recifes remotos com uma equipa pequena, mantendo a possibilidade de alternar mergulho, snorkelling, praias, aldeias e actividades na água. Em Raja Ampat, a rota procura a concentração de vida dos recifes, das mantas e das paredes cobertas de coral. Em Komodo, o mergulho acompanha correntes e marés, com a possibilidade de encontrar mantas, raias, tubarões e grandes peixes pelágicos. A bordo, o mergulho é tratado como o centro do dia; o resto existe para dar espaço ao corpo e aos olhos entre uma imersão e a seguinte.
Subir a bordo
Ao chegar, a Tiger Blue apresenta-se como um barco de madeira de linhas tradicionais, não como um hotel flutuante disfarçado. O ironwood e a teca dão ao casco uma presença sólida, enquanto os conveses abertos deixam entrar o vento, a luz e a paisagem das ilhas. A circulação é simples: a mesa e as zonas de descanso ficam no convés principal, o convés superior serve para apanhar sol e o convés de mergulho concentra a operação dentro de água. A construção em 2008 explica parte do seu carácter: há uma história no barco, mas os confortos essenciais estão presentes. A energia funciona durante todo o dia, há tomadas redondas de 220 V e o dessalinizador trabalha com uma reserva de água de 11 toneladas. Não é um barco pensado para acessibilidade reduzida. É uma base de mar que se conhece depressa, com os passageiros reunidos nos mesmos espaços e a tripulação ao alcance da voz.
O ambiente a bordo
A vida a bordo é próxima porque a operação reúne no máximo 12 passageiros e a tripulação trabalha em contacto directo com o grupo. O capitão, o cruise director que também é dive master, o chef, o sous-chef, dois responsáveis de cabine, dois engenheiros e dois marinheiros dividem entre si a rotina do barco, dos botes, da cozinha e dos mergulhos. A equipa monta o equipamento, acompanha os botes, trata das cabines e organiza as saídas a terra. A lavandaria está disponível a bordo, o que reduz a quantidade de roupa necessária para uma semana quente e molhada. Os passageiros podem reservar uma cabine numa saída com data marcada ou ocupar o barco inteiro num cruzeiro privado. Ao fim do dia, o convés superior ou uma praia pode receber o grupo para o pôr do sol; depois, a refeição junta novamente quem passou horas separado entre água, barco e ilhas.
Os locais onde se mergulha
A rota de Raja Ampat junta estações de limpeza, paredes, encostas de recife e zonas de corrente. Em Manta Sandy, procura-se a estação onde as raias manta de recife podem deslizar sobre o recife; Blue Magic concentra mantas oceânicas, cardumes, wobbegongs, atuns-de-dentes-de-cão e barracudas no azul. Cape Kri é conhecido pela biodiversidade de peixes, com grandes cardumes, napoleões, tubarões de recife e a possibilidade de procurar o mero-gigante. Sardines e Sorido Wall levam o mergulhador para cardumes, predadores e vida de parede; Friwenbonda destaca os corais moles, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus. South Kri combina corrente suave, cardumes e macrovida, incluindo o caranguejo registado apenas nesse local. Ransiwor, Yenbuba Jetty, Mios Kon e Chicken Reef atingem no máximo 30 m; o primeiro pode trazer tartarugas e fusileiros, o cais tem anthias e cavalos-marinhos-pigmeus, Mios Kon procura wobbegongs e camarões-arlequim, e Chicken Reef oferece quatro experiências no mesmo recife. Sawandarek tem tartarugas verdes e pouco ou nenhum corrente; Cape Mansuar e Cross Over acrescentam deriva, mobulas e tubarões de ponta preta. As partidas registadas incluem Raja Ampat, de Port of Sorong a Port of Sorong, por 8 dias e 7 noites, e Komodo, de Labuan Bajo a Labuan Bajo, por 6 dias e 5 noites ou 8 dias e 7 noites.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, barracudas, fusileiros, tubarões de recife, tubarões de ponta preta, tartarugas, napoleões, carangues, nudibrânquios e cardumes de peixes de recife aparecem em muitos dos locais. Os cavalos-marinhos-pigmeus surgem em vários pontos, enquanto os corais moles dão cor a paredes e encostas. O que torna Raja Ampat interessante é a mudança de escala no mesmo cruzeiro: um mergulho pode ser passado a seguir um cardume, o seguinte a procurar macrovida entre corais e o outro a observar uma estação de limpeza. Em Cape Kri, o mero-gigante é uma razão específica para entrar na água. Yenbuba Jetty concentra anthias e donzelas junto à estrutura do cais. Ransiwor é o ponto indicado para procurar o peixe-porco-titã, a ídola-dos-mouros e o polvo. Mios Kon acrescenta o camarão-arlequim. Em Chicken Reef, podem aparecer o cavalo-marinho, a moreia, o peixe-escorpião e o coral duro. Em Blue Magic e Cape Mansuar, o azul abre a possibilidade de mantas oceânicas e raias mobula; não são encontros garantidos, mas são precisamente os animais que justificam a espera e a corrente.
