Cruzeiros · Indonésia
Raja Ampat Explorer — um phinisi de mergulho simples e bem preparado
O que torna este barco único
- Um phinisi de madeira com espaço para 14 mergulhadores e duas embarcações de apoio.
- O convés de mergulho tem 14 estações de montagem, compressor Coltri, área sombreada e zona separada para lavar câmaras.
- A rota Raja Ampat - Fam - Central parte e regressa a Sorong em 11 dias e 10 noites.
- A bordo servem-se buffets indonésios e europeus, com opções vegetarianas, snacks durante todo o dia e churrasco na praia.
- As cabines têm ar condicionado, casa de banho privada e água quente.
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O convite
O Raja Ampat Explorer é para quem sobe a bordo para passar a maior parte da viagem debaixo de água, não para ficar num hotel flutuante. O barco leva-o de Sorong para alguns dos recifes mais ricos de Raja Ampat, com duas embarcações de apoio que tornam mais simples entrar na água e ser recolhido depois da deriva. A proposta é direta: uma embarcação tradicional de madeira, uma operação de mergulho montada para 14 pessoas e uma rota de 11 dias e 10 noites entre Fam e a zona central. Escolha-o se prefere investir na quantidade e na variedade dos mergulhos, aceitando um barco com caráter e idade em vez de procurar o acabamento de um iate novo. A comida recebe a nota mais alta entre os critérios dos viajantes, e o mergulho fica logo atrás. É uma combinação difícil de ignorar numa região onde o fundo do mar é a verdadeira razão para viajar.
Subir a bordo
Ao chegar ao cais, o Raja Ampat Explorer apresenta-se como um phinisi de madeira de linhas tradicionais, mas com as comodidades que se esperam numa longa semana de mergulho: salão climatizado, terraço e um convés superior onde ficam as cabines. A madeira e a construção contam uma história anterior a esta viagem; o barco foi construído em 1994 e renovado em 2006. Não é uma peça nova de marina. É uma embarcação de trabalho, feita para viver no arquipélago e levar mergulhadores entre ilhas. A circulação organiza-se em torno do convés de mergulho, do salão interior e do espaço exterior com sombra. Há estações de carregamento e postos de trabalho para câmaras, por isso o equipamento fotográfico não precisa de ser desmontado no meio da passagem. A dimensão humana nota-se depressa: com um grupo limitado, a tripulação aprende os nomes, os hábitos e a forma como cada pessoa gosta de preparar o seu mergulho.
O ambiente a bordo
O ambiente é de grupo pequeno, com mergulhadores reunidos à volta do mesmo ritmo: preparar, entrar, sair, comer e repetir. A tripulação fala inglês e indonésio, e os relatos de bordo descrevem um serviço próximo, com pessoas simpáticas e profissionais. Isso importa mais do que uma decoração cuidada quando o dia começa cedo, há equipamento molhado por todo o lado e alguém precisa de uma mão no momento certo. À noite, o salão climatizado junta a conversa e a revisão das fotografias; quem prefere silêncio pode subir para o convés. O barco não tenta esconder que é uma embarcação de madeira com história. O que recebe em troca é uma operação com ambiente acolhedor e uma tripulação que, segundo a experiência acumulada dos passageiros, consegue compensar as marcas da idade do casco. A nota do barco é superior à da tripulação, mas ambas permanecem fortes.
Os locais onde se mergulha
A rota Raja Ampat - Fam - Central sai de Sorong e regressa a Sorong em 11 dias e 10 noites. Em Manta Sandy procura-se a estação de limpeza das raias-manta; em Cape Kri, grandes cardumes de imperadores e fusiliers, napoleões e tubarões de recife. Blue Magic concentra vida no azul, com cardumes, wobbegongs e possíveis mantas oceânicas; Sardines junta cardumes, predadores e tubarões de recife. Sorido Wall é uma parede de fusiliers, barracudas e tubarões, enquanto Friwenbonda aposta nos corais moles, nudibrânquios, vermes planos e cavalos-marinhos-pigmeus. South Kri combina macrovida com cardumes e corrente; a profundidade máxima indicada para Ransiwor é de 30 m, num recife suave com tartarugas e fusiliers de dorso amarelo. Cape Mansuar oferece deriva junto ao recife e possibilidade de raias mobula. Cross Over é conhecido pelos bodiões-de-cabeça-grande e tubarões de ponta preta. Yenbuba Jetty chega aos 30 m e transforma um cais de madeira num recife artificial; Sawandarek tem águas rasas, tartarugas verdes e pouco ou nenhum corrente. Mios Kon e Chicken Reef também chegam aos 30 m; o primeiro procura wobbegongs, o segundo divide um recife em quatro experiências de corrente e vida marinha.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, barracudas, tubarões de recife, tartarugas, napoleões, fusiliers, carangues, nudibrânquios, cavalos-marinhos-pigmeus e peixes-papagaio-de-cabeça-grande aparecem em vários locais. Não é uma lista para riscar: a riqueza está em ver o mesmo recife mudar conforme a corrente, a luz e o azul aberto atraem espécies diferentes. As raias-manta têm um motivo claro para estar em Manta Sandy, onde usam uma estação de limpeza; em Blue Magic podem surgir mantas oceânicas no azul, junto de cardumes, atuns-de-dentes-de-cão, barracudas e carangues-gigantes. Cape Kri é o único local desta rota indicado para o mero-gigante. Em Yenbuba Jetty podem procurar-se anthias, donzelas e peixe-papagaio; em Chicken Reef, cavalos-marinhos, moreias, peixe-escorpião e peixe-cocher. Ransiwor é o ponto indicado para polvo e peixe-palhaço. South Kri guarda o caranguejo. Os encontros dependem do local e das condições, não de uma promessa.
