Cruzeiros · Indonésia
Seamore Papua — um phinisi de madeira para mergulhar Raja Ampat
O que torna este barco único
- Um phinisi tradicional de madeira, renovado em 2024, com espaço para 18 passageiros.
- Nove cabines com ar condicionado e casa de banho privativa distribuem-se pelo convés principal e pelo convés inferior.
- O mergulho é acompanhado por um guia para cada grupo de quatro mergulhadores, com dois compressores Bauer e botes de apoio.
- As rotas incluem Raja Ampat, South Halmahera e Togean, com saídas de Sorong, Ternate ou Gorontalo.
O convite
Escolhe-se o Seamore Papua para passar a semana dentro de um phinisi de madeira e chegar a recifes que justificam a viagem por si só. Raja Ampat é o centro da operação: Cape Kri, Blue Magic, Manta Sandy e Sardines concentram cardumes, mantas e uma diversidade que não se resolve num mergulho de resort. Há também rotas mais longas entre Raja Ampat e South Halmahera, além de expedições em Togean. O barco não tenta transformar o cruzeiro numa estadia de hotel. A vida gira em torno do convés de mergulho, dos botes que levam aos pontos e do espaço exterior onde se recupera entre imersões. É uma escolha para quem quer mergulhar vários dias seguidos, com alojamento simples e funcional, e não para quem procura silêncio absoluto ou uma embarcação de luxo polido.
Subir a bordo
A chegada faz-se a um phinisi de madeira com a presença física que se espera de um barco construído para navegar entre ilhas: espaços abertos, áreas protegidas do sol e uma circulação repartida por vários níveis. A zona de mergulho fica no convés principal, junto de cinco cabines e das casas de banho comuns; acima, o restaurante e uma área exterior abrigada tornam a passagem entre refeições, briefings e navegação natural. No topo, os pufes convidam a uma sesta ou a ficar deitado a olhar o céu. A madeira dá ao barco um caráter mais marítimo do que hoteleiro. A renovação recente ajuda no conforto, mas não apaga a identidade de phinisi tradicional que se sente assim que se sobe a bordo.
O ambiente a bordo
Com capacidade limitada a um grupo de mergulhadores, o barco aproxima rapidamente pessoas que passam o dia a partilhar botes, briefings e refeições. A tripulação fala inglês e indonésio e acompanha a rotina sem a tornar pesada: orienta a saída, ajuda a manter o convés de mergulho funcional e volta a reunir todos depois da água. Ao fim do dia, o grupo tende a ocupar os mesmos lugares — uma mesa no salão, a sombra do convés superior ou os pufes no topo. O ambiente nasce mais do ritmo comum do que de animação organizada. Quem procura um barco social, mas sem programa de palco, encontra aqui uma escala adequada.
Os locais onde se mergulha
Raja Ampat é o núcleo mais forte da operação, com saídas de Sorong de 6 dias e 5 noites. Em Manta Sandy procura-se a estação de limpeza das raias manta; Cape Kri concentra uma biodiversidade de peixes fora do comum; Blue Magic junta cardumes, mantas oceânicas e wobbegongs; Sardines usa a corrente para alimentar grandes concentrações de vida. Sorido Wall combina parede, cardumes e predadores, enquanto Friwenbonda se destaca pelos corais moles e pelos cavalos-marinhos-pigmeus. South Kri, Cape Mansuar e Cross Over acrescentam correntes, deriva e tubarões de recife. Ransiwor, Yenbuba Jetty e Mios Kon chegam a uma profundidade máxima de 30 m. Sawandarek oferece águas rasas e pouca ou nenhuma corrente. As viagens Raja Ampat–Halmahera duram 10 dias e 9 noites; as rotas Ternate–South Halmahera duram 7 ou 8 dias e 6 ou 7 noites, e Togean parte de Gorontalo por 7 ou 8 dias.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, barracudas, fusiliers, tubarões de recife, tartarugas, carangues, nudibrânquios e cardumes de peixes de recife aparecem em vários pontos, assim como cavalos-marinhos-pigmeus, napoleões, peixes-papagaio-de-cabeça-grande e carangues. O interesse está em perceber o cenário que os reúne: a corrente alimenta Sardines, a estação de limpeza dá a Manta Sandy às raias manta, e o azul de Blue Magic pode trazer mantas oceânicas e grandes predadores. Alguns encontros são razões específicas para entrar na água: o mero-gigante aparece em Cape Kri; a enguia-jardineira, o gobídeo, o cavalo-marinho e a moreia estão associados ao House Reef; a gorgónia procura-se em Mios Kon; o peixe-cirurgião em Sorido Wall; e o peixe-palhaço e o peixe-porco-titã em Ransiwor. São possibilidades, não garantias.
