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Cruzeiros · Indonésia

La Galigo — tradição Bugis, mergulho sem desvios

O que torna este barco único

  • Phinisi construído em madeira de teca e ironwood por artesãos Bugis de Bira, no sul de Sulawesi.
  • Percorre Raja Ampat e Komodo em cruzeiros de 6 a 12 dias.
  • Dois botes de apoio de 6 m acompanham os mergulhadores, com espaço para oito pessoas cada.
  • A cozinha combina pratos locais e ocidentais, com opções vegetarianas e veganas.
  • O mergulho recebe uma nota de 9,4 e a comida de 9,8 nas avaliações dos passageiros.

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O convite

Escolhe-se a La Galigo para passar uma semana a mergulhar numa embarcação que ainda mostra de onde vem. O casco é um phinisi Bugis tradicional, feito à mão em madeira de teca e ironwood, mas o funcionamento a bordo foi pensado para viagens de mergulho atuais: zona de mergulho à sombra, dois botes de apoio, espaço para câmaras e tanques de lavagem separados. A proposta não é esconder a vida no mar atrás de acabamentos de hotel. É sair de Sorong para Raja Ampat, ou de Labuan Bajo para Komodo, e deixar que a tripulação local conduza a operação enquanto o viajante concentra a atenção nos recifes, nas correntes e nos animais. A La Galigo faz mais sentido para quem quer a hospitalidade indonésia sem abdicar de uma organização internacional.

Subir a bordo

A chegada tem o impacto de uma embarcação feita para navegar, não de um hotel flutuante: madeira, linhas de phinisi e uma construção que conserva a tradição marítima Bugis. A La Galigo foi construída em 2012, o que explica o equilíbrio entre o caráter de um barco tradicional e os espaços hoje necessários para mergulhar durante vários dias. A circulação distribui-se entre o convés de mergulho, o salão interior com ar condicionado, a área exterior para refeições, o terraço e o convés de observação. Há sombra onde se prepara o equipamento e espaço próprio para câmaras, sem obrigar todo o grupo a ocupar o mesmo canto. A lotação máxima de 14 passageiros mantém a escala humana do barco: depois do primeiro dia, os rostos, os equipamentos e os ritmos deixam de ser anónimos. O ambiente é marítimo, simples e funcional.

O ambiente a bordo

O ambiente é próximo sem ser forçado. Com um grupo pequeno, os passageiros acabam por reconhecer quem fotografa, quem procura nudibrânquios e quem prefere ficar no azul à procura de mantas. A tripulação local e internacional mantém a operação em movimento, serve as refeições, trata das cabines e prepara os botes, mas também participa na vida do convés; é essa presença constante que faz a diferença numa semana com vários mergulhos por dia. À noite, o grupo tende a prolongar a conversa depois do jantar, entre o salão, o terraço e o céu aberto. Em Komodo, há ainda noites em praia vazia sob as estrelas, com regresso ao barco num bote de apoio, uma pequena mudança de cenário que fica na memória.

Os locais onde se mergulha

A La Galigo percorre Raja Ampat e Komodo. O Ultimate Raja Ampat parte de Sorong e regressa a Sorong em 12 dias e 11 noites; Raja Ampat South – Misool faz o mesmo percurso em 9 dias e 8 noites. Em Raja Ampat, Manta Sandy é uma estação de limpeza onde se procuram raias-manta; Cape Kri concentra cardumes, tubarões de recife e uma biodiversidade de 374 espécies registadas, embora a corrente possa ser exigente. Blue Magic junta mantas oceânicas, atuns, barracudas e tubarões; Sardines é feita de cardumes densos e predadores; Sorido Wall combina parede, vida macro e pelágicos. Friwenbonda destaca corais moles, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus; South Kri favorece a macrovida e os cardumes; Cape Mansuar é uma deriva de recife com possibilidade de raias-mobula. Cross Over traz tubarões de ponta preta e peixes-papagaio-de-corcova. Ransiwor tem recife inclinado, tartarugas e fusiliers, com máximo de 30 m; Yenbuba Jetty é um cais-recife em águas calmas, com máximo de 30 m; Sawandarek oferece tartarugas verdes e xareus em pouca corrente. Mios Kon, com máximo de 30 m, é procurado pelos tubarões-wobbegong; Chicken Reef, também até 30 m, divide-se em quatro experiências de mergulho. Em Komodo, o Jurassic Komodo Explorer parte e regressa a Labuan Bajo em 6 dias e 5 noites.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros repetem-se sem que os mergulhos se tornem iguais: barracudas, fusiliers, tubarões de recife, tartarugas, napoleões, carangues, nudibrânquios, garoupas e cardumes de peixes de recife aparecem em muitos dos locais. As correntes ajudam a trazer os animais grandes para os recifes, enquanto as fendas e os corais escondem cavalos-marinhos-pigmeus e pequenos crustáceos. Manta Sandy é o lugar para esperar pelas raias-manta na estação de limpeza. Em Cape Kri, a razão para aceitar a corrente é observar tubarões, atuns e xaréus-gigantes a caçar. Blue Magic acrescenta mantas oceânicas, barracudas e xaréus-gigantes. Ransiwor é o local indicado para procurar polvo e peixe-palhaço. Yenbuba Jetty concentra anthias, donzelas e peixe-papagaio. Chicken Reef é o ponto específico para procurar cavalo-marinho, moreia, peixe-escorpião e peixe-cochere. Em Cape Kri foi registada a garoupa-gigante. Os encontros continuam condicionais: a corrente, a visibilidade e o comportamento dos animais decidem o que aparece diante da máscara.