Quem vos põe na água
O grupo de mergulho é acompanhado numa proporção máxima de um guia para quatro mergulhadores. O cruise director é dive master e tem qualificações PADI, SMAS e SSI; a tripulação comunica em inglês, espanhol e indonésio. A Tiger Blue pede pelo menos 20 mergulhos registados e certificação Open Water Diver ou equivalente. Isso coloca a viagem num ponto claro: não é necessário ser mergulhador avançado, mas é preciso chegar com experiência suficiente para gerir o próprio equipamento e seguir o grupo em condições que podem mudar. Os briefings decorrem em bancos confortáveis na popa, antes de o equipamento seguir preparado para o bote. O guia acompanha cada grupo de, no máximo, quatro pessoas e a equipa adapta o local às condições e ao nível dos mergulhadores. Há oxigénio, kit de primeiros socorros, coletes e balsas de salvamento a bordo, além de GPS, radar, sonda de profundidade e comunicações VHF, SSB e telefone por satélite.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho foi pensado para uma operação simples entre barco e bote. Há cilindros de 12 litros e pesos, aluguer de equipamento, dois compressores, estação de fotografia e pontos de carregamento. O nitrox não está disponível e o barco não é indicado para mergulho técnico. O equipamento de mergulho incluído cobre máscara, tubo, barbatanas, fato curto ou comprido, colete, regulador e pesos; quem tem uma máscara bem ajustada pode preferir levar a sua. A entrada e a saída dos locais fazem-se através de dois RIB: um de 5,8 metros, com motor de 150 HP e capacidade para 10 pessoas, e outro de 3,8 metros, com 50 HP e capacidade para cinco. Depois da subida, os mergulhadores regressam ao convés de mergulho e têm dois duches de água doce para tirar o sal. Não há indicação de cilindros de 15 litros, configuração DIN ou estribo, tipo de metal dos cilindros, boias de sinalização ou duche quente.
Entre dois mergulhos
Entre os mergulhos, a Tiger Blue dá espaço para fazer pouco sem ficar sem opções. As duas espreguiçadeiras duplas do convés principal e a zona de descanso na popa servem para secar o fato, ler ou simplesmente acompanhar a passagem das ilhas. No convés superior, as espreguiçadeiras ficam mais expostas ao sol e à paisagem. Quando o barco está fundeado, há dois caiaques e equipamento para wakeboard, esqui aquático e kneeboard; a pesca também é possível fora dos parques nacionais. A tripulação organiza ainda excursões a praias desertas, aldeias locais e ilhas, além de actividades em terra. O ritmo pode ser de água, sombra e conversa, ou de uma saída curta antes da refeição seguinte. Dentro do Parque Nacional de Komodo, a pesca e os desportos motorizados na água não são permitidos.
Um dia a bordo
Um dia começa com a preparação do primeiro mergulho, o briefing na popa e a descida para o RIB. O bote leva o grupo ao recife, regressa para recolher os mergulhadores e devolve-os ao convés de mergulho, onde há água doce para tirar o sal e tempo para desmontar o equipamento. A refeição seguinte chega antes de o corpo arrefecer completamente, e o intervalo serve para descansar, fotografar, fazer snorkelling ou acompanhar a navegação para outra ilha. A Tiger Blue realiza dois a três mergulhos por dia; no último dia são feitos dois. Entre saídas, os cilindros são enchidos pelos dois compressores e o guia reorganiza os grupos de acordo com o local e as condições. O resto do dia pode incluir uma praia, uma aldeia, um caiaque ou apenas sombra no convés. À noite, a mesa do convés principal reúne o grupo, enquanto o barco continua a ser uma base silenciosa entre uma zona de mergulho e a seguinte.
O que se come a bordo
A cozinha combina pratos locais e ocidentais, preparados a bordo pelo chef e pelo sous-chef. As refeições são servidas à mesa grande do convés principal, excepto quando a tripulação prepara um churrasco numa praia. Num cruzeiro de mergulho, essa mesa é mais do que um lugar para comer: é onde se recompõe o grupo depois da água, se revê o mergulho anterior e se prepara o seguinte. Há bebidas quentes e frias, refrigerantes, cerveja local e bebidas alcoólicas; vinhos da casa, cocktails e outras bebidas espirituosas podem ser pedidos à parte. Restrições alimentares podem ser acomodadas. A cozinha mistura sabores asiáticos e ocidentais, sem transformar cada refeição numa formalidade: serve para alimentar dias de mar, debaixo de uma cobertura no convés ou com areia nos pés depois de uma saída a terra.
As noites no mar
As cinco cabines dividem-se entre Standard, Superior e Master. As Standard ficam no convés inferior, têm cama de casal, ar condicionado e casa de banho privativa com duche de chuva. As Superior, também no convés inferior, acrescentam uma cama que pode passar de king-size a twin e um divã para um terceiro passageiro. A Master fica no convés principal, junto às zonas de refeição e descanso, e recebe mais luz através de uma janela de tamanho completo; tem cama king-size, divã, arrumação, ar condicionado e casa de banho privativa. À noite, a diferença não está apenas na cama: é a posição da cabine que muda a relação com o barco. No convés principal, a Master fica mais perto da vida a bordo; no inferior, as outras cabines ficam mais afastadas das zonas sociais. As cabines são en-suite e têm toalhas e produtos básicos.
Camarote standard
Camarote superior
Camarote master
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas de Raja Ampat partem e regressam ao Port of Sorong; as de Komodo partem e regressam a Labuan Bajo. O transfer de grupo programado entre o aeroporto, o iate e o aeroporto está incluído. Um transfer privado é tratado separadamente. Como a viagem depende de ligações aéreas e de um embarque coordenado, chegar na véspera é a opção prudente, sobretudo para quem viaja de longe.
- Ano de construção
- 2008
- Comprimento
- 34 m
- Boca
- 7,5 m
- Número máximo de passageiros
- 12
- Número de cabines
- 5
- Botes de apoio
- RIB 5,8 m 4 tempos 150 cv (10 man); RIB 3,8 m 50 cv (5 man)
- Site
- tigerblue.info ↗
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