Quem vos põe na água
A operação recebe mergulhadores certificados a partir do nível Open Water, com um mínimo de 50 mergulhos registados, e exige condição física adequada para mergulhar. A equipa fala inglês e indonésio. O número de guias, o rácio de cada grupo, as qualificações individuais e as formações disponíveis a bordo não estão definidos, por isso não devem ser apresentados como garantidos. O briefing e a organização dos grupos fazem parte da rotina antes de cada entrada, mas o formato exato depende da operação do dia e do local. Em segurança, o barco dispõe de oxigénio de emergência, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar, coletes e botes salva-vidas, além de telefone móvel e satélite. É uma base séria para uma rota remota, mas a responsabilidade continua a ser do mergulhador: Raja Ampat inclui correntes e muitos mergulhos de deriva, e o nível exigido não é o de uma saída turística ocasional.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho está organizado para que cada pessoa tenha o seu lugar: são 14 estações de montagem e cilindros suficientes para a operação anunciada. O enchimento é feito por um compressor Coltri. Há adaptadores DIN, espaço de mergulho com sombra, plataforma de entrada, duche no convés e duas embarcações de apoio com motores de 40 HP. É aqui que o desenho do barco faz diferença: os mergulhadores podem ser distribuídos pelos dois botes, entrar mais perto do ponto de salto e ser recolhidos depois da deriva sem obrigar o phinisi a seguir cada bolha. Para quem leva câmara, existem postos de trabalho, estações de carregamento e uma zona de enxaguamento separada para equipamento subaquático. O aluguer de equipamento é possível. Nitrox não está especificado para este barco, tal como não estão indicados o volume ou o material dos cilindros; quem depende dessas opções deve tratá-las diretamente na reserva, em vez de partir de uma suposição.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o lugar mais útil é o espaço de convés com sombra. Ali secam-se as mãos, trocam-se impressões sobre o recife e espera-se que o corpo esteja pronto para voltar à água. O terraço e o salão climatizado oferecem duas formas diferentes de passar o intervalo: ao ar livre, com o arquipélago a desfilar; no interior, longe do calor e da humidade. As estações de carregamento e os postos de trabalho para câmaras dão uma tarefa concreta a quem fotografa, enquanto a biblioteca e o espaço de fotografia servem para rever imagens ou procurar o nome de uma espécie. Quando a rota inclui uma paragem em terra, o churrasco na praia quebra a sequência de convés, cilindro e água salgada. Não há necessidade de inventar atividades: em Raja Ampat, olhar para as ilhas entre dois mergulhos já ocupa bem o tempo.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o calor apertar, com a preparação do equipamento e o primeiro briefing. Entra-se na água, regressa-se ao barco, come-se e descansa-se o suficiente para voltar a montar o equipamento. Entre os mergulhos, o convés sombreado funciona como estação de recuperação; o salão climatizado serve quando o corpo pede ar fresco. A tripulação trata dos movimentos entre o phinisi e os botes de apoio, enquanto os mergulhadores comem, bebem água, trocam fotografias e voltam a ouvir o plano seguinte. Há dias de navegação entre zonas de Raja Ampat e dias em que a atenção fica presa ao recife. O ritmo não é o de uma excursão com uma única saída: é uma sequência de entradas na água, intervalos curtos, refeições e deslocações. Ao fim do dia, o equipamento fica pronto para recomeçar e a conversa muda das correntes para o que apareceu no mergulho.
O que se come a bordo
A cozinha alterna pratos indonésios e ocidentais em formato buffet, com opção vegetariana e pensão completa. Há snacks disponíveis ao longo do dia, uma ajuda prática quando o intervalo entre mergulhos é curto e o apetite chega antes da refeição seguinte. A mesa não é apenas uma pausa: é onde se repõe energia, se comenta a corrente do último mergulho e se prepara o próximo. Também pode haver churrasco na praia, incluído na experiência a bordo. Bebidas não alcoólicas e alcoólicas ficam fora do serviço incluído. A avaliação da comida é particularmente forte, o que pesa numa rota em que se passa muitos dias longe de restaurantes e em que quatro paredes de salão acabam por funcionar como sala de jantar, ponto de encontro e abrigo entre entradas na água.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines de casal ou twin, no convés inferior ou superior. Todas têm ar condicionado e casa de banho privada, com duche de água quente; há também toalhas de cabine e de praia. O espaço é o de uma cabine de liveaboard, não o de um quarto de resort: serve para dormir, guardar o essencial e recuperar entre um dia de mar e o seguinte. Quem fica numa cabine inferior ouvirá mais a vida do casco e dos motores do que quem escolhe o convés superior. Em troca, o barco mantém cada pessoa perto do centro da operação. Depois do jantar, o salão climatizado oferece um lugar para rever fotografias ou falar sobre os mergulhos; no exterior, a noite ganha o som do mar e do barco a trabalhar. A limpeza diária evita que a areia, a água salgada e o equipamento molhado tomem conta da cabine.
Camarote duplo, convés inferior
Camarote twin, convés inferior
Camarote duplo, convés superior
Camarote twin, convés superior
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e chegadas desta rota fazem-se em Sorong. O transfer do aeroporto para o barco e o regresso estão incluídos, assim como o transfer de e para o hotel. Como os horários de voo e de embarque podem não coincidir, é prudente chegar a Sorong na véspera e deixar margem para qualquer atraso. Os detalhes do ponto exato e da hora de encontro são comunicados no processo de reserva.
- Ano de construção
- 1994
- Ano de renovação
- 2006
- Comprimento
- 33,5 m
- Boca
- 7,5 m
- Número máximo de passageiros
- 14
- Número de cabines
- 7
- Número de casas de banho
- 7
- Motores
- 300 cv
- Botes de apoio
- 2X : 40 cv
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