Quem vos põe na água

A equipa de mergulho inclui Fendy, guia principal, Ambat, instrutor, e Lau Lau, guia de mergulho. Os guias e o diretor de cruzeiro falam inglês e indonésio, tal como o restante pessoal de bordo. A organização dos mergulhos é feita por briefings e grupos acompanhados, mas não é indicado um rácio fixo de mergulhadores por guia nem um número mínimo de mergulhos registados. Também não são especificadas qualificações além da função de instrutor atribuída a Ambat. Para a segurança, a bordo há oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza de localização, GPS, radar, sonar, coletes, botes salva-vidas e alarmes de incêndio. A tripulação tem formação em primeiros socorros. Não há indicação de desfibrilhador ou de formações específicas realizadas durante o cruzeiro.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem sombra, plataforma de entrada na água, bacias de lavagem e adaptadores DIN. Há nitrox disponível, mas é um serviço opcional; não é apresentado como incluído. O barco dispõe de dois botes de apoio de 6 m, cada um com motor fora de borda de 40 HP e capacidade para oito mergulhadores. São eles que aproximam o grupo dos pontos de entrada e fazem a recolha depois da subida, algo especialmente útil em deriva e em locais onde a corrente separa rapidamente os mergulhadores do barco. Existe equipamento de snorkeling, mas não são indicados no barco o volume ou o material dos cilindros, o tipo de compressor, marcas de aluguer, boias de sinalização ou uma mesa específica de montagem de câmaras. Há duches de água quente para o regresso e uma zona de lavagem separada para equipamento fotográfico.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, a La Galigo oferece sombra no convés de mergulho, terraço, salão interior climatizado e um convés de observação para olhar as ilhas enquanto o barco navega. O espaço de fotografia permite descarregar e preparar equipamento sem misturar esse trabalho com a zona de lavagem das câmaras. Há biblioteca, entretenimento áudio e vídeo e uma área exterior para comer, mas o melhor intervalo continua a ser o mais simples: toalha seca, banho quente, algo para comer e alguns minutos a ver o recife desaparecer atrás do barco. Os passageiros que não mergulham podem fazer snorkeling, com equipamento e guia disponíveis, ou ficar no convés enquanto os botes levam o grupo para o ponto seguinte.

Um dia a bordo

O dia começa com o briefing, a preparação do equipamento e a entrada na água a partir da plataforma ou dos botes. Depois do mergulho vêm o regresso ao barco, o banho quente, uma refeição e um intervalo para secar o corpo, rever fotografias ou simplesmente ficar à sombra. A sequência repete-se enquanto o barco muda de ancoragem ou navega para o recife seguinte. Não há um horário único aplicável a todos os itinerários: a maré e a corrente pesam mais do que o relógio em locais como Cape Kri, Blue Magic ou os canais de Komodo. Quando o programa inclui um mergulho noturno, o convés muda de ritmo: luzes, equipamento preparado, entrada mais calma e regresso ao barco depois da superfície escura. Em Komodo, esse regresso pode vir de uma praia silenciosa sob as estrelas. Entre uma imersão e outra, comem-se snacks, tomam-se as refeições principais e deixa-se o barco fazer o seu trabalho.

O que se come a bordo

A cozinha é feita a bordo por Dede, o cozinheiro principal, com o apoio de Ernest. A mesa alterna cozinha local e ocidental, servida em buffet, com refeições ao ar livre, snacks ao longo do dia e, em alguns momentos do itinerário, barbecue na praia. Há opções vegetarianas e veganas, e os regimes alimentares são tratados como parte normal da operação, não como uma exceção improvisada. Cerveja e vinho estão disponíveis. Num cruzeiro de mergulho, a comida tem uma função prática: aparece entre entradas na água, ajuda a recuperar depois do esforço e evita que o intervalo se transforme numa procura constante por comida. Aqui, a cozinha é um dos pontos fortes claros da viagem.

As noites no mar

As cabines ficam no convés inferior, e as que estão na popa têm vigias; algumas categorias acrescentam varanda acessível e vista para o mar. Há cabines Deluxe Twin/Double, Deluxe Double, Master e The Suite, todas com casa de banho privada e ar condicionado. A noite é menos sobre luxo decorativo e mais sobre chegar ao beliche depois de um dia de água salgada, banho quente e refeições entre mergulhos. O salão interior climatizado oferece um recuo quando o calor aperta, enquanto a área exterior e o convés de observação deixam o céu e o movimento do mar fazerem parte da noite. A madeira tradicional dá identidade ao espaço. Quem precisa de silêncio absoluto deve lembrar-se de que continua a dormir num barco em operação, com motores, água e tripulação a trabalhar.

Camarotes twin/duplos de luxo

Camarotes master

Suíte

Camarotes duplos de luxo

O que é preciso saber antes de embarcar

Os itinerários de Raja Ampat partem de Sorong e regressam a Sorong; os cruzeiros Jurassic Komodo Explorer partem de Labuan Bajo e regressam a Labuan Bajo. Os transfers locais, do aeroporto e do hotel estão incluídos. Para uma viagem deste tipo, chegar na véspera é a escolha prudente: deixa margem para atrasos, ligações domésticas e uma noite de descanso antes de subir a bordo.

Planta do barco

Ano de construção
2012
Comprimento
33 m
Boca
8 m
Número máximo de passageiros
14
Número de cabines
7
Número de casas de banho
8
Motores
Mitsubishi 8M22 450 cv V8
Velocidade de cruzeiro
5-7 nós
Botes de apoio
2 × botes de 6 m, cada um com motores de popa de 40 cv, para 8 mergulhadores
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