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Cruzeiros · Indonésia

Scubaspa Zen — luxo pensado para mergulhar

O que torna este barco único

  • O Zen combina uma experiência de cruzeiro de luxo com itinerários de mergulho em Komodo, Kaimana, Raja Ampat e nas Ilhas Esquecidas.
  • Um dhoni de mergulho separado, com 21 metros, leva a operação para longe do barco principal.
  • O convés de mergulho tem plataforma, botes de apoio, nitrox disponível, adaptadores DIN e zonas próprias para lavar equipamento e câmaras.
  • Há nove cabines, incluindo a Owner’s Manta Suite, a Cowrie Suite, a Dolphin Suite e as Sea Star Suites.

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O convite

O Scubaspa Zen foi feito para quem quer mergulhar em águas indonésias sem abdicar de espaço, spa e serviço cuidado. A diferença está na separação entre viver a bordo e preparar os mergulhos: o barco principal fica mais calmo, enquanto o dhoni de 21 metros concentra a operação de mergulho. Isso evita transformar o salão, o restaurante e os espaços de descanso num vestiário molhado depois de cada entrada na água. A rota pode levar a Komodo, Raja Ampat, Kaimana ou às Ilhas Esquecidas, com locais de coral mole, mergulhos macro e encontros com mantas, tubarões-tapete e grandes peixes de recife. É uma escolha forte para pares em que um mergulha muito e o outro prefere alternar água, spa, caiaque, yoga e excursões em terra.

Subir a bordo

A chegada ao Zen tem mais de resort flutuante do que de barco de trabalho: há vários espaços exteriores, terraço, bar, restaurante e zonas para parar depois do mergulho. A renovação de 2020 ajuda a explicar a combinação entre a escala generosa do casco e uma operação ainda centrada no mergulhador. O convés principal não precisa de absorver cilindros, compressores e equipamento espalhado por todo o lado; essa parte da viagem acontece no dhoni. A circulação a bordo fica, por isso, mais limpa e mais fácil, sobretudo quando há equipamento fotográfico ou quando o dia começa cedo. O Zen recebe até 20 passageiros, o suficiente para haver vida a bordo sem transformar cada refeição numa sala anónima.

O ambiente a bordo

O ambiente tende a formar-se à volta de uma tripulação numerosa para o tamanho do grupo, com uma relação próxima entre tripulantes e passageiros. Isso nota-se menos em gestos formais do que na rotina: equipamento que é tratado sem confusão, refeições que chegam no momento certo e ajuda prática quando o dia começa a acumular mergulhos. A equipa fala inglês e indonésio. O Zen também aceita não mergulhadores, por isso o grupo não precisa de passar a semana inteiro no mesmo ritmo. Ao fim do dia, o bar, o jantar exterior e as áreas comuns juntam quem regressa da água com quem passou a tarde no spa ou numa excursão.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas incluem duas expedições Komodo entre Labuan Bajo e Labuan Bajo, com oito dias e sete noites ou dez dias e nove noites, além de Ambon–Kaimana e Kaimana–Sorong, ambas com 11 dias e dez noites. Na zona de Kaimana, Saruenus Island fica a cinco minutos de barco e combina rocha vulcânica, jardins de coral mole e possibilidade de procurar cavalos-marinhos-pigmeus, wobbegongs e grandes meros. Bo’s Rainbow chega a 16 metros; White Rock, a 14 metros, inclina-se em arbustos de coral mole onde podem aparecer tubarões-tapete e peixes-sapo. Macro Rocks desce até 20 metros sobre areia branca, terreno para nudibrânquios. Christmas Rock, em Aiduma, chega a 18 metros e junta coral negro, corais moles e cardumes. Flasher Beach chega a 20 metros e é procurado ao fim da tarde pelos labros flasher. Andy’s Point, Batu Jatuh e Boulders completam a zona com corais negros, jardins de coral duro, grandes rochedos, gorgónias e vida pelágica.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, nudibrânquios, cavalos-marinhos-pigmeus e fusiliers são encontros recorrentes em vários locais. A procura mais especializada começa em Macro Rocks e White Rock: no primeiro, a areia branca favorece a observação macro; no segundo, vale procurar tubarões-tapete e peixes-sapo escondidos no recife inclinado. Saruenus Island concentra meros, meros gigantes e castanhetas, enquanto Batu Jatuh é o ponto para procurar napoleões, mantas, carangues, peixes-batata e raias-mobula ou raias-águia. Em Boulders, os grandes blocos cobertos de coral mole e gorgónias podem esconder moreias e peixes-balão, além de peixes-de-vidro. Christmas Rock acrescenta gaterins e peixes-cirurgião aos cardumes do recife. Em Flasher Beach, o interesse muda ao fim da tarde, quando os labros flasher exibem as suas cores no recife abrigado.

