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Cruzeiros · Indonésia

Amaya Explorer — um phinisi tradicional feito para mergulhar

O que torna este barco único

  • Um phinisi indonésio de madeira, construído com ironwood e teca segundo técnicas tradicionais.
  • O convés de mergulho trabalha com dois botes de apoio, compressor Bauer, cilindros de alumínio de 12 litros e válvulas DIN ou Yoke.
  • Raja Ampat, Komodo, Alor, Mar de Banda e Halmahera fazem parte das rotas do barco.
  • A cozinha combina pratos indonésios, locais e ocidentais, com serviço de mesa e opções vegetarianas e veganas.

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O convite

Escolhe-se o Amaya Explorer para mergulhar em águas remotas da Indonésia sem perder o caráter de um barco local. O casco é um phinisi tradicional, feito de madeira e pensado para as travessias do arquipélago; por dentro, há ar condicionado, cabines privadas e um espaço próprio para preparar câmaras e outro equipamento eletrónico. A diferença está na ligação entre o barco e a água: os equipamentos são preparados nos botes de apoio, os guias acompanham os grupos e a tripulação trata da recolha, da lavagem e da arrumação depois do mergulho. Raja Ampat é a rota mais forte para quem procura corais, mantas, tubarões e grandes cardumes, mas o Amaya também percorre Komodo, Alor, o Mar de Banda e Halmahera. É uma escolha para quem quer passar muitos dias a mergulhar, com uma equipa numerosa o bastante para manter a operação próxima sem transformar o barco num hotel impessoal.

Subir a bordo

A chegada ao Amaya Explorer não é a de um navio de linhas anónimas. A madeira do phinisi dá ao barco uma presença própria, enquanto os espaços interiores juntam o aspeto tradicional a zonas modernas de refeições, descanso e preparação de equipamento. No convés principal, a área de estar e de jantar abre-se para a navegação; à ré, o convés molhado concentra a operação de mergulho. No convés superior ficam as cabines Master, a ponte e os botes salva-vidas. No convés inferior, a cozinha, a sala de jantar climatizada e o Digital Lounge ficam separados da zona de descanso. A circulação é simples: sobe-se para ver as ilhas e apanhar ar, desce-se para dormir ou preparar uma câmara, e regressa-se sempre à popa quando chega a hora de entrar na água.

O ambiente a bordo

O ambiente é próximo porque a tripulação está envolvida em tudo o que acontece: recebe os passageiros nos transfers, organiza a vida a bordo, acompanha as entradas e saídas dos botes e adapta as refeições às necessidades do grupo. Há 18 pessoas na equipa para um máximo de 16 passageiros, uma proporção que se sente quando o equipamento aparece preparado no bote e regressa lavado depois do mergulho. Os guias mantêm os briefings claros e os transfers entre locais correm de forma organizada. À noite, o barco não depende de um programa de animação pesado; a vida concentra-se na refeição, nas conversas sobre o mergulho e no descanso. As avaliações acompanham essa impressão: a tripulação tem 9,6, a comida 9,9 e o mergulho 9,7. O casco fica abaixo dessas notas, com 9,4, mas a operação humana compensa essa diferença.