Quem vos põe na água
A operação trabalha com um guia para cada quatro mergulhadores. A equipa de mergulho inclui três guias certificados e a tripulação comunica em inglês e indonésio. É necessário ter certificação OWD ou equivalente e um mínimo de 30 mergulhos registados; para este itinerário, experiência recente conta mais do que o título isolado, sobretudo quando há corrente. Cada mergulhador deve levar o seu computador, boia de sinalização, lanterna e dispositivo de sinalização. A bordo há oxigénio a 100%, dois desfibrilhadores, rádio, GPS, sonda de profundidade e extintores. Os grupos são organizados pelos guias, que podem limitar a participação num mergulho quando a competência ou as condições não forem adequadas.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho trabalha com cilindros de 12 litros e pesos incluídos. Os cilindros aceitam válvulas DIN e INT, por isso não é necessário levar adaptador; cilindros de 15 litros podem ser alugados mediante pedido. Dois compressores Bauer asseguram o enchimento. Não há nitrox, nem a operação está preparada para mergulho técnico. O aluguer de equipamento é pago à parte. Dois botes de apoio levam os grupos aos locais e fazem a recolha depois da subida, em vez de obrigar o mergulhador a regressar ao barco principal. Existe uma estação para câmaras e as cabines têm duche de água doce. O convés é pensado para repetir mergulhos, não para acumular equipamento de expedição técnica.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o lugar mais útil é a sombra. O phinisi tem áreas exteriores protegidas para comer, dormir uma sesta ou simplesmente ver as ilhas passarem durante a navegação, além do salão interior com ar condicionado. O sun deck, com pufes, serve para estender uma toalha e recuperar sem ficar preso à cabine. A passagem pelo convés principal mantém o mergulho sempre presente: equipamento, botes e companheiros continuam ali, prontos para a próxima saída. Quando não há água para entrar, há espaço para ler, tratar fotografias ou ficar quieto. O barco foi organizado para alternar esforço e descanso sem exigir entretenimento constante.
Um dia a bordo
O dia começa com o grupo a preparar o equipamento antes do primeiro briefing. Depois vem o primeiro mergulho, seguido de comida, descanso e deslocação para o local seguinte; o mesmo ciclo repete-se até ao segundo ou terceiro mergulho do dia. A operação inclui dois a três mergulhos diários, com dois no último dia. Entre as entradas na água, o equipamento é enxaguado, as câmaras passam pela estação própria e os mergulhadores refugiam-se na sombra ou no salão com ar condicionado. A navegação acontece enquanto se come ou recupera, e o dia termina no convés superior ou numa das áreas comuns. Não é um horário rígido: é uma sequência de mergulho, refeição, recuperação e nova entrada na água.
O que se come a bordo
A cozinha combina pratos ocidentais e comida local indonésia, servidos em estilo buffet. Há pequeno-almoço, almoço e jantar, com café, chá, bebidas sem álcool, água mineral e snacks disponíveis ao longo do dia. As restrições alimentares podem ser consideradas. Num cruzeiro de mergulho, a mesa não é um intervalo decorativo: é onde se repõe energia depois da água, se compara o que cada grupo encontrou e se prepara o corpo para voltar ao convés. A variedade entre cozinha internacional e sabores locais faz mais sentido aqui do que um menu elaborado que obrigasse todos a comer à mesma hora e da mesma forma.
As noites no mar
As noites acontecem em cabines com ar condicionado, roupeiro, casa de banho privativa e duche de água doce. Há cabines Twin e Double Bed no convés inferior, três cabines Twin no convés principal e duas cabines Master, incluindo uma Master Suite. A diferença entre os níveis sente-se sobretudo na posição dentro do barco: o convés inferior fica mais resguardado, enquanto o principal aproxima a cabine da zona de mergulho e dos espaços comuns. Depois do jantar, o barco oferece um salão interior, uma área exterior protegida e o sun deck com pufes. Não há Wi-Fi a bordo para preencher a noite; leva-se um livro, descarrega-se a câmara e deixa-se o dia acabar com o movimento do mar.
Camarote twin
Camarote duplo
Camarote master
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas de Raja Ampat começam e terminam no porto de Sorong, com receção no aeroporto de Sorong. As viagens de South Halmahera podem ligar Ternate a Sorong ou começar e terminar em Ternate; as de Togean começam e terminam em Gorontalo. A transferência de grupo entre aeroporto e barco está prevista para o início e o fim da viagem; transferências privadas ficam fora desse serviço. A hora e o ponto exatos são comunicados para cada partida. Para ligações internacionais e voos domésticos, é prudente chegar na véspera e não transformar o primeiro mergulho numa corrida contra atrasos de aeroporto.
- Ano de construção
- 2015
- Ano de renovação
- 2024
- Comprimento
- 32 m
- Boca
- 7,5 m
- Número máximo de passageiros
- 18
- Número de cabines
- 9
- Motores
- Mitshubishi 8M21-145 cv
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