Quem vos põe na água

A operação conta com guias de mergulho e um guia naturalista, e a tripulação fala inglês e indonésio. O rácio global entre tripulação e passageiros é próximo de um para um, o que permite acompanhamento apertado durante uma semana de mergulho. Há oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza, telefones móveis e satélite, coletes, botes salva-vidas, alarmes e extintores. Os briefings e a composição dos grupos ficam a cargo da equipa de mergulho, mas não estão indicados o número de guias, o rácio por grupo, as qualificações individuais, o desfibrilhador ou um número mínimo de mergulhos registados. O Zen recebe mergulhadores de diferentes níveis; cursos e certificações podem ser contratados à parte.

O convés de mergulho e o equipamento

O mergulho acontece num dhoni separado de 21 metros, com espaço de mergulho sombreado, plataforma de entrada na água e botes de apoio. O Zen dispõe de dois botes de apoio, tanques de lavagem, adaptadores DIN, pontos de recarga e uma área de enxaguamento separada para câmaras. Nitrox está disponível, mas aparece como serviço opcional; o aluguer de equipamento também é opcional. Há suporte para sidemount. Não estão indicados o volume nem o material dos cilindros, o tipo de compressor, o sistema de mistura do nitrox ou as marcas do equipamento de aluguer, por isso esses detalhes não devem pesar na decisão sem confirmação direta. O essencial está bem resolvido: a preparação fica no barco de mergulho e o barco de alojamento mantém-se livre de equipamento espalhado.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o Zen abre espaço para outro tipo de viagem. Há zonas de sombra no convés de mergulho, terraço, ponto de descanso, jacuzzi, spa, yoga, kayaks e stand up paddle. Também estão previstas excursões em terra e visitas guiadas por um naturalista, além de saídas para snorkeling. O melhor uso do intervalo depende do corpo: uma sessão de spa ou uma espreguiçadeira para quem acabou de sair da água, uma prancha ou um kayak para quem ainda quer fazer alguma coisa. Como o dhoni absorve a preparação dos mergulhos, o barco principal conserva zonas onde é possível ler, conversar ou simplesmente deixar a navegação passar.

Um dia a bordo

Um dia de mergulho começa no dhoni, com a preparação feita longe das zonas de descanso do Zen, e alterna entradas na água, refeições e pausas no barco principal. Depois do primeiro mergulho, o intervalo pode ser passado à sombra, no spa, num kayak ou simplesmente à mesa; mais tarde há espaço para snorkeling, stand up paddle ou uma excursão em terra, conforme a rota. Os mergulhos noturnos fazem parte do programa, por isso o dia não termina necessariamente quando o sol desaparece. Em vez de um horário rígido igual em todas as viagens, o ritmo acompanha a rota, as condições do mar e os locais escolhidos pela equipa. O resultado é um dia organizado à volta da água, sem obrigar todo o grupo a mergulhar ao mesmo tempo.

O que se come a bordo

A cozinha mistura pratos locais e ocidentais, com buffet, serviço à la carte, opções vegetarianas e veganas, vinho, cerveja e cocktails. Há refeições completas, snacks ao longo do dia e jantares ao ar livre; em algumas paragens, o jantar pode ser um barbecue na praia. Num cruzeiro de mergulho, a mesa precisa de fazer mais do que impressionar: tem de estar pronta quando se regressa da água, sem transformar o intervalo entre mergulhos numa espera longa. A variedade ajuda quem passa vários dias a comer a bordo, enquanto o contacto com a cozinha local impede que a viagem pareça um hotel internacional deslocado para a Indonésia.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines climatizadas, com casa de banho privada e vigias nas cabines do convés inferior. As categorias vão da Sea Star Suite à Owner’s Manta Suite; algumas têm varanda e vista para o mar. O interesse destas cabines não está apenas no espaço onde se dorme, mas na separação entre a parte privada e a atividade do mergulho: o equipamento fica no circuito próprio do dhoni, não junto à cama. Para um casal, isso pesa depois de vários dias de sal, roupa húmida e câmaras a secar. Quando a noite chega, o barco oferece bar, jantar ao ar livre e zonas de convívio; quem prefere silêncio pode recolher-se sem ficar no centro da operação.

Suíte do armador Manta

Suíte Cowrie

Suíte Dolphin

Suítes Sea Star

O que é preciso saber antes de embarcar

As partidas registadas incluem Labuan Bajo para as expedições Komodo, Ambon para a rota Ambon–Kaimana e Kaimana para a rota Kaimana–Sorong. O serviço inclui transferências de aeroporto e de hotel, além do transporte até ao barco. Como os pontos de embarque mudam conforme o itinerário, convém organizar a chegada com margem e, sempre que possível, chegar na véspera.

Planta do barco

Ano de construção
2012
Ano de renovação
2020
Comprimento
53 m
Boca
9,5 m
Número máximo de passageiros
20
Número de cabines
9
Número de casas de banho
9
Motores
Doosan Type V 180 TIH
Velocidade de cruzeiro
7 nós
Botes de apoio
2
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