Os locais onde se mergulha

Em Raja Ampat, a rota junta locais de corrente, paredes, encostas de recife e zonas mais protegidas. Manta Sandy é uma estação de limpeza onde se procuram raias-manta; Cape Kri concentra grandes cardumes, napoleões e tubarões de recife, além do mero-gigante registado apenas ali. Em Blue Magic, mantas oceânicas podem cruzar o azul com atuns, barracudas, carangues gigantes e tubarões wobbegong. Sardines trabalha com a força das correntes e cardumes de peixes-papagaio-de-bossa e tubarões de recife. Sorido Wall é uma parede com fusileiros, barracudas e predadores; Friwenbonda acrescenta corais moles, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus. South Kri é procurado pela macrovida e pelo caranguejo registado apenas nesse local. Ransiwor desce até um máximo de -30 m, com tartarugas, fusileiros e, como encontros específicos, polvo e peixe-palhaço. Yenbuba Jetty chega ao máximo de -30 m sob um cais de madeira, em água calma, com cavalos-marinhos-pigmeus, peixes-cachimbo e anthias. Mios Kon, Chicken Reef e os restantes locais completam o circuito com wobbegongs, tartarugas, nudibrânquios e recifes de perfis diferentes. As partidas registadas incluem Raja Ampat em 11 dias e 10 noites, de Ambon a Sorong; há também rotas de 6 dias e 5 noites em Komodo, 9 dias entre Komodo e Alor, 11 dias entre Alor e o Mar de Banda e 8 dias no Mar de Banda.

O que se encontra debaixo de água

Esta rota entrega vida grande e pequena no mesmo mergulho. Barracudas, tubarões de recife, tartarugas, fusileiros, carangues, napoleões, nudibrânquios, cavalos-marinhos-pigmeus e peixes-papagaio-de-bossa aparecem em vários pontos, mas não todos da mesma maneira: os cardumes podem ocupar o azul, enquanto a macrovida se esconde nas gorgónias e nos corais moles. As correntes explicam parte do espetáculo. Em Blue Magic, Sardines e Cape Mansuar, a água em movimento junta cardumes e animais pelágicos; em Manta Sandy, a estação de limpeza dá às raias-manta um motivo para permanecerem no local. Há encontros mais específicos que justificam certos saltos do itinerário: o mero-gigante em Cape Kri, o polvo e o peixe-palhaço em Ransiwor, e o cavalo-marinho, a moreia e o peixe-escorpião em Chicken Reef. Em Yenbuba Jetty, procuram-se anthias, donzelas e peixe-papagaio. A vida não é uma lista garantida; é o resultado de escolher o local certo e entrar na água atento.

Quem vos põe na água

Quatro guias de mergulho acompanham as saídas, com uma relação anunciada de quatro passageiros por guia. A tripulação comunica em inglês e indonésio, e os briefings cobrem o local, o procedimento de entrada a partir do bote e os pontos de segurança antes de cada mergulho. Todos os membros da equipa concluíram formação de primeiros socorros de mergulho pela DAN; há oxigénio de emergência, kits de primeiros socorros primários e secundários, rádio VHF, comunicações por satélite, coletes, balsas salva-vidas, detectores de fumo e extintores. O nível pedido depende da rota: os itinerários de Raja Ampat indicam Advanced Open Water, com um mínimo de 20 mergulhos registados no Central e 30 em Misool. Não é um barco orientado para quem chega ao mar sem experiência. Cursos PADI podem ser organizados à parte, mas o núcleo da operação é o mergulhador já capaz de gerir o próprio equipamento e seguir um briefing em corrente.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés molhado fica à ré e foi desenhado para uma semana de mergulho repetido. Um compressor Bauer faz enchimentos regulares a 200 bar para cilindros de alumínio de 12 litros; há válvulas compatíveis com DIN e Yoke, pesos e cintos de lastro disponíveis, e adaptadores DIN a bordo. Cilindros de 15 litros podem ser pedidos à parte, tal como nitrox e equipamento de aluguer. O nitrox está disponível, mas não é apresentado como incluído. Dois botes de apoio com motores Yamaha de 40 HP levam os grupos aos locais e tratam das entradas e recolhas na água, evitando que o barco tenha de ficar encostado a cada recife. Há uma plataforma de mergulho, tanques de lavagem separados para câmaras, zona de trabalho à sombra e duches exteriores. O equipamento fotográfico tem ainda uma sala própria no convés inferior, protegida da confusão do convés molhado.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o lugar mais procurado é o convés superior, com espreguiçadeiras e zonas de sombra para secar o fato, ler ou simplesmente acompanhar a passagem das ilhas. O salão climatizado oferece uma pausa quando o calor aperta, enquanto o Digital Lounge, no convés inferior, serve para preparar câmaras, drones e outro equipamento eletrónico. Há kayaks e stand up paddle para sair do barco quando o itinerário e as condições locais permitem. As excursões terrestres e as visitas naturalistas dão outra escala à viagem, sobretudo nas paragens em ilhas e comunidades costeiras. O barco também recebe não mergulhadores que preferem snorkeling, passeios de kayak ou observação da natureza.

Um dia a bordo

O dia começa com o primeiro briefing e a preparação do equipamento no convés molhado. Depois, os grupos seguem para os botes, que fazem a aproximação ao recife e regressam para recolher os mergulhadores onde eles terminam a deriva. O programa prevê normalmente três a quatro mergulhos por dia, com refeições e snacks a preencherem os intervalos; não há uma hora fixa apresentada para cada saída, porque a sequência depende do local, das condições e da navegação. Entre descidas, há tempo para banho, descanso à sombra, fotografia no Digital Lounge, kayak ou stand up paddle quando o itinerário permite. O barco navega enquanto o grupo come, repousa ou se desloca para o ponto seguinte. Nos dias de excursão, uma caminhada, uma visita naturalista ou uma paragem em terra quebra o ciclo. O essencial é o ritmo: briefing, bote, água, lavagem do equipamento, comida, descanso e novamente água.

O que se come a bordo

A cozinha é um dos pontos fortes do barco. O chef trabalha sobretudo com cozinha indonésia, mas também prepara pratos locais e ocidentais, num registo de cozinha cuidada em vez de refeições rápidas entre mergulhos. Há refeições no interior climatizado e ao ar livre, com buffet, pratos à carta, comida sem MSG e opções vegetarianas e veganas. Bebidas não alcoólicas, água, chá, café e snacks ao longo do dia acompanham o ritmo dos mergulhos; cerveja e vinho ficam à parte. A mesa tem uma função prática numa semana de quatro mergulhos por dia: repõe forças sem obrigar todos a comer da mesma maneira. As preferências alimentares são tratadas pela equipa durante a estadia, o que conta mais do que uma carta longa no papel.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines privadas com ar condicionado, casa de banho própria, água quente e fria e colchões King Koil. As duas cabines Arun ficam no convés superior, têm cama queen size, vista para o mar e acesso a uma varanda partilhada. As quatro Anila, no convés inferior, combinam uma cama dupla em baixo com uma cama individual em cima; funcionam bem para um casal ou para dois mergulhadores que aceitem beliches. As duas Ambar têm dois beliches individuais e uma casa de banho do tipo wet head, em que o duche molha também a zona da sanita e do lavatório. É a opção mais simples. O barco tem oito cabines e não há razão para esperar quartos espaçosos: a vantagem está na casa de banho privada, na limpeza diária e no acesso rápido ao convés de mergulho, não em metros quadrados.

Camarote master

Camarote duplo com beliches

Camarote individual com beliches

O que é preciso saber antes de embarcar

Nas rotas de Raja Ampat, o embarque e o regresso fazem-se em Sorong, com transferência do aeroporto ou do hotel no dia de entrada e no dia de saída. Em Komodo, a partida e o regresso são em Labuan Bajo; no Mar de Banda, em Ambon; e em Halmahera, em Ternate. A transferência é organizada pela equipa para o porto correspondente à rota. Para Raja Ampat, vale a pena chegar na véspera: os voos domésticos podem sofrer alterações e as ligações até Sorong nem sempre deixam margem confortável para embarcar no próprio dia.

Planta do barco

Ano de construção
2018
Comprimento
35 m
Boca
75 m
Número máximo de passageiros
17
Número de cabines
8
Número de casas de banho
10
Motores
CAT 3406 Ci
Velocidade de cruzeiro
7 - 10 nós
Botes de apoio
2 × YAMAHA 40 